quinta-feira, julho 02, 2020

ACHADO EM JERUSALÉM SINETE DOS DIAS DE ESDRAS E NEEMIAS

Depois que o rei babilónico Nabucodonozor atacou Jerusalém e destruiu o Primeiro Templo no ano 586 a.C. os judeus foram exilados para a Babilónia, onde ficaram por mais de 50 anos. Segundo o relato dos Livros de Esdras e Neemias, foi nessa época que o rei Ciro o Grande se tornou o rei da Pérsia, possibilitando os judeus a poderem retornar a Jerusalém e erigirem o Templo. 
Têm sido encontrados muito poucos artefactos desse período persa (536 a 333 a.C.). Na passada Terça-Feira, dia 30 de Junho de 2020, a Autoridade para as Antiguidades de Israel anunciou a descoberta de mais duas peças arqueológicas dessa era. Nas escavações em curso no parque Givati Lot, arqueólogos da AAI e da Universidade de Tel Aviv acharam um sinete (bula) e uma marca cunhada em cacos de cerâmica. 

Estes selos (sinetes) fornecem uma evidência importante: "O achamento do sinete (carimbo) e da marca do selo na Cidade de David indica que apesar da terrível situação da cidade após a destruição, foram feitos esforços para trazer as autoridades administrativas à normalidade."
Jerusalém continuou assim a desempenhar um importante papel burocrático durante o período persa.

O pedaço de cerâmica agora encontrado deveria pertencer a uma peça grande, como um jarro, e revela uma pessoa sentada numa cadeira, num estilo babilónico, pensando-se representar um rei, com os símbolos dos deuses Nabu e Marduk. 
Tal como os pesquisadores explicaram: "Descobrir estes novos achados na parte ocidental da Cidade de David acrescenta muita informação acerca da estrutura da cidade durante o período do retorno a Sião." À medida que as escavações prosseguem, poder-se-à aprender mais sobre essa época e enriquecer o nosso entendimento do mundo descrito nos livros de Esdras e Neemias.

Shalom, Israel!

quarta-feira, julho 01, 2020

EXTENSÃO DA SOBERANIA ISRAELITA À JUDEIA E SAMARIA EM STAND BY

Seria hoje, 1 de Julho, que a erradamente denominada "anexação" deveria começar a tomar forma na Judéia e Samaria. 
A pressão internacional tem no entanto sido extrema, com ameaças de guerra dos movimentos terroristas Hamas e Hezbollah, de uma nova "intifada" por parte dos árabes palestinianos residentes em Israel, e um impasse da administração norte-americana, a grande promotora da idéia.
Netanyahu vai entretanto continuar as conversações com Washington, e hoje mesmo reuniu com autoridades da segurança israelita para abordar a questão da extensão da soberania de Israel aos territórios bíblicos da Judeia e da Samaria.
Alguns dos países aliados mais próximos de Israel têm condenado a decisão israelita, incluindo o próprio primeiro-ministro inglês Boris Johnson.
Apesar de nessas regiões já viverem cerca de 500.000 israelitas, nunca tinha havido a ideia de estender a soberania do país a essas zonas consideradas "disputadas" e até agora sujeitas a negociações entre israelitas e palestinianos.
Com as eleições presidenciais norte-americanas a caminho, e com outras preocupações na agenda, é provável que Donald Trump vá protelando a decisão para depois de uma ambicionada reeleição. Por outro lado, e antecipando a hipótese de Trump perder as eleições para os Democratas, Netanyahu irá lutar para conseguir o apoio do "amigo americano" antes que esta janela de oportunidade se feche de vez.
A ver vamos. Os tempos que se aproximam não serão fáceis para Israel. De facto, será que alguma vez foram?

Shalom, Israel!

terça-feira, junho 30, 2020

AUMENTAM OS CASOS DE COVID-19 EM ISRAEL

Apesar de ser um dos países com maior taxa de sucesso no combate à pandemia do novo coronavírus, Israel tem estado a assistir nestes últimos dias a um substancial aumento no número de infeccionados, levando a que as autoridades europeias tenham colocado os israelitas na lista negra do acesso aos países europeus. 
O país atingiu o número de 25.041 casos de infecções, com 17.318 pessoas recuperadas e 320 mortes.
Só de ontem para hoje foram registados 765 novos casos de pessoas infeccionadas com o vírus, o segundo pior registo desde o início da pandemia, levando ao regresso de novas medidas drásticas de confinamento em várias partes do país.
O país tem actualmente 7.403 casos em tratamento.
Prevê-se que entrem em lockdown várias cidades, em especial Ashdod, Dimona, Kiryat Gat e Ramle.
Os próximos dois dias serão decisivos na tomada de novas decisões restritivas para o país.
Há no entanto dentro do ministério da saúde quem ache as medidas "draconianas", alegando que já existem tratamentos eficazes para a doença.
Os eventos realizados ao ar livre estarão limitado a um máximo de 250 pessoas, e a 100 pessoas em espaços fechados, estando os actos religiosos limitados a um máximo de 50 pessoas.

ABERTURA DO AEROPORTO EM 1 DE AGOSTO PODE TER DE SER PROTELADA
Entretanto, e devido à proibição imposta aos cidadãos israelitas de entrarem no espaço aéreo por causa da pandemia ainda em crescimento em Israel, responsáveis do ministério das Relações Exteriores avisaram que a abertura do aeroporto aos voos internacionais poderá já não acontecer a 1 de Agosto. A Europa só permite a entrada no seu espaço a cidadãos de países com um máximo de 16 pessoas infeccionadas por cada 100.000 habitantes, um número que Israel ainda está longe de conseguir. Segundo alguns, o turismo internacional e a retoma dos voos foi "pelo esgoto abaixo", prevendo-se que a abertura tenha de ser novamente protelada para não se sabe quando...
Segundo o Ministério do Turismo, o mesmo só poderá ser retomado quando Israel conseguir baixa a taxa de infecções no país: "Tudo depende da nossa taxa de infecções" - declarou um órgão oficial do ministério, acrescentando: "Nesta altura, isso parece estar longe. Não parece que vá acontecer a 1 de Agosto."

Shalom, Israel!

segunda-feira, junho 29, 2020

ALEGANDO "PROSELITISMO MISSIONÁRIO", ISRAEL FECHA CANAL DE TV EVANGÉLICO

A contestação dos sectores religiosos em Israel surtiu o efeito desejado por eles: o fecho do sinal do canal de TV alegadamente usado para "converter" judeus ao cristianismo.
O canal "Shelanu" ("Nosso" no hebraico) gerido pela cadeia de TV "GOD TV" tinha adquirido em Abril passado um aval para 7 anos de transmissão na rede "Hot", o primeiro operador de TV por cabo em Israel, o qual tinha sido aprovado pelas autoridades tendo em vista a promessa feita de que o canal seria "para a população cristã."
No entanto, o responsável pelo Conselho para a Emissão por Cabo e Satélite (CSBC) Asher Biton, alegou que uma revisão ao show revelou que o canal "continuava a apelar aos judeus por meio de esforços para lhes ensinar os princípios da fé messiânica judaico-cristã e a convencê-los da sua validade."
O ridículo nesta decisão é que a lei israelita permite a proselitização de adultos, as sombras de um passado ainda recente em que os cristãos forçavam as minorias judaicas à conversão continuam a ocultar as mentes de muitos em relação à realidade dos factos actuais.
Alegam também as autoridades que é expressamente proibido fazer proselitismo de crianças, tanto mais que elas passam horas diante dos écrans das televisões, embora o facto de as mesmas crianças serem expostas a tanto lixo não parecer incomodar tanto os responsáveis pela comunicação social.
As autoridades israelitas cederam infelizmente às pressões dos manifestantes religiosos anti-missionários (cristãos) que se opõem à alegada tentativa de levar os judeus a acreditarem que Jesus é o Messias, uma acusação sem fundamentos num país que se considera laico. Prova-se que isso não passa de uma declaração no papel, porque na realidade os direitos dos judeus messiânicos continuam a ser desprezados em Israel, não se entendendo como é que um judeu, nascido de família judaica em Israel perde o seu atributo e identidade de judeu pelo simples facto de acreditar que Jesus é o Messias... Ironicamente, se esse mesmo judeu se tornar budista, hindu ou até ateu, não tem qualquer problema...
Realmente confirmam-se as palavras do Senhor Jesus ao dizer que Ele seria uma "pedra de tropeço" para muitos em Israel...
Os opositores querem também fazer valer a ideia errada de que a maior parte dos cristãos em Israel são árabes, pelo que um programa falado na língua hebraica os deixou deveras transtornados.
Restam agora 7 dias para que o operador "Hot" desligue o canal de TV que certamente provocou muitas dores de cabeça aos fanáticos religiosos judeus...
Apesar de desapontados com a decisão ambígua, a TV evangélica vai apelar a uma nova licença de transmissão dos seus programas em Israel.

Shalom, Israel!

sábado, junho 27, 2020

ISRAEL NÃO VAI ESTENDER A SOBERANIA AO VALE DO JORDÃO

Israel informou o líder da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas que os planos para estender a sua soberania a partes da Judeia e Samaria não incluem o vale do Jordão. A mensagem terá sido enviada ao líder palestiniano através da Jordânia, durante um alegado encontro em Amã entre o director da Mossad Yossi Cohen e o rei jordano Abdullah II.
Segundo tudo leva a crer, a extensão da soberania israelita irá limitar-se a dois ou a três assentamentos, não se sabendo ainda quais.
Como se sabe, este projecto do governo israelita tem enfrentado uma forte contestação global, desde a União Europeia, à ONU, ao Conselho Mundial das Igrejas e à própria Aliança Evangélica Mundial.
Tudo irá no entanto depender da declaração prometida pelo presidente norte-americano para breve e da consequente decisão do governo de Israel prometida para depois de 1 de Julho.

Shalom, Israel!

quinta-feira, junho 25, 2020

EL AL CONTRATADA PARA LEVAR 14 GRUPOS DE JUDEUS NORTE-AMERICANOS PARA ISRAEL

A associação sem fins lucrativos "Nefesh B'Nefesh", que trabalha com a imigração (retorno) de judeus norte-americanos e britânicos para Israel, anunciou ter assinado um contrato com a companhia aérea israelita EL AL para o transporte de 14 grupos de "aliyah" entre Nova Iorque e Tel Aviv durante os próximos 3 meses.
Este anúncio veio a meio de um aumento sem precedentes do número de judeus norte-americanos interessados em fazer retorno a Israel, o maior número desde a fundação desta ONG em 2002.
Na primeira quinzena de Junho, mais de 900 pessoas se inscreveram para fazer "aliyah" junto à organização, um número muito superior ao do mesmo período do ano passado, quando apenas 399 pessoas se inscreveram.
Muitos dos interessados afirmaram que a pandemia do coronavirus os ajudou a tomar uma decisão que desde há muito ponderavam fazer.

Shalom, Israel!