Os protestos populares em mais de 20 cidades do Irão continuam e prometem dar dores de cabeça ao cruel regime dos ditadores. A principal razão dos protestos é o elevado custo de vida, uma inflação a rondar os 30% anuais, a desvalorização brutal da moeda e outras questões. É por isso que estes massivos protestos são diferentes na sua essência, e porventura mais ameaçadores para a estabilidade e permanência do cruel regime ditatorial dos aiatolás.
Preocupado com a possibilidade de no seu desespero o regime iraniano lançar um ataque surpresa com mísseis contra Israel, visando desviar a atenção do povo dos graves problemas internos, Israel está em situação de alerta máximo.
Apesar de as capacidades militares do Irão terem sido severamente dizimadas na "guerra dos 12 dias" de Junho passado, e não existir grande vontade dos militares de provocarem uma nova ronda de ataques, o desespero dos líderes iranianos, ao sentirem-se "encostados à parede", pode levá-los a tomarem uma decisão precipitada, e é isso que Israel mais teme neste momento.
A História tem provado que regimes totalitários que se sentem ameaçados por lutas e crises internas têm a tendência de tentar redireccionar a fúria das populações para um inimigo externo, dessa forma criando uma espécie de "unidade à volta da bandeira."
Os protestos e manifestações prosseguem, sabendo-se que já há mortos, tanto da parte das forças repressivas, como dos manifestantes. Vários edifícios estatais foram ocupados e por todo o lado ouvem-se apelos à morte do líder supremo aiatolá Khamenei e convites ao regresso do xá Reza Palevi, neste momento no exílio.
Para além da crise financeira e cambial, os últimos meses têm assistido a uma severa crise de falta de água devida a décadas de má gestão dos recursos hídricos.
TRUMP AMEAÇA
O presidente Donald Trump veio entretanto avisar o regime iraniano de que está "com o dedo no gatilho" caso as forças repressivas disparem contra os manifestantes pacíficos. E, como seria de esperar, um alto funcionário do governo iraniano já veio culpar os EUA e Israel pelas insurreições populares...
A situação é explosiva, e diferente das anteriores. Há grandes esperanças de que o regime ditatorial que tem levado o país à bancarrota, e que gasta biliões em armas e na manutenção de grupos proxies para arrasar Israel, possa ser derrubado mais tarde ou mais cedo.
Que assim seja e quanto mais depressa melhor para o país, e para toda a região do Médio Oriente!
Shalom, Israel!

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