sexta-feira, outubro 07, 2016

"UMA DESCOBERTA IMPORTANTE E INCOMUM" COMPROVA RELATO BÍBLICO SOBRE O REI EZEQUIAS

Israel é um tesouro visível que por vezes nos surpreende com aquilo que até agora tem estado soterrado, mas que, graças à arqueologia, tem sido trazido à luz do dia, acabando por confirmar os relatos bíblicos durante tantos anos postos em dúvida por liberais e agnósticos.
A descoberta em causa já tem alguns dias, mas, devido à sua importância, quisemos deixar "assentar a poeira" do entusiasmo que estas coisas sempre suscitam, e emitir as notícias do que realmente se encontrou.

UM ENORME PORTÃO-SANTUÁRIO
A descoberta aconteceu no Parque Nacional de Laquis. Um enorme portão-santuário do período do Primeiro Templo (8º século a.C.) foi completamente escavado, e, dada a sua importância, considerado pela "Autoridade para as Antiguidades de Israel" como "uma descoberta importante e incomum" que fornece inequívocas evidências do relato bíblico dos esforços do rei Ezequias para acabar com a adoração de falsos ídolos.
O lado Norte deste enorme portão tem 24,5 metros x 24,5 metros - o maior até agora descoberto em Israel daquela era - já tinha sido escavado há décadas atrás por arqueólogos ingleses e da Universidade de Tel Aviv.
As actuais escavações têm decorrido desde Janeiro passado no parque nacional de Laquis, uns 45 kms a sudeste de Jerusalém. 
"A dimensão do portão é consistente com o conhecimento histórico e arqueológico que possuímos, pelo que Laquis era uma importante cidade, a segunda depois de Jerusalém" - afirmou Sa'ar Ganor, director da escavação.

"Segundo a narrativa bíblica, os portões das cidades eram o lugar onde tudo acontecia: nos bancos que ladeavam a entrada, sentavam-se os anciãos da cidade, os juízes, os governadores, os reis e os oficiais. Ora esses bancos foram descobertos nas nossas escavações."
O portão de entrada de Laquis, agora totalmente exposto e preservado a uma altura de 4 metros, consiste de 6 câmaras - 3 de cada lado - e uma rua principal passando pelo meio delas. 
Na primeira câmara, encontraram-se bancos com apoios de braço; jarras; conchas para carregar grãos; e pegas de jarras marcadas com o nome do oficial ou com um selo real. Duas das pegas têm registadas como selo as palavras: "lmlk hbrn", cujo significado é: "pertencente ao rei de Hebron."

A palavra "lmlk" aparece escrita em uma das pegas juntamente com a representação de um besouro de quatro asas. Em outra gravação aparece o nome "inhm avadi", provavelmente de um oficial sénior do reino de Ezequias. Estas jarras estão provavelmente relacionadas com as preparações militares e administrativas do rei Ezequias para a guerra contra Senaqueribe, rei da Assíria, em finais do século 8º a.C., e que resultou na destruição de Laquis no ano 701 a.C.
A continuação do edifício é o portão-santuário com paredes rebocadas. "Degraus para o portão-santuário em forma de escadaria ascendiam a uma grande sala onde existia um banco sobre o qual eram colocadas as oferendas" - informou Ganor, durante uma conferência de imprensa realizada em 28 de Setembro último para apresentação das descobertas.
"Havia uma abertura exposta no canto da sala que conduzia ao santo dos santos. Para nossa enorme admiração, foram encontrados nesta sala 2 altares com chifres nas 4 pontas e montes de achados em cerâmica, consistindo de lamparinas, taças e apoios. É muito interessante que os chifres no altar estavam intencionalmente truncados. Isso é provavelmente uma evidência da reforma religiosa atribuída ao rei Ezequias através da qual a adoração religiosa foi centralizada em Jerusalém, e destruídos os lugares altos de culto que foram edificados fora da capital."
No 2º Livro dos Reis, o verso 18:4 descreve como Ezequias "tirou os altos, quebrou as estátuas, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã."

Uma latrina de pedra tinha sido colocada no santo dos santos, aparentemente como profanação final do portão-santuário proibido. Esta é a primeira evidência arqueológica de tal prática, descrita na Bíblia no 2º Livro dos Reis 10:27: "Também quebraram a estátua de Baal; e derrubaram a casa de Baal, e fizeram dela latrinas, até ao dia de hoje." Testes de laboratório sugerem que a latrina nunca foi usada, sendo por isso simbólica.
A escavação revelou camadas de destruição provocadas pela guerra com a Assíria, incluindo pontas de lança, e pedras de arremesso, indicando combates corpo a corpo na casa do portão da cidade. Evidências da campanha militar de Senaqueribe em Judá são conhecidas dos registos arqueológicos, dos relatos bíblicos (2 Reis 18 e 2 Crónicas 32), e dos relevos na parede de Laquis do palácio de Senaqueribe, em Nínive, descrevendo a história da conquista da cidade.

Shaul Goldstein, director geral da "Autoridade para os Parques e Natureza", disse que o centro para visitantes planeado para Tel Laquis "incluirá o relevo que foi encontrado no quarto privado do rei da Assíria e que descreve os nossos antepassados na guerra, e ao entrarem no cativeiro que os conduziu a uma vida de exílio que dura até aos dias de hoje. O altar do tempo do rei Ezequias constitui outra ligação sagrada a este importante assentamento."
O portão está temporariamente coberto para conservação até à abertura do centro para visitantes.
É impressionante vermos como a cada dia que passa a arqueologia vai comprovando a veracidade dos relatos bíblicos, desfazendo todas as dúvidas e confirmando a inquestionável presença histórica do povo judeu na Terra de Israel!

Shalom, Israel!


1 comentário:

Luiza Bugalho disse...

Nunca duvidei da veracidade da Bíblia!