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quinta-feira, abril 01, 2021

A NEGAÇÃO AMERICANA DA SOBERANIA JUDAICA SOBRE A JUDEIA E SAMARIA

Era sabido que o novo presidente norte-americano não morria de amores por Israel. De facto, os generosos passos dados pelo seu antecessor lograram-se agora com a declaração de que os EUA declaram que os territórios da Judeia e Samaria - conhecidos como Margem Ocidental - são "território ocupado."

A mim também me apetece dizer que grande parte do espaço actual dos EUA é também "território ocupado", com a diferença de que antes dos colonos norte-americanos já lá viviam os índios, mas, em Israel, muito, mas muito antes dos árabes, já lá viviam os hebreus...

Mas a política de Biden é dúbia: ao mesmo tempo que declara que a "Margem Ocidental é "território ocupado", nada diz sobre a alegada ilegalidade dos assentamentos judaicos naquela região. 

Nas palavras do porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Ned Price, "É um facto histórico que Israel ocupou a Margem Ocidental, Gaza e os Montes Golan depois da Guerra de 1967."

Questionado por um repórter sobre se os EUA consideravam que Israel tinha ocupado a Margem Ocidental, Price respondeu: "De facto, o relatório dos direitos humanos de 2020 usa o termo "ocupação" no contexto da presente situação da Margem Ocidental" - afirmou, acrescentando: "Desde há muitas décadas que esta tem sido a posição de administrações anteriores em ambos os partidos."

Israel sempre contestou estas alegações, defendendo que a Margem Ocidental não se enquadra no padrão de "território ocupado", uma vez que Israel capturou aquele território à Jordânia, cuja soberania naquele espaço entre 1948 e 1967 não foi legalmente reconhecida, sendo até considerado que a Jordânia ocupava o território. Antes da Guerra da Independência em 1948 aquele território era administrado pelo mandato britânico, e antes da I Guerra Mundial fazia parte do império turco otomano. 

A administração de Donald Trump acreditava que Israel tinha direitos históricos e religiosos sobre partes desses territórios aos quais nunca se referiu como "ocupados." Os principais líderes norte-americanos concordavam com a direita israelita de que o termo certo era Judeia e Samaria, e não Margem Ocidental. Trump também não considerava ilegais os assentamentos judaicos naquelas terras bíblicas. 

Para a actual administração do democrata Joe Biden, a solução é a existência de 2 estados: "O nosso objectivo final é de facilitar uma solução dois estados porque é o melhor caminho para preservar a identidade de Israel como estado judaico e democrático, ao mesmo tempo que garantindo aos palestinianos as suas legítimas aspirações de soberania e dignidade num estado próprio."

Shalom, Israel!

sexta-feira, agosto 14, 2020

RESIDENTES DA JUDEIA E SAMARIA ATRAIÇOADOS PELO ACORDO

Sentido-se traídos pelas promessas feitas em Março pelo actual primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu visando a "anexação" de partes da Judeia e Samaria (também denominados "Margem Ocidental"), muitos líderes das comunidades judaicas residentes nessas regiões manifestaram o seu desagrado e até revolta perante o "preço" a pagar por Israel pelo reatamento das relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos.
Netanyahu apressou-se a afirmar que este "congelamento" da prometida extensão da soberania israelita sobre partes desses territórios era apenas temporária, ainda que não seja essa a interpretação dos líderes nas Emirados.
O líder comunitário da cidade bíblica de Betel afirmou que o futuro de Israel não pode depender de um acordo menos valioso que o próprio papel em que foi escrito. Para alguns desses líderes, o seu futuro "está na Judeia e na Samaria e nas decisões corajosas que os nossos líderes devem tomar."
O prefeito da região de Hebron também condenou o acordo, afirmando que a Terra de Israel não pode estar sujeita a negociações: "Apelo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que cumpra a sua promessa feita a milhões dos seus votantes de estender a soberania de Israel à Margem Ocidental."
Yossi Dagan, líder destacado no partido Likud do qual Netanyahu faz parte denominou o acordo como "uma punhalada nas costas do movimento dos assentamentos."
Por outro lado, o líder da comunidade em Efrata, Odede Revivi, expressou o seu entendimento sobre o congelamento da anexação como um preço justo a pagar para abrir caminho às relações diplomáticas.
Vários líderes de partidos de direita estão também afirmando que "é tempo de Netanyahu se ir embora"

Já há muito que se sabia destas negociações de bastidores entre Israel e os Emirados. Sabe-se ainda que há outras nações árabes a caminho de realizar estes mesmos acordos, como será o caso de Oman, e do Barhein. Tudo bem. Isso é muito positivo para judeus e árabes. Mas nunca a este preço...
E, como já ontem afirmei, toda esta jogada apressada tem simplesmente a ver com as eleições de Novembro nos EUA, e às crescentes contestações ao governo de Netanyahu.

Shalom, Israel!


terça-feira, setembro 10, 2019

NETANYAHU PLANEIA ANEXAR JUDEIA E SAMARIA

A uma semana das eleições parlamentares em Israel, Netanyahu pediu aos eleitores um "claro mandato" para aplicar a soberania israelita ao vale do Jordão e à área do Mar Morto, num esforço conjunto com a administração Trump, visando no futuro a anexação da própria Judeia e Samaria.
No anúncio dramático de hoje, Netanyahu prometeu anexar as bíblicas Judeia e Samaria, caso seja eleito, começando já pelo vale do Jordão e pela região do Mar Morto.
Netanyahu acrescentou que esta é a altura certa para avançar com este projecto, uma vez que tem a administração do presidente Trump a apoiá-lo, e Netanyahu anseia estabelecer fronteiras seguras em Israel, impedindo que a Judeia e a Samaria se tornem numa nova Gaza.
As últimas estatísticas demonstram que praticamente metade da população israelita é a favor desta medida.

Shalom, Israel!

segunda-feira, junho 10, 2019

"ISRAEL TEM DIREITO A ANEXAR PARTE DA CISJORDÂNIA" - AFIRMOU O EMBAIXADOR NORTE-AMERICANO EM ISRAEL

Ele andou perto. O actual embaixador norte-americano em Israel, David Friedman, reconheceu o direito de Israel de reter partes daquilo a que se designou politicamente chamar de Cisjordânia, mas que para nós é simplesmente território bíblico de Israel (Judeia e Samaria).
Contrariamente aos seus antecessores, que teimavam na divisão do território bíblico entre judeus e árabes, David Friedman, quiçá o embaixador norte-americano mais amigo de Israel - declarou ontem numa entrevista ao jornal de esquerda "New York Times", que Israel tem o direito a anexar partes da Cisjordânia:
"Sob certas circunstâncias, penso que Israel tem o direito de reter algum (do território) da Cisjordânia, mas não todo."
Claro que a reacção dos jornalistas do NYT não se fez esperar, comentando que "a porta da aceitação americana daquilo que seria um enorme acto provocativo."
Não se sabe a que partes desses territórios Friedman se estaria a referir. Talvez estivesse a pensar na proposta de trocas de territórios, conforme os acordos de Oslo? 
Há de facto a possibilidade de ele se ter referido ao reconhecimento da soberania israelita sobre alguns dos aldeamentos judaicos já construídos, sendo que os mesmos representam apenas 5% de todo aquele território, portanto nada demais...
Por outro lado, não se sabe até que ponto esta opinião de Friedman representará a do presidente norte-americano, ou se não será apenas uma opinião pessoal...
Obviamente que a reacção do inimigos de Israel não se fez esperar. Numa postagem recente, o porta-voz da Autoridade Palestiniana para as "negociações de paz" Saeb Erekat já veio protestar que esta visão dos EUA é "um crime de guerra segundo as leis internacionais", apelidando o embaixador Friedman de "embaixador extremista dos colonos."
Não param no entanto de crescer os rumores de que um número crescente de palestinianos até se sentiria mais confortável com uma solução de um só estado - Israel - no qual poderiam viver em paz e prosperidade...

Shalom, Israel!

segunda-feira, março 27, 2017

CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO JUDAICA NA JUDEIA E SAMARIA ANULA HIPÓTESE DA "SOLUÇÃO 2 ESTADOS"

Foi ontem publicado um relatório actualizado de 1 de Janeiro de 2017, com os dados populacionais judaicos, dando expectativas muito positivas quanto ao crescimento da população judaica na Judeia e Samaria, as regiões bíblicas erroneamente denominadas como "Margem Ocidental."
Segundo estes dados, há 420.899 judeus a viver na Judeia e na Samaria, sem contar com os habitantes judeus de Jerusalém oriental e cercanias, após a libertação da Cidade em Junho de 1967.
Este número assinalável de judeus vivendo nesta disputada região torna obsoleta a ideia de 2 estados vivendo lado a lado na Terra de Israel. Ainda bem.
E a evidência é tão clara, que até A.B.Yehoshua, um reconhecido autor israelita e até há bem pouco tempo forte activista a favor da solução 2 estados, renunciou à sua luta e confessou que "A solução (2 estados) não é mais possível. Durante 50 anos eu acreditei nessa solução, lutei por ela, tornando-me num activista a seu favor. Mas quando eu, como intelectual, tenho de encarar a realidade, não me deixando enganar a mim mesmo, tenho de questionar se essa solução é mesmo possível...depois de interiorizarmos que é impossível deportar 450.000 residentes na área C, isso não pode acontecer (sob nenhumas circunstâncias.) Podemos dividir Jerusalém?...é tempo de começarmos a pensar em soluções alternativas."

Segundo Baruch Gordon, pesquisador e fundador do "IsraelNationalNews", a questão é bem clara: "Durante anos, os legisladores, tanto de Israel como do Ocidente, não tiveram a mínima ideia da dimensão da população judaica da Margem Ocidental. Os números foram suprimidos e a imprensa calou-se. Este relatório introduziu os números reais ao discurso. O seu impacto não pode ser sub-avaliado."

Shalom, Israel!