O pérfido "Memorando de Entendimento" inclui logo na primeira cláusula o fim da intervenção de Israel no Líbano e consequente retirada das IDF daquele país vizinho. Essa é uma verdadeira traição a Israel, em todos os sentidos. As negociações a decorrer nos EUA entre representantes de Israel e do Líbano visando a paz e uma possível normalização política das relações mútuas nada têm a ver com o acordo assinado por Trump, pelo que ele não deveria nunca ter aceite essa premissa do memorando. Em outras palavras, o presidente Trump vai tentar forçar Israel a abandonar o Líbano numa fase em que o Hezbollah ainda não foi completamente destruído e voltará novamente aos ataques contra as populações do Norte de Israel.
Segundo o "Wall Street Journal", a assinatura ontem feita pelo presidente Trump em Versailles acontece a meio de uma crescente tensão entre o presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita. Trump quer que Israel deixe de atacar no Líbano, e Israel obviamente não o pode fazer ainda. Trump quis acabar a guerra no Irão a qualquer preço, visando apenas os interesses económicos e as eleições intercalares de Novembro, mesmo sabendo que Netanyahu tinha planeado um forte ataque ao Irão, que Trump de facto impediu. Na verdade, sempre que Israel está a ter sucesso nos seus combates contra o Hamas, o Hezbollah e o Irão, aparece Trump para boicotar e ameaçar o governo de Israel. Netanyahu insistiu com Trump para que não se precipitasse a assinar um acordo traiçoeiro, que toda a gente sabe que o Irão não irá respeitar, servindo antes para lhe dar tempo para se rearmar e continuar na sua agenda maléfica de financiar os seus proxies. Para piorar a situação, o presidente Trump sugeriu que Israel deixasse de atacar o Hezbollah, deixando esse problema para os sírios resolverem... Os sírios! Tudo leva a crer que ou Trump não está bom da cabeça, ou então quis desandar a toda a pressa do problema em que se meteu, sem olhar a custos nem aos estragos provocados às velhas alianças, traindo ainda por cima as expectativas do povo iraniano a quem prometeu libertação...
Muito testemunhos de iranianos comprovam que eles se sentem traídos por Trump, tendo levado como que uma facada nas costas...
O acordo de Trump é uma capitulação catastrófica aos agressores do regime iraniano, deixando Israel vulnerável e limitado...Em relação aos mísseis balísticos - uma poderosa arma nas mãos dos iranianos e que provou ser uma grande ameaça a Israel - Trump teve a desfaçatez de afirmar que "não há problema" em o Irão ter alguns mísseis balísticos...
"UMA GRANDE VITÓRIA"
Para o líder do Hezbollah, o acordo assinado por Trump é "uma grande vitória" e pode ser usado para expulsar Israel do Líbano. Por outro lado, várias fontes afirmam que o Hezbollah espera um grande apoio financeiro do Irão assim que o acordo for efectivado...
ISRAEL NÃO SAI DO LÍBANO
Netanyahu já decidiu que as IDF não sairão do Líbano enquanto o grupo terrorista do Hezbollah não for eliminado. O Irão já disse que se Israel não se retirar do Líbano isso significará a "anulação" do Memorando de Entendimento: "Não seria aceitável para nós abandonarmos os nossos irmãos no Líbano" - afirmou um porta voz do Hezbollah, acrescentando: "Não podemos falar sobre terminar a guerra ao mesmo tempo que partes do território permanecem sob a ocupação da entidade sionista. Enquanto a ocupação continuar, pode dizer-se que a guerra ainda está em vigor e que na sua essência ainda não terminou."
Israel decidiu não baixar os braços, pelo que prosseguem combates esporádicos a sul do rio Litani. Uma possível retirada israelita do Líbano depende do sucesso das conversações a decorrer entre Israel e o Líbano, com a próxima ronda a ser realizada já na próxima semana.
Shalom, Israel!

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