De visita a Moscovo para conversações com Putin relacionadas com a preocupante presença iraniana na Síria, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu tentou fazer uso da bíblica história de Ester e Mordecai, lembrando Putin de que há 2.500 anos a Pérsia (actual Irão) tentou aniquilar os judeus e não conseguiu.
"Existe hoje uma tentativa do herdeiro da Pérsia, o Irão, para destruir o estado dos judeus" - afirmou Netanyahu, acrescentando que "eles dizem-no o mais claramente possível, escrevendo-o até nos seus mísseis balísticos."
Impassível diante desta ilustração, Putin respondeu que aqueles eventos aconteceram no 5º século a.C. e que "agora vivemos num mundo diferente. Falemos disso agora."
O encontro entre os dois líderes produziu mais um diálogo de surdos: Netanyahu tem demonstrado querer ser o guardião (legítimo) do seu próprio povo e dos direitos à segurança do estado de Israel. Conforme várias vezes ele tem dito, a maior ameaça existencial a Israel vem do próprio Irão, com as suas constantes ameaças e crescente poderio militar e nuclear.
O ditador Putin, por outro lado, tenta manter laços amigáveis com o regime do Irão, incluindo a venda de material super-avançado anti-aéreo S-300, de fabrico russo, mesmo contra as objecções de Israel.
Netanyahu avisou Putin de que não aceitará que o Irão venha a ocupar o lugar a deixar vago pelo Daesh na Síria, já que o regime iraniano está cada vez mais a instalar fortes infra-estruturas na Síria, incluindo uma tentativa para construir um porto de mar.
Segundo Netanyahu, Putin "interiorizou" o seu aviso...
Profeticamente, tudo sugere que a Rússia irá comandar a grande investida final contra Israel, com o seu principal aliado, o Irão e outros párias. Quando isso vai acontecer, ninguém sabe, apenas podemos ver o quadro a compôr-se cada vez mais...
Shalom, Israel!
