Uma nova pesquisa realizada pela organização "LifeWay Research" revela que cerca de 871.000 cristãos evangélicos norte-americanos têm pelo menos um parente ou avô judeu - um número três vezes maior ao do último revelado pela organização norte-americana.
O movimento judaico messiânico tem estado a crescer em Israel e nos EUA, mas esta última pesquisa é uma verdadeira surpresa para aqueles que estudam a dimensão e a abrangência do movimento.
Existem actualmente nos EUA centenas de congregações messiânicas atraindo judeus e não judeus, basicamente pelos ensinos e crenças que enfatizam uma visão literal da Bíblia centralizada em Israel - tanto no Antigo como no Novo Testamento.
"Estamos maravilhados com o crescimento do movimento messiânico, tanto dentro como fora da nação de Israel", afirmou Mitch Glaser, presidente da organização "Chosen People Ministries", uma das promotoras da pesquisa. E acrescentou: "O número de evangélicos que dizem ter um parente ou avô judeu é muito maior do que imaginávamos. Segundo a "LifeWay Survey", talvez uma das razões seja o facto de mais de 70 por cento dos evangélicos nos Estados Unidos acreditarem na importância de alcançarem os seus amigos judeus com as Boas Novas de Jesus."
O estudo descobriu que entre os adultos norte-americanos, quase 40 milhões têm crenças evangélicas (segundo a definição da LifeWay). Dois por cento desses evangélicos indicaram que pelo menos um dos pais ou avós é judeu, o que nos leva a um número impressionante: 870.771 adultos norte-americanos com crenças evangélicas alegam ter parentesco judaico.
Para além disso, quase metade das pessoas inquiridas - 47 por cento - concorda com a declaração: "O povo judeu continua a ser significativo para a História da redenção, uma vez que Jesus irá voltar quando o povo judeu receber Jesus." Vinte e três por cento não concordam, e 31 por cento não têm a certeza.
Mais de 2.000 pessoas foram contactadas nesta pesquisa realizada entre 20 e 28 de Setembro de 2017.
Esta pesquisa foi realizada pela "Chosen People Ministries", uma organização cuja missão é orar, evangelizar, discipular e servir o povo judeu em todo o mundo, e ajudar crentes na mesma missão, como é o caso do autor de grande sucesso Joel Rosenberg.
"O estudo indica uma abertura e reacção sem precedentes ao Evangelho entre os judeus americanos e os judeus americanos com raízes judaicas" - afirmou Rosenberg, detentor de dupla cidadania israelo-americana. E acrescentou: "Mais ainda, uma percentagem significativa de judeus norte-americanos sem raízes judaicas acredita que é importante partilhar o Evangelho com os judeus, embora nem todos o façam. Devemos ser sempre amorosos e humildes quando partilhamos com alguém a mensagem de Jesus. Mas a Igreja não se deve nunca envergonhar do Evangelho, pois ele é, tal como Paulo nos ensina, o poder de salvação para todos quantos nele crêm, para os judeus primeiro e também para os gentios."
De acordo com a pesquisa, 28 por cento abraçam a teologia da "substituição" - a alegação que a Igreja cristã "cumpriu ou tomou o lugar da nação de Israel no plano de Deus." Quarenta e um por cento rejeitam essa idéia, enquanto que 32 por cento não têm a certeza. Esta tendência é maior entre os evangélicos mais jovens, entre os 18 e os 34 anos.
Embora os evangélicos vejam uma ligação clara entre profecia bíblica e o renascimento da nação de Israel, não têm mesmo assim tanta certeza se os judeus irão desempenhar um papel importante na vinda de Jesus.
"Segundo a pesquisa, muitos evangélicos acreditam que o Evangelho será espalhado a todos os povos por todo o mundo antes da volta de Jesus" - afirmou Scott McConnell, director executivo da "LifeWay Research", acrescentando: "Mas não têm mais a certeza de que o povo judeu ocupa um lugar especial no plano de Deus."
Shalom, Israel!




