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terça-feira, janeiro 15, 2019

MERGULHADORES ISRAELITAS VÃO PROCURAR NO RIO DANÚBIO OS RESTOS MORTAIS DE JUDEUS HÚNGAROS MORTOS NO HOLOCAUSTO

Uma equipa profissional de mergulhadores israelitas vocacionados nas áreas do resgate irão esta semana passar "a pente fino" o fundo das águas do rio Danúbio, na capital húngara, Budapeste, em busca de restos mortais dos muitos judeus mortos pelos nazis e atirados ao rio. 
Esta operação é fruto do acordo conseguido entre os ministros do interior israelita e húngaro.
Os mergulhadores da organização israelita ZAKA dirigirão todas as operações de busca.
"Estou contente por o ministro do interior húngaro prometer assistência, apoio e equipamento tecnológico para o benefício deste projecto, e espero que os mergulhadores da ZAKA consigam resgatar esses santos mártires judeus para um digno e completo sepultamento judaico" - afirmou o ministro israelita Aryeh Deri.

MILHARES DE JUDEUS
Perto do final da Segunda Guerra Mundial, milhares de judeus húngaros que não haviam sido enviados para os campos de morte foram executados nas margens do rio Danúbio por membros da "Cruz da Lança" - o partido fascista de extrema direita que colaborou com os nazis e que dirigiu a Hungria entre Outubro de 1944 e Março de 1945.
Cerca de 565.000 judeus húngaros foram mortos durante o Holocausto - a maioria em Auschwitz, na Polónia então ocupada pelos nazis, para onde foram deportados em massa em meados de 1944.
Quem visita Budapeste, poderá ver junto às margens do rio Danúbio um memorial dedicado a esses judeus. O memorial consta de centenas de sapatos dispostos sobre um pequeno muro contíguo às margens do rio.

Shalom, Israel!

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

ISRAEL REVOLTA-SE COM PROPOSTA DE LEI APROVADA PELO SENADO POLACO SOBRE O HOLOCAUSTO

VOTAÇÃO ESTA MANHÃ NO SENADO DA POLÓNIA
Após uma intensa controvérsia em que Israel esperava algum bom senso por parte dos legisladores da Polónia, as expectativas goraram-se hoje com a aprovação pelo senado polaco de uma proposta de lei que criminaliza qualquer menção ao envolvimento da Polónia no genocídio do Holocausto nazi.
De acordo com esta nova lei hoje aprovada pelo senado, qualquer menção ao papel da Polónia na questão do Holocausto, incluindo o termo "campos de morte polacos" levará a uma pena até aos 3 anos de prisão. A proposta recebeu 57 votos a favor e 23 contra. 

REACÇÃO ISRAELITA
Israel reagiu vigorosamente a esta nova lei através do seu Ministério para os Negócios Estrangeiros: "O estado de Israel opõe-se firmemente à decisão do senado polaco. Israel vê com gravidade todas as tentativas para danificar a verdade histórica."
"Nenhuma lei poderá alterar os factos" - acrescenta o comunicado israelita.

"PROFUNDO DESAPONTAMENTO"
"Há um profundo desapontamento, pois a relação entre os dois países é importante para ambas as partes. Esta lei opõe-se à atmosfera de entendimento mútuo entre os dois primeiro-ministros que se encontraram no passado Domingo" - acrescenta o comunicado.
Para o ministro das Construções e Habitação esta lei não pode passar despercebida: "O anti-semitismo polaco lubrificou as rodas do Holocausto" - afirmou, acrescentando: "Eles negam a sua responsabilidade parcial e a ajuda e o apoio fornecidos para ajudar na destruição dos judeus. Precisamos de nos sentar e discutir este assunto, pois não podemos aceitar a negação do Holocausto."

LIBERTAÇÃO DO CAMPO DE EXTERMÍNIO NAZI DE
AUSCHWITZ, NA POLÓNIA, EM JANEIRO DE 1945
3 MILHÕES DE JUDEUS
Antes do início da 2ª Guerra Mundial, cerca de 3 milhões de judeus viviam na Polónia. Actualmente vivem em toda a Polónia cerca de 4 mil judeus registados, mas crê-se que existam algumas dezenas de milhares de judeus cujos ancestrais preferiram esconder as suas identidades devido às perseguições sofridas às mãos dos nazis e dos comunistas.
Os polacos alegam que os campos de concentração na Polónia foram construídos e dirigidos pelos nazis após estes terem conquistado o país, omitindo a colaboração dos polacos locais e a espoliação dos bens dos judeus, bem como outros incidentes como foi o caso do pogrom de Kielce, em 1946.

Shalom, Israel!

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

ESTREOU O FILME "O FILHO DE SAUL" - UM FILME QUE NOS FAZ DESCER AOS INFERNOS DOS FORNOS CREMATÓRIOS DE AUSCHWITZ E NOS FAZ SENTIR A TRAGÉDIA E O DESESPERO DE UMA FORMA PODEROSA

Estreou em Portugal, o filme "O Filho de Saul", do realizador húngaro judeu Lazslo Nemez, o filme que causou sensação no último festival de Cannes e que venceu o prémio especial do júri.
Este filme perturbador, leva-nos literalmente ao "inferno" dos fornos crematórios de Auschwitz, e, apesar da emoção que o tema suscita, é fundamental que este filme seja visto e revisto, espalhado e divulgado especialmente entre as novas gerações, quase completamente ignorantes e desinteressadas no assunto do Holocausto.
O filme relata o drama de Saul, internado à força em Auschwitz há várias semanas. Como tantos outros judeus e não só. Saul só escapa à morte mais que certa porque faz parte dos "Sonderkommando", e trabalha para os nazis na limpeza dos fornos crematórios.
Saul tem a funesta missão de acompanhar os prisioneiros judeus até às câmaras de gás, retirar-lhes todos e quaisquer objectos de valor, e remover as provas materiais da morte antes de os cadáveres serem reduzidos a cinzas. 
Um dia, crê reconhecer o cadáver do seu próprio filho...
A partir daí, o que lhe resta de humanidade e vontade vai ser dedicado a procurar uma sepultura digna para o filho.
Esta primeira longa metragem deste realizador húngaro é uma verdadeira proeza, atingindo o limite do suportável, porque mais do que mostrá-lo, o filme sugere o horror.
É muito raro ver-se um filme que nos faz sentir a tragédia e o desespero de uma forma tão poderosa até ao desfecho final. 

A memória do Holocausto é algo com que o realizador húngaro Laszio Nemes tem vivido desde a sua infância. 
E as suas palavras revelam bem o propósito mais que digno e necessário que o levaram a realizar esta colossal obra:
"Quis fazer um filme que fizesse sentido para toda a actual geração. Esta geração não quer saber nada deste tipo de coisas, é uma geração desligada."

Bem haja, Laszio Nemes! 
"Aqueles que ignoram a História estão condenados a repetir os seus erros" - ditado judaico.


segunda-feira, dezembro 21, 2009

ENCONTRADA A PLACA COM O LETREIRO "ARBEIT MACHT FREI"

A placa simbólica da ironia nazi nos campos de concentração roubada na semana passada foi hoje encontrada na posse de 5 ladrões, já presos, provando-se que se tratou apenas de um roubo e não de um acto ligado a neo-nazis. Os ladrões confessaram ter actuado apenas por interesses monetários.
O letreiro tinha sido roubado na passada sexta-feira e tinha agitado a sensibilidade de milhões de pessoas pelo mundo fora, especialmente a dos judeus.
A polícia polaca ainda não sabe ao certo quais as verdadeiras razões por detrás do roubo, prevendo-se que fossem unicamente financeiras.
A placa foi encontrada a algumas centenas de quilómetros de Auschwitz, cortada em 3 partes, e nas palavras do presidente do município local, "Apesar da temperatura ser agora tão gelada - 14º abaixo de zero - as notícias da descoberta do roubo aquecem os nossos corações. Todos nós aqui temos uma forte ligação ao povo de Israel".
Shalom, Israel!

sexta-feira, dezembro 18, 2009

O ROUBO DO LETREIRO EM AUSCHWITZ "O TRABALHO LIBERTA" PODERÁ TER SIDO MAIS UM ACTO DE VANDALISMO DO QUE ANTI-SEMITISMO



São de grande consternação e revolta as muitas manifestações contra o roubo nesta madrugada do letreiro original à entrada do campo de concentração de Auschwitz, talvez o símbolo mais conhecido dos campos de morte nazis "Arbeit Macht Frei".
O presidente da câmara da cidade polaca mais próxima descreve o acontecimento como "trágico", dizendo que os residentes estão "chocados e entristecidos", e o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão descreve o incidente como "um crime lamentável". O ministro polaco revelou que o incidente o deixou "sem palavras", definiu o incidente como um "crime" e expressou o seu desejo de que os autores sejam em breve apanhados.
O presidente do município não encontra explicação para o roubo: "Há uma segurança apertada, barreiras, arame farpado, câmaras e aparelhos electrónicos. E o sinal estava no meio do campo. Uma pessoa não consegue entrar. Mesmo que um cão passe, o alarme soa. Quem quer que tenha feito isto estaria certamente familiarizado com o sistema. Não há outra explicação."
Uma das funcionárias do museu expressou desta forma a tristeza geral: "Todos quantos trabalham no museu estão desvastados, desgostosos e até pessoalmente magoados. Temos todos dado o nosso melhor para preservar a memória deste campo.
Quando Auschwitz foi liberado em 1945, foi feito todo o esforço para preservar os documentos que testemunham para sempre aquilo que aqui aconteceu. As pessoas trabalham duro para preservar tudo isto, até mesmo os voluntários, porque é um compromisso com o futuro. Agora este testemunho foi duramente estragado. É uma tragédia, e não tenho mais palavras para o descrever".

Sinal dos tempos, ou uma chamada de atenção?
Shalom, Israel!