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quinta-feira, novembro 29, 2018

ANEL COM O NOME "PILATOS" ENCONTRADO EM HERODIUM, ISRAEL

Apesar de ter sido encontrado há já 50 anos atrás nas escavações do palácio de Herodes, perto de Belém, um trabalho recente de limpeza leva os entendidos a acreditarem que se trata realmente do anel do governador Pôncio Pilatos, o governador da Judeia que julgou o "caso" do Messias Jesus.
O anel, em cobre, tem 2 mil anos e tem inscrita a frase: "de Pilatos." A confirmar-se, será a segunda peça arqueológica a comprovar a existência do infame governador.
Foi necessário um polimento "a sério" para se perceber o valor do objecto até agora negligenciado entre muitos outros encontrados na altura.
Pilatos foi um governador romano destacado para a província da Judeia entre os anos 26 e 36 d.C., e está mencionado várias vezes nos textos do Novo Testamento, tendo sido o responsável pelo julgamento do Messias Jesus.


O anel estava numa colecção de centenas de achados nas escavações de 1968-69 conduzidas pelo arqueólogo Gideon Foerster, numa secção do túmulo e palácio do rei Herodes em Herodium, utilizados durante a "Primeira Revolta Judaica" (66 - 73 d.C.). O actual director das escavações Roi Porat tinha recentemente pedido que se fizesse uma completa limpeza de laboratório e um exame académico ao anel de cobre.

ANÁLISE CIENTÍFICA
A análise científica foi publicada na semana passada no "Jornal das Explorações em Israel", o órgão bi-anual da "Sociedade das Explorações de Israel." A notícia foi amplamente divulgada também pelo diário "Haaretz" sob o título: "Anel do governador romano Pôncio Pilatos, que crucificou Jesus, achado no Herodium, na Margem Ocidental."
Para o actual explorador Porat, "todas as explicações são igualmente prováveis sobre quem seria o histórico dono deste simples anel de cobre."
"Era importante publicar um cuidadoso artigo científico" - afirmou o arqueólogo, acrescentando: "Mas, na prática, temos um anel com a inscrição do nome Pilatos e a ligação pessoal desperta logo a atenção."

NÃO POSTERIOR AO ANO 71 D.C.
O anel foi encontrado numa sala onde se encontrou uma camada arqueológica datada de um período não posterior a 71 d.C. , com uma "riqueza de achados", incluindo uma matriz em vidro, uma ostraca, cerâmica variada, e "uma abundância" de artefactos em metal, tais como setas em ferro, uma grande quantidade de moedas da época da "Primeira Revolta Judaica", e um anel em liga de cobre.

"DE PILATOS"
Bem no meio do anel encontra-se em krater gravado, e um grande vaso de vinho cercado por letras gregas "parcialmente deformadas" onde se lê "de Pilatos." 
Um grande vaso de vinho semelhante ao que se encontra gravado no anel foi achado também numa moeda de bronze, datada dos anos 67-68 d.C., respectivamente o segundo e terceiro ano da revolta judaica.

UM NOME INVULGAR
Ainda que o nome Pôncio fosse vulgar entre os romanos no período do Segundo Templo, o nome Pilatos não era. O único artefacto histórico aceite como testemunha da vida do governador romano está predicada no seu nome incomum.

"PEDRA PILATOS"
A famosa "pedra Pilatos" é um massivo bloco de construção com uma inscrição e que foi encontrado nas escavações de 1961 no teatro de Cesaréia Marítima. Esta laje foi encontrada deitada, com a face para baixo, tendo sido adaptada para ser usada como degrau.
Esta pedra contém 4 linhas de textos, podendo-se ler em duas delas: ""(Po)ncio Pilatos ...(Pref)eito da Judeia." Os melhores cálculos datam a pedra entre os anos 31 e 36 d.C.
Segundo um perito nesta matéria, "o nome de família Pôncio era comum no centro e Norte da Itália nesta época, mas o nome 'Pilatos' era 'extremamente raro.'"
"Devido à raridade do nome Pilatos, que aparece completo, e visto que só um Pôncio Pilatos é que foi alguma vez governador da Judeia, esta identificação deve ser vista como inteiramente certa" - afirmou o cientista.

IMPROVÁVEL TER SIDO DE PILATOS...
Para outros peritos, no entanto, é improvável que o homem descrito no Novo Testamento e citado por Flávio Josefo na sua obra "Antiguidades e Guerras", por Tácito nos seus "Anais", e por Filo, no seu "De Legatione ad Gaium" usasse um anel tão rudimentar.
"Simples anéis todos em metal como o anel de Herodium eram basicamente pertença dos soldados, de oficiais herodianos e romanos, e de gente da classe média" - comentam os peritos, acrescentando: "É portanto improvável que Pôncio Pilatos, o poderoso e rico prefeito da Judeia, tivesse usado um anel tão fino e feito de cobre."
Segundo estes autores, o anel poderia ter pertencido a outro romano chamado Pilatos, ou a alguém sob a autoridade do governador, a algum membro da sua família, ou até a algum dos seus escravos libertado.
Mas para Porat, não é improvável que Pilatos pudesse usar um anel de ouro para os deveres cerimoniais e um outro, em cobre, para os afazeres diários...

Seja como for, o nome Pilatos aparece lá. Disso ninguém duvida...

Shalom, Israel!

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

ESTARÁ O CANDELABRO (MENORÁ) ESCONDIDO NO VATICANO?

Há quem pense que sim. Segundo uma tradição antiga, o antigo candelabro usado no Templo de Jerusalém, destruído no ano 70 d.C. pelos romanos, estará escondido algures nas sombrias e misteriosas catacumbas do Vaticano.
O assunto está novamente na ordem do dia, como consequência da organização para breve de uma exposição conjunta patrocinada pelo assento papal e a antiga comunidade judaica que vive em Roma. Visando promover a visibilidade da crescente relação amigável entre os judeus e o Vaticano, o tema da exposição traz à tona este assunto incómodo, levantando suspeitas que apesar de um longo historial de negações do Vaticano, os rumores terão razão de existir.
Arnold Nesselrath, responsável dos museus do Vaticano, anunciou na passada Segunda-Feira o tema da exposição, assinalando que a ligação entre o Vaticano e o menorá (candelabro) está graficamente ilustrado num fresco pintado na parede do apartamento "Borgia" do Vaticano. O apartamento foi mandado construir pelo papa Alexandre VI, cujo mandato se iniciou em 1492, o mesmo ano em que os judeus espanhóis foram obrigados a escolher entre uma conversão forçada ao catolicismo ou a expulsão do território espanhol.
Os organizadores afirmaram que a exposição "reconta a incrível multi-milenar História sofrida do menorá."

CERTAMENTE FOI PARA ROMA (INICIALMENTE)
A História do sofrimento do menorá começou no ano 70 d.C. com a destruição do Templo. Com uma altura de 1,5 metros e feito de quase 60 quilos de ouro maciço, o menorá foi levado em exílio para Roma pelo imperador Tito.
Esse tenebroso evento está registado até hoje no famoso Arco de Tito, junto ao Coliseu de Roma, num relevo que descreve os soldados romanos carregando o menorá para fora do Templo. Fontes judaicas contêm também muitos relatos de primeira mão descrevendo o menorá como sendo visto em Roma pouco depois da destruição do Templo.
Flávio Josefo, um estudioso e historiador judeu de ascendência sacerdotal que viveu no primeiro século, relatou que os artefactos do Templo foram de facto levados para Roma e colocados dentro do Templo da Paz, construído pelo imperador Vespasiano no ano 75 d.C.
O rasto histórico do menorá parece ter-se perdido durante o 5º século. Há historiadores que conjecturam que o artefacto terá sido saqueado pelos vândalos, quando estes invadiram Roma no ano 455, tendo sido depois derretido, e o ouro dispersado. Mas não há registos históricos da época que comprovem essa possibilidade.
Têm desde então sido relatadas visões não comprovadas do menorá no Vaticano, mas sem qualquer fundamentação válida ou validada. Na segunda metade do século 12, um judeu espanhol conhecido como Benjamin de Tudela fez uma viagem pelo mundo conhecido de então, chegando até à Mesopotâmia. No seu diário, ele relatou que os judeus de Roma sabiam que os vasos do Templo estavam escondidos numa cave do Vaticano.
Esses rumores persistem até aos dias de hoje. Todos os anos o Vaticano recebe centenas de cartas de judeus e de não judeus solicitando que os utensílios do Templo sejam restituídos ao povo judeu.

PEDIDO PELOS ISRAELITAS
Apesar de o Vaticano sempre negar haverem provas de que os utensílios estejam na sua posse, os pedidos continuam. Num encontro havido em 1996 com o papa João Paulo II, o então ministro israelita para os Assuntos Religiosos Shimon Shitrit, solicitou a ajuda do Vaticano na busca dos utensílios do Templo como um "gesto de boa vontade." Segundo relatou na altura o diário israelita "Haaretz", "um tenso silêncio pairou sobre a sala após o pedido de Shitrit."
FRANCISCO I JUNTO AO MURO, JERUSALÉM,
NA SUA PRIMEIRA VISITA OFICIAL EM 2014
Depois deste "ousado" pedido de Shitrit, os rabinos-mor de Israel Yona Metzger e Shlomo Amar, fizeram uma solicitação semelhante durante a sua primeira visita ao Vaticano. E o mesmo voltou a acontecer durante a visita do então presidente israelita Moshe Katsav ao Vaticano. Em 2004, a "Autoridade para as Antiguidades de Israel" enviou uma equipa a Roma para pesquisar nos armazéns do Vaticano algum sinal dos artefactos do Templo. Segundo eles relataram, nada de inesperado foi encontrado...

OS RUMORES PERSISTEM...
Mesmo assim, os rumores não deixam de existir. Em 2013, pouco antes da primeira visita oficial do recém eleito papa Francisco I a Israel, o rabi Yonatan Shtencel, residente em Jerusalém, causou sensação nos media, ao escrever uma carta ao Vaticano solicitando que o papa aproveitasse a oportunidade para devolver o menorá de ouro roubado ao Templo. O rabi dirigiu-se ao novo papa como "um líder com disponibilidade para escutar outras nações."
"É altura desses vasos sagrados, roubados na época desses difíceis eventos históricos e levados para Roma como despojos de guerra e até aos dias de hoje nas mãos das autoridades do Vaticano, e sob o seu controle, mudarem de estatuto" - escreveu na altura o rabi. E acrescentou que ao fazê-lo, os muitos anos em que o Vaticano tomou posse dos utensílios passariam da condição de "roubados", para a de "confiados" ao povo judeu.
CANDELABRO BANHADO A OURO
PRÓXIMO AO MURO, E PREPARADO
PARA O NOVO TEMPLO
O arcebispo Guiseppe Lazzaratto respondeu, afirmando que o Vaticano tinha dedicado "séria atenção" ao assunto. Ainda que não tivesse admitido que os utensílios do Templo estivessem no Vaticano, a verdade é que também não o negou. Simplesmente limitou-se a reafirmar a crescente afinidade entre a Igreja católica e os judeus, assinalando que a retenção dos utensílios iria contra essa tendência.
"Se me conseguirem fornecer qualquer evidência de que os vasos sagrados estão realmente guardados nos arquivos, ou algures no Vaticano, terei todo o gosto em encaminhar o vosso pedido para o prefeito dos mesmos arquivos, e ao próprio papa Francisco" - respondeu o prelado.

ESPECULANDO UM POUCO...
Permita-me agora o leitor um pouco de especulação da minha parte...
Acreditando como eu acredito que o "papa" é o verdadeiro "falso profeta" anunciado pelas Escrituras como o "braço direito" do Anti-Cristo, e sabendo que este último enganará os judeus e grande parte do mundo ao fazer um falso acordo de paz entre judeus e árabes (Daniel 9:27), algo de valioso terá de ser oferecido como "moeda de troca" para convencer os judeus a aceitarem tal "plano de paz." Ora, para além da possível oferta da construção de um Templo para que os judeus possam retomar os desejados sacrifícios diários no Monte Moriá, a devolução do menorá pelo "falso profeta" - entenda-se: papa - seria certamente a melhor "prenda" que os judeus poderiam receber das mãos do chefe do Vaticano...
Quando me refiro ao "papa" como o "falso profeta", não quero dizer que tenha de ser este actual chefe do Vaticano, mas qualquer um que vier preencherá certa e cabalmente esta posição diabólica...

Claro que estou a especular...mas que é uma possibilidade, ninguém o pode negar...

Shalom, Israel!

quinta-feira, outubro 20, 2016

ARQUEÓLOGOS ISRAELITAS DESCOBREM SÍTIO DA BATALHA CONTRA JERUSALÉM NO ANO 70 D.C.

Esta impressionante descoberta vem confirmar o relato da destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. pelo historiador Flávio Josefo.
Arqueólogos israelitas encontraram o sítio de uma feroz batalha onde o exército romano bombardeou e conseguiu abrir brechas na muralha da Cidade antes de a conquistar e destruir o Segundo Templo, tal como o Messias Jesus havia anunciado quase 40 anos antes. 
Esta descoberta já foi feita no passado Inverno durante uma escavação para um novo campus universitário para a Academia de Arte e Design Bezalel no exterior da Cidade velha. Segundo os arqueólogos responsáveis pela escavação, este achado comprova finalmente a descrição da muralha que foi derrubada, tal como relatado pelo historiador Josefo.

Durante a escavação, os arqueólogos encontraram os restos de uma torre rodeada por montes de pedras e pedregulhos disparados pelas catapultas romanas contra as forças judaicas que protegiam as muralhas.
Para a "Autoridade para as Antiguidades de Israel", "este é um testemunho fascinante do bombardeamento intensivo do exército romano comandado por Tito, antes da conquista da Cidade e da destruição do Segundo Templo."

ARÍETE ROMANO
"O bombardeamento era intencionalmente dirigido aos sentinelas que guardavam as muralhas, provendo também cobertura às forças romanas, para que estas se pudessem aproximar das muralhas com aríetes, dessa forma rompendo as defesas da Cidade." 
A parte da muralha que foi rompida era conhecida como a "terceira muralha." As suas ruínas foram encontradas na zona moderna de Jerusalém conhecida como "campo russo." Segundo os relatos de Josefo, esta secção da muralha foi projectada para proteger um novo bairro da Cidade que se tinha desenvolvido na parte de fora das duas muralhas já existentes.
Durante uma grande parte do século 20 os peritos debateram o trajecto dessa terceira muralha e "a questão relativa às fronteiras de Jerusalém nas vésperas da investida dos romanos" - assim reza a declaração, concluindo: "parece que a nova descoberta no 'campo russo' é prova da muralha existente nesta área."

Na sua obra "As Guerras dos Judeus", Flávio Josefo descreve a muralha: "O início da terceira muralha era junto à torre Hippicus, de onde chegava até ao quarteirão norte da Cidade, e a torre Psephinus...foi Agripqa quem cercou as partes acrescentadas à Cidade velha com esta muralha, partes até então desprotegidas."

SOLDADO ROMANO
A terceira muralha tinha ficado completa como parte das preparações dos judeus para a "grande revolta" contra Roma que se iniciou no ano 66 d.C. e que terminou em 70 d.C. quando os romanos romperam as muralhas de Jerusalém e destruíram o Segundo Templo. Centenas de milhares de judeus foram mortos, e a derrota anunciou o início de quase dois mil anos de exílio.
Os achados da escavação serão apresentados durante uma conferência a realizar no final deste mês na Universidade Hebraica de Jerusalém.
Esta descoberta veio mesmo a calhar, na semana em que o desacreditada UNESCO votou a favor de uma resolução que nega toda e qualquer ligação judaica e cristã aos lugares sagrados da Cidade de Jerusalém, capital de Israel...

Shalom, Israel!