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quinta-feira, janeiro 14, 2021

PRESIDENTE DA CÂMARA DE NAZARÉ (ÁRABE MUÇULMANO): "NÓS AMAMOS ISRAEL"

 

Uma das cidades árabes de maioria islâmica mais pacíficas de Israel é Nazaré, por "coincidência" a localidade onde o Messias Jesus viveu a maior parte dos seus anos como humano.

Contrariamente ao que estamos habituados, tendo em conta que esta declaração parte de um líder árabe muçulmano de Israel, esta declaração feita pelo presidente do município de Nazaré manifesta o sentimento pró-Israel de um grande número de árabes que vivem no estado judaico. Ali Salam, posicionado ontem diante de uma bandeira israelita, afirmou publicamente: "Quero dizer aqui a partir de Nazaré, a cidade da renovação, que nós somos bons. Somos árabes israelitas, o nosso país é bom para nós, e continuaremos a viver juntos."

Referindo-se ao partido político com representação no parlamento de Israel "Lista Conjunta Árabe" e ao qual Salam se opõe por organizarem protestos violentos na sua cidade, Salam afirmou: "Não quero saber da Lista Conjunta Árabe. Eles são comunistas branqueados."

Salam é muçulmano e um apoiante do actual primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, do qual é amigo, e sobre o qual pronunciou recentemente a seguinte declaração: "Aquilo que o primeiro-ministro fez, mais ninguém faz. As nossas vidas nunca estiveram tão bem como agora." Salam elogiou Netanyahu pelo seu papel nos "Acordos de Abraão", bem como pela forma em como tem lidado com a pandemia no país. 

"Prometemos que o vamos apoiar. Não há nenhum outro líder em Israel como você, que tenha dado tanto a judeus como a árabes."

Shalom, Israel!

quinta-feira, novembro 26, 2020

ARQUEÓLOGO ALEGA TER DESCOBERTO A CASA ONDE JESUS VIVEU EM NAZARÉ

 

Segundo Ken Dark, professor assistente de arqueologia na Universidade de Reading, Reino Unido, uma rocha e um edifício funerário sob um convento em Nazaré, Israel, poderão ter sido a casa de Jesus enquanto viveu com os Seus "pais": "Cinco anos de informações recolhidas de intensas pesquisas no campo consolidaram as evidências de se tratar de uma casa do 1º século" - afirmou Ken numa entrevista ao jornal britânico MailOnline.

A residência já havia sido encontrada nos anos 1880 quando freiras do convento das "Irmãs de Nazaré" deram com uma cisterna, e deram conta de que a mesma havia sido construída com profissionalismo comensurável com a palavra grega utilizada no texto de Mateus 13.55 relacionado com a ocupação de José. A palavra grega aí usada "tektón" significa um artesão que trabalha com madeira, perito em carpintaria, mas também detentor de outras artes manuais. O arqueólogo pensa que o pai de Jesus - José - teria ele mesmo construído a casa em função das suas capacidades.

A casa que o arqueólogo tem andado a escavar desde 2006 tinha uma sala de estar, uma despensa e um pátio, bem como um segundo piso para habitação. "A escada foi construída com habilidade, fazendo uso de uma gruta natural, com outra parte da cave sendo usada para suporte do tecto da sala" - indicou Ken.

Outros notáveis elementos originais preservados incluem uma entrada e um piso em calcário, ambos feitos com grande habilidade manual. As escavações ali efectuadas trouxeram à luz artefactos, tais como utensílios de cozinha e um fuso. 

A Bíblia diz em Lucas 3.4: "E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de David, chamada Belém (porque era da casa e família de David)."

O imperador havia decretado um censo, fazendo com que José se deslocasse à sua terra natal, a uns 100 quilómetros em linha recta, mas, um caminho de cerca de 150 quilómetros via trilhos antigos. Nazaré teria na altura entre 200 a 400 habitantes, e não era muito conhecida. Nem sequer é mencionada no Antigo Testamento. "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?" - perguntou Natanael a Filipe em João 1.46.

Nazaré é actualmente uma cidade com uma população de cerca de 60.000 árabes israelitas.

O sítio da casa alegadamente de José fica perto da actual Igreja da Anunciação, no centro da cidade actual de Nazaré. O pesquisador bíblico Victor Guérin identificou a casa como sendo de José já nos anos 1880, e os trabalhos realizaram-se ali pelos próximos 50 anos. Em 1936, o então arquitecto Henri Sènes, um padre jesuíta do Institituto Pontífico Bíblico de Jerusalém começou a investigar a casa mas não publicou quaisquer achados, fazendo com que a mesma perdesse a atenção e interesse públicos.

Pouco ou quase nada mais aconteceu até a casa despertar a atenção de Dark. Em 2015, ele publicou o artigo "Terá sido encontrada a casa de Jesus em Nazaré?" na prestigiada revista "Biblical Archaelogy Review". Na altura, ele escreveu o seguinte: "Ela (a casa) foi construída através do corte numa encosta calcária  que se inclinava para um vale abaixo, deixando paredes isoladas cuidadosamente alisadas às quais foram acrescentadas paredes construídas em pedra."

Igrejas das eras bizantina e dos cruzados erigidas sobre a casa permitiram a sua conservação. Antes disso, uma congregação reunia-se num edifício contíguo num espaço escavado nas rochas e datando da época em que o império romano abraçou o cristianismo, por volta dos anos 330 d.C.

"Foi esta a casa onde Jesus cresceu?" - perguntou retoricamente Dark no seu artigo, acrescentando: "É impossível dizê-lo com bases arqueológicas, mas também não existe nenhuma razão arqueológica para se descartar tal identificação. Aquilo que podemos dizer é que os bizantinos provavelmente acreditavam que era."


Shalom, Israel!

terça-feira, dezembro 22, 2009

DESCOBERTA CASA EM NAZARÉ DOS DIAS DE JESUS

Uma importantíssima descoberta arqueológica neste período de Natal poderá explicar como era a vida nos tempos de Jesus e da comunidade judaica que vivia em Nazaré.
A apenas 100 metros da Igreja da Anunciação, os arqueólogos trouxeram à luz os restos de várias paredes de um casa que se pensa ser do 1º século. É a primeira vez que arqueólogos conseguem encontrar restos de habitações desse período em Nazaré.
O achado tem sido escavado nestes últimos meses, e foi descoberto quando trabalhadores escavavam num pátio de um antigo convento para dar espaço para a construção do Centro Internacional de Maria de Nazaré nesse mesmo local.
"A descoberta é da máxima importância, pois que revela pela primeiríssima vez uma casa da aldeia judaica de Nazaré e irá portanto trazer luz ao estilo de vida nos dias de Jesus" - afirmou ontem a Dra. Yardenna Alexandre, directora das escavações da Autoridade das Antiguidades.
"O edifício que encontrámos é pequeno e modesto, e muito provavelmente será típico das casas de Nazaré daquela época. A partir das poucas fontes escritas disponíveis, sabe-se que Nazaré era uma pequena aldeia judaica no 1º século" - adiantou.
A casa consiste de quatro aposentos, um pátio, uma cisterna para água e uma pequena gruta de esconderijo que se supõe ter sido usada para ocultar as pessoas durante a invasão romana. A gruta poderia esconder cerca de 6 pessoas durante algumas horas. Mas os romanos não deverão ter atacado as instalações, pela irrelevância estratégica do local.
Esta casa e outras descobertas anteriores de túmulos pressupõe que Nazaré seria uma comunidade de umas 50 casas, num raio de cerca de 1,6 hectares. Alexandre está certa de que aqui viviam pessoas com um estilo de vida muito simples, devido às técnicas de construção e ao uso de barro e cal nas construções e artesanato.
Os cientistas acreditam que nesta casa vivia uma família judia, por causa da cal, que era naquela altura utilizada pelos judeus para assegurar a pureza e a preservação da comida e da água guardada dentro dos vasos.
Devido à proximidade da Igreja da Anunciação, onde estará a suposta casa de Maria, os arqueólogos acreditam que Jesus conheceria esta casa e os seus habitantes. Como se sabe, Jesus viveu uma grande parte da sua vida nesta aldeia de Nazaré.
Até agora os arqueólogos já descobriram 85 m2 da casa, e crêem que ela será muito maior.
Devido à densidade populacional presente nos dias de hoje, não será possível escavar muito mais, mas estas ruínas farão já parte do novo centro cristão internacional.
Dia a dia vão surgindo novas evidências da realidade dos Evangelhos. Apesar de nos bastar a fé para crer, creio que estas descobertas poderão acrescentar conhecimento histórico e cultural tão importante para a plena compreensão dos relatos bíblicos.
Shalom, Israel!