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terça-feira, fevereiro 19, 2019

MILHARES DE FRANCESES DESFILAM NAS RUAS CONTRA O ANTISSEMITISMO, HORAS DEPOIS DE 80 TÚMULOS JUDAICOS TEREM SIDO PROFANADOS NA FRANÇA


A França acordou esta manhã com mais uma abominável demonstração gratuita do antissemitismo latente na sociedade, um condenável fenómeno que tem vindo a chamar a atenção do mundo, e que leva milhares de franceses a desfilarem esta tarde um pouco por toda a França, em protesto contra o antissemitismo e o preocupante crescimento do mesmo na população gaulesa.

80 TÚMULOS PROFANADOS

Cerca de 80 túmulos foram profanados com desenhos da suástica na povoação francesa de Quatzemheim, perto da cidade de Estrasburgo, um ataque já classificado pelo ministro francês para o Interior como "repugnante."

CRESCIMENTO GALOPANTE DO ANTISSEMITISMO
A França abriga a maior comunidade judaica do mundo, logo a seguir aos Estados Unidos da América. Na fim de semana passado assistiu-se a um ressurgimento deste fenómeno com um inusitado jorrar de discursos de ódio lançado contra o proeminente filósofo judeu Alain Finkielkraut durante uma manifestação de protestos anti-governamentais dos "coletes amarelos."
Este assalto surgiu poucos dias depois de o governo francês ter reportado um galopante crescimento dos actos antissemitas na França durante o ano passado, num crescimento de 74% face ao ano anterior.

"UM ATAQUE À REPÚBLICA"
Numa conferência de imprensa realizada esta manhã em Paris, o presidente Macron afirmou que "de cada vez que uma pessoa francesa, pelo facto de ser judeu ou judia, é insultada e ameaçada - ou pior ainda: ferida ou morta - toda a República é atacada."
Macron já visitou entretanto o cemitério judaico vandalizado esta noite.

MARCHAS DE PROTESTO
Tanto em Paris como em muitas outras cidades estarão nesta hora a ser realizadas marchas de protesto contra o antissemitismo. Os antigos presidentes Francois Hollande e Nicolas Sarkozy são também esperados nas manifestações pelas ruas de Paris no final desta tarde. O actual primeiro-ministro Edouard Philippe estará representando as autoridades na manifestação de hoje da famosa Praça da República. Para além das marchas, o presidente da Assembleia Nacional Richard Ferrand e o líder do Senado, Gerard Larcher, guardarão um momento de silêncio junto ao Memorial da Shoah em Paris. 
Ainda que não estando presente nas marchas, o presidente Macron estará proferindo um discurso durante o jantar anual da maior associação judaica do país.

Nas palavras do primeiro-ministro  na entrevista à Revista L'Express, "o antissemitismo está profundamente enraizado na sociedade francesa. Gostaríamos de pensar de outra forma, mas é um facto. Temos de estar totalmente determinados, eu diria até quase enraivecidos, no nosso desejo de lutar, com uma clara consciência de que esta luta é antiga e irá durar por muito tempo."

Shalom, Israel!

terça-feira, fevereiro 12, 2019

FRANÇA PROMETE RESPOSTA FIRME AO AUMENTO DE 74% NOS ACTOS DE ANTI-SEMITISMO EM 2018

Padaria judaica conspurcada com o epíteto "Juden"
(judeu, em alemão), tal como nos anos 30...
O governo francês reagiu com indignação aos dados hoje divulgados que referem um dramático aumento de actos de anti-semitismo durante o ano passado, afirmando que "crescem como veneno", e tentando relacionar tais actos às manifestações de protesto dos chamados "coletes amarelos."
O governo francês apelou a uma firme resposta aos actos de anti-semitismo praticados durante este passado fim de semana, e que incluíram grafitis e vandalismo.
O porta-voz do governo francês Benjamin Griveaux urgiu a polícia a investigar as origens, sugerindo ao mesmo tempo que o dramático acréscimo destes ataques se deverá atribuir a activistas da extrema esquerda e da extrema direita que têm vindo a infiltrar nos protestos semanais promovidos pelos "coletes amarelos."
"Não estamos a falar dos protestantes que estão em luta para ver as suas necessidades respondidas" - afirmou Griveaux à cadeia 2 da TV francesa, acrescentando: "Mas aqueles que andam a cometer actos violentos, actos claramente anti-semitas ou actos racistas, devem ser incriminados e severamente punidos" - afirmou.
O que o ministro esquece é que os actos anti-semitas precedem há muito as manifestações dos "coletes amarelos", não havendo inclusivamente provas da ligação entre os dois acontecimentos.

AUMENTO DE 74 POR CENTO
Ontem mesmo o ministro do Interior francês Cristopher Castaner revelou que o número de ofensas anti-judaicas reportadas à polícia em 2018 tiveram um aumento de 74% face ao ano anterior, ou seja: 541 contra 311 em 2017.
Na declaração de hoje, Castaner confirmou que este número inclui 183 assaltos e pelo menos um homicídio, com 358 actos de ameaças ou insultos anti-semitas.
"O anti-semitismo está-se a espalhar como veneno" - afirmou Castaner quando visitava um memorial nos arredores de Paris em memória de um jovem judeu que foi torturado até à morte em 2006.
Uma árvore que havia sido plantada no local da execução do jovem judeu foi derrubada, e uma segunda árvore que ali foi plantada foi recentemente serrada a meio.
Nestes últimos dias a palavra "Juden" (judeu, em alemão) foi escrita na vitrina de uma padaria judaica em Paris, e várias suásticas foram pintadas em caixas de correio em Paris decoradas com um retrato da antiga ministra e sobrevivente do Holocausto Simone Veil.
Várias outras obscenidades têm sido encontradas um pouco por todo o lado, tais como "porco judeu" e afins.
A França acolhe a maior população judaica de toda a Europa e a comunidade tem sido alvo de ataques jihadistas nestes últimos anos.

IGREJAS VANDALIZADAS
Numa mensagem de Twitter, a líder do partido da extrema-direita Marine le Pen denunciou "um rápido surgimento de actos anti-semitas e de vandalismo de lugares de culto cristão."
Segundo informações da polícia, só na semana passada foram vandalizadas 5 igrejas em todo o território francês.

Shalom, Israel!


segunda-feira, julho 18, 2016

ATENTADO DE NICE PODE "EMPURRAR" JUDEUS FRANCESES PARA ISRAEL

A organização humanitária cristã "Internactional Fellowship of Christians and Jews" (Comunhão Internacional de Judeus e Cristãos), que tem estado a ajudar judeus franceses a fazerem aliyah (retorno à Terra), está a receber milhares de contactos de judeus franceses que querem emigrar para Israel, e espera que esse número aumente como resultado do recente ataque terrorista em Nice, no sul da França.
A organização tem nestes últimos meses recebido mais de 5.000 contactos telefónicos e centenas de emails de judeus que se querem informar sobre as formas de fazer "aliyah."
A organização levou 82 judeus franceses para Israel durante o mês de Junho, e está a caminho de transportar mais 150 durante este mês, incluindo algumas famílias de Nice.
Cinco judeus ficaram feridos no ataque terrorista com um camião que foi lançado contra milhares de pessoas que passeavam na marginal junto à praia da cidade de Nice, na noite da passada Quinta-Feira.
Muitos judeus franceses têm relatado um nível elevado de anti-semitismo no seu país, para além da crescente ameaça de terrorismo que afecta toda a Europa.
"É triste, mas este terrível ataque acaba por destacar a necessidade urgente de se ajudar a levar para a sua Terra-mãe o maior número de judeus franceses que o queiram fazer, e é isso que iremos continuar a fazer" - afirmou o responsável pela organização cristã.

Shalom, Israel!

sexta-feira, abril 17, 2015

FRANÇA INVESTE 100 MILHÕES DE EUROS NO COMBATE AO ANTI-SEMITISMO E AO RACISMO

O primeiro ministro francês anunciou hoje que o seu governo vai investir 100 milhões de euros numa mega acção contra o racismo e o anti-semitismo, como resposta aos recentes atentados jihadistas em Paris.
Entre outras medidas, este programa irá aumentar as penalidades para crimes que se estima tenham sido estimulados pelo racismo e pelo anti-semitismo.
"O racismo, o anti-semitismo, o ódio aos muçulmanos e aos estrangeiros, e a homofobia estão a crescer de forma insuportável" - afirmou o primeiro-ministro Manuel Vallas na cidade de Creteil, na região suburbana de Paris, o local onde em Dezembro passado se deu um ataque hediondo contra um judeu e sua namorada.
O plano do governo compreende 40 medidas centradas à volta do sistema da justiça, da educação e da monitorização da internet.
Dentro das medidas está a formação de um corpo para "combater o ódio na internet", obrigando os anfitriões da net a "terem representação legal em França."
O treinamento de professores nas escolas será reforçado e os respectivos directores estimulados a relataram incidentes de âmbito racista e anti-semita.
Visitas organizadas a memoriais e outros locais alusivos serão também realizadas durante o ano escolar.
"É através da educação, capacidade de ensino e da compreensão do próximo que podemos atacar os estereótipos e as imagens negativas" - disse Valls.
Os actos ligados à islamofobia sextuplicaram em França no primeiro trimestre deste ano, muito por conta dos atentados cometidos por muçulmanos contra um jornal satírico e contra judeus em Janeiro deste ano e que causaram a morte a 17 pessoas.
Os actos anti-semitas duplicaram no ano passado, provocando temores entre a comunidade judaica francesa e levando até alguns a decidirem abandonar a França e partir para Israel.
Segundo o primeiro-ministro francês, "os judeus franceses não precisam de ter medo por serem judeus, e os muçulmanos franceses não precisam de ter medo por serem muçulmanos."
Residem actualmente em França entre 4 a 5 milhões de muçulmanos e 600 mil judeus.

Shalom, Israel!


segunda-feira, fevereiro 16, 2015

CENTENAS DE TÚMULOS JUDAICOS VANDALIZADOS EM FRANÇA

Num tempo de um preocupante ressurgimento do anti-semitismo por toda a Europa, e não obstante toda a alegada boa vontade que os governos europeus possam ter, esforçando-se para que os judeus não abandonem os seus países, e, correspondendo ao apelo feito mais uma vez pelo primeiro-ministro israelita para que voltem para Israel, a realidade é que os recentes ataques contra judeus (Paris, Bélgica e agora na Dinamarca) são o rastilho que provocará não só o medo, mas também o desejo dos judeus de partirem desses países onde cada vez mais eles são mal vistos e alvo de constantes provocações.
E nem o sossego das tumbas dos falecidos escapa a este ódio anti-semita. Cerca de 200 tumbas judaicas foram vandalizadas e cerca de 100 foram destruídas por vândalos num cemitério judaico na Alsácia, no leste da França, perto da fronteira alemã, naquilo que o Ministro francês para os Assuntos Internos classificou de "acto abominável."
"O país não tolerará esta nova ferida que vai contra os valores que todo o povo francês partilha" - afirmou o ministro, acrescentando que "irão ser feitos todos os esforços para identificar, interrogar, e levar à justiça a pessoa ou pessoas responsáveis por este acto abominável."

"A FRANÇA ESTÁ FERIDA TAL COMO VÓS"
Numa declaração feita esta manhã, o primeiro-ministro francês reagiu à vandalização dos túmulos judaicos e ao consequente apelo-convite para que os judeus franceses façam "aliyah" para Israel, afirmando uma total solidariedade para com os judeus franceses: "A minha mensagem para os judeus franceses é a seguinte: a França está ferida como vocês estão, e a França não quer que vocês saiam...lamento os comentários de Benjamin Netanyhau...o lugar dos judeus franceses é a França."
Já em Janeiro passado, após o atentado contra o supermercado judaico em Paris, o preocupado ministro francês afirmava: "Se os 100.000 judeus deixarem a França, a França não será mais França."

Mas, quer ele queira ou não, a verdade é que os judeus terão de se convencer que só há uma terra onde eles se sentirão "em casa" e verdadeiramente seguros: a sua Terra, a Terra de Israel!

Shalom, Israel!

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

JUDEUS FRANCESES EMIGRAM PARA ISRAEL DEVIDO AO CRESCENTE ANTI-SEMITISMO EM FRANÇA

Ninguém tem dúvida de que com o preocupante crescimento dos partidos de direita e extrema direita na Europa, o anti-semitismo acaba por acompanhar esta tendência para crescer. 
Recentemente, em Paris, uma manifestação cujo objectivo era protestar contra as políticas económicas do presidente François Hollande acabou por se tornar numa manifestação anti-semita, com cerca de 17 mil manifestantes gritando: "Judeus: fora da França!"

Não só esse inquietante problema mas também o crescimento do Islão em França tem levado a que muitos judeus comecem a ponderar seriamente abandonarem o país onde viveram durante gerações e onde muitos nasceram, para emigrarem até à Terra que é deles de direito: Israel.
A família Tibi é um exemplo disso: o pai da família, com 44 anos e pai de 5 filhos, dentista de profissão, próspero e vivendo numa região nobre de Paris, o bairro Vincennes, casado com uma médica, sendo ele mesmo um membro destacado da comunidade judaica em Paris, está preparando as malas para partir para Israel no início de Julho próximo.

MILHARES PONDERAM SAIR PARA ISRAEL
E esta família não está só: há milhares de judeus franceses decidindo seguir este exemplo, comprando um bilhete só de ida para Israel. 
"Se os meus filhos quiserem viver a sua plena identidade judaica, o seu futuro está em Israel e não na França" - afirmou Tibi, numa entrevista dada no seu escritório, num prédio rodeado de lojas e restaurante kosher. E acrescentou: "Muitos judeus acham o mesmo. Há um desejo generalizado de partir."
A emigração de judeus para Israel tem estado recentemente a diminuir, chegando até a estagnar. A França é no entanto uma excepção. Só no ano passado, 3.270 judeus abandonaram a França e partiram para refazer as suas vidas em Israel, um aumento de 63% em comparação ao ano anterior.
A Agência Judaica prevê que o número de judeus franceses a emigrarem para Israel possa chegar aos 5 mil só no início deste ano, provocando uma alteração histórica na demografia judaica na Europa, e especialmente em França, onde até agora tem vivido a maior comunidade judaica na Europa.

VÁRIAS RAZÕES
Vários factores têm contribuído para estas saídas de França. Em primeiro lugar, há as questões familiares, uma vez que a maior parte dos judeus franceses são sefarditas e têm familiares já a viver em Israel. Depois, há as razões económicas, uma vez que em França o desemprego não pára de subir, tendo já atingido os 11%, enquanto em Israel se mantém nos 6%.
Mas o factor principal será mesmo o crescente anti-semitismo que cada vez mais se vai sentindo em França. Não só o atentado de 2012 que causou a morte de 2 judeus em Toulouse, mas a imposição de normas de segurança que gera altos níveis de intranquilidade nas crianças judias que frequentam as escolas, tendo de ser minuciosamente revistadas para poderem ter acesso às mesmas. O mesmo acontece a quem frequenta as sinagogas. 
Dieudonne, o controverso artista anti-semita
Aquilo que mais preocupa Tibi é a ausência de resposta por parte dos franceses: "No passado, tínhamos um milhão de franceses nas ruas a clamar contra o anti-semitismo. Agora temos 3 milhões no facebook e no twitter a darem apoio a Dieudonne" - afirmou, referindo-se ao polémico cómico francês que se tem destacado pelo seu discurso anti-semita.
Israel tem-se preparado burocraticamente para receber este novo "aliyah" (retorno) de judeus vindos de França. Isso representa a edição de documentos em francês, e outros detalhes, para facilitar a integração destes filhos de Israel na sociedade do país. 
Segundo os cálculos e previsões, cerca de 30.000 judeus franceses poderão emigrar para Israel só nos próximos dois anos. 
Apesar de nem todos os judeus em França pensarem da mesma forma, e de alguns se queixarem das dificuldades de integração em Israel - como é o caso dos jovens que têm de obrigatoriamente servir o exército israelita - Tibi acredita mesmo assim que cerca de 8 mil judeus franceses poderão anualmente partir para Israel. 
Shalom, Israel!