Mostrar mensagens com a etiqueta arqueologia bíblica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arqueologia bíblica. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 02, 2021

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM "PESO FALSO" DOS DIAS DO 1º TEMPLO, COMPROVANDO A VERACIDADE DAS ESCRITURAS

Arqueólogos israelitas acharam um peso utilizado no comércio em Jerusalém e que os peritos acham ter sido usado para enganar outros comerciantes. 

Descoberta na zona Norte da Cidade de David adjacente à Cidade antiga de Jerusalém, e datando de há 2.700 anos, portanto dos dias do Primeiro Templo, este peso mede apenas 12 mm de altura e 14 de diâmetro. É o segundo do género a ser encontrado em Israel. Feito de calcário duro, o achado apresenta gravações implicando que se tratava de um peso de 2 geras, ou 0,944 gramas. 

Só que o peso não pesa realmente 2 geras, mas pelo menos 3,61 gramas, o quer representa mais do que 3 vezes mais. Ainda que pareça estranho, os professores Hagai Cohen Kolonimus e Eli Shukron, da Universidade Hebraica de Jerusalém, alegam que a explicação viável é que quem quer que fosse que usasse o peso no comércio fazia-o para enganar as pessoas.

Estes tipos de fraudes são extensamente descritas na Bíblia, que duramente dissuade tal prática: "Na tua bolsa não terás pesos diversos, um grande e um pequeno" - Deuteronómio 25.13. E a proibição é enfatizada logo a seguir: "Peso inteiro e justo terás.; para que se prolonguem os teus dias na terra que te dará o Senhor teu Deus. Porque abominação é ao Senhor teu Deus todo aquele que faz isto, todo aquele que fizer injustiça." - Deuteronómio 25.15, 16. Outra citação de Provérbios diz: "Pesos diferentes são abomináveis ao Senhor, e balança enganosa não é boa" (20.23). "Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o Senhor vossos Deus, que vos tirei da terra do Egipto" - Levítico 19.36.

Os achados serão integralmente publicados na próxima Sexta-Feira.

Shalom, Israel!

sexta-feira, dezembro 20, 2019

ARQUEÓLOGOS AFIRMAM TER ENCONTRADO A PEDRA QUE SERVIU DE BASE PARA A ARCA DA ALIANÇA

Arqueólogos em actividade de escavações nas ruínas da cidade bíblica de Beit Shemesh, a 20 kms a ocidente de Jerusalém, afirmam ter encontrado a pedra que há 3.100 anos serviu de base para arca da aliança.
Tudo leva a crer que este achado ontem anunciado poderá estar ligado à narrativa do Antigo Testamento.

As escavações destas ruínas de há 3.100 anos iniciaram-se em 2012, e entre os achados está a base daquilo que teria sido um templo onde poderá ter assentado a arca da aliança.
O edifício cujas ruínas estão sendo escavadas dá a entender tratar-se de um templo, tendo em vista que as suas paredes eram grossas, estar afastado das casas da cidade e dispõr de uma plataforma que poderia ter sido utilizada para cerimoniais religiosos.
Dentro da estrutura os pesquisadores deram com ossos de animais, pedaços de cerâmica, taças e pedras lavradas que poderiam ter sido usadas como lagares de azeite ou de vinho, provavelmente para práticas religiosas.

Em meados do 12º século a.C. o edifício foi arrasado e os seus utensílios espalhados. O local foi depois usado para guarda de animais, tendo-se ali acumulado as respectivas fezes, em várias camadas, que os  pesquisadores inicialmente pensarem serem cinzas.
Segundo um dos peritos, a utilização do local para a guarda de animais poderá ter sido propositada, tornando-se numa "abominação intencional" por parte dos filisteus. Beit Shemesh situava-se numa fronteira volátil que separava os filisteus das áreas controladas pelos israelitas.
Beit Shemesh foi abandonada ou destruída, e consequentemente reconstruída, diversas vezes, num espaço de 200 anos.

UMA GRANDE PEDRA BASE
No Verão passado, os arqueólogos deram com uma grande pedra toda lisa na sua face, assentada sobre outras duas pedras mais pequenas, formando uma espécie de mesa. Segundo os arqueólogos, é improvável que a pedra tenha caído ali por acaso.
A disposição das pedras recorda a descrição da pedra sobre a qual a arca da aliança foi colocada, segundo o relato no Primeiro Livro do profeta Samuel, e tem origem na mesma data.
Segundo a narrativa bíblica, a arca foi inicialmente deixada numa comunidade na região de Siló, no Norte de Jerusalém, depois que os israelitas chegaram àquela área.
Os filisteus conseguiram levar com eles a arca após uma grande batalha, mas Deus castigou-os com doenças, levando os filisteus a devolverem a mesma aos israelitas.
Quando os filisteus levaram a arca até Beit Shemesh, segundo o relato bíblico, estava ali "uma grande pedra." Os residentes da cidade "descarregaram a arca da aliança e os objectos de ouro que com ela estavam e colocaram-na sobre uma grande pedra" - relata o texto bíblico.
A arca foi mais tarde transferida para Quiriate-Jearim, e posteriormente para Jerusalém. 

Nada é certo nem garantido quanto à ligação desta pedra com a arca da aliança. Mas a descoberta das ruínas da antiga cidade e de outros artefactos vêm comprovar os vários relatos bíblicos que mencionam a existência desta localidade, incluindo a menção da "grande pedra", sabendo-se que grandes vultos da História antiga de Israel também passaram por esta cidade.

Shalom, Israel!



sexta-feira, outubro 07, 2016

"UMA DESCOBERTA IMPORTANTE E INCOMUM" COMPROVA RELATO BÍBLICO SOBRE O REI EZEQUIAS

Israel é um tesouro visível que por vezes nos surpreende com aquilo que até agora tem estado soterrado, mas que, graças à arqueologia, tem sido trazido à luz do dia, acabando por confirmar os relatos bíblicos durante tantos anos postos em dúvida por liberais e agnósticos.
A descoberta em causa já tem alguns dias, mas, devido à sua importância, quisemos deixar "assentar a poeira" do entusiasmo que estas coisas sempre suscitam, e emitir as notícias do que realmente se encontrou.

UM ENORME PORTÃO-SANTUÁRIO
A descoberta aconteceu no Parque Nacional de Laquis. Um enorme portão-santuário do período do Primeiro Templo (8º século a.C.) foi completamente escavado, e, dada a sua importância, considerado pela "Autoridade para as Antiguidades de Israel" como "uma descoberta importante e incomum" que fornece inequívocas evidências do relato bíblico dos esforços do rei Ezequias para acabar com a adoração de falsos ídolos.
O lado Norte deste enorme portão tem 24,5 metros x 24,5 metros - o maior até agora descoberto em Israel daquela era - já tinha sido escavado há décadas atrás por arqueólogos ingleses e da Universidade de Tel Aviv.
As actuais escavações têm decorrido desde Janeiro passado no parque nacional de Laquis, uns 45 kms a sudeste de Jerusalém. 
"A dimensão do portão é consistente com o conhecimento histórico e arqueológico que possuímos, pelo que Laquis era uma importante cidade, a segunda depois de Jerusalém" - afirmou Sa'ar Ganor, director da escavação.

"Segundo a narrativa bíblica, os portões das cidades eram o lugar onde tudo acontecia: nos bancos que ladeavam a entrada, sentavam-se os anciãos da cidade, os juízes, os governadores, os reis e os oficiais. Ora esses bancos foram descobertos nas nossas escavações."
O portão de entrada de Laquis, agora totalmente exposto e preservado a uma altura de 4 metros, consiste de 6 câmaras - 3 de cada lado - e uma rua principal passando pelo meio delas. 
Na primeira câmara, encontraram-se bancos com apoios de braço; jarras; conchas para carregar grãos; e pegas de jarras marcadas com o nome do oficial ou com um selo real. Duas das pegas têm registadas como selo as palavras: "lmlk hbrn", cujo significado é: "pertencente ao rei de Hebron."

A palavra "lmlk" aparece escrita em uma das pegas juntamente com a representação de um besouro de quatro asas. Em outra gravação aparece o nome "inhm avadi", provavelmente de um oficial sénior do reino de Ezequias. Estas jarras estão provavelmente relacionadas com as preparações militares e administrativas do rei Ezequias para a guerra contra Senaqueribe, rei da Assíria, em finais do século 8º a.C., e que resultou na destruição de Laquis no ano 701 a.C.
A continuação do edifício é o portão-santuário com paredes rebocadas. "Degraus para o portão-santuário em forma de escadaria ascendiam a uma grande sala onde existia um banco sobre o qual eram colocadas as oferendas" - informou Ganor, durante uma conferência de imprensa realizada em 28 de Setembro último para apresentação das descobertas.
"Havia uma abertura exposta no canto da sala que conduzia ao santo dos santos. Para nossa enorme admiração, foram encontrados nesta sala 2 altares com chifres nas 4 pontas e montes de achados em cerâmica, consistindo de lamparinas, taças e apoios. É muito interessante que os chifres no altar estavam intencionalmente truncados. Isso é provavelmente uma evidência da reforma religiosa atribuída ao rei Ezequias através da qual a adoração religiosa foi centralizada em Jerusalém, e destruídos os lugares altos de culto que foram edificados fora da capital."
No 2º Livro dos Reis, o verso 18:4 descreve como Ezequias "tirou os altos, quebrou as estátuas, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã."

Uma latrina de pedra tinha sido colocada no santo dos santos, aparentemente como profanação final do portão-santuário proibido. Esta é a primeira evidência arqueológica de tal prática, descrita na Bíblia no 2º Livro dos Reis 10:27: "Também quebraram a estátua de Baal; e derrubaram a casa de Baal, e fizeram dela latrinas, até ao dia de hoje." Testes de laboratório sugerem que a latrina nunca foi usada, sendo por isso simbólica.
A escavação revelou camadas de destruição provocadas pela guerra com a Assíria, incluindo pontas de lança, e pedras de arremesso, indicando combates corpo a corpo na casa do portão da cidade. Evidências da campanha militar de Senaqueribe em Judá são conhecidas dos registos arqueológicos, dos relatos bíblicos (2 Reis 18 e 2 Crónicas 32), e dos relevos na parede de Laquis do palácio de Senaqueribe, em Nínive, descrevendo a história da conquista da cidade.

Shaul Goldstein, director geral da "Autoridade para os Parques e Natureza", disse que o centro para visitantes planeado para Tel Laquis "incluirá o relevo que foi encontrado no quarto privado do rei da Assíria e que descreve os nossos antepassados na guerra, e ao entrarem no cativeiro que os conduziu a uma vida de exílio que dura até aos dias de hoje. O altar do tempo do rei Ezequias constitui outra ligação sagrada a este importante assentamento."
O portão está temporariamente coberto para conservação até à abertura do centro para visitantes.
É impressionante vermos como a cada dia que passa a arqueologia vai comprovando a veracidade dos relatos bíblicos, desfazendo todas as dúvidas e confirmando a inquestionável presença histórica do povo judeu na Terra de Israel!

Shalom, Israel!


segunda-feira, agosto 17, 2015

DESCOBERTA A CIDADE DO GIGANTE GOLIAS

Mais uma descoberta arqueológica que vem comprovar a veracidade dos relatos bíblicos, contestados pelos ignorantes, mas cada vez mais reconhecidos como verídicos e confirmados pela arqueologia.

A famosa história do confronto entre o jovem franzino judeu David e o gigante filisteu com 3 metros de altura Golias é sem dúvida parte do património cultural da humanidade, uma aventura acarinhada por milhões, tema de filmes, pinturas, enfim...uma das mais conhecidas histórias da Bíblia que tanto tem fascinado crianças, jovens e adultos ao longo de gerações.
A história tem no entanto sido contestada pelos liberais que alegam não haver qualquer evidência histórica ou arqueológica extra-bíblica que confirme a mesma.

Até agora...

Os arqueólogos israelitas escavaram agora aquilo que acreditam ser o enorme portão de entrada de Gate, a cidade natal do gigante Golias. Uma equipa técnica da Universidade Bar Ilan calcula que as ruínas da antiga cidade filisteia datam do 10º século a.C. Duas inscrições descobertas no local revelam nomes semelhantes ao de Golias, acrescentando assim mais peso à teoria. O sítio actual, chamado de Tell el-Safi, tem sido habitado continuamente ao longo de 5.000 anos e tem desde 1989 sido o foco de contínuas escavações arqueológicas. Foi só agora no entanto que se descobriu a enorme extensão destas ruínas da idade do ferro.
"Nós sabíamos que a filistéia Gate era uma grande cidade nos séculos 10º e 9º a.C., talvez até a maior naquela época" - afirmou o líder das escavações, professor Aren Maeir, acrescentando: "Estas fortificações monumentais confirmam o quão importante e poderosa era esta cidade."
A maioria dos peritos acredita que esta cidade filisteia foi cercada e arrasada em 830 a.C. por Asael, rei de Aram, Damasco.
O portão de entrada agora descoberto tem sido descrito como o maior dos seu género até agora encontrado, sendo parte de enormes e extensas fortificações, indicando assim a importância da cidade.
Os arqueólogos encontraram também no local obras em ferro e um templo filisteu próximo ao portão monumental, juntamente com alguma porcelanas. Exames feitos às porcelanas revelaram influências filisteias e israelitas, indicando ter existido uma maior interacção entre as duas culturas do que até aqui se pensava. 
"Isto espelha as conexões intensas e multifacetadas que existiam entre os filisteus e os seus vizinhos" - informou Maeir.
E como se não bastasse a descoberta do portão gigantesco, os arqueólogos encontraram também evidências de um terramoto catastrófico ocorrido no 8º século a.C., que a equipa técnica acredita ser o mesmo descrito no livro do profeta Amós.

Shalom, Israel!

terça-feira, dezembro 22, 2009

DESCOBERTA CASA EM NAZARÉ DOS DIAS DE JESUS

Uma importantíssima descoberta arqueológica neste período de Natal poderá explicar como era a vida nos tempos de Jesus e da comunidade judaica que vivia em Nazaré.
A apenas 100 metros da Igreja da Anunciação, os arqueólogos trouxeram à luz os restos de várias paredes de um casa que se pensa ser do 1º século. É a primeira vez que arqueólogos conseguem encontrar restos de habitações desse período em Nazaré.
O achado tem sido escavado nestes últimos meses, e foi descoberto quando trabalhadores escavavam num pátio de um antigo convento para dar espaço para a construção do Centro Internacional de Maria de Nazaré nesse mesmo local.
"A descoberta é da máxima importância, pois que revela pela primeiríssima vez uma casa da aldeia judaica de Nazaré e irá portanto trazer luz ao estilo de vida nos dias de Jesus" - afirmou ontem a Dra. Yardenna Alexandre, directora das escavações da Autoridade das Antiguidades.
"O edifício que encontrámos é pequeno e modesto, e muito provavelmente será típico das casas de Nazaré daquela época. A partir das poucas fontes escritas disponíveis, sabe-se que Nazaré era uma pequena aldeia judaica no 1º século" - adiantou.
A casa consiste de quatro aposentos, um pátio, uma cisterna para água e uma pequena gruta de esconderijo que se supõe ter sido usada para ocultar as pessoas durante a invasão romana. A gruta poderia esconder cerca de 6 pessoas durante algumas horas. Mas os romanos não deverão ter atacado as instalações, pela irrelevância estratégica do local.
Esta casa e outras descobertas anteriores de túmulos pressupõe que Nazaré seria uma comunidade de umas 50 casas, num raio de cerca de 1,6 hectares. Alexandre está certa de que aqui viviam pessoas com um estilo de vida muito simples, devido às técnicas de construção e ao uso de barro e cal nas construções e artesanato.
Os cientistas acreditam que nesta casa vivia uma família judia, por causa da cal, que era naquela altura utilizada pelos judeus para assegurar a pureza e a preservação da comida e da água guardada dentro dos vasos.
Devido à proximidade da Igreja da Anunciação, onde estará a suposta casa de Maria, os arqueólogos acreditam que Jesus conheceria esta casa e os seus habitantes. Como se sabe, Jesus viveu uma grande parte da sua vida nesta aldeia de Nazaré.
Até agora os arqueólogos já descobriram 85 m2 da casa, e crêem que ela será muito maior.
Devido à densidade populacional presente nos dias de hoje, não será possível escavar muito mais, mas estas ruínas farão já parte do novo centro cristão internacional.
Dia a dia vão surgindo novas evidências da realidade dos Evangelhos. Apesar de nos bastar a fé para crer, creio que estas descobertas poderão acrescentar conhecimento histórico e cultural tão importante para a plena compreensão dos relatos bíblicos.
Shalom, Israel!