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sexta-feira, junho 22, 2018

"PLANO DE PAZ" PARA O MÉDIO ORIENTE PROVOCA UM VERDADEIRO CORRE-CORRE...

JARED KUSHNER (GENRO DE DONALD TRUMP) COM
O REI DA JORDÂNIA, ABDULLAH II

Agora que pouco a pouco se vai desvendando o plano Trump para a "paz" no Médio Oriente, as correrias dos enviados e líderes regionais e mundiais entrou num ritmo quase alucinante.

ENVIADOS NORTE-AMERICANOS COM O PRESIDENTE
SISSI DO EGIPTO 21 DE JUNHO DE 2018

EGIPTO, JORDÂNIA, QATAR, ARÁBIA SAUDITA... ISRAEL
Após visitas-relâmpago ao Egipto, Jordânia, Qatar, e Arábia Saudita, os enviados norte-americanos Jason Greenblatt e Jared Kushner dirigem-se agora à paragem final: Israel, onde deverão chegar durante o dia de hoje.
Estas visitas visam implementar o plano de paz israelo-palestiniano ainda não desvendado ao público. A situação na Faixa de Gaza será também um assunto presente na agenda dos enviados, especialmente na visita de hoje ao estado judaico.
Porta-vozes das autoridades norte-americanas têm informado que o plano de paz está quase pronto, prevendo-se a sua revelação durante o Verão. Sabe-se que enfrenta a oposição dos palestinianos que cortaram relações com a administração Trump, após esta ter em Dezembro passado reconhecido Jerusalém como a capital de Israel e decidido mudar a sua embaixada para aquela cidade.
Não há por isso conversações agendadas com os palestinianos.
Estas visitas dos enviados norte-americanos aos países árabes "moderados" visam convencê-los a exercerem pressão sobre os palestinianos para que estes aceitem o plano da administração Trump. 

REI DA JORDÂNIA VAI A WASHINGTON
Sabe-se entretanto que o rei da Jordânia Abdullah II está a planear deslocar-se já nesta próxima Quinta-Feira para se encontrar com o presidente norte-americano Donald Trump e certamente discutir o plano de paz proposto pelos americanos. 

Shalom, Israel!

terça-feira, junho 19, 2018

NETANYAHU ENCONTRA-SE COM O REI DA JORDÂNIA ABDULLAH II PARA DISCUTIR O PROCESSO DE PAZ

Começou uma nova ronda de conversações para a "paz" no Médio Oriente. A agenda do presidente norte-americano Donald Trump para o processo de paz entre árabes e israelitas começa a delinear-se pouco a pouco, levando a que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu se tivesse deslocado ontem de surpresa a Aman, a capital da Jordânia, para se reunir com o rei Abdullah II.
Hoje coube a vez aos enviados norte-americanos Jared Kushner, genro do presidente, e Jason Greenblatt. actual enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, de se encontrarem com o monarca hashemita.
Segundo se sabe, as conversações entre os enviados norte-americanos e o monarca abordaram a proposta de paz delineada por Trump, as relações entre os dois estados, e a actual crise humanitária em Gaza.

"JERUSALÉM COMO CAPITAL...DE UM FUTURO ESTADO PALESTINIANO"
Segundo a agência noticiosa jordana "Petra", o rei "sublinhou a necessidade de se chegar a uma paz justa e compreensiva na região que permita ao povo palestiniano cumprir as suas legítimas aspirações para o estabelecimento de um estado palestiniano independente dentro das linhas de 4 de Junho de 1967, com Jerusalém oriental como sua capital."
E, enfatizando a questão de Jerusalém, Abdullah II afirmou que "a questão de Jerusalém tem de ser resolvida como parte das questões ligadas ao estatuto final, visto a cidade santa ser uma questão chave para se alcançar a paz na região."

"STATUS QUO NOS LUGARES SAGRADOS DE JERUSALÉM"
Durante a visita de ontem do primeiro-ministro israelita ao rei Abdullah II, foram abordadas "questões regionais, o avanço de paz e as relações bilaterais." Segundo o comunicado oficial emitido após o encontro, Netanyahu "reiterou o compromisso de Israel na manutenção do status quo dos lugares sagrados de Jerusalém."

ENCONTRO COM GUTERRES
No passado Sábado os enviados norte-americanos encontraram-se com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e com a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, para abordarem conjuntamente os esforços actuais dos EUA para promover a paz entre israelitas e árabes e tentar amenizar a actual crise humanitária em Gaza.

quinta-feira, julho 13, 2017

ENVIADO DE TRUMP A ISRAEL ANUNCIA ACORDO ENTRE ISRAELITAS E PALESTINIANOS PARA UMA CONDUTA DE ÁGUA DO MAR VERMELHO PARA O MAR MORTO

Na sua primeira conferência de imprensa realizada hoje em Jerusalém, Jason Greenblatt, o enviado do presidente norte-americano Donald Trump, anunciou estar "orgulhoso" pelo papel que os EUA desempenharam no esboço de um acordo que incluirá a construção de uma conduta com quase 200 kms de extensão e que transportará água desde o Mar Vermelho até ao Mar Morto e ainda a construção de uma estação de dessalinização em Aqaba.
Questionado sobre o processo de paz, Greenblatt respondeu apenas: "Só aceitamos questões relacionadas com o projecto do Mar Vermelho."
Este acordo irá permitir fornecer água potável à Jordânia, aos palestinianos e a Israel, permitindo também a revitalização do Mar Morto, cujas águas vão descendo de nível a cada ano que passa. Israel concordou em aumentar o volume de água vendida aos palestinianos, dos actuais 20, para 30 milhões de metros cúbicos por ano.
O projecto orçamentado em cerca de 900 milhões de dólares levará 4 a 5 anos para ser concretizado.
A estação de dessalinização produzirá anualmente cerca de 80 milhões de metros cúbicos de água potável, sendo que Israel comprará à Jordânia metade dessa produção ao preço de custo.
Israel já exporta água para a Autoridade Palestiniana, mas passará a aumentar as vendas para cerca de 33 milhões de metros cúbicos anuais, sendo 22 milhões para a Judeia e a Samaria, e os outros 10 para a Faixa de Gaza.
"Esperamos que este acordo contribua para a cura do Mar Morto, e que venha a ajudar não só os palestinianos e os israelitas, mas também os jordanos" - afirmou radiante o enviado norte-americano.
E, num tom claramente positivo quando não profético, Greenblatt acrescentou: "Estou orgulhoso pelo papel que os Estados Unidos e os nossos parceiros internacionais desempenharam em ajudar as partes a chegarem a este acordo, e espero que seja um sinal de coisas que aí virão."
A ideia de abrir um canal entre o Mar Vermelho e o Mar Morto já vem do tempo dos britânicos, em 1850, como alternativa ao Canal de Suez.

Shalom, Israel!


quinta-feira, março 30, 2017

LIGA ÁRABE PROPÕE TRABALHAR COM TRUMP PARA UM ACORDO DE PAZ NO MÉDIO ORIENTE

Reunidos no dia de ontem nas margens jordanas do Mar Morto, 21 monarcas, presidentes e políticos árabes, representando a "Liga Árabe", relançaram um plano de paz que oferece a Israel relações totais em troca do estabelecimento de um estado palestiniano em terras de Israel, dando sinais a Donald Trump de que estão dispostos a se envolverem, caso ele decida avançar com um novo acordo de paz.
O rei jordano, anfitrião deste encontro realizado na fronteira com Israel, afirmou que esta cimeira enviou "uma mensagem de paz" - ainda que isso signifique pressionar Israel a recuar das terras que "ocupou" durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Esta reunião árabe realizou-se semanas antes de alguns encontros que Trump terá na Casa Branca com 3 líderes árabes: o rei Abdullah II da Jordânia, o presidente egípcio Abdel Fattah el-Sissi, e o presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas. Este trio reuniu-se às margens do encontro para consolidar posições antes dos encontros na Casa Branca.
Donald Trump ainda não estabeleceu uma política para o conflito israelo-palestiniano, mas já afirmou desejar promover um plano de paz para a região. A sua promessa de mover a embaixada dos EUA para a capital Jerusalém e a recente sugestão de que podem haver alternativas à "solução 2 estados" deixaram os árabes à beira de um ataque de nervos.
Parece no entanto que a promessa de Trump não se irá concretizar tão cedo...alguns membros do seu governo são até a favor da "solução 2 estados."

O enviado internacional de Trump, Jason Greenblatt, assistiu à cimeira e manteve conversações com Abbas e com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, do Egipto e do Qatar.
Greenblatt afirmou a crença de Trump de que um acordo entre israelitas e palestinianos "não só é possível, como iria reverberar de forma positiva em toda a região e no mundo."
Os palestinianos ambicionam formar um estado independente na Judeia, Samaria, Faixa de Gaza e Jerusalém oriental, territórios recuperados por Israel após a Guerra de 1967, e que são parte integral da Terra de Israel. Netanyahu tem insistido querer negociar um acordo directamente com os palestinianos para a formação de um estado árabe, rejeitando no entanto qualquer partilha ou divisão de Jerusalém. 
A declaração final da cimeira menciona que "a paz é uma opção estratégica" para os estados árabes.
A importância de Jerusalém para o mundo árabe foi também mencionada na declaração final, fazendo questão de apelar aos países de todo o mundo para não deslocalizarem as suas embaixadas para Jerusalém - um claro aviso a Donald Trump.

A "esperteza" árabe não deve colher frutos no governo de Netanyahu. Estabelecer as regras a um estado que está no seu direito de habitar e construir na Terra que é sua de direito é uma imposição que Israel não irá obviamente aceitar, já para não falar da pérfida idéia de dividir aquela que é a capital unificada, indivisível e eterna de Israel: Jerusalém!

Shalom, Israel!