O encontro realizado na passada Segunda-Feira, 5 de Fevereiro, entre o candidato a califa do mundo islâmico, Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia (a bíblica Togarma, uma das nações da confederação que atacará Israel nos últimos dias) e o chefe supremo da Igreja Católica Romana, Francisco I, o grande representante da "grande Babilónia", não augura nada de bom para o futuro de Jerusalém, uma vez que ambos os líderes parecem querer reunir uma agenda de oposição ao reconhecimento da Cidade Santa como capital do estado de Israel.
A visita teve lugar no Vaticano e por si só já representou um passo significativo, visto ser a primeira visita de um chefe de estado turco ao Vaticano desde o estabelecimento de relações entre os dois países em 1960.
ESTATUTO DE JERUSALÉM
Uma declaração formal emitida pelo Vaticano informou que ambos os líderes aproveitaram a ocasião para abordarem conjuntamente o estatuto de Jerusalém, "sublinhando a necessidade de se promover a paz e a estabilidade na região (Médio Oriente) através do diálogo e da negociação, com respeito pelos direitos humanos e pela lei internacional."
Ouvir Erdogan falar de "direitos humanos" deve ser algo verdadeiramente recambolesco...
Ambos os líderes - um católico romano e o outro muçulmano - estão contra a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de deslocar a embaixada do seu país para a capital Jerusalém, levando até a que Erdogan tenha prontamente convocado uma reunião urgente da OIC - Organização da Cooperação Islâmica - onde foi declarado que "Jerusalém oriental é a capital da Palestina", apelando-se a todos os países para que "reconheçam o estado da Palestina e Jerusalém oriental como sua capital ocupada."
Erdogan não perdeu tempo, apelando ao chefe supremo da Igreja Católica Romana na reunião da passada Segunda-feira para que ajudasse a Turquia e o mundo islâmico a "preservar o estatuto de Jerusalém."
"Precisamos de trabalhar conjuntamente para preservar o estatuto de Jerusalém" - disse Erdogan ao chefe do Vaticano, acrescentando: "As mensagens sobre esta questão que entregar ao mundo católico serão muito importantes."
UMA MACABRA E TEMÍVEL ALIANÇA
A Turquia é actualmente a nação que preside à OIC, uma coligação de 57 países muçulmanos. O islamismo é actualmente a segunda maior religião do mundo, com cerca de 1,6 biliões de seguidores, e uma aliança com o Catolicismo, que representa cerca de 1,2 biliões de seguidores poderá constituir uma força enorme para fazer avançar uma agenda anti-Israel no que concerne a Jerusalém.
Apesar de o Vaticano não ter exército, há que lembrar o poderio militar da Turquia, o maior de toda a região.
PRENÚNCIO DA VINDA DO MESSIAS?
Segundo alguns rabinos influentes em Israel, esta estranha aliança entre o catolicismo e o islamismo poderá ser um prenúncio da manifestação do Messias. Estas deduções baseiam-se em antigas profecias emitidas por um sábio rabino do século 18, alegando que esta aliança era um passo necessário para o processo do Messias. Apesar de ambos os poderes terem andado séculos em guerra por causa de Jerusalém, a obra do rabino aponta para o tempo actual como sendo "um tempo de redenção", em que Ismael e Esaú (representados pelos seus descendentes) comparecerão juntos às portas de Jerusalém.
"ANJO DA PAZ"
Profecias aparte, a verdade é que o chefe católico ofereceu ao líder turco muçulmano um medalhão em bronze com a representação do "anjo da paz" abraçando o hemisfério Norte e o Sul, ao mesmo tempo que vencendo um dragão.
"Este é o anjo da paz que estrangula o demónio da guerra" - afirmou Francisco I a Erdogan quando lhe entregava o presente. "(É) um símbolo de um mundo baseado na paz e na justiça."
Não sei se ao entregar tal "atributo" a um cruel carrasco assassino como é o ditador turco, o chefe católico estaria detentor das suas faculdades mentais...
Já em Maio de 2015 o mesmo líder católico tinha oferecido uma "distinção" idêntica ao criminoso terrorista palestiniano Mahmoud Abbas, alegando nessa altura que o "anjo da paz" estava "destruindo o mau espírito da guerra", elogiando então Abbas como "um anjo da paz."
Termino confessando que nunca pensei ver o mundo tão louco como agora...
Shalom, Israel!







