sexta-feira, fevereiro 22, 2019

ISRAEL ENVIA COM ÊXITO SONDA ESPACIAL "BERESHEET" (GÉNESIS) COM UMA BÍBLIA PARA A LUA

Tudo leva a crer que Israel será o 4º país do mundo a colocar uma sonda espacial na lua!
Esta madrugada, às 03H45 (hora de Israel), a sonda espacial israelita "Beresheet" - do hebraico ("GENESIS") - partiu para o espaço a bordo de um foguetão "Falcon 9", da empresa espacial norte-americana "SpaceX", enviado a partir da plataforma do Cabo Canaveral, no estado da Florida, EUA, colocando Israel mais próximo de ser o quarto país a colocar uma sonda espacial na lua.
O lançamento correu com pleno sucesso. 38 minutos após o lançamento, a sonda desprendeu-se do foguetão "Falcon 9", testando a sua capacidade de se mover autonomamente. 
Centenas de pessoas juntaram-se nas instalações das "Indústrias Aeroespaciais de Israel", em Yehud, Israel, para acompanharem o lançamento do projecto. O próprio primeiro-ministro israelita considerou-o como "um grande passo para Israel, e um passo gigantesco para a tecnologia de Israel."
Este veículo espacial israelita pesa 585 quilos e mede cerca de 1,5 metros.

GÉNESIS
A sonda "Beresheet" (Génesis) irá medir o campo magnético lunar e recolher dados que permitam compreender melhor a formação da lua, a serem partilhados com a agência espacial norte-americana "NASA".
O projecto israelita custou cerca de 88 milhões de euros, financiados quase na totalidade por fundos privados, e foi iniciado no quadro de uma competição internacional patrocinada pela multinacional "Google", que desafiava cientistas e empreendedores a colocarem um veículo robotizado em solo lunar com orçamentos baixos.

A BÍBLIA NA LUA
Juntamente com a sonda, segue uma cápsula que contém discos com gravações de desenhos de crianças, canções, símbolos israelitas e textos bíblicos do Antigo Testamento.
"Pedi para que um Tanakh (Antigo Testamento), uma bandeira israelita e um texto "Am Yisrael Chai" (O povo de Israel vive) fossem levados para a lua" - informou Netanyahu, acrescentando: "Eles disseram-me: Tudo bem. Já cuidámos disso."

"NO PRINCÍPIO"
O nome escolhido para a sonda "Beresheet" foi resultado de uma votação pública. A palavra hebraica traduz-se como "Génesis", mas também pode significar "No princípio..."
A Bíblia hebraica transportada pela sonda está gravada em nanotecnologia num pequeno círculo metálico do tamanho de uma moeda. Para além da Bíblia, seguem também uma cápsula do tempo que inclui o texto da Declaração de Independência de Israel e o Hino Nacional, as memórias de um sobrevivente do Holocausto, desenhos do espaço e da lua feitos por crianças, a "Oração do Viajante" e uma anotação do falecido presidente Shimon Peres. A cápsula inclui ainda uma foto do astronauta israelita Ilan Ramon, falecido a bordo do "Space Shuttle" Columbia, em 2003, e ainda um disco contendo 30 milhões de páginas de um arquivo americano.

A jornada da sonda levará 7 semanas, esperando-se que chegue à lua no dia 11 de Abril, "alunando" no Mar da Serenidade.
Até agora só os EUA, a Rússia e a China é que conseguiram colocar uma sonda espacial na lua, pelo que, se tudo correr conforme o previsto, Israel tornar-se-à no quarto país a conseguir esta façanha.

Israel mais uma vez na linha da frente. Shalom, Israel!



quarta-feira, fevereiro 20, 2019

IMAGENS DAS GRANDES MANIFESTAÇÕES DE ONTEM CONTRA O ANTI-SEMITISMO POR TODA A FRANÇA

Apesar de quase passarem desapercebidas na comunicação social - como vem sendo habitual - as manifestações contra o anti-semitismo juntaram muitos milhares de pessoas um pouco por toda a França, muito em especial na capital.
Eis algumas imagens bem elucidativas.


terça-feira, fevereiro 19, 2019

MILHARES DE FRANCESES DESFILAM NAS RUAS CONTRA O ANTISSEMITISMO, HORAS DEPOIS DE 80 TÚMULOS JUDAICOS TEREM SIDO PROFANADOS NA FRANÇA


A França acordou esta manhã com mais uma abominável demonstração gratuita do antissemitismo latente na sociedade, um condenável fenómeno que tem vindo a chamar a atenção do mundo, e que leva milhares de franceses a desfilarem esta tarde um pouco por toda a França, em protesto contra o antissemitismo e o preocupante crescimento do mesmo na população gaulesa.

80 TÚMULOS PROFANADOS

Cerca de 80 túmulos foram profanados com desenhos da suástica na povoação francesa de Quatzemheim, perto da cidade de Estrasburgo, um ataque já classificado pelo ministro francês para o Interior como "repugnante."

CRESCIMENTO GALOPANTE DO ANTISSEMITISMO
A França abriga a maior comunidade judaica do mundo, logo a seguir aos Estados Unidos da América. Na fim de semana passado assistiu-se a um ressurgimento deste fenómeno com um inusitado jorrar de discursos de ódio lançado contra o proeminente filósofo judeu Alain Finkielkraut durante uma manifestação de protestos anti-governamentais dos "coletes amarelos."
Este assalto surgiu poucos dias depois de o governo francês ter reportado um galopante crescimento dos actos antissemitas na França durante o ano passado, num crescimento de 74% face ao ano anterior.

"UM ATAQUE À REPÚBLICA"
Numa conferência de imprensa realizada esta manhã em Paris, o presidente Macron afirmou que "de cada vez que uma pessoa francesa, pelo facto de ser judeu ou judia, é insultada e ameaçada - ou pior ainda: ferida ou morta - toda a República é atacada."
Macron já visitou entretanto o cemitério judaico vandalizado esta noite.

MARCHAS DE PROTESTO
Tanto em Paris como em muitas outras cidades estarão nesta hora a ser realizadas marchas de protesto contra o antissemitismo. Os antigos presidentes Francois Hollande e Nicolas Sarkozy são também esperados nas manifestações pelas ruas de Paris no final desta tarde. O actual primeiro-ministro Edouard Philippe estará representando as autoridades na manifestação de hoje da famosa Praça da República. Para além das marchas, o presidente da Assembleia Nacional Richard Ferrand e o líder do Senado, Gerard Larcher, guardarão um momento de silêncio junto ao Memorial da Shoah em Paris. 
Ainda que não estando presente nas marchas, o presidente Macron estará proferindo um discurso durante o jantar anual da maior associação judaica do país.

Nas palavras do primeiro-ministro  na entrevista à Revista L'Express, "o antissemitismo está profundamente enraizado na sociedade francesa. Gostaríamos de pensar de outra forma, mas é um facto. Temos de estar totalmente determinados, eu diria até quase enraivecidos, no nosso desejo de lutar, com uma clara consciência de que esta luta é antiga e irá durar por muito tempo."

Shalom, Israel!

segunda-feira, fevereiro 18, 2019

BOAS NOTÍCIAS DO MAR DA GALILÉIA

Após um Inverno bastante chuvoso no Norte de Israel, o nível das águas do Mar da Galiléia - que de facto não é um mar, mas um lago de água doce - atingiu um recorde nestes dois últimos anos, ultrapassando já a "linha vermelha", mas ainda longe da reposição necessária para compensar a seca de 5 anos seguidos.
As águas do Mar da Galiléia encontram-se a 213 metros abaixo do nível das águas do mar.
O nível actual está 23,5 centímetros abaixo do "nível vermelho", restringindo assim a livre distribuição destas águas para as muitas necessidades em Israel, uma vez que é o principal recurso de água potável de todo o país.

SUBIDA DE 1,405 METROS
Como resultado das chuvas intensas deste Inverno, as águas subiram cerca de 1,405 metros em relação ao nível anterior, esperando-se ainda uma maior subida como consequência de mais chuvas e do derreter da neve acumulada nos Montes Hermon, cuja água fresca desaguará no lago.
O nível ideal das águas do lago deveria estar mais de 4 metros acima do nível actual. Durante o Verão, as águas evaporam-se a uma média de um centímetro por dia, e no ano passado Israel sofreu a pior seca dos últimos 100 anos.

Shalom, Israel!

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

GRANDE EXERCÍCIO MILITAR EM ISRAEL PARA "SIMULAR SITUAÇÃO DE GUERRA COM O HEZBOLLAH"

O exército israelita conduziu um exercício militar de grandes dimensões na semana passada visando o treinamento de soldados para operações de combate em condições topográficas semelhantes às do Líbano.
Segundo as informações prestadas pelos próprios militares, este foi o maior exercício realizado pela "401ª Brigada dos Corpos Armados" nos últimos anos. Os soldados realizaram simulacros em conjunto com a Força Aérea e pessoal da engenharia e dos serviços secretos.
Dezenas de tanques de guerra, veículos armados de transporte de pessoal e helicópteros foram estacionados na zona de treino, no vale do Jordão.
Segundo o comandante da Brigada, o coronel Dudu Sonago, os militantes libaneses do Hezbollah ganharam vasta experiência e e desenvolveram técnicas de batalha mais sofisticadas como resultado do envolvimento na guerra civil da vizinha Síria.
"À medida que a situação na Síria vai-se estabilizando, o Hezbollah está trazendo as suas forças de volta ao Líbano" - informou o comandante israelita, acrescentando: "Eles já não são mais uma organização de guerrilheiros, mas um verdadeiro exército. Eles combateram lá em regimentos de companhias e de batalhões, de forma muito semelhante aos militares."
"Eles operam em zonas civis e estão preparados e equipados com um grande número de mísseis anti-tanque" - acrescentou o oficial. "Este é um desafio para o qual as FDI têm de se treinar."

Este exercício militar surge numa altura em que as tensões entre Israel e o Líbano atingiram um elevado nível em consequência da destruição pelos militares israelitas de vários túneis escavados pelo Hezbollah e que ligavam o Líbano ao território de Israel. Segundo as FDI, estes túneis seriam utilizados para infiltrar terroristas do Hezbollah em território de Israel.

VIOLAÇÃO DOS ACORDOS
O governo do Líbano continua entretanto a violar os acordos firmados na Resolução 1701 da ONU e que fez cessar a Segunda Guerra do Líbano com Israel em 2006, e em que o Líbano se comprometia a desarmar o grupo armado do Hezbollah, o que até agora não aconteceu, antes pelo contrário, nesta passada Terça-Feira o primeiro-ministro libanês Saad Hariri informou que o novo governo iria permitir ao Hezbollah conservar as suas armas, as mesmas que utilizou contra Israel em 2006 e que tem desde então estado a utilizar.
E, como vem sendo habitual, a ONU faz "vista grossa", e só se lembra de condenar Israel...

Shalom, Israel!


quinta-feira, fevereiro 14, 2019

ISRAEL LADO A LADO COM PAÍSES ÁRABES NA CIMEIRA DE VARSÓVIA PARA A "PAZ E SEGURANÇA NO MÉDIO ORIENTE"

Aquilo que alguns julgariam impossível, está a acontecer diante dos nossos olhos: lado a lado, sentados à mesa da cimeira, o primeiro-ministro de Israel e vários ministros e representantes de países árabes, todos juntos para a "Conferência sobre a Paz e Segurança no Médio Oriente."
Desde há algum tempo que tem havido uma subtil aproximação entre algumas monarquias árabes e o estado de Israel, talvez em parte graças à inimizade comum que todos nutrem contra o ameaçador regime xiita dos ayatollahs iranianos, mas também devido a uma nova percepção de alguns líderes árabes sobre a utilidade de reconhecerem Israel como um estado legítimo e usufruírem de um mútuo relacionamento político e comercial.
Segundo informações obtidas durante a cimeira, o próximo país árabe a estabelecer relações com Israel poderá ser o Bahrain, cujo ministro para as Relações Exteriores teria dito que o seu país poderá "eventualmente" estabelecer relações diplomática com o estado judaico.
Já há dois anos atrás essa pretensão vinha sendo divulgada, prevendo-se que possa vir em breve a ser concretizada. 

"DELICIADO" COM O ENCONTRO
Ontem à noite, durante o jantar de abertura da cimeira, Benjamin Netanyahu expressou  seu grande contentamento por poder estar a dirigir-se a representantes máximos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrain - sendo que nenhum destes reconhece o estado judaico.
"Numa sala com cerca de 60 ministros representando dezenas de governos, um primeiro-ministro de Israel e os ministros dos Negócios Estrangeiros dos principais países árabes juntaram-se e falaram com uma energia, clareza e unidade notáveis contra a ameaça comum do regime iraniano" - afirmou Netanyahu aos repórteres.
E, "deliciado" com este acontecimento inédito, o primeiro-ministro prosseguiu: "Acho que isto marca uma mudança e uma importante compreensão daquilo que ameaça o nosso futuro, aquilo que precisamos de fazer para o assegurar, e a possibilidade dessa cooperação se estender para além da segurança em todas as áreas da vida."
Já ontem à noite Netanyahu tinha tido um encontro a sós com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Oman.

"PARTIR O PÃO COM OS ÁRABES"
Mike Pence, vice-presidente dos EUA, saudou a visão de Netanyahu "partindo o pão" com líderes árabes...

Tudo leva a crer que, tal como se previa, a intenção desta cimeira será organizar uma frente comum contra o regime do Irão, em que Israel tomará a dianteira física e recolherá o apoio virtual das várias nações árabes cada vez mais preocupadas com o posicionamento do regime iraniano no Médio Oriente. Israel já afirmou que o Irão poderá possuir a bomba atómica dentro de 2 anos. Pence já apelou às nações europeias para abandonarem o acordo nuclear com o Irão, que este tem estado clara e objectivamente a não cumprir...

Shalom, Israel!




quarta-feira, fevereiro 13, 2019

COMEÇA HOJE EM VARSÓVIA A "CIMEIRA MINISTERIAL PARA PROMOVER UM FUTURO DE PAZ E SEGURANÇA NO MÉDIO ORIENTE"

PRIMEIRO-MINISTRO DE ISRAEL SAÚDA EFUSIVAMENTE
O "NOVO AMIGO": O MINISTRO DOS NEGÓCIOS
ESTRANGEIROS DE OMAN
Representantes de cerca de 60 países são hoje esperados para a cimeira patrocinada conjuntamente pelos EUA e Polónia subordinada ao tema: "Cimeira Ministerial para promover um futuro de paz e segurança no Médio Oriente."
Dentre as 60 representações nacionais, conta-se o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e os ministros das Relações Exteriores de 10 países árabes.
Apesar de inicialmente pensar-se que a conferência enfatizaria essencialmente a questão da ameaça do Irão, um comunicado recente do secretário de estado norte-americano Mike Pompeo e do ministro polaco para as Relações exteriores Jacek Czaputowicz informou que a cimeira irá tratar especificamente das guerras civis na Síria e no Iémen, bem como do conflito israelo-palestiniano e outros assuntos ligados à segurança regional.
Sabe-se no entanto "nas entrelinhas" que a cimeira irá prestar atenção às ameaças regionais colocadas pelo regime iraniano, não só contra o estado judaico, como a toda a região do Médio Oriente.
Não haverá delegação palestiniana presente nesta cimeira, uma vez que os líderes palestinianos têm alegado que a mesma só serve para promover os interesses anti-palestinianos da actual administração norte-americana.
Uma coisa é certa: é visível a aproximação entre Israel e alguns estados árabes, como é o caso recente de Oman, com cujo ministro das Relações Exteriores Netanyahu já teve um amistoso encontro esta tarde "às margens" da conferência...
Nas palavras proferidas hoje pelo líder do Oman: "Há uma nova era no Médio Oriente"

Shalom, Israel!