quinta-feira, fevereiro 07, 2008

ELES CONTINUAM A ATACAR ISRAEL...


Hoje de manhã doze foguetes Qassam disparados da Faixa de Gaza atingiram Sderot e a parte ocidental do Negueve. Nada de novo. É a realidade diária. Desta vez os rockets caíram perto de uma escola no Conselho Regional de Eskhol. Não houve vítimas, mas várias pessoas ficaram em estado de choque.
As Brigadas Al-Qassam, braço do grupo terrorista Hamas já reivindicou a responsabilidade pelo ataque.
Já ontem haviam caído 2 rockets perto de um jardim de infância num kibbutz do Negueve, ferindo ligeiramente uma menina de 12 anos e uma outra de 2.
Estes contínuos ataques por parte dos terroristas em Gaza só vêm provar que com os terroristas não se pode negociar, pois desde que Israel deixou aquele território os foguetes têm sido o martírio diário das populações da cidade-mártir de Sderot e de alguns pontos do deserto de Negueve.
Quando Israel reage de alguma maneira, logo vem o mundo inteiro em condenação, contudo há um silêncio muito ruidoso quanto ao que o Hamas e a Jihad islâmica continuamente fazem contra pessoas que não querem outra coisa senão viver em paz nas suas casas e nas suas comunidades.
Esperamos que não tenha de haver uma tragédia séria para que o mundo se dê conta desta realidade.
Shalom, Israel!

1 comentário:

servo do Verbo disse...

Os Judeus têm um Direito Divino na Terra Prometida?
por
John Piper


Como devem alinhar-se os Cristãos que crêem na Bíblia no conflito Judaico-Palestiniano? Há razões Bíblicas para tratar ambos os lados com justiça compassiva e pública, do mesmo modo que as disputas devem ser resolvidas normalmente entre as nações. Por outras palavras, a Bíblia não nos ensina a sermos parciais para com Israel ou para com os Palestinianos, por um dos dois ter um status divino especial.
Eu não nego que Israel foi escolhido por Deus dentre todo os povos do mundo para ser o foco de especial benção na história da redenção, que chegou ao clímax em Jesus Cristo, o Messias. “O SENHOR teu Deus te escolheu, a fim de lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a terra” (Deuteronómio 7:6).
Nem eu nego que Deus prometeu a Israel a presentemente terra disputada desde o tempo de Abraão em diante. Deus disse para Moisés, “Esta é a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: e a tua descendência a darei” (Deuteronómio 34:4).
Mas nenhum desses fatos bíblicos guiam necessariamente a um endosso do actual Israel como o possuidor legal de toda a terra disputada. Israel pode ter tal direito e pode não ter. Mas esta decisão não está baseada sobre privilégios divinos. Porquê?
Primeiro, um povo não guardador do pacto não tem um direito divino para sustentar a terra da promessa. Tanto o status abençoado do povo como o direito privilegiado sobre a terra são condicionais à guarda por parte de Israel do pacto que Deus estabeleceu. Dessa forma, Deus disse para Israel, “Se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos” (Êxodo 19:5). Israel não tem garantia de uma actual experiência de divino privilégio quando não está guardando o pacto com Deus.
Mais de uma vez a Israel foi negada a experiência de seu direito divino à terra quando quebrou o pacto com Deus. Por exemplo, quando Israel permaneceu em cativeiro na Babilónia, Daniel orou, “Ó Senhor...pecamos e cometemos iniquidades...A ti, ó Senhor, pertence a justiça, porém a nós a confusão de rosto...a todo Israel....em todas as terras para onde os tens lançado por causa das suas transgressões que cometeram contra ti” (Daniel 9:4-7; veja Salmos 78:54-61). Israel não tem direito divino para estar na terra da promessa quando está quebrando o pacto da promessa. As nações que se aproveitaram da sua disciplina divina foram punidas por Deus (Isaías 10:5-13).
Em segundo lugar, Israel como um todo, hoje, rejeita o Messias, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Este é o acto supremo da quebra do pacto com Deus. Deus prometeu a Israel que “um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6-7).
Mas com lágrimas este Príncipe da Paz olhou para Jerusalém e disse, “Ah! Se tu conhecesses, ao menos este dia, o que te poderia trazer a paz! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos...porque não conheceste o tempo de sua visitação” (Lucas 19:42-44).
Quando os edificadores rejeitaram a bela Pedra de Esquina, Jesus disse, “O reino de Deus será tirado de vós e será dado a um povo que dê os seus frutos” (Mateus 21:43). Ele explicou, “Muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores” (Mateus 8:11-12).
Deus tem propósitos salvadores para o Israel étnico (Romanos 11:25-26). Mas por enquanto o povo está em inimizade com Deus, rejeitando o evangelho de Jesus Cristo, o seu Messias (Romanos 11:28). Deus tem expandido Sua obra salvadora para abranger todos os povos (incluindo os Palestinianos), que crerão em Seu Filho e dependerão de Sua morte e ressurreição para a salvação. “É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, se é que Deus é um só, que pela fé há de justificar a circuncisão, e também por meio da fé a incircuncisão” (Romanos 3:29-30).
A súplica Cristã no Médio Oriente para Palestinianos e Judeus é: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo” (Atos 16:31). E até que o grande dia em que, tanto Judeus como os Gentios, os seguidores do Rei Jesus, herdarão a Terra (não somente a terra), sem levantar espada ou arma de fogo, os direitos das nações serão decididos pelos princípios da justiça compassiva e pública, não por reivindicações de direitos ou status divinos.

17 de Abril de 2002