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sexta-feira, julho 22, 2022

DESCOBERTO EM JERUSALÉM TANQUE DE BANHOS RITUAIS DO 1º SÉCULO

Um trabalho de escavação próximo ao Monte do Templo pelo Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém trouxe à luz do dia um "mikvé" - tanque para rituais de purificação - datado da época do Templo de Herodes e que foi citado nos escritos do famoso historiador judeu Flávio Josefo. Este tanque foi descoberto na parte da Cidade então denominada "Cidade Alta."

Ora, essa "Cidade Alta" citada por Josefo estava directamente relacionada com o período ao qual Jesus Se referiu quando da destruição completa da Cidade de Jerusalém. Essa parte da Cidade construída pelo rei Herodes era habitada pela elite judaica. Este "mikvé" foi achado dentro de uma "villa" privada e foi escavado na própria pedra, tendo um tecto decorado ao estilo herodiano. 

Perto da "villa" foi uma cisterna de água e que se julga ter sido utilizada até ao tempo da destruição do segundo Templo, tendo-se ali encontrado os restos de cerca de 40 peças para cozinhar, algumas ainda intactas. Pensa-se que este "mikvé" pode ter sido usado pela família dos sacerdotes.


CENTENAS DE TANQUES PARA BANHOS RITUAIS EM JERUSALÉM

Centenas de "mikvés" existiam na antiga Jerusalém nos dias de Jesus, não apenas para a população local, mas também para servir os peregrinos que se encaminhavam para o Templo, muitos dos quais paravam para mergulharem nos tanques durante a subida da "via dos peregrinos", a qual tinha uma extensão de cerca de um quilómetro, desde o tanque de Siloé até ao Monte do Templo. 

Ainda hoje os judeus religiosos fazem o banho ritual de purificação antes de ascenderem ao Monte do Templo e as mulheres observadoras da lei de Moisés mergulham todos os meses nestes banhos após o período da menstruação. Os judeus hassídicos têm por costume banhar-se antes do Shabat e dos feriados religiosos. 

Têm sido encontrados inúmeros tanques para os rituais de purificação por todo o território de Israel, inclusivamente na Jordânia actual, onde os arqueólogos descobriram um monumental tanque de banhos rituais no palácio de Herodes em Machaerus. 

DIA DO PENTECOSTE

Várias pessoas têm-me perguntado como foi possível no dia de Pentecoste, após a pregação de Pedro e a conversão de 3 mil pessoas, baptizar toda aquela gente num só dia e numa Cidade onde não passa qualquer rio... A resposta é óbvia: não faltavam tanques para os rituais de purificação! Só em Jerusalém já foram escavadas dezenas deles, pelo que não seria de todo impossível realizar os baptismos de todos aqueles novos crentes num só dia...

Shalom, Israel!

sábado, outubro 03, 2020

ARQUEÓLOGOS ISRAELITAS DESCOBREM NA GALILÉIA TANQUE DE BANHOS RITUAIS COM 2 MIL ANOS

 

Israel é um lugar em que cada escavadela na terra pode trazer à luz alguma surpresa ou tesouro arqueológico.

Desta foi foi na Galiléia. Peritos da Autoridade para as Antiguidades de Israel descobriram uma mikveh - tanque de banhos rituais - com 2 mil anos, no meio de um antigo campo agrícola judaico na Galiléia. Esta descoberta ocorreu durante as escavações para a construção de um cruzamento num autoestrada na Baixa Galiléia.

Estas descobertas remontam ao período do Segundo Templo de Jerusalém, portando de há cerca de 2 mil anos, e ajudarão a perceber melhor o estilo de vida judaico da época naquela região. 

"A existência de uma mikveh, uma instalação para purificação, indica inequivocamente que os residentes desta antiga exploração agrícola eram judeus que seguiam um estilo de vida tradicional e religioso e que obedeciam à purificação como ritual da Torá. Os banhos rituais têm vindo a ser usados na vida diária dos judeus desde o período do Segundo Templo até aos nossos dias" - explicaram os directores das escavações Abd Elghani Ibrahim e Walid Atrash. 

Segundo eles, esta descoberta marca a primeira vez em que arqueólogos descobriram ruínas de antigas quintas judaicas na Galiléia: "A descoberta da mikveh na quinta agrícola muda o que nós conhecíamos acerca do estilo de vida dos judeus durante o período do Segundo Templo. Até agora não tínhamos ainda descoberto quintas agrícolas na Galiléia. Pensava-se que os judeus da época romana não viveriam em quintas agrícolas fora das aldeias ou das cidades. A descoberta desta quinta a alguma distância da aldeia de Shikhin e da grande cidade judaica de Seforis demonstra que os judeus também se instalavam em quintas, as quais talvez funcionassem como o interior rural de Seforis."


Percebendo que a mikveh agora descoberta não poderia ficar no mesmo local por causa da construção da autoestrada, os arqueólogos decidiram então removê-la da terra e transferi-la para um kibbutz próximo, onde será devidamente preservada.

Shalom, Israel!

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

COMO PUDERAM SER BAPTIZADAS 3000 PESSOAS EM JERUSALÉM NUM SÓ DIA, SEM NENHUM RIO POR PERTO?

Muitos estudiosos da Bíblia questionam-se como seria possível num só dia baptizar 3 mil pessoas em Jerusalém, sem que ali passasse nenhum rio, nem existisse nenhum lago ou mar nas imediações. 
Cinquenta dias depois da Páscoa judaica que o Messias Jesus celebrou com os Seus discípulos, a Sua promessa de enviar o Espírito Santo para baptizar os Seus seguidores (discípulos) cumpriu-se exactamente durante a Festa das Semanas - Shavuot - conhecida como "Pentecoste". 
Conforme o relato bíblico de Lucas, naquela manhã, o Evangelho foi proclamado pelo apóstolo Pedro e pelos 120 judeus reunidos naquele Cenáculo, em muitas línguas, tendo todos os milhares de ouvintes escutado e entendido as maravilhas de Deus.
Como resultado da conversão de 3000 pessoas, e seguindo o mandamento dado pelo Messias, todas aquelas pessoas foram baptizadas naquele mesmo dia, obviamente na Cidade santa de Jerusalém.
A pergunta então é: visto que o rio mais próximo é o Jordão, próximo de Jericó, e não havendo meios de transporte capazes, como seria possível baptizar todas aquelas pessoas num curto espaço de tempo?
A resposta é simples e objectiva, mas é obviamente necessário conhecerem-se as condições presentes na época que possibilitariam essa mega-sessão de baptismos.

FORMA DE BAPTISMO
Em primeiro lugar, há que entender como as pessoas eram baptizadas - na língua hebraica: imersas - na água. A visão moderna cristã de uma pessoa candidata ao baptismo a descer às águas do rio com um pastor ou baptizador (às vezes até 2) a mergulhar horizontalmente a pessoa na água não corresponde à forma da imersão da época de Jesus. 

ORIGEM DO RITUAL DA IMERSÃO

O baptismo - imersão - não é contudo uma iniciativa cristã, mas antes uma prática judaica seguida ao longo de gerações, muito antes da vinda de Jesus à terra. De facto, os próprios sacerdotes tinham de ser mergulhados - baptizados - em água, como parte da sua consagração ao serviço divino - Êxodo 29:4. 
O baptismo cristão seguiu inicialmente o rito judaico do ritual da purificação - em que a pessoa descia sozinha os degraus de um tanque - mikveh - com águas recolhidas das chuvas ou águas correntes, e mergulhava sozinho 3 vezes seguidas, no sentido vertical, como forma cerimonial e simbólica de purificação, ficando assim "puro" para oferecer a sua oferta sacrificial no Templo de Jerusalém. Nenhum homem podia subir ao Templo de Jerusalém para oferecer um sacrifício ou ministrar ao Senhor sem antes passar pelo mikveh, simbolizando dessa forma a sua purificação pessoal.

Estas imersões - baptismos - de purificação também eram feitas quando alguém se convertia ao judaísmo, e pelas mulheres logo após o período menstrual e antes do casamento.
Outros judeus, vivendo mais próximos de rios, faziam esse ritual de purificação mergulhando totalmente nas águas do rio, sempre na presença de alguma testemunha, chamado de baptizador.
Veja-se por exemplo o caso do sírio Naamã, que mergulhou 7 vezes no rio Jordão, tendo ficado limpo da sua lepra, e do convite ao baptismo feito por João Baptista e que levou milhares a descerem às águas do rio Jordão para serem imersos como demonstração de arrependimento dos seus pecados e preparação individual para a entrada no Reino de Deus. 
A imersão era total, segundo o mandamento bíblico "toda a sua carne banhará com água" (Levítico 15:16).
O próprio Messias Jesus cumpriu este ritual, mergulhando inteiramente na água "...sendo Jesus baptizado, saiu logo da água..." (Mateus 3.16), não para purificação de pecados mas para "cumprir toda a justiça".

DEZENAS DE MIKVEHS ENCONTRADOS EM JERUSALÉM À VOLTA DO TEMPLO
Como então foram baptizadas 3 mil pessoas num só dia em Jerusalém?
Os  arqueólogos têm recentemente realizado muitas escavações à volta do lugar do antigo Templo de Jerusalém e têm trazido à luz cerca de 50 tanques de imersão - mikvehs - que eram utilizados pelos judeus na época do Segundo Templo, portanto na época do Messias Jesus. 
O respeitado historiador Flávio Josefo descreveu que mesmo durante o período das guerras com os judeus - 66 - 73 d.C. - as leis dos rituais de purificação continuaram a ser escrupulosamente seguidas pelos judeus, obviamente nestes mikvehs agora descobertos.
MIKVEH JUNTO AO TEMPLO DE JERUSALÉM
Desta forma, distribuindo aquelas 3 mil pessoas pelos vários tanques de imersão, o baptismo das mesmas seria uma questão de poucas horas - talvez durante as primeiras horas da tarde. 
Esta questão perturbou os estudiosos da Bíblia durante séculos, levando alguns até a defender o baptismo por "aspersão", uma vez que não conseguiam explicar o baptismo de tantas pessoas num só dia. Obviamente que o único baptismo praticado na época era o da imersão total do corpo, e o mistério fica agora resolvido com a impressionante descoberta destas 50 mikvehs à volta das ruínas do Templo. 
Muitas mais poderão ainda ainda surgir, à medida que a arqueologia for escavando mais espaços, mas estas cerca de 50 mikvehs já bastariam para que 3.000 novos discípulos de Yeshua cumprissem o Seu mandamento de "crer e ser baptizado."
Shalom, Israel!

terça-feira, dezembro 18, 2012

TEXTOS DOS MANUSCRITOS DO MAR MORTO JÁ DISPONÍVEIS NA NET

Um novo site na internet torna acessível a qualquer pessoa com acesso à net o "puzzle" dos fragmentos dos textos encontrados na gruta de Qumran, perto do Mar Morto, em 1947, uma descoberta considerada por muitos como a maior do século 20.
A partir de hoje milhares de fragmentos dos manuscritos do Mar Morto estão disponíveis num novo site do Google e da Autoridade para as Antiguidades de Israel, sendo esta parte de uma iniciativa para disponibilizar os famosos manuscritos a qualquer estudioso ou até aos meros navegadores da net.
Neste site - http://www.deadseascrolls.org.il/ - podem-se encontrar todas as informações sobre esta nova disponibilidade em imagens de alta definição destes fragmentos escritos há cerca de 2 mil anos.
TEXTO DOS SALMOS AGORA DECIFRÁVEL
A Autoridade para as Antiguidades de Israel está no processo de fotografar os milhares de fragmentos que estão na sua posse - peças oriundas de cerca de 900 manuscritos diferentes - utilizando equipamento especial para captação de imagens desenvolvido inicialmente para a NASA. Estas câmaras hi-tech captaram secções visíveis dos manuscritos anteriormente indecifráveis.
Uma equipa da Universidade de Tel Aviv está agora a utilizar as novas imagens para tentar juntar as "peças" - neste caso fragmentos - em secções maiores, que poderão produzir novas informações sobre  o conteúdo de alguns dos manuscritos. Para os peritos, estes fragmentos são o "puzzle final".
UMA DAS GRUTAS EM QUMRAN
Pensa-se que estes manuscritos terão sido escritos ou coleccionados por judeus que deixaram Jerusalém e foram viver para o deserto nos dias do Segundo Templo há cerca de 2 mil anos atrás. A descoberta "casual" dos mesmos em 1947 no deserto da Judéia veio trazer luz sobre o antigo judaísmo, o nascimento do cristianismo e a evolução da Bíblia.
No novo site dos manuscritos do Mar Morto o navegador pode agora pesquisar frases em hebraico ou inglês e encontrar fragmentos que se coadunam com as mesmas, ver os fragmentos segundo as grutas em Qumran onde cada um deles foi encontrado e ver os locais no Google Maps.
MANUSCRITO COM O SALMO 43 
Os manuscritos do Mar Morto estão divididos em 2 classes: "manuscritos bíblicos" (cerca de 230), contendo grandes porções do Velho Testamento, incluindo todos os livros, excepto o de Ester, que não faz parte da Bíblia judaica, e os "manuscritos não bíblicos", contendo escritos religiosos e sobre a vida comunitária do grupo sectário - os essénios - que ali viveram naquela época.
Os manuscritos achados datam desde o 2º século a.C. até ao 1º século d.C. A maior parte da escrita está em hebraico, mas também há 15% de textos em aramaico e alguns em grego. O material dos manuscritos é na maior parte em pergaminho, embora alguns estejam escritos em papiro, havendo o texto de um dos manuscritos sido gravado em cobre. 
Muitos dos manuscritos bíblicos encontrados são muito semelhantes ao "texto massorético", o texto mais aceite da Bíblia Hebraica desde a segunda metade do primeiro milénio d.C. até hoje. A semelhança é notável, quando se considera que os manuscritos do Mar Morto são mil anos mais antigos que os mais antigos textos bíblicos conhecidos!
Muitos dos manuscritos "sectários" encontrados nas grutas de Qumran enfatizam a pureza espiritual e a purificação ritual através da imersão num banho ritual, ou "mikveh", tal como esta visível hoje nas ruínas de Qumran. 
Shalom, Israel!