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terça-feira, setembro 22, 2020

EMBAIXADOR ISRAELITA ABANDONA SALA DURANTE DISCURSO ANTISSEMITA DE ERDOGAN À ONU


Neste primeiro dia da Assembleia Geral das Nações Unidas, enquanto o presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o norte-americano Donald Trump rasgaram elogios aos recentes acordos de paz entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e o Barein, o presidente ditador turco Recep Erdogan, no seu discurso gravado, e tal como lhe é já habitual, atacou e condenou duramente Israel e suas políticas:

"A ocupação e opressão da Palestina é uma ferida aberta da humanidade." E acrescentou: "A mão suja - certamente dos israelitas - está a aumentar constantemente a sua audácia nos lugares sagrados de Jerusalém."

O cruel ditador turco com pretensões a califa aproveitou ainda para elogiar os palestinianos, que, segundo ele, "têm enfrentado as políticas israelitas de violência e de intimidação por mais de meio século."

Erdogan acusou ainda Donald Trump de ser "um colaborador" de Israel, apelidando o seu plano de paz de "um documento de rendição." E acrescentou: "A Turquia não apoiará nenhum plano ao qual o povo palestiniano não dê o seu consentimento. O plano não significa nada mais do que servir os interesses de Israel para diluir os parâmetros básicos internacionais."

Referindo-se aos países que abriram ou planeiam abrir embaixadas em Jerusalém, Erdogan disse que "a sua violação da lei internacional apenas serve para complicar mais o conflito."

E, arrematando mais ódio na parte final do seu discurso, o chefe turco concluiu: "O conflito palestiniano só pode ser resolvido com um estado da Palestina soberano e contíguo, baseado nas fronteiras de 67, com Jerusalém oriental como sua capital. Procurar soluções que não esta é vão, injusto e unilateral."

Revoltado com esta habitual ladaínha antissemita, o embaixador de Israel na ONU Gilag Erdan abandonou a sala durante o discurso do ditador turco, acusando-o de antissemitismo.

Shalom, Israel!