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quarta-feira, janeiro 18, 2023

DIPLOMATAS EUROPEUS VISITAM MONTE DO TEMPO E APOIAM A CUSTÓDIA JORDANA



Que a União Europeia tem continuamente negado o direito de Israel ao seu território, e em especial à Cidade de Jerusalém, não é nada de novo. É uma doentia posição desde há muito conhecida dos países europeus, entre os quais se conta Portugal. Mas a provocação europeia foi agora mais longe, ao enviar 18 diplomatas para pisar o solo sagrado do Monte do Templo, património bíblico de Israel, afirmando o apoio europeu à custódia da Jordânia sobre o recinto, numa clara mensagem de apoio aos palestinianos. Para além dos europeus, vários diplomatas latino americanos e australianos também fizeram parte da comitiva, num total de 35 indivíduos.

Quem esfregou as mãos de contente com esta visita foi Azzam al-Khatib, director geral do departamento da Waqf, a organização islâmica jordana que administra o recinto: "Esta foi uma visita bem sucedida" - disse Khatib aos repórteres, acrescentando: "Há muito tempo que aguardávamos esta visita."

Segundo ele, a delegação europeia veio ao local para comunicar duas mensagens: "A primeira mensagem expressou apoio à custódia de Sua Majestade sobre os lugares sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém, em especial a mesquita al-Aqsa. A segunda mensagem expressou apoio ao departamento da Waqf, o qual implementa a custódia de Sua Majestade sobre os lugares islâmicos, em especial a mesquita de al-Aqsa."

Khatib afirmou ainda a sua profunda apreciação pelo apoio da União Europeia aos palestinianos e à solução de 2 estados. 



A visita destes diplomatas ocorreu esta manhã, um dia depois de a Jordânia ter apresentado queixa pelo facto de um polícia israelita ter alegadamente criado obstáculos à entrada do recinto do embaixador jordano para Israel, Ghassan Majali. 

O Ministério jordano para os Negócios Estrangeiros convocou o embaixador israelita em Aman, entregando-lhe uma carta de protesto com palavra duríssimas "a ser entregue imediatamente ao seu governo."

Segundo a polícia israelita, tratou-se de "fake news", uma vez que o embaixador tinha tentado visitar o local sem haver prévia coordenação, não tendo sido imediatamente reconhecido pelos guardas, o que causou uma breve demora, enquanto as autoridades tratavam do assunto. 

O embaixador jordano abandonou o local, regressando no entanto algum tempo depois, podendo percorrer livremente todo o recinto.

A delegação europeia foi recebida por Khatib e por vários oficiais do departamento do Waqf, incluindo Omar Kiswani, director da mesquita de al-Aqsa.

Dirigindo-se à delegação em nome do rei Abdulah da Jordânia, Khatib deu as boas vindas à visita dos diplomatas europeus, vincando "o papel histórico e exclusivo" do departamento do Waqf na implementação da custódia hashemita sobre o local. O representante jordano pôs também a delegação europeia ao corrente das "violações israelitas contra a mesquita de al-Aqsa."

Apelando à União Europeia para que apoie o papel do rei Abdullah como guardião dos lugares sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém, Khatib apelou à delegação presente que "pressione o governo israelita para que pare todas as violações e regresse ao status quo histórico do local."

Para os inimigos de Israel - entenda-se: a Waqf e seus párias - a visita desta delegação da EU representa uma "forte mensagem" ao governo israelita contra qualquer tentativa para alterar o actual status quo do local.

O líder jordano alegou ainda que o representante especial da UE para o processo de paz do Médio Oriente, Sven Koopmans, teria recentemente enfatizado que o status quo nos lugares sagrados de Jerusalém e a custódia dos mesmos por parte do monarca jordano são essenciais para a paz e a estabilidade regionais.

2023 vai ser um ano crucial para Israel. Começou com um novo governo direitista, grandes manifestações contra a proposta da reforma judicial, o conflito à volta do Monte do Templo e hoje mesmo, a não aceitação de um dos ministros do actual governo por parte do tribunal constitucional. Temo que o pior ainda esteja para vir, mas nada me admira, uma vez que leio e levo as profecias de Zacarias a sério...

Shalom, Israel!

sexta-feira, março 08, 2019

O MONTE DO TEMPLO É CADA VEZ MAIS O EPICENTRO DA DISPUTA ENTRE JUDEUS E ÁRABES

Os judeus religiosos querem a construção de uma sinagoga no lugar mais sagrado do judaísmo. 
Os árabes muçulmanos querem a construção de mais uma mesquita junto ao Portão Dourado.

UM ACESSO INTERDITO DESDE HÁ 16 ANOS
As cenas de violência provocadas pelos muçulmanos nestas últimas semanas no Monte do Templo, mais propriamente na zona do Portão Dourado, o único acesso interdito por Israel desde há 16 anos, levou a que as autoridades israelitas e as jordanas se reunissem na passada Quarta-Feira à noite para tentarem chegar a uma solução para a disputa relacionada com o espaço.

Foram já várias as ocasiões em que os muçulmanos arrombaram as grades de interdição ao acesso do portão, num claro desrespeito pelo status quo acordado entre Israel e a Jordânia, que administra a "Waqf", os guardiões islâmicos do Monte do Templo.
Apesar da ordem judicial de Israel para o fecho do acesso ao espaço disputado, a "Waqf" recusou obedecer à ordem, afirmando que a área "ficaria aberta para os muçulmanos orarem."
A área dentro do "Portão Dourado", também conhecida como "Portão da Misericórdia", e encerrada no exterior pelo sultão Solimão já no século 16, foi interdita e selada pelas autoridades israelitas em 2003 por ligações do grupo que geria o espaço com o movimento terrorista Hamas. O fecho teve também a ver com a proibição de trabalhos ilegais que a "Waqf" ali estava a realizar, e que levou à destruição de inúmeros artefactos relacionados com a presença judaica na zona.

UMA NOVA MESQUITA?
No mês passado a "Waqf" violou as normas e abriu a vedação, criando ali mais um espaço de oração para os muçulmanos. Sem dúvida uma atitude de desrespeito e de provocação, num espaço onde não falta lugar para que milhares de muçulmanos se possam reunir sem terem de se preocupar com aquele pequeno reduto.
Israel tem repetidamente fechado o acesso, que os palestinianos por sua vez violam constantemente. Esse desrespeito por parte dos muçulmanos tem levado a vários incidentes violentos com a polícia israelita.
No passado Domingo, o gabinete oficial jordano da "Waqf" fez saber que o "Portão da Misericórdia" é parte integrante da mesquita de Al-Aqsa, não estando sujeito a negociações, divisão ou parcerias. Nesse comunicado, as autoridades jordanas acusaram ainda Israel de estar a dar um "golpe dirigido" contra a guarda jordana dos lugares sagrados de Jerusalém.
As autoridades israelitas proibiram entretanto a entrada ao espaço a vários responsáveis e guardas muçulmanos considerados responsáveis pelo incitamento à desobediência.
O braço de ferro entre as autoridades israelitas e jordanas continua há mais de uma semana, duvidando-se que os muçulmanos venham alguma vez a acatar as ordens de interdição do espaço.

UMA SINAGOGA NO MONTE DO TEMPLO?
Vários activistas israelitas reuniram-se entretanto "de emergência" na noite do passado Domingo para debaterem a tomada do espaço pela "Waqf" jordana. 
No final da reunião que juntou várias dezenas de activistas, foi feito um apelo para que os israelitas visitem o espaço em grandes números, de forma a "fortalecerem a ligação judaica ao lugar sagrado."
Para além disso, foi emitida uma exigência para a construção de uma sinagoga no espaço do Monte do Templo. A sinagoga será supostamente construída na área Sha'ar HaRachamim, onde os muçulmanos edificaram recentemente mais uma mesquita.
A assembleia emitiu ainda um apelo para que a "Waqf" seja declarada uma organização ilegal a ser banida do Monte do Templo.
Foi também feito um apelo aos partidos em campanha eleitoral para que permitam as orações dos judeus naquele espaço.

Os muçulmanos têm aproveitado este conflito recente para alegar que os judeus "fanáticos" planeiam construir um templo naquele espaço, dessa forma tentando impedir o acesso dos muçulmanos ao recinto que, segundo eles, os judeus querem "dividir."

Desde há muito que venho observando que o epicentro do conflito que levará a uma convulsão à escala global se vai cada vez mais tornando visível, partindo da divisão da Terra de Israel, à partilha da capital Jerusalém, tendo agora como foco a própria esplanada onde os dois Templos judaicos foram erigidos no passado, e que actualmente se encontra conspurcada pelas mesquitas ali presentes, e que fazem de Jerusalém a terceira cidade mais sagrada para os muçulmanos.
Até onde irá chegar o conflito? Não posso garantir, mas acredito que o rastilho já está aceso, e nada nem ninguém conseguirá deter o ímpeto do conflito que ali irá eclodir. Fomos, aliás, há muito avisados...

Shalom, Israel!