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terça-feira, julho 12, 2016

SINÉDRIO DECLARA 2016 COMO O "ANO DO INÍCIO DA CONTAGEM DOS JUBILEUS"

Após deliberações que se arrastaram por um ano inteiro, o "Sinédrio Nascente" declarou que este é o primeiro ano da contagem do ciclo dos 50 anos do Jubileu bíblico. Isso não apenas reitera um mandamento bíblico, mas tem implicações no estatuto de Israel como nação mandatada pela Bíblia, no retorno da terra para os judeus e o assegurar de que todo o judeu tem uma herança na Terra.
O Jubileu (Hayovel no hebraico) é um mandamento bíblico que é observado exclusivamente na Terra de Israel. É o quinquagésimo ano que surge depois de um período de 7 anos sabáticos (49 anos.)
O ano do Jubileu obriga ao cumprimento de vários mandamentos relacionados com direitos de propriedade e o retorno da Terra aos seus donos originais, os judeus, aos quais a mesma foi concedida por sortes. Nesse ano as dívidas terão de ser perdoadas e em tempos bíblicos, os escravos que se tivessem vendido para pagamento de dívidas eram libertos.
Devido às várias implicações temporais, o Jubileu não vinha sendo cumprido desde os dias do Segundo Templo, quando os judeus retornaram do exílio babilónico. 
Ainda que esta decisão do Sinédrio venha a ter poucas implicações práticas na actualidade, a verdade e que esta é uma decisão revolucionária que terá tremendas consequências no futuro.
Segundo um dos rabinos membros do Sinédrio, "O Jubileu é um mitzvah (mandamento) nacional que requer a existência de uma nação judaica presente na Terra de Israel. O Sinédrio declarou que estamos agora de facto na profetizada terceira herança da terra, tendo a primeira ocorrido com Josué e a segunda após o exílio da Babilónia."
E o rabino Weiss acrescenta: "É altura de começar-se a observar o mandamento positivo da contagem dos Jubileus. A maior parte dos judeus que não negam a sua identidade judaica vivem agora em Israel. Não há nação judaica fora da Terra de Israel. Têm de haver pelo menos 600.000 desses judeus, tal como o número que retornou do Egipto sob a liderança de Josué."
E, clarificando: "Quando tais condições tiveram sido satisfeitas, como agora claramente acontece, as condições para se iniciar a contagem do Jubileu estão satisfeitas."

Shalom, Israel!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

2017 - A VINDA DO REINO?


O ano 2017 tem há algum tempo despertado a minha atenção e curiosidade. Sendo eu um curioso investigador das profecias bíblicas relacionadas com o fim dos tempos, qualquer matéria é prontamente analisada e considerada, quando o caso é para isso. Na minha apresentação "Israel - o relógio profético de Deus" postada no blog em 1 de Novembro de 2010, levanto a certa altura a questão: "o que nos trará 2017?"
A questão tem a ver com datas, previsões e cumprimentos. Sei que há quem ache que datas e números não têm qualquer relevância bíblica, mas o estudo aprofundado das Sagradas Escrituras conduzirá facilmente a uma opinião diferente.
Por exemplo, em 1897 Theodore Herzl durante o 1º congresso sionista "sonhou" com um estado moderno judaico na Terra de Israel para daí a 50 anos. E 50 anos depois - o tempo de um Jubileu bíblico - em 1947, as Nações Unidas declaram a divisão da "Palestina" em 2 estados, um judeu e um árabe, dando portanto origem à moderna "existência" de Israel.
E 70 anos depois - o tempo de uma geração bíblica - em 1967, Jerusalém volta às mãos dos judeus, após quase 2 mil anos de dispersão, tornando-se na sua capital eterna e indivisível.
Por quê 2017 agora? Porque de 1947 (início da existência do Israel moderno) até 2017, irão decorrer exactamente 70 anos, ou seja, o tempo de uma geração bíblica. Muitos intérpretes da Bíblia acham que quando Jesus, o Messias, referiu no Seu sermão profético "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça" (Mateus 24:34), Se estava a referir à geração que veria todos os sinais acontecerem, especialmente os que concernem a Israel, o que significaria que essa geração teria de ver a vinda do Messias até 2017. Na minha humilde opinião, faz sentido.
Mas a minha atenção tem sido recentemente despertada pela controvérsia acerca das "profecias" da minha amiga Neuza Itioka, mencionando o ano de 2017 como "o ano da vinda do reino", e usando como base as profecias do conhecido rabino Judá Ben Samuel.
Confesso que sempre me tenho sentido perturbado e até indignado com tanta "profetada" que ouço por aí, pelo que na maior parte dos casos tendo a não dar ouvidos àqueles que tentam e alegam falar "em nome de Deus." Digo "tentam", porque a Deus certamente eles não conhecem.
Mas a "mensagem" da Neuza à Igreja poderá ter algum valor, uma vez que, excluindo a questão das datas e dos "iluminati", é uma visão da realidade e do caminho que infelizmente os cristãos de hoje estão trilhando, ignorando muitas vezes as sérias advertências dos profetas de Deus. Assim era e assim continuará a ser, para desgraça nossa.
Mas as "profecias" de Itioka em que o Reino Milenar do Messias se iniciaria em 2017, não são invenção dela: têm na sua origem as famosas "profecias dos jubileus" preditas pelo rabino Judá Ben Samuel.
Quem é este rabino?
Judá Ben Samuel foi um piedoso judeu alemão, que viveu entre 1140 e 1217, e que antes da sua morte (em 1217) profetizou acerca da nação de Israel.
E as suas profecias, a que eu prefiro chamar "visões", têm a ver com períodos de tempo relacionados com os jubileus bíblicos, portanto períodos de 50 anos cada - Levítico 25:8-13. Segundo ele, o Império Otomano turco reinaria sobre a Cidade santa de Jerusalém por 8 Jubileus, portanto 8 x 50 = 400 anos. E assim aconteceu: 300 anos depois da "visão" de Ben Samuel, em 1517, or turcos do Império otomano tomaram o controle de Jerusalém, dominando a cidade nos 400 anos seguintes.
E foi exactamente 400 anos depois, portanto 8 jubileus depois, que os turcos foram expulsos da Terra Santa pelas forças do general inglês George Allenby, um devoto cristão, tendo Jerusalém sido capturada e libertada pelos britânicos em 9 de Dezembro de 1917, durante a Festa do Hanukah, sem que um só tiro tivesse sido disparado! A primeira parte da "visão" do rabino concretizou-se com exactidão!
Mas o rabino tinha também profetizado que durante o 9º ano Jubileu - portanto 450 anos a contar da invasão turca de 1517 - Jerusalém se tornaria numa "terra de ninguém". E isso aconteceu exactamente: entre 1917 e 1967 Jerusalém foi colocada sob a alçada britânica a mando da Liga das Nações, não pertencendo literalmente a nenhuma nação. Até mesmo depois da Guerra da Independência de Israel (1948 - 1949) Jerusalém estava dividida, com judeus dominando de um lado e os jordanos do outro, havendo uma faixa de terra a meio que ninguém podia atravessar. Só em 1967 (portanto 450 anos depois, ou 9 jubileus depois) é que Jerusalém deixou de ser "terra de ninguém" para voltar à soberania de Israel. A segunda parte da "visão" do rabino concretizou-se com exactidão!
Mas a terceira parte da visão é ainda mais empolgante: o rabino Samuel profetizou que no décimo Jubileu, portanto 10 x 50 anos = 500 anos desde a conquista dos turcos (1517), ou seja, em 2017, Jerusalém estaria sob o domínio dos Judeus depois de mais de 2 mil anos de diáspora judaica, e o Reinado Messiânico se iniciaria no final deste período. O décimo Jubileu iniciou-se em 1967 e vai terminar em 2017.
Acredito que estamos a caminho dos momentos finais da História humana - pelo menos desta presente dispensação, ou época. Especular sobre datas é sempre perigoso e pode até tornar-se uma obsessão. Não vamos por aí.
Contudo isso não nos impede de estarmos atentos aos sinais, e não descartarmos estas "evidências" histórias e, por que não, até proféticas, desde que elas não ponham em causa a revelação divina. E esse não é o caso.
A Bíblia afirma claramente que o Reino está para vir. Será em 2017? Poderá ser antes? Poderá ser depois? Não sabemos. Mas disto estou certo: quando Jesus nos ensinou a orar: "Venha o Teu Reino" é porque ele virá, e tudo indica que estamos próximos desse Grande Dia! Maranatha!
Estejamos nós prontos...
Shalom, Israel!