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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

PRESIDENTE TRUMP DÁ INÍCIO OFICIAL AO "CONSELHO DA PAZ" COM OFERTA DE 10 BILIÕES DE DÓLARES


Mais de 50 países estão representados na abertura oficial do "Conselho da Paz" criado pelo presidente Donald Trump e que tem como objectivo na sua fase inicial a reconstrução da Faixa de Gaza. 

Israel está representado pelo ministro para os Negócios Estrangeiros Gideon Sa'ar, que na fotografia oficial foi estrategicamente colocado ao lado do primeiro-ministro do Qatar, Mohammed Abdulrahman Al Thani. 


No seu discurso de abertura, Trump afirmou que o Conselho da Paz é o grupo "mais consequencial" de líderes jamais formado, com alguns países "brincando de fofinhos" ao não participarem. Trump confessou não desejar ver alguns desses países no Conselho, apesar de o ter convidado. 

Na habitual cobardia e hipocrisia que lhe são reconhecidas, a União Europeia quase não se fez representar alegando recear que este Conselho possa vir a usurpar a ONU, ao mesmo tempo que dando a Trump o poder final de poder escolher quem quer para o mesmo. 


TRUMP NOMEIA JARED KUSHNER PARA "ENVIADO DA PAZ"

Num gesto que irá certamente fazer pensar muitos estudiosos das profecias escatológicas, o presidente Trump nomeou o seu genro Jared Kushner para "enviado da paz". Jared é judeu e tem estado desde sempre envolvido nos "Acordos de Abraão", e tem sido um dos elementos representantes dos EUA nas conversações com o Irão. 

10 BILIÕES DE DÓLARES DOS EUA

Donald Trump anunciou entretanto que os EUA irão contribuir com 10 biliões de dólares para o Conselho da Paz, destinados à supervisão da gestão de Gaza no pós-guerra. Outros países mencionados por Trump irão contribuir com um total de 7 biliões. São eles: Cazaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Barein, Qatar, Arábia Saudita, Uzbequistão e o Kuwait. Esses fundos irão basicamente para ajuda humanitária. 

FORÇAS MILITARES PARA ESTABILIZAR GAZA

Trump anunciou que a Indonésia, Marrocos, a Albânia, o Kosovo e o Cazaquistão comprometeram-se em enviar tropas e polícia para formar a Força Internacional de Estabilização para Gaza. Trump aludiu também ao Egipto e à Jordânia como provendo "ajuda substancial, tropas, treino e apoio a uma força policial palestiniana de extrema confiança."


MAIS DE UMA DEZENA DE LÍDERES INTERVENIENTES PROMETEM AJUDAS

Mais de uma dezenas de líderes mundiais estarão hoje intervindo na sessão de inauguração do Conselho da Paz, todos elogiando o presidente Trump por esta iniciativa.

O presidente do Cazaquistão anunciou que para além da ajuda substancial ao Conselho da Paz, 500 jovens estudantes de Gaza receberão bolsas de estudo para estudar no seu país por um período de 5 anos. 

O presidente da Roménia anunciou que o seu país oferecerá tratamento médico para 4.000 crianças enfermas de Gaza e a 4.000 mil familiares, para além de oferecer a sua experiência e equipamento para a reconstrução do sistema de segurança anti-incêndios para Gaza.

O primeiro-ministro do Qatar anunciou uma doação de mais de 1 bilião de dólares para o Conselho da Paz, visando "alcançar uma resolução final que satisfaça a aspiração palestiniana de uma pátria e de reconhecimento, e a aspiração israelita por segurança e integração."

O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos anunciou que o seu país contribuirá com 1,2 biliões de dólares para o Conselho da Paz, para além dos quase 3 biliões já doados para a ajuda humanitária de Gaza desde o início do conflito.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Marrocos anunciou que o seu país contribuirá com o envio de polícias para a Força Internacional de Estabilização, ajudará no treino da polícia palestiniana e a construção de um hospital de campo em Gaza. 

A Turquia informou estar preparada para fornecer tropas para a Força Internacional de Estabilização, algo que Israel tem desde sempre recusado veementemente. 

O ministro de estado da Arábia Saudita prometeu 1 bilião de dólares para os próximos anos. 


SA'AR DISCURSA

O maior discurso desta manhã foi o do ministro israelita Gideon Sa'ar. Todos os convidados tinham 2 minutos atribuídos para as suas intervenções, mas Sa'ar usou o dobro desse tempo para discursar. Sa'ar agradeceu a Trump pela iniciativa e elogiou ainda o presidente e Netanyahu por terem conseguido um cessar fogo e um acordo para a libertação dos reféns israelitas. O ministro agradeceu de seguida aos soldados israelitas, incluindo os 925 que perderam a vida nos combates desde o início da guerra. Sa'ar destacou as atrocidades perpetradas pelo Hamas durante o ataque do 7 de Outubro de 2023. O ministro vincou que o desarmamento do Hamas deve incluir "todas as armas, infraestruturas terroristas, a rede subterrânea de túneis e as instalações para o fabrico de armas." Sa'ar disse ainda que Israel apoia o plano de Trump e que "trabalhará para o sucesso do mesmo."


APOIO DA FIFA

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, presente na reunião, anunciou uma nova parceria entre a organização futebolística que ele representa e o Conselho da Paz, com um investimento de 75 milhões de dólares destinados à construção de dezenas de campos de futebol, academias e estádios em Gaza.

Esta primeira reunião terminou ao fim de duas horas e meia.

Shalom, Israel!

quinta-feira, novembro 11, 2021

ISRAEL, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS, BAREIN E EUA JUNTOS EM EXERCÍCIOS NAVAIS NO MAR VERMELHO

Se há pouco mais de um ano alguém falasse que Israel estaria realizando exercícios navais militares com 2 países árabes no Mar Vermelho teria como reacção olhares ou até risos de incredulidade...

Mas hoje, passado pouco mais de um ano dos primeiros "Acordos de Abraão", o aparentemente impossível está a acontecer: Israel e os EUA estão a realizar grandes exercícios navais no Mar Vermelho em conjunto com duas nações árabes!

Este exercício de 5 dias comandado pelos EUA inclui treinos realizados a bordo do navio de transporte anfíbio "USS Portland", incluindo buscas, pesquisas e tácticas de apreensão, dessa forma "aumentando a interoperacionalidade entre as forças participantes e as equipas de interdição marítima."

Crê-se que esta medida não só simplificará a cooperação com as tropas norte-americanas na região, como criará também um potencial para a formação de uma coligação regional com países árabes que normalizaram as suas relações com Israel tendo também em vista a ameaça comum apresentada pelo Irão. 

A 5ª frota norte-americana tem por várias vezes colidido com navios iranianos no Golfo Pérsico, e as tensões mantêm-se elevadas, sendo que com a inclusão da marinha de Israel os sinais tornam-se mais claros para o regime iraniano. A zona de operação da 5ª frota inclui o Golfo Árabe, o Golfo de Oman, o Mar Vermelho, partes do Oceano Índico e três pontos cruciais e estratégicos na região: o estreito de Ormuz, o canal de Suez e o estreito de Bab-el-Mandeb.

As forças norte-americanas são compostas de um destacamento e batalhão de logística, uma companhia de infantaria, uma companhia de reconhecimento com armamento ligeiro, e um sistema de alta mobilidade de artilharia de rockets. Este exercício de duas semanas inclui cenários em terreno urbano, fogo real de infantaria, treino de manobras rápidas e outros.  

Shalom, Israel!

sexta-feira, outubro 01, 2021

ISRAEL INAUGURA A SUA EMBAIXADA NO BAREIN

Graças aos "Acordos de Abraão" promovidos pelo ex-presidente Donald Trump, o Barein foi o primeiro país árabe a normalizar as suas relações diplomáticas com Israel nestes últimos anos.

Ontem mesmo o ministro israelita para as Relações Exteriores Yair Lapid inaugurou oficialmente a embaixada de Israel em Manama, capital do estado árabe do Golfo Pérsico. Esta abertura ocorre um ano após a normalização das relações entre os dois países.

"Que o nosso povo viva em paz e prosperidade para sempre" - declarou Lapid durante a inauguração. E acrescentou em hebraico: "Israel deu hoje no Golfo um grande e histórico passo."

Presente na cerimónia, o ministro para as Relações Exteriores do Barein, Abdullahtif al Zayani, afirmou: "É um sinal inconfundível para todos de que estamos determinados. Não estamos sozinhos."

Horas antes o ministro israelita já havia visitado o rei do Barein, Hamad bin Isa Al Khalifa, no palácio real, a primeira de sempre entre o monarca e uma autoridade israelita. 

A embaixada está localizada no 29º andar do "Barhain World Trade Center." Foi acordado que o país árabe abrirá a sua embaixada em Israel até ao final deste ano. 

UM SINAL AO IRÃO

Ontem também, o ministro israelita acompanhou o ministro do Barein e Maggie Nardi, responsável pelos assuntos dos EUA no Barein, numa visita ao navio de guerra norte-americano "USS Pearl Harbor", acostado no país, numa clara mensagem ao Irão que, como se sabe, é uma ameaça Israel e aos EUA. 

PRIMEIRO VOO PARA ISRAEL

Ontem também foi realizado o primeiro voo comercial directo entre o Barein e Israel, iniciando dessa forma os voos regulares entre os dois países.

Shalom, Israel!

sábado, setembro 25, 2021

MAIS DE 300 PROEMINENTES IRAQUIANOS APELARAM PUBLICAMENTE À PAZ COM ISRAEL. BAGDADE JÁ DISSE QUE NÃO.

Um evento sem precedentes teve ontem lugar em Erbil, Iraque, juntando líderes sunitas e xiitas e activistas, exigindo que o Iraque se junte aos "Acordos de Abraão."

A reunião foi ontem realizada na região curda do Iraque e reuniu 312 figuras relevantes iraquianas, tanto xiitas como sunitas, activistas e líderes tribais, apelando à normalização das relações com Israel, acrescentando que o passo seguinte seria haver conversações "face a face" com os israelitas. As declarações conjuntas foram emitidas e assinadas num hotel da cidade de Erbil, capital da região curda no Norte do Iraque. A conferência foi organizada pela organização "Centro para as Comunicações de Paz", sediada em Nova Iorque, que promove o avanço do envolvimento entre árabes e israelitas e a protecção de activistas que apoiem a normalização. 

Um dos prelectores explicou que o grupo acredita na paz com Israel "para que possamos viver numa região estável que leva o conflito ao seu término. Acreditamos nisso, porque queremos que a nossa região seja pacífica, na qual Israel seja uma parte inseparável de um todo, e na qual todos os povos possam ter o direito de viver em segurança."

"Exigimos que o Iraque se junte internacionalmente aos Acordos de Abraão" - escreveu Wisam al-Hardan, líder do movimento "Despertar dos Filhos do Iraque", acrescentando: "Apelamos a plenas relações diplomáticas com Israel e a uma nova política de desenvolvimento mútuo e prosperidade."

Os "Filhos do Iraque" formaram-se organicamente em 2005 com líderes tribais na província de Anbar e ex-oficiais do exército iraquiano aliados às forças dos EUA para combater a Al-Qaeda.

"Alguns de nós enfrentámos o ISIS e o Al-Qaeda no terreno de batalha" - escreveu Hardan, acrescentando: "Através do sangue e das lágrimas temos há muito demonstrado qu enos opomos a todos os extremistas, sejam eles jihadistas sunitas ou milícias xiitas apoiadas pelo Irão. Temos também demonstrado o nosso patriotismo. Sacrificámos vidas por amor a um Iraque unificado, aspirando à concretização de um sistema de governo federal, tall como estipulado na constituição da nossa nação."

Classificando a expulsão dos judeus iraquianos como "o acto mais infame" no decínio do país, Hardan disse que o Iraque "deve reconectar-se com a totalidade da nossa diáspora, incluindo esses judeus."

"Rejeitamos a hipocrisia em alguns sectores do Iraque que falam amavelmente dos judeus iraquianos, ao mesmo tempo que denigrem a sua cidadania israelita, e o estado judaico que lhe garantiu asilo." Hardan afirmou ainda que as leis iraquianas que criminalizam os contactos com israelitas são "moralmente repugnantes."

"Temos uma escolha" - finalizou Hardan - "tirania e caos, ou então legalidade, decência, paz e progresso."

Como resultado da conferência irão ser formados 7 grupos de trabalho que tratarão de assuntos relacionados às ligações entre o Iraque e a sua diáspora judaica, comércio e investimento, reformas educativas, o repúdio às leis anti-normalização, comunicações de paz nos media do Iraque, colaborações artísticas, e o apoio a activistas pela paz em outros países árabes que não reconhecem Israel. 

REACÇÕES ISRAELITAS

O ministro israelita para as Relações Exteriores, Yair Lapid, comentou: "O evento no Iraque é uma fonte de esperança e optimismo. Israel está sempre buscando formas de alargar o círculo da paz, e estamos trabalhando com amigos pelo mundo fora para tornar isso possível. A normalização beneficia toda a região e ajuda-nos a sairmos do extremismo e do caos oferecidos pelos actores negativos para a estabilidade, prosperidade, moderação e cooperação. O povo judeu partilha uma profunda conexão histórica com o Iraque. Assim, dizemos hoje ao povo iraquiano: é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa, e muito mais a ganhar através da paz do que de conflitos desnecessários."

O Iraque está oficialmente em guerra com Israel e é um forte apoiante do boicote árabe a Israel. Os passaportes iraquianos não são válidos para entrar em Israel. Israel tem estado nestes útimos meses a avançar esforços para alcançar o país, alegando que os iraquianos estão interessados em estabelecer ligações com o estado judaico. 

Os 18.000 soldados iraquianos representaram a maior força única que combateu o estado judeu em 1948, na Guerra da Independência, chegando a derrotar as forças israelitas na cidade de Jenin. O Iraque enviou também grandes forças expedicionárias para combaterem Israel nas guerras de 1967 e 1973, perdendo 800 soldados nos Montes Golan durante a Guerra do Yom Kippur. O programa secreto de armas nucleares de Saddam Hussein alarmou Israel, que acabou por destruir o reactor nuclear iraquiano de Osirak em 1981. Durante a Guerra do Golfo de 1991, Hussein atacou o estado judaico com dezenas de mísseis "scud."

CONDENAÇÃO EM BAGDADE

Logo a seguir à realização da conferência, ergueu-se um enorme coro de protestos e condenações na capital Bagdade. O actual governo federal do Iraque classificou entretanto a reunião como "ilegal."

"A conferência não foi representativa da opinião da população e dos residentes nas cidades iraquianas, em cujo nome estes indivíduos supostamente falaram" - declarou o comunicado. O actual presidente do Iraque, Barham Saleh, ele também curdo, juntou-se às vozes de condenação. O poderoso clérigo xiita Moqtada Sadr apelou ao governo para "prender todos os participantes", enquanto o deputado Ahmed Assadi, classificou-os como "traidores aos olhos da lei."

Segundo o orgaizador, os mais de 300 participantes vieram de todo o Iraque, representando seis distritos governamentais: Bagdade, Mosul, Salaheddin, Al-Anbar, Diyala, e Babilónia.

Vários líderes curdos iraquianos têm vindo a visitar Israel regularmente nas últimas décadas, e os políticos locais têm abertamente exigido que o Iraque normalize relações com o estado judaico.

Shalom, Israel!

sexta-feira, setembro 17, 2021

EUA QUEREM FOMENTAR MAIS ACORDOS ENTRE PAÍSES ÁRABES E ISRAEL

Num encontro virtual realizado hoje com vários líderes árabes para assinalar o 1º aniversário da assinatura dos "Acordos de Abraão", na Casa Branca, em Washington, o secretário de estado da actual administração norte-americana Antony Blinken prometeu esforçar-se para encorajar mais países árabes a normalizarem as suas relações com Israel.

Este evento reuniu virtualmente Blinken com os seus pares de Israel, Emirados Árabes Unidos, Barhein e Marrocos, e foi a maior continuidade desta presente administração Biden aos "Acordos de Abraão" encetados pelo ex-presidente Donald Trump e que constituíram o maior sucesso da sua administração.

Nesta reunião de hoje, Blinken aplaudiu os benefícios diplomáticos e económicos dos acordos, afirmando: "Esta administração continuará a construir sobre os esforços bem sucedidos da última administração de forma a permitir que a normalização avance."

O secretário norte-americano afirmou que a sua administração irá aprofundar as relações com os países árabes já "amigos" de Israel, bem como com o Sudão, que também estabeleceu relações com Israel no ano passado, prometendo também fortalecer a relação entre Israel e os seus vizinhos Egipto e Jordânia. Para além desses países, Blinken disse que Washington irá encorajar mais países a seguirem esses exemplos: "Queremos alargar o círculo da diplomacia de paz."

Yair Lapid, ministro israelita para as Relações Exteriores, confirmou por seu lado as afirmações de Blinken, concordando com as mesmas: "Este clube dos Acordos de Abraão está também aberto a novos membros." Lapid anunciou ainda a sua intenção de visitar o Barhein no fim deste mês, naquela que será a primeira visita oficial de um líder israelita àquele país do Golfo Pérsico.

Shalom, Israel!

segunda-feira, julho 05, 2021

PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA AVIÃO DA FORÇA AÉREA DE MARROCOS ATERRA EM ISRAEL

É a primeira vez desde a fundação do moderno estado de Israel em 1948 que um avião de um país do Norte de África aterra em Israel. Graças aos "acordos de Abraão", vários países árabes têm feito acordos de normalização diplomática com o estado judaico, e Marrocos é o último a fazê-lo, esperando-se que a lista possa continuar. 

Ontem mesmo, um avião da Força Aérea de Marrocos aterrou na base militar israelita de Hatzor, reforçando as relações amistosas entre ambos os países. O avião cargueiro Hércules C-130 aterrou em Israel antecipando um exercício militar conjunto com os EUA e outros países para o final do mês. O avião foi visto por vários observadores amadores de radar, mas Israel não confirmou nem negou a notícia. 

Marrocos assinou os "acordos de Abraão" em Dezembro passado, e é o único país árabe a ensinar a História e cultura judaicas. Para além disso, é também o único país árabe com um museu judaico. 250.000 judeus viviam em Marrocos em 1948, mas logo após a declaração de independência de Israel irromperam confrontos no país contra os judeus, levando a que a maioria da comunidade fugisse do país. Em 2019, a população judaica no país rondava as 2.100 pessoas. Vivem actualmente em Israel cerca de 1 milhão de judeus descendentes da comunidade que vivia em Marrocos. 

Shalom, Israel!

quarta-feira, junho 30, 2021

ISRAEL INAUGURA EMBAIXADA NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

Confirmando a normalização das relações entre Israel e vários estados árabes, dos quais os Emirados Árabes Unidos foram a primeira nação a fazê-lo recentemente, o ministro para as Relações Exteriores de Israel e futuro primeiro-ministro Yair Lapid inaugurou ontem à tarde oficialmente a primeira embaixada de Israel nos Emirados, classificando o evento como "um momento histórico."

"Encontramo-nos aqui hoje porque escolhemos a paz em vez da guerra, cooperação em vez do conflito, o bem dos nossos filhos em vez das más memórias do passado" - afirmou Lapid, acrescentando: "Acordos são assinados por líderes, mas a paz é feita pelo povo."

Lapid reconheceu o esforço do seu rival Benjamin Netanyahu, enviando-lhe um agradecimento público, e mencionando-o como "o arquitecto dos acordos de Abraão que trabalhou arduamente para os tornar possíveis." Lapid agradeceu ainda ao presidente Donald Trump e ao actual Joe Biden. 

"Israel quer a paz com todos os seus vizinhos" - afirmou o ministro. "Não estamos indo para lugar nenhum. O Médio Oriente é o nosso lar. Estamos aqui para ficar. Apelamos a todos os países da região para que o reconheçam, e venham conversar connosco."

A ministra dos Emirados para a Cultura, Conhecimento e Desenvolvimento Noura Al Kaabi falou a seguir, dizendo: "É essencial que nos preparemos e a nossos filhos para um novo mundo." A ministra referiu-se ainda à colaboração do seu país com Israel nas áreas da Inteligência Artificial, cidades inteligentes, COVID-19, comércio e turismo. 

"Sublinhamos o nosso entusiasmo sobre aquilo que esperamos venha a ser a primeira de muitas visitas de alto nível" - afirmou a ministra, concluindo em hebraico: "Toda Raba" - (Muito obrigado!)

Shalom, Israel!

quinta-feira, dezembro 24, 2020

"HÁ MUITOS, MUITOS MAIS PAÍSES" PRESTES A NORMALIZAR AS RELAÇÕES COM ISRAEL - AFIRMOU NETANYAHU

 

"Iremos ver muitos, muitos mais países, muitos mais do que as pessoas esperam e talvez muito mais cedo do que se espera" - afirmou hoje o primeiro-ministro Netanyahu, a meio de especulações de que os próximos países a normalizarem as suas relações com Israel venham a ser o Oman e a Indonésia - o maior país muçulmano do mundo. 

Esta declaração foi feita no dia seguinte ao da chegada da primeira delegação israelita de Rabat, após a visita oficial a Marrocos, o último país com o qual Israel normalizou as suas relações diplomáticas. 

"Podemos ver os países árabes, alguns já se chegaram à frente, e outros se seguirão" - disse Netanyahu à embaixadora dos EUA na ONU, Kelly Craft e ao embaixador israelita na ONU Gilad Erdan, no encontro que tiveram em Jerusalém. Craft, que tem estado de visita a Israel durante esta semana, afirmou que irão surgir "muitos mais acordos."

O ministro Eli Cohen tem vindo a falar da possibilidade de acordos com a Indonésia, Oman, Mauritânia, Niger e Arábia Saudita, dando ainda sinais de mais um país asiático ainda não identificado, que alguns acreditam tratar-se do Paquistão.

2020 ficará definitivamente para a História do Médio Oriente como o ano das grandes surpresas!

Shalom, Israel!

terça-feira, outubro 20, 2020

"HOJE ESTAMOS FAZENDO HISTÓRIA" . AFIRMOU NETANYAHU À CHEGADA A ISRAEL DA PRIMEIRA DELEGAÇÃO DOS EMIRADOS UNIDOS

 

Chegou hoje a Israel a primeira delegação oficial oriundo dos Emirados Árabes Unidos. E veio com uma série de projectos. O primeiro levou já a uma decisão inédita nas relações entre Israel e os estados árabes: a isenção mútua de vistos turísticos. Outra decisão importante, esta participada também pelos Estados Unidos, envolve o investimento de 3 biliões de dólares para um fundo de desenvolvimento regional.

A delegação dos Emirados é composta por 3 ministros, incluindo o da Economia e Finanças. 

"Hoje estamos fazendo história" - afirmou eufórico o primeiro-ministro israelita ao saudar a delegação árabe ainda no aeroporto de Tel Aviv. E acrescentou: "O entusiasmo por este acordo de paz entre o nosso povo é enorme. É real, é amplo, é profundo, e reflecte o potencial que hoje está sendo realizado."

Netanyahu afirmou ainda que judeus e árabes são todos descendentes do patriarca Abraão. "E é em seu nome que nós delineámos esta histórica iniciativa de paz. É no seu espírito que desejamos promover uma coexistência e cooperação no Médio Oriente, baseadas no mútuo respeito e entendimento."

Netanyhau agradeceu ainda ao presidente Donald Trump e ao príncipe dos Emirados Mohammed bin Zayed al-Nahyan por terem tornado possível esta aproximação. "Lembraremos este dia, um glorioso dia de paz" - afirmou Netanyahu.

Foi também criado um fundo destinado ao desenvolvimento regional denominado "Fundo Abraão."

Como resultado deste acordo, realizar-se-ão a partir de agora 28 voos semanais directos entre os dois países. 

Shalom, Israel!

terça-feira, setembro 15, 2020

NESTE "ALVORECER DE UM NOVO MÉDIO ORIENTE", TRUMP ANUNCIA MAIS 5 OU 6 PAÍSES ÁRABES NA CALHA PARA A PAZ COM ISRAEL

Não faltaram as palavras de ocasião propícias a uma ocasião destas: "O alvorecer de um novo Médio Oriente" - afirmou Trump.
"Paz entre os povos" - anunciou Netanyahu.
"Estamos hoje testemunhando uma mudança no coração do Médio Oriente" - Al Nahyan, ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados. 
"Hoje é uma ocasião verdadeiramente histórica, um momento de esperança e oportunidade" - Abdullatif al-Zayani, ministro dos Negócios Estrangeiros do Barein.

À medida que o evento decorria, os palestinianos terroristas do Hamas iam celebrando à sua maneira, através do disparo de rockets contra o sul de Israel...

Após a assinatura de acordos de paz com 2 nações que fizeram guerra a Israel (Egipto, 1979 e Jordânia, 1994), foi agora a vez dos Emirados Árabes Unidos e do Barein, pequenos países do Golfo Pérsico com os quais Israel nunca teve qualquer confronto, e cuja posição estratégica pode ser vital para debilitar as pretensões bélicas e expansionistas do vizinho Irão.
"Estamos aqui esta tarde para mudar o curso da História" - afirmou do balcão da Casa Branca um triunfalista Donald Trump no início da sua intervenção - acrescentando: "Após décadas de divisões e conflitos, marcamos o alvorecer de um novo Médio Oriente."
Perante os 700 convidados presentes nos jardins da Casa Branca, Netanyahu afirmou: "Este é um pivô da História, um novo alvorecer da paz." E acrescentou: "Esta não é uma paz entre líderes, mas uma paz entre povos."
Minutos antes, no gabinete oval da Casa Branca, Donald Trump havia anunciado a Benjamin Netanyahu que havia já 5 ou 6 países "surgindo muito em breve" para forjarem os seus próprios acordos com Israel, não pormenorizando no entanto quais seriam.

Paz foi a palavra mais falada hoje na Casa Branca. "Isto pode levar à paz, verdadeira paz no Médio Oriente" - afirmou o presidente norte-americano ao receber o ministro dos Emirados Árabes Unidos no seu gabinete presidencial. 
Rodeados pelas bandeiras dos quatro países, os líderes de Israel, do Barhein e dos Emirados assinaram os acordos em inglês, hebraico e árabe, perante uma audiência composta de representantes de países apoiantes presentes em Washington, mas com poucos representantes do exterior.

Para além dos acordos bilaterais assinados pelos países envolvidos, tanto Israel, como os Emirados e o Barein assinaram ainda um outro documento denominado "Acordos de Abraão", em referência ao patriarca das 3 principais religiões monoteístas. Trump assinou também na qualidade de testemunha.
Estes acordos não põem fim a conflitos em curso, uma vez que eles nunca existiram, mas formalizam a normalização das já calorosas relações entre Israel e aqueles dois países árabes.

"CELEBRAÇÕES" DO HAMAS
Enquanto decorria a assinatura dos acordos, os terroristas palestinianos do Hamas dispararam vários rockets contra as povoações israelitas de Asquelon e Ashdode, causando ferimentos em seis pessoas, duas delas num centro comercial de Ashdod.

CEPTICISMO
Tanto nos territórios administrados pelos palestinianos como entre a população judaica existe algum cepticismo. Os palestinianos moderados gostariam de ver a sua questão tratada nestes acordos, ao mesmo tempo que os residentes dos territórios bíblicos da Judeia e Samaria se sentem traídos pelo primeiro-ministro que, no entanto, para os apaziguar, continua a afirmar que o processo de extensão da soberania israelita naqueles territórios - a que alguns chamam de anexação - não está posto de lado, apenas congelado durante algum tempo.

Segundo uma sondagem hoje realizada em Israel, 86% dos palestinianos afirmaram que estes acordos apenas beneficiam Israel e não os seus interesses como palestinianos. 53% dos palestinianos afirmaram que este acordo é "uma traição", enquanto outros 17% declararam ser este "um abandono" da sua causa.
A verdade é que a probabilidade de outras nações árabes assinarem acordos com Israel pode trazer um maior reforço à aliança anti-Irão tão pretendida naquela região. Isto será extremamente significativo no caso de países como a Arábia Saudita, para além do Sudão, do Oman e de Marrocos.

Para o grande mentor de todo este processo, o genro de Trump Jared Kushner, "estes acordos são uma enorme realização para os países envolvidos, e levou a um tremendo sentido de esperança e de optimismo na região." E acrescentou: "Em vez de se focalizarem em conflitos passados, as pessoas concentram-se agora na criação de um brilhante futuro repleto de possibilidades infindáveis."

15 de Setembro de 2020: um dia que marcou a História. Esperamos que mais boas notícias surjam para breve...

Shalom, Israel!