segunda-feira, dezembro 06, 2021

GRAVAÇÃO COM "BÁLSAMO DE GILEADE" DESCOBERTA EM ISRAEL

Há cerca de 1.500 anos desapareceu das margens do Mar Morto uma magnífica planta mencionada na Bíblia pelos seus encantos e poderes medicinais. O profeta Jeremias falou do poder curativo desta planta: "Acaso não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do Meu povo?" (Jeremias 8.22)

O profeta Ezequiel admirou o seu valor económico. O Livro do Êxodo menciona a planta como um incenso para a adoração divina a ser queimada no Templo sagrado. 

Estamos a falar do famoso bálsamo de Gileade.

A planta foi um presente da raínha de Sabá ao rei Salomão. Os seus pomares eram pertença do rei Herodes, foram saqueados por Marco António e oferecido a Cleópatra. Os seus ramos foram transportados por Tito juntamente com o Candelabro de ouro na procissão triunfal do império romano em Roma após a conquista de Jerusalém.

DESCOBERTA IMPRESSIONANTE

No final de Outubro a Autoridade para as Antiguidades de Israel anunciou ter sido encontrado em Jerusalém oriental um antigo selo de ametista com oprimeiro registo conhecido da planta conhecida como "bálsamo de Gileade." A gravação no selo com 2 mil anos exibe a planta bíblica caqui - não relacionada com o fruto com o mesmo nome - usada durante o período do Segundo Templo como um dos ingredientes mais dispendiosos para a produção de incenso, perfumes, medicação e óleos para unção. A planta tem sido descrita com muitos nomes, desde caqui, bálsamo e bálsamo de Gileade. O selo foi encontrado durante escavações a decorrer em Jerusalém. 

Segundo o arqueólogo responsável pelas escavações, "este é um achado importante, pois pode ter sido a primeira vez no mundo inteiro que um selo foi descoberto com uma gravação desta preciosa planta famosa, da qual até agora apenas se conseguiam ler descrições em registos históricos."

A planta está sendo hoje em dia novamente criada em Israel, ao fim de 1.500 anos do seu desaparecimento. O local onde está sendo criada é em Almog, na margem Norte do Mar Morto. 

Shalom, Israel!

sábado, dezembro 04, 2021

ISRAEL ESTÁ A AQUECER O DOBRO DA MÉDIA MUNDIAL, E A SITUAÇÃO VAI PIORAR...

Este passado mês de Novembro foi um dos mais quentes jamais registado em Israel. Segundo os serviços metereológicos do país, este entre os quatro mais quentes de sempre, pelo menos nos registos. 

E não são só as temperaturas que aumentam, como os peritos verificaram também que a precipitação de chuva baixou em relação ao que costuma acontecer nesta altura do ano. E a má notícia é que, devido às alterações climáticas, a situação tenderá a piorar...

Israel sempre no epicentro do mundo, mas nem sempre pelas melhores notícias...

Shalom, Israel!

sexta-feira, dezembro 03, 2021

O QUE ACONTECEU AO CANDELABRO DO TEMPLO?

Este é um dos maiores mistérios dos últimos 2 milénios, quiçá dos mais bem guardados...Onde se encontrará o candelabro do Templo, saqueado pelos invasores romanos no ano 70? 
Será que ele ainda existe?

PROVA HISTÓRICA INCONTESTÁVEL

Uma das maiores e conclusivas provas históricas da existência de um candelabro (menorá) no Templo de Jerusalém está ironicamente gravada em pedra, no coração de Roma, no famoso Arco de Tito, construído no ano 81 d.C. pelo imperador Domiciano para comemorar a vitória sobre a rebelião judaica e ainda hoje visível na antiga "Via Sacra". O painel interior na parte do Sul exibe os despojos sacados do Templo de Jerusalém, confirmando o testemunho do facto de que os romanos carregaram o Candelabro do Segundo Templo de Jerusalém. O evento exibido no relevo do Arco de Tito foi testemunhado por Flávio Josefo, um historiador judeu descendente de sacerdotes que narrou o facto de os artefactos do Templo, incluindo o Candelabro, terem sido transportados para Roma e colocados no Templo da Paz de Vespasiano, completado no ano 75. O trilho histórico do Candelabro parece no entanto ter sido perdido durante o 5º século. Alguns historiadores conjecturam que o artefacto terá sido levado pelos vândalos que saquearam Roma no ano 455, e que depois teria sido derretido e o ouro disperso. Outros, contudo, afirmam que ele se encontra escondido algures numa cave secreta do Vaticano. 


Existe de facto uma conexão entre o Candelabro e o Vaticano ilustrada graficamente num "fresco" pintado numa parede do apartamento dos Borgias, no Vaticano. O apartamento foi construído para o papa Alessandro VI, cujo papado se iniciou em 1492, o mesmo ano em que foi proposta aos judeus espanhóis a escolha entre a conversão forçada ao catolicismo, ou a expulsão. 

Ao longo dos séculos têm existido vários avistamentos não verificados do Candelabro no Vaticano, mas nenhum tem tido comprovação. Na segunda metade do século 12, um judeu conhecido como Benjamin de Tudela fez uma viagem pelo mundo conhecido de então, chegando até à Mesopotâmia. No seu diário, ele alegou que os judeus de Roma sabiam que os utensílios do Templo se encontravam escondidos numa cave do Vaticano. Apesar das centenas de cartas que o Vaticano recebe anualmente solicitando a devolução dos artefactos aos judeus, o Vaticano sempre repete que não os tem na sua posse. Há no entanto no ar aquilo a que alguns chamam de "silêncio comprometedor."

Em 2013, logo antes da primeira visita oficial do recém eleito papa Francisco I a Israel, o rabi Yonatan Shtencel, residente em Jerusalém, causou alguma sensação nos media ao escrever uma carta ao Vaticano solicitando que o papa usasse a oportunidade para devolver o Candelabro de ouro roubado do Templo: "Chegou a hora de os vasos sagrados roubados na época destes difíceis eventos históricos e levados para Roma como despojos de guerra e que permanecem até hoje nas mãos das autoridades do Vaticano e sob o seu controle mudarem de estado." O arcebispo Guiseppe Lazzaratto respondeu, dizendo que o Vaticano tinha dedicado "séria atenção" ao assunto. Apesar de não ter admitido que os objectos se encontravam no Vaticano, também não o negou. Ele simplesmente reafirmou a crescente afinidade entre a Igreja católica e os judeus, assinalando que reter os utensílios iria contra essa tendência. 

"Se me puder provar com algumas evidências que os vasos sagrados estão de facto guardados nos arquivos ou algures no Vaticano, terei todo o gosto em reencaminhar o seu pedido ao prefeito dos mesmos arquivos e ao próprio papa Francisco" - respondeu o prelado católico. 

JUNTO AO COLISEU

O Arco de Tito situa-se próximo ao Coliseu de Roma, construído com os despojos dessa vitória sobre os judeus. Logo ali próximo, encontra-se também a antiga Cúria, a Casa do Senado da Roma antiga. 

Após a chegada a Roma dos soldados de Tito, foi organizada uma grande procissão "triunfal" que percorreu as principais ruas da antiga Roma, chegando até à Via Sacra, o "Caminho Sagrado" que levava ao Templo de Júpiter Optimus Maximus (a maior divindade romana) onde eram oferecidos sacrifícios e eram realizadas celebrações públicas. 

A inscrição no Arco de Tito, construído por Domiciano em homenagem às campanhas do seu irmão Tito nas guerras contra os judeus (70 - 71 d.C.), exibe a seguinte dedicatória: "O Senado e o povo de Roma, a Divus Titus, filho de Divus Vespasiano, Vespasiano Augusto."

DESCRIÇÃO DE FLÁVIO JOSEFO

O historiador judeu Flávio Josefo, capturado pelos romanos que testemunharam ao vivo as celebrações no Arco de Tito, descreveu que os despojos do Templo, que incluiam a mesa de ouro, o Candelabro de ouro, e os rolos da Torá foram as peças centrais das celebrações romanas. Ironicamente, o local de onde partiu essa procissão foi escolhido 1500 anos depois para o sítio do gueto judeu de Roma. 

Segundo Flávio Josefo, cerca de 97 mil judeus foram feitos cativos e levados para Roma. Para vários historiadores, a humilhação a que os judeus foram sujeitos pelos imperadores romanos Vespasiano e Tito e a exibição dos "troféus" saqueados do Templo de Jerusalém, entre os quais se destaca o Candelabro, foi a prova de que para os romanos aquela era a derrota do Deus dos judeus, agora cativo dos deuses romanos, para sempre assinalada na gravação do Arco de Tito. 

Ironicamente, o grande templo romano ao deus Júpiter também ardeu no ano 68 d.C., tendo o imperador Vespasiano iniciado a sua reconstrução no ano 70, para sofrer novamente a destruição no incêndio de Roma do ano 80 d.C., acabando por ser reconstruído novamente pelo imperador Domiciano, o mesmo que desterrou o apóstolo João para Patmos. 

Muitos dos recursos usados para a construção do "anfiteatro flaviano", mais conhecido como "Coliseu" de Roma, vieram dos despojos saqueados em Jerusalém pelos soldados romanos. O anfiteatro passou a ser um símbolo da arquitectura e do poder de Roma, e depositário dos artefactos do Templo de Jerusalém que ali ficaram expostos durante séculos, não só para que os romanos pudessem celebrar a vitória do seu deus sobre o Deus de Israel, mas também tornando-se num centro de peregrinação para os próprios judeus. 

Shalom, Israel!


quinta-feira, dezembro 02, 2021

PALESTINIANOS CONSIDERAM COMO SUA TODA A TERRA DE ISRAEL...

Em mais uma das habituais provocações ao bom senso e à inteligência, o ministério para a "Educação" (entenda-se: ignorância) palestiniano veio mais uma vez exibir cartazes alegando que toda a terra de Israel é deles: "Palestina: a terra inteira é nossa, desde o Mar (Mediterrâneo) até ao Rio (Jordão)."

Esta falsificação provocatória teve lugar em mais um evento promovido pelo "Ministério da (Des)Educação" da Autoridade Palestiniana, com a exibição de mapas regionais com Israel apagado dos mesmos, lado a lado com painéis exibindo os dizeres acima mencionados. O evento teve lugar na semana passada na Escola Secundária para Moças Kafr Qaddum, na povoação de Qalqilya, cujas imagens dos cartazes foram postadas nas redes sociais. 

Esta situação não é nova, e só revela mais uma vez a política oficial da Autoridade Palestiniana de, dentro de um contexto cultural, negar o direito à existência de Israel.

Esta provocação é obviamente um obstáculo para a paz e para qualquer tipo de negociação entre israelitas e palestinianos, uma vez que ninguém de bom senso pode negociar com algo que não existe...

A mensagem que o ministério da "educação" palestiniana quer comunicar às crianças é a de que os israelitas são invasores colonialistas estrangeiros, e por tal, Israel não tem direito a existir. Os palestinianos prosseguirão assim a sua cruzada contra a presença de Israel na sua terra  até que os "invasores" a abandonem. É assim negada a legitimidade de Israel, pelo que a ideia de existir um estado palestiniano lado a lado com Israel não passa de uma falácia, já que o mapa proposto e divulgado para a Palestina abarca todas as actuais fronteiras do estado de Israel...

Mais do mesmo. Vindo de quem vem, nada nos admira...

Shalom, Israel!

quarta-feira, dezembro 01, 2021

A ORIGEM DA FESTA JUDAICA DO HANUKÁ (FESTA DAS LUZES) QUE JESUS TAMBÉM CELEBROU

A festa do Hanuká que está sendo celebrada nestes dias está tradicionalmente ligada à história do milagre da botija única de azeite que serviu para 8 dias seguidos. A história do Hanuká não vem na Bíblia, mas está narrada no Talmude (Shabbat 21b). 

A história iniciou-se cerca do ano 220 a.C., quando Antíoco III, o rei selêucida sírio tomou posse do Reino da Judeia. Quando o seu filho Antíoco IV o sucedeu, tentou unificar o seu reino proibindo os judeus de praticarem o judaísmo e obrigando-os a adorar os deuses gregos. Cerca de um terço dos judeus aceitaram os costumes e idolatria gregos e tornaram-se helenizados. No ano 168 a.C. Antíoco IV invadiu Jerusalém e erigiu um altar a Zeus no Templo judaico. Pouco a pouco os soberanos gregos começaram a proscrever mais práticas judaicas, começando com o Shabbat e avançando para a prática da circuncisão. A observância das leis judaicas seria punida com a morte. Isso despertou uma revolta entre os hasmoneus, ou macabeus, liderada por Mateus, um sacerdote de Modiin, e os seus 5 filhos: João, Simeão, Jónatas, Judá e Eleazar. 

Após dois anos de rebelião, os macabeus dirigiram um exército de cerca de 6.000 e conseguiram expulsar o exército grego, muito maior, composto de cerca de 50.000 soldados. Depois de retomarem Jerusalém os hasmoneus rededicaram o Templo no dia 25 do mês de Kislev, o que requeria o acender do candelabro (o menorá). Os gregos tinham roubado o candelabro original de ouro, pelo que os macabeus fizeram um novo em ferro. Mas os gregos tinham saqueado todo o azeite usado no Templo. Finalmente, uma pequena botija foi encontrada intacta com o selo do "Kohen Gadol" (Sumo Sacerdote), mas só serviria para um dia. Preparar um novo azeite qualificado para uso no Templo requereria mais 8 dias. Foi aí que se deu o milagre: A pequena botija de azeite que só daria para 1 dia acabou por durar 8 dias, o tempo necessário para a preparação do novo azeite. Durante esses 8 dias o povo de Israel puderam assim celebrar a rededicação do Templo. "Hanuká" significa dedicação. 

JESUS CELEBROU A FESTA DO HANUKÁ

Certamente que Jesus celebrou esta festa, tal como qualquer bom judeu faria. Sabemos pelo texto do Evangelho de João (10.22-24) que Jesus Se encontrava em pleno Inverno, em Jerusalém, na época da "Festa da Dedicação." O texto diz que Ele andava caminhando pela área do Templo, no pórtico de Salomão. Foi então que os judeus O rodearam e começaram a interrogá-l'O: "Até quando nos manterás em suspense? Se Tu és o Cristo, di-lo abertamente." A resposta de Jesus ultrapassou o que eles esperavam: "Eu e o Pai somos Um." Ele era afinal o Libertador pelo qual eles esperavam, apesar de não O receberem como tal. A verdade é que Jesus estava com eles a celebrar a Festa da Dedicação (Hanuká).

Se esta é a Festa da Dedicação, por que não utilizarmos este tempo para rededicarmos a nossa vida ao "Pai das luzes, no Qual não há sombra de variação"?

Shalom, Israel!

terça-feira, novembro 30, 2021

"O IRÃO SÓ ESTÁ A TENTAR GANHAR TEMPO" - AFIRMOU LAPID AO PRESIDENTE MACRON

Em reacção às conversações sobre o programa nuclear iraniano ontem recomeçadas em Viena após um intervalo de 6 meses, o ministro israelita para as Relações Exteriores Yair Lapid visitou Londres e Paris nestes 3 últimos dias, encerrando este périplo com uma longa conversa com o presidente francês Emanuel Macron.

Lapid afirmou a Macron que o Irão está simplesmente a querer ganhar tempo nas conversações de forma a continuar a fazer progresso no seu programa nuclear e a tentar ver-se livre das actuais sanções económicas que lhe foram impostas. O ministro israelita acrescentou ainda que é vital estabelecer-se um plano B para o caso das actuais conversações falharem. 

"Depois de muitos anos, a posição de Israel está sendo ouvida, e ela é firme: As sanções ao Irão não podem ser retiradas. Elas devem pelo contrário ser mais apertadas, deve ser aplicada uma ameaça militar credível, pois só assim eles irão parar a corrida nuclear."

Macron e Lapid abordaram ainda a expansão das relações bilaterais na esfera económica e da segurança entre os dois países. 

Shalom, Israel!


sábado, novembro 27, 2021

COM EXCEPÇÃO DA ÁFRICA, ISRAEL NÃO DEVE BARRAR A ENTRADA AOS TURISTAS INTERNACIONAIS

O gabinete ministerial de Israel está neste momento reunido de emergência para tomar decisões face à nova ameaça sanitária provocada pela nova variante da covid-19, ontem mesmo denominada "Omicron." Temia-se que, seguindo a opinião do primeiro-ministro, o aeroporto fosse fechado a todos os voos internacionais, mas a maioria dos ministros está contra esta decisão, pelo que a mesma não deverá ser adoptada. 

Mesmo assim, é grande a preocupação com a provável propagação desta nova vertente do vírus, supostamente muito mais contagiosa do que a variante Delta. Foi detectado um caso de "Omicron" em Israel, numa pessoa que viajou desde o Malawi, e que tomou um autocarro público desde o aeroporto Ben Gurion, dessa forma podendo ter infeccionado dezenas de outras pessoas. As autoridades sanitárias israelitas já entraram em contacto com pelo menos metade dessas pessoas. 

Apesar de não se prever a proibição à entrada de turistas estrangeiros, é muito possível que sejam impostas novas restrições à entrada dos mesmos em território israelita. Enfim, um passo para a frente e dois para trás...

Shalom, Israel!