terça-feira, maio 27, 2014

AVANÇO DA EXTREMA DIREITA NA EUROPA PREOCUPA JUDEUS

O avanço da extrema-direita e até de partidos neo-nazis nas eleições para o Parlamento Europeu deste passado Domingo deixou os judeus europeus e israelitas em verdadeiro sobressalto, ainda mais quando acompanhado dos mais recentes atentados contra pessoas e bens judaicos nas capitais belga e francesa (Bruxelas e Paris).
As próprias relações políticas e comerciais entre esta "nova" Europa e Israel poderão ser afectadas, neste período em que pairam sobre o velho continente as sombrias e assustadoras nuvens do passado ainda relativamente recente e que conduziram à maior tragédia humana jamais registada na História, o Holocausto nazi.
A VITORIOSA ANTI-SEMITA LE PEN
A própria Europa civilizada ainda não conseguiu digerir o inacreditável avanço da extrema-direita francesa - a Frente Nacional - dirigido pela filha do conhecido anti-semita e negacionista do Holocausto, Le Pen, conseguindo 25% do total dos votos, e a entrada no Parlamento Europeu de um elemento do partido neo-nazi da Alemanha. O termo usado tem sido de "terramoto político", uma vez que houve no passado Domingo uma completa mudança no espectro político da Europa dos 28.
ATENTADO CONTRA JUDEUS EM BRUXELAS
E é impossível não se associar esta preocupante viragem à direita radical com o assassinato de 4 pessoas diante da entrada do Museu Judaico, no coração da Europa - Bruxelas - sendo duas delas de nacionalidade israelita. Além desse hediondo acto condenado por grande parte da liderança política europeia, houve um outro ataque também neste fim de semana contra 2 judeus franceses à saída de uma sinagoga em Paris.
CASAL ISRAELITA MORTO NO ATENTADO
O partido anti-semita húngaro Jobbik recebeu quase 15% dos votos na Hungria, representando 3 assentos no Parlamento, enquanto que na Grécia o partido anti-semita e neo-nazi de extrema-direita Golden Dawn recebeu quase 10% dos votos, levando outros 3 deputados aos bancos do Parlamento Europeu.
Também na Áustria e na Itália os partidos xenófobos e de extrema direita receberam elevadas votações.
Um por cento dos votos alemães foram para o partido neo-nazi, enquanto que na Inglaterra, o partido populista, nacionalista e de direita, UKIP, duplicou o número dos seus votos, conseguindo 24 lugares no Parlamento Europeu. 
Que o anti-semitismo cresce assustadoramente na Europa, é um facto conhecido. Muitos judeus em França temem sair à noite de suas casas e todo o judeu húngaro cobre a sua cabeça com um chapéu, de forma a não ser reconhecido com o seu kippa, que o identifica nas ruas como judeu.
A organização "Liga Anti-Difamatória" expressou os seus receios relativos ao crescente anti-semitismo na Europa reforçado pelos resultados destas eleições: "Não existem dúvidas de que o extremismo político está a crescer na Europa, e que o anti-semitismo cresce conjuntamente com ele" - afirmou Abraham Foxman, director da associação, acrescentando: "O sucesso dos partidos extremistas, tanto da direita como da esquerda, nunca foi bom para a democracia ou para os judeus e outras minorias. A tendência crescente na Europa para apoiar tais partidos é motivo para enorme preocupação."
A influência destes extremistas anti-semitas no Parlamento Europeu não pode ser ainda descortinada, mas sem dúvida tirará o sono aos muitos judeus europeus que diariamente são forçados a ocultar a sua identidade pelo simples facto de serem judeus, num continente que foi o berço da democracia e onde cada cidadão deveria ter o direito a viver em paz, liberdade e segurança, segundo os princípios exarados na própria constituição da Europa dos 28.

CUMPRIMENTO PROFÉTICO?
Tudo isto me leva a pensar se Deus não estará permitindo esta situação, para "empurrar" de vez os judeus para fora da Europa e levá-los de volta à sua Terra, a Terra separada pelo próprio Eterno para habitação do Seu povo...
Nas décadas de 30 e 40 do passado século XX, os judeus foram "empurrados" aos milhões para os campos de morte e extermínio dentro da própria Europa. Hoje, volvidos 66 anos, os judeus já têm uma Terra, uma pátria que é a sua, e um destino traçado há milénios e para o qual terão de irresistivelmente partir. E a situação actual na Europa poderá bem ser o "empurrão" necessário para que se concretizem os desígnios de Deus. Assim creio. Assim dizem as profecias bíblicas, nas quais baseio todo o meu pensamento.
Shalom, Israel!


3 comentários:

Olga disse...

Será que é proibir proibir? Como assim partidos nazis? Ainda existe esta praga na dita civilização? O grande mal da América e da Europa pode ser exatamente seu maior legado: A liberdade! A Democracia! Liberdade demais é tão perigosa quanto o totalitarismo! Na verdade o que parece é que estamos andando em círculos e, podemos sim morrer neste deserto!

Anónimo disse...

Parece que nenhuma nação civilizada neste mundo sabe lidar com a democracia hoje.Como podem permitir neo-nazistas de se exibirem com liberdade.

Fabiana

Roberto Sousa Lima disse...

Cumprimento das Escrituras Sagradas...