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quinta-feira, janeiro 16, 2025

ÚLTIMOS OBSTÁCULOS ULTRAPASSADOS PARA EFECTIVAÇÃO DO ACORDO JÁ CONSIDERADO "IRREVERSÍVEL"


Como seria de esperar, o Hamas criou à última da hora novos empecilhos para a finalização do já celebrado acordo, querendo exigir que Israel aceitasse a lista dos prisioneiros palestinianos fornecida pelo Hamas a libertar das prisões israelitas. Israel obviamente não aceitou tal exigência...

Israel, por seu lado, está também a braços com uma divisão interna na coligação governamental, uma vez que os partidos da direita religiosa e da extrema-direita estão contra o acordo e ameaçam sair do governo, criando assim uma crise governamental. O Hamas acusa Israel de estar a atrasar o processo de forma a tentar ganhar tempo para convencer esses partidos a votarem a favor do acordo.

Este é certamente um acordo muito difícil e custoso para Israel, uma vez que por cada refém solto (vivo ou morto), 30 criminosos palestinianos terão de ser soltos, e por cada soldado israelita serão 50...

Há no entanto esperanças de que o processo de cessar-fogo e início da libertação de reféns se inicie já neste próximo Domingo, exactamente na véspera da tomada de posse do presidente Donald Trump. Essa é pelo menos a expectativa de Anthony Blinken, o persistente "lutador" enviado pela administração Biden para liderar o difícil processo que se arrastou ao longo de meses, com constantes avanços e retrocessos.

Uma fonte norte-americana informou entretanto terem sido ultrapassados os últimos itens a resolver no acordo, esperando-se agora pela votação do gabinete de segurança do governo de Jerusalém que deverá ocorrer durante o dia de amanhã. 

Shalom, Israel!

quarta-feira, janeiro 08, 2025

"ESTAMOS MUITO PRÓXIMOS" DO ACORDO DE CESSAR-FOGO E LIBERTAÇÃO DOS REFÉNS - AFIRMOU BLINKEN


O ainda secretário de estado norte-americano Anthony Blinken afirmou esta tarde que "estamos muito perto de um cessar fogo e de um acordo para a libertação de reféns."

Blinken tem sido um verdadeiro exemplo de esforço e persistência, tendo feito bastantes viagens ao Médio Oriente ara se encontrar com vários líderes regionais, e de facto mereceria ser "premiado" com um sucesso no final do seu mandato. E é óbvio que o presidente cessante Joe Biden vai querer a todo o custo sair com algum trunfo após tão desastrosa presidência...

"Espero que o consigamos (o acordo) em cima da linha do tempo que nos resta, mas se não conseguirmos, o plano do presidente Biden proposto para um acordo de cessar fogo e libertação de reféns será entregue à próxima administração (Trump), e acredito que quando conseguirmos o acordo - e vamos consegui-lo - ele será na base do plano que o presidente Biden expôs ao mundo já em Maio passado" - afirmou esta tarde Blinken numa conferência de imprensa em Paris. 

Blinken disse também que a administração Biden gastou um tempo significativo avançando uma iniciativa para uma administração pós-guerra em Gaza que inclui arranjos para a segurança, administração e reconstrução do enclave. 

"Aqui também estamos dispostos a entregá-la à administração Trump, para assim poderem trabalhar nela e pô-la a funcionar quando surgir a oportunidade."

Blinken sublinhou ainda o trabalho que a administração Biden tem realizado para assegurar um acordo de normalização entre Israel e a Arábia Saudita. 

ENVIADO DE TRUMP EM DOHA

Entretanto, e enquanto Blinken vai contando os louros, o enviado de Trump para o Médio Oriente Steve Witkoff partirá esta noite para o Qatar, onde as delegações de Israel e do Hamas têm estado a negociar separadamente o acordo de cessar-fogo. 

"Estamos a fazer muito progresso, e não quero falar muito porque penso que eles estão a fazer um excelente trabalho em Doha...Espero que pela altura da tomada de posse tenhamos boas coisas a anunciar em nome do presidente (Trump)." 

Antes da sua viagem para Doha, Witkoff irá ainda reunir-se na Flórida com o ministro israelita para os Assuntos Estratégicos, Ron Dermer.

Shalom, Israel!

segunda-feira, junho 03, 2024

MANTÉM-SE O IMPASSE NA PROPOSTA DE BIDEN PARA UM CESSAR FOGO


Não obstante alguns sinais positivos, o plano para um cessar fogo proposto por Israel e comunicado pelo presidente norte-americano na passada Quinta-Feira à noite continua em "banho maria", num impasse que tem proporcionado reacções ameaçadoras no governo de coligação de Israel. 

Os 2 ministros mais "radicais" do governo de Netanyahu, Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, ameaçaram sair do governo, o que, a ter efeito, levaria a que a coligação se desmantelasse, obrigando a novas eleições, de facto o desejo de muitos israelitas cansados de esperar pelo cumprimento da promessa de libertação dos mais de 100 reféns ainda nas mãos do Hamas. 

O primeiro-ministro continua a afirmar que os dois principais objectivos da intervenção em Gaza é a destruição do Hamas (prioridade deste governo) e a libertação dos reféns. 

O Egipto vê o plano de Biden com bons olhos, contudo rejeita a presença de Israel na passagem de Rafah. O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, actualmente de visita a Madrid, afirmou entretanto que o Hamas vê "positivamente" esta nova proposta de cessar fogo e de libertação de reféns. 

A realidade é que parece que ninguém se entende sobre este assunto, com o próprio ex-ministro Benny Gantz, actualmente membro do gabinete de guerra a afirmar que o regresso dos reféns "é uma prioridade", acrescentando que Israel pretende fazer "o que for necessário para esgotar todas as oportunidades para atingir esse objectivo."

Há de facto uma grande pressão para que Israel aceite a proposta de acordo, contudo Netanyahu mantém-se intransigente que tal só acontecerá com a destruição total do Hamas...

Shalom, Israel!