sexta-feira, fevereiro 15, 2019

GRANDE EXERCÍCIO MILITAR EM ISRAEL PARA "SIMULAR SITUAÇÃO DE GUERRA COM O HEZBOLLAH"

O exército israelita conduziu um exercício militar de grandes dimensões na semana passada visando o treinamento de soldados para operações de combate em condições topográficas semelhantes às do Líbano.
Segundo as informações prestadas pelos próprios militares, este foi o maior exercício realizado pela "401ª Brigada dos Corpos Armados" nos últimos anos. Os soldados realizaram simulacros em conjunto com a Força Aérea e pessoal da engenharia e dos serviços secretos.
Dezenas de tanques de guerra, veículos armados de transporte de pessoal e helicópteros foram estacionados na zona de treino, no vale do Jordão.
Segundo o comandante da Brigada, o coronel Dudu Sonago, os militantes libaneses do Hezbollah ganharam vasta experiência e e desenvolveram técnicas de batalha mais sofisticadas como resultado do envolvimento na guerra civil da vizinha Síria.
"À medida que a situação na Síria vai-se estabilizando, o Hezbollah está trazendo as suas forças de volta ao Líbano" - informou o comandante israelita, acrescentando: "Eles já não são mais uma organização de guerrilheiros, mas um verdadeiro exército. Eles combateram lá em regimentos de companhias e de batalhões, de forma muito semelhante aos militares."
"Eles operam em zonas civis e estão preparados e equipados com um grande número de mísseis anti-tanque" - acrescentou o oficial. "Este é um desafio para o qual as FDI têm de se treinar."

Este exercício militar surge numa altura em que as tensões entre Israel e o Líbano atingiram um elevado nível em consequência da destruição pelos militares israelitas de vários túneis escavados pelo Hezbollah e que ligavam o Líbano ao território de Israel. Segundo as FDI, estes túneis seriam utilizados para infiltrar terroristas do Hezbollah em território de Israel.

VIOLAÇÃO DOS ACORDOS
O governo do Líbano continua entretanto a violar os acordos firmados na Resolução 1701 da ONU e que fez cessar a Segunda Guerra do Líbano com Israel em 2006, e em que o Líbano se comprometia a desarmar o grupo armado do Hezbollah, o que até agora não aconteceu, antes pelo contrário, nesta passada Terça-Feira o primeiro-ministro libanês Saad Hariri informou que o novo governo iria permitir ao Hezbollah conservar as suas armas, as mesmas que utilizou contra Israel em 2006 e que tem desde então estado a utilizar.
E, como vem sendo habitual, a ONU faz "vista grossa", e só se lembra de condenar Israel...

Shalom, Israel!


quinta-feira, fevereiro 14, 2019

ISRAEL LADO A LADO COM PAÍSES ÁRABES NA CIMEIRA DE VARSÓVIA PARA A "PAZ E SEGURANÇA NO MÉDIO ORIENTE"

Aquilo que alguns julgariam impossível, está a acontecer diante dos nossos olhos: lado a lado, sentados à mesa da cimeira, o primeiro-ministro de Israel e vários ministros e representantes de países árabes, todos juntos para a "Conferência sobre a Paz e Segurança no Médio Oriente."
Desde há algum tempo que tem havido uma subtil aproximação entre algumas monarquias árabes e o estado de Israel, talvez em parte graças à inimizade comum que todos nutrem contra o ameaçador regime xiita dos ayatollahs iranianos, mas também devido a uma nova percepção de alguns líderes árabes sobre a utilidade de reconhecerem Israel como um estado legítimo e usufruírem de um mútuo relacionamento político e comercial.
Segundo informações obtidas durante a cimeira, o próximo país árabe a estabelecer relações com Israel poderá ser o Bahrain, cujo ministro para as Relações Exteriores teria dito que o seu país poderá "eventualmente" estabelecer relações diplomática com o estado judaico.
Já há dois anos atrás essa pretensão vinha sendo divulgada, prevendo-se que possa vir em breve a ser concretizada. 

"DELICIADO" COM O ENCONTRO
Ontem à noite, durante o jantar de abertura da cimeira, Benjamin Netanyahu expressou  seu grande contentamento por poder estar a dirigir-se a representantes máximos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrain - sendo que nenhum destes reconhece o estado judaico.
"Numa sala com cerca de 60 ministros representando dezenas de governos, um primeiro-ministro de Israel e os ministros dos Negócios Estrangeiros dos principais países árabes juntaram-se e falaram com uma energia, clareza e unidade notáveis contra a ameaça comum do regime iraniano" - afirmou Netanyahu aos repórteres.
E, "deliciado" com este acontecimento inédito, o primeiro-ministro prosseguiu: "Acho que isto marca uma mudança e uma importante compreensão daquilo que ameaça o nosso futuro, aquilo que precisamos de fazer para o assegurar, e a possibilidade dessa cooperação se estender para além da segurança em todas as áreas da vida."
Já ontem à noite Netanyahu tinha tido um encontro a sós com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Oman.

"PARTIR O PÃO COM OS ÁRABES"
Mike Pence, vice-presidente dos EUA, saudou a visão de Netanyahu "partindo o pão" com líderes árabes...

Tudo leva a crer que, tal como se previa, a intenção desta cimeira será organizar uma frente comum contra o regime do Irão, em que Israel tomará a dianteira física e recolherá o apoio virtual das várias nações árabes cada vez mais preocupadas com o posicionamento do regime iraniano no Médio Oriente. Israel já afirmou que o Irão poderá possuir a bomba atómica dentro de 2 anos. Pence já apelou às nações europeias para abandonarem o acordo nuclear com o Irão, que este tem estado clara e objectivamente a não cumprir...

Shalom, Israel!




quarta-feira, fevereiro 13, 2019

COMEÇA HOJE EM VARSÓVIA A "CIMEIRA MINISTERIAL PARA PROMOVER UM FUTURO DE PAZ E SEGURANÇA NO MÉDIO ORIENTE"

PRIMEIRO-MINISTRO DE ISRAEL SAÚDA EFUSIVAMENTE
O "NOVO AMIGO": O MINISTRO DOS NEGÓCIOS
ESTRANGEIROS DE OMAN
Representantes de cerca de 60 países são hoje esperados para a cimeira patrocinada conjuntamente pelos EUA e Polónia subordinada ao tema: "Cimeira Ministerial para promover um futuro de paz e segurança no Médio Oriente."
Dentre as 60 representações nacionais, conta-se o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e os ministros das Relações Exteriores de 10 países árabes.
Apesar de inicialmente pensar-se que a conferência enfatizaria essencialmente a questão da ameaça do Irão, um comunicado recente do secretário de estado norte-americano Mike Pompeo e do ministro polaco para as Relações exteriores Jacek Czaputowicz informou que a cimeira irá tratar especificamente das guerras civis na Síria e no Iémen, bem como do conflito israelo-palestiniano e outros assuntos ligados à segurança regional.
Sabe-se no entanto "nas entrelinhas" que a cimeira irá prestar atenção às ameaças regionais colocadas pelo regime iraniano, não só contra o estado judaico, como a toda a região do Médio Oriente.
Não haverá delegação palestiniana presente nesta cimeira, uma vez que os líderes palestinianos têm alegado que a mesma só serve para promover os interesses anti-palestinianos da actual administração norte-americana.
Uma coisa é certa: é visível a aproximação entre Israel e alguns estados árabes, como é o caso recente de Oman, com cujo ministro das Relações Exteriores Netanyahu já teve um amistoso encontro esta tarde "às margens" da conferência...
Nas palavras proferidas hoje pelo líder do Oman: "Há uma nova era no Médio Oriente"

Shalom, Israel!

terça-feira, fevereiro 12, 2019

FRANÇA PROMETE RESPOSTA FIRME AO AUMENTO DE 74% NOS ACTOS DE ANTI-SEMITISMO EM 2018

Padaria judaica conspurcada com o epíteto "Juden"
(judeu, em alemão), tal como nos anos 30...
O governo francês reagiu com indignação aos dados hoje divulgados que referem um dramático aumento de actos de anti-semitismo durante o ano passado, afirmando que "crescem como veneno", e tentando relacionar tais actos às manifestações de protesto dos chamados "coletes amarelos."
O governo francês apelou a uma firme resposta aos actos de anti-semitismo praticados durante este passado fim de semana, e que incluíram grafitis e vandalismo.
O porta-voz do governo francês Benjamin Griveaux urgiu a polícia a investigar as origens, sugerindo ao mesmo tempo que o dramático acréscimo destes ataques se deverá atribuir a activistas da extrema esquerda e da extrema direita que têm vindo a infiltrar nos protestos semanais promovidos pelos "coletes amarelos."
"Não estamos a falar dos protestantes que estão em luta para ver as suas necessidades respondidas" - afirmou Griveaux à cadeia 2 da TV francesa, acrescentando: "Mas aqueles que andam a cometer actos violentos, actos claramente anti-semitas ou actos racistas, devem ser incriminados e severamente punidos" - afirmou.
O que o ministro esquece é que os actos anti-semitas precedem há muito as manifestações dos "coletes amarelos", não havendo inclusivamente provas da ligação entre os dois acontecimentos.

AUMENTO DE 74 POR CENTO
Ontem mesmo o ministro do Interior francês Cristopher Castaner revelou que o número de ofensas anti-judaicas reportadas à polícia em 2018 tiveram um aumento de 74% face ao ano anterior, ou seja: 541 contra 311 em 2017.
Na declaração de hoje, Castaner confirmou que este número inclui 183 assaltos e pelo menos um homicídio, com 358 actos de ameaças ou insultos anti-semitas.
"O anti-semitismo está-se a espalhar como veneno" - afirmou Castaner quando visitava um memorial nos arredores de Paris em memória de um jovem judeu que foi torturado até à morte em 2006.
Uma árvore que havia sido plantada no local da execução do jovem judeu foi derrubada, e uma segunda árvore que ali foi plantada foi recentemente serrada a meio.
Nestes últimos dias a palavra "Juden" (judeu, em alemão) foi escrita na vitrina de uma padaria judaica em Paris, e várias suásticas foram pintadas em caixas de correio em Paris decoradas com um retrato da antiga ministra e sobrevivente do Holocausto Simone Veil.
Várias outras obscenidades têm sido encontradas um pouco por todo o lado, tais como "porco judeu" e afins.
A França acolhe a maior população judaica de toda a Europa e a comunidade tem sido alvo de ataques jihadistas nestes últimos anos.

IGREJAS VANDALIZADAS
Numa mensagem de Twitter, a líder do partido da extrema-direita Marine le Pen denunciou "um rápido surgimento de actos anti-semitas e de vandalismo de lugares de culto cristão."
Segundo informações da polícia, só na semana passada foram vandalizadas 5 igrejas em todo o território francês.

Shalom, Israel!


segunda-feira, fevereiro 11, 2019

MINISTROS ISRAELITAS PEDEM PENA DE MORTE PARA O PALESTINIANO QUE VIOLOU E ASSASSINOU A JOVEM ISRAELITA DE 19 ANOS

Dois ministros israelitas pediram a pena de morte para o palestiniano responsável pelo hediondo crime que chocou a nação inteira, em que o indivíduo de nome Arafat Irfaya violou e decapitou com uma faca a jovem israelita de 19 anos Ori Ansbacher, quando esta se passeava tranquilamente numa reserva florestal nos arredores de Jerusalém.
O indivíduo, também com 19 anos, é oriundo da aldeia de Tekoa, a sul de Belém, e já assumiu a culpa do horrendo crime, confessando a sua autoria aos elementos da Shin Bet que o interrogaram.
O pedido de pena de morte tem a ver com a probabilidade de este indivíduo ser irrecuperável, visto que cometeu dois crimes - violação e homicídio deliberado - ao ter saído de casa munido de uma faca e já determinado a cometer os crimes contra uma pacata e inocente cidadã israelita.
As autoridades deliberaram que se tratou de um acto terrorista. Segundo informações de familiares, este criminoso estará ligado ao movimento terrorista do Hamas. 

Shalom, Israel!



quinta-feira, fevereiro 07, 2019

ENXURRADAS NOS DESERTOS DA JUDEIA E DO NEGUEVE OBRIGAM AO FECHO DE ESTRADAS NO SUL DE ISRAEL

Tempestades, trovoadas e pesados aguaceiros têm estado a afectar a região do Sul de Israel desde o início desta manhã, provocando grandes enxurradas nos desertos da Judéia e do Negueve e o corte de várias estradas principais de acesso ao Sul do país, incluindo na cidade resort de Eilat, junto ao Mar Vermelho.
Tanto Massada como Ein Gedi foram fechados ao público devido ao perigo de desmoronamentos.
Várias inundações levaram também ao encerramento de vários trilhos turísticos no Sul de Israel.
Em Mitzpe Ramon, só nesta manhã já choveu o equivalente a um quarto da quantidade habitual de chuva durante o ano inteiro.
Prevê-se que durante o dia de amanhã e no Sábado a chuva volte em força e a neve volte a cair nos Montes Hermon, no Norte do país.

Shalom, Israel!

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

ISRAELITAS SÃO OS CAMPEÕES MUNDIAIS NO USO DAS REDES SOCIAIS

Segundo estatísticas agora publicadas, setenta e sete por cento da população israelita faz uso habitual de plataformas digitais como o Facebook e o Instagram. Israel é o segundo país do mundo no número de portadores de smartphone.
Segundo os dados agora revelados, são os israelitas mais novos, mais cultos e prósperos, os mais propensos ao uso do Facebook, Instagram e Twitter, sendo a maior incidência entre as mulheres.
Israel está assim no topo mundial na utilização das redes sociais, logo seguido da Coréia do Sul, com 76%, da Suécia, da Holanda, da Austrália e dos EUA, estes últimos com um índice de 70%.

SEGUNDO LUGAR MUNDIAL EM SMARTPHONES
Israel ocupa o segundo lugar a nível mundial na posse de smartphones, com 88% da população possuindo pelo menos um aparelho (98% usam telemóvel), ultrapassado apenas pela Coréia do Sul, em que 95& dos adultos possuem pelo menos um smartphone.

RESTO DO MUNDO
A média mundial na posse de smartphones nos países mais desenvolvidos é de 76% da população, contra 45% nas economias emergentes.
A nível mundial são os mais jovens e os mais favorecidos economicamente a fazerem uso dos smartphones e das redes sociais, não havendo grandes diferenças etárias, ao contrário daquilo que se passa nos países em desenvolvimento.
Segundo esta pesquisa, mais de 5 biliões de pessoas no mundo fazem uso de telemóveis. A população mundial soma uns 7,5 biliões.
Esta sondagem foi realizada entre Maio e Agosto passado a 30.133 adultos em 27 países.

Shalom, Israel!

terça-feira, fevereiro 05, 2019

ENCONTRADA EM ISRAEL MOEDA COM O NOME DO "REI AGRIPA"

Uma descoberta "acidental" de um jovem que fazia uma caminhada na Samaria trouxe à luz uma moeda do 1º século d.C., mais propriamente do tempo do rei Agripa, que governou a Judeia entre os anos 41 e 44 d.C.
A moeda encontrada pelo jovem estudante não deixa quaisquer dúvidas sobre a sua autenticidade, uma vez que tem gravadas as palavras "rei Agripa."
O rei Agripa era neto do rei Herodes, e teve como filho Herodes Agripa II, que se tornou no último rei da dinastia herodiana.
Este rei cujo nome está gravado na moeda é o mesmo que segundo a descrição bíblica no Livro dos Actos dos Apóstolos (capítulo 12) perseguiu a Igreja de Jerusalém , prendeu o apóstolo Pedro e matou o apóstolo Tiago.
A valiosa moeda será agora guardada na colecção de tesouros nacionais da "Autoridade para as Antiguidades de Israel."

Shalom, Israel!

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

ISRAEL INICIA CONSTRUÇÃO DE NOVA VEDAÇÃO PROTECTORA À VOLTA DE GAZA

Com cerca de 6,5 metros de altura e 65 quilómetros de extensão, a nova vedação construída de aço galvanizado e complementada com sensores e arame farpado no topo, a nova barreira de separação assenta sobre o muro subterrâneo de bloqueio aos túneis e está também ligada às barreiras marítimas.
Segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, estas barreiras são necessárias "para prevenir a infiltração de terroristas no nosso território."
Segundo informações do exército, todas as barreiras deverão ficar prontas no final deste ano.
O custo total do projecto é de 833 milhões de dólares. Cada quilómetro subterrâneo da barreira tem um custo de 11,5 milhões de dólares, sendo a barreira à superfície muito mais económica, com um custo esperado de 416.000 dólares por quilómetro.
Esta nova barreira de protecção será totalmente construída em território israelita, a algumas dezenas de metros da antiga vedação que, apesar de mais débil, continuará em vigor.
Esta nova vedação em aço galvanizado pesa 20.000 toneladas e vem equipada com um grande número de sensores e outros "modernos equipamentos de segurança."

Shalom, Israel!

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

NAÇÕES UNIDAS PRESTARAM HOMENAGEM A ARISTIDES DE SOUSA MENDES

ANTÓNIO GUTERRES COM MEMBROS DA "FUNDAÇÃO
SOUSA MENDES" E FAMILIARES DOS BENEFICIÁRIOS
DOS 30 MIL VISTOS PASSADOS POR ARISTIDES
Na passada Segunda-Feira, dia 28 de Janeiro, vários beneficiários dos vistos concedidos em 1940 pelo então cônsul português em Bordéus Aristides de Sousa Mendes juntaram-se a Louis-Philippe Mendes e a outros representantes da "Fundação Sousa Mendes", na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, para uma homenagem ao herói português e a outros 7 diplomatas com exemplos semelhantes.
O grupo contou ainda com a presença de vários sobreviventes do Holocausto e familiares das vítimas.

O secretário-geral das Nações Unidas, o também português António Guterres, juntou-se aos participantes deste tributo mais que devido ao homem que, contra as ordens expressas pelo então primeiro-ministro António Salazar, decidiu desobedecer às mesmas, emitindo num espaço de 48 horas cerca de 30.000 vistos a refugiados da guerra que procuravam refúgio em Portugal, na maioria judeus.
Na cerimónia de homenagem ao herói português, discursaram o secretário-geral António Guterres, o diplomata português na ONU Francisco Duarte Lopes e Maria de Fátima Mendes, cônsul-geral de Portugal em Nova Iorque e familiar de Aristides de Sousa Mendes.

UM ACTO HERÓICO E DE UM INVULGAR ALTRUÍSMO
O acto heróico e altruísta deste cônsul granjeou-lhe o reconhecimento internacional, excepto no seu próprio país, onde o governo de então lhe retirou o posto diplomático, permitindo que o ex-cônsul morresse na completa miséria e abandono, não obstante os sucessivos apelos ao estado português e à Santa Sé. Todos eles sem resposta...
Só muitos anos depois é que o parlamento português decidiu homenagear Aristides de Sousa Mendes, sendo actualmente uma figura incontornável na recente História de Portugal. Na minha opinião, trata-se do maior herói que Portugal alguma vez "produziu", ainda que continue a ser muito mais lembrado e homenageado fora do seu próprio país. Só muito recentemente é que o palacete onde o ex-cônsul viveu, já em plena desgraça económica e social, e cujas paredes ameaçavam ruir a qualquer momento, acabou por receber a devida atenção internacional, em grande parte graças à "Fundação Sousa Mendes", sediada nos EUA, e completamente recuperado segundo o traçado original, prevendo-se para breve a instalação de um museu.
Aristides de Sousa Mendes foi desde 1966 incluído na longa lista dos "justos entre as nações" patente no Museu do Holocausto de Jerusalém, através da plantação de uma árvore e de dados biográficos em exposição permanente no Museu. 
Tornou-se mundialmente célebre a frase que lhe serviu de lema para a acção heróica que decidiu tomar, mesmo às custas da sua carreira e segurança económica e familiar: "Prefiro estar de bem com Deus contra os homens do que estar de bem com os homens contra Deus."

EXPOSIÇÃO NA ONU
Foi também inaugurada na ONU, em 29 de Janeiro passado, uma exposição fotográfica dedicada a estes diplomatas heróis, denominada: "Para além do dever: diplomatas justos entre as nações."
Esta exposição estará aberta ao público na sede da ONU até ao próximo dia 25 de Fevereiro.

ARISTIDES DE SOUSA MENDES
EM 1940
HOMENAGEADO PELO "NEW YORK TIMES"
Aristides de Sousa Mendes foi também "assunto" de um artigo de opinião escrito por Richard Hurowitz no conhecido diário nova-iorquino, sob o título: "Ele ajudou judeus a escaparem do Holocausto. Morreu ignorado." A dado passo, ele escreve: "Quem quer que tenha visto "Casablanca" (filme) sabe da ligação entre Portugal e os refugiados da Segunda Guerra Mundial. Mas poucos conhecem a História do diplomata português Aristides de Sousa Mendes, que em 1940 salvou dezenas de milhares de vidas, acabando por ser punido pelo seu heroísmo pelo seu próprio governo."
Nas palavras deste autor, e que eu subscrevo inteiramente, "devemos honrar este homem que se envolveu naquilo que um historiador descreveu como "talvez a maior acção resgatadora conduzida por um só homem durante o Holocausto."

Shalom!