quarta-feira, novembro 29, 2017

NOVA IORQUE IRÁ ASSISTIR À "REPETIÇÃO" DO VOTO HISTÓRICO DA ONU QUE HÁ 70 ANOS PERMITIU O ESTABELECIMENTO DO ESTADO MODERNO DE ISRAEL

A mundialmente famosa "Times Square", no coração de Nova Iorque, irá assistir à "repetição" do acto histórico na ONU que há exactamente 70 anos permitiu a Israel a sua existência como estado legal. 
Um gigantesco écran (tela) de 700 metros quadrados irá projectar alguns dos momentos mais importantes da famosa votação na sede da ONU, no dia 29 de Novembro de 1947. Serão transmitidas imagens de há 70 anos e de agora, incluindo o primeiro primeiro-ministro israelita David Ben Gurion, e o actual Benjamin Netahyahu, e outras celebridades, todas elas proferindo a frase: "Eu amo Israel!"

Logo depois destas declarações, um grupo de dança israelita com dezenas de participantes irá apresentar as suas danças comemorativas deste tão importante evento, trajados segundo as modas da época e dançando a famosa "Horah", tal como inúmeros judeus fizeram há 70 anos após o anúncio do voto na ONU que permitiu o estabelecimento do estado de Israel. 
O video foi preparado pela "Organização Sionista Mundial" e calcula-se que será visto esta tarde por centenas de milhares de pessoas.

CERIMÓNIA ESPECIAL NA SALA DA VOTAÇÃO
VOTAÇÃO NA ONU EM 29 DE NOVEMBRO DE 1947
Esta tarde o vice-presidente norte-americano presidirá a uma cerimónia especial que "repetirá" a histórica votação da "Resolução 181 da Assembleia Geral", conhecida também como "Plano de Partição", e que propôs a divisão da então "Palestina" sob mandato britânico em 2 estados, um judeu e um árabe. 
Presidiu à assembleia geral da ONU que em 29 de Novembro de 1947 votou com a presença de 56 dos 57 países membros, o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha. 33 países (72%) votaram a favor do plano, 13 (28%) votaram contra e 10 abstiveram-se. O único país ausente na votação foi a Tailândia. 
O DIPLOMATA BRASILEIRO OSWALDO ARANHA PRESIDINDO
À ASSEMBLEIA GERAL DA ONU NO DIA 29 DE NOVEMBRO DE 1947

Apesar de ter sido à partida rejeitada pelas nações árabes e precedendo uma guerra das mesmas contra o ainda "bébé" estado de Israel em 1948, a realidade é que a votação favorável e repleta de incidentes diplomáticos permitiu que os judeus tivessem finalmente direito legar à sua Terra, da qual estiveram afastados durante quase 2 mil anos.
Esta cerimónia a realizar esta tarde é organizada pela delegação de Israel na ONU e terá lugar na mesma sala onde então teve lugar a votação, e que agora pertence ao Museu Queens de Nova Iorque.
Para além do vice-presidente norte-americano Mike Pence, mais de 700 pessoas foram convidadas para o evento, incluindo embaixadores e diplomatas dos 33 países que naquele histórico dia 29 de Novembro de 1947 votaram a favor do estabelecimento de um estado judaico na então Palestina. 
O Museu Queens, que serviu como sede da ONU entre os anos 1946 e 1950 foi decorada de forma a parecer igual àquilo que era no dia da votação, com mesas de madeira, um pódio, e um mapa do mundo pendurado na parede.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, não podia estar mais satisfeito com a presença do vice-presidente norte-americano: "É uma grande honra para Israel receber o vice-presidente Pence para as festividades. O presidente dos Estados Unidos há 70 anos atrás era Harry Truman, e ele foi o primeiro líder mundial a reconhecer o estado de Israel. Israel não tem desde então tido melhor amigo do que os Estados Unidos."

RELAÇÃO DOS VOTOS NO DIA 29 DE NOVEMBRO DE 1947:
Países que votaram a favor: Canadá, EUA, Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia, União Soviética, Ucrânia, Bielorússia, Checoslováquia, Polónia, África do Sul, Libéria, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas, Bolívia, Brasil, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Perú, Uruguai, Venezuela.
Países que votaram contra: Grécia, Turquia, Egipto, Cuba, Afeganistão, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Iémen.
Países que votaram com abstenção: Reino Unido, Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, China, Etiópia, Jugoslávia.

FACTOR INTERESSANTE, QUIÇÁ PROFÉTICO...
A assembleia-geral que deveria ter votado esta resolução estava marcada para o dia 26 de Novembro. Dada a tendência de voto nesse dia, a votação a favor não conseguiria os dois terços necessários para a sua aprovação. Devido a várias contingências, a votação foi então adiada por 3 dias. Nesses dias foram feitos pelos apoiantes sionistas inúmeros contactos, estabelecidas pressões diplomáticas e compromissos, permitindo que na votação final realizada 3 dias depois da data prevista, o voto conseguisse a maioria...

Shalom, Israel!



1 comentário:

Paulo W. Helmich disse...

A nós, brasileiros, este é um dos fatos históricos que mais nos enche de orgulho!!