terça-feira, abril 26, 2016

CONFRONTOS CAUSADOS PELAS ORAÇÕES DE JUDEUS NO MONTE DO TEMPLO

Sendo o lugar mais sagrado para o judaísmo, os religiosos judeus sentem-se no direito - e com razão - de fazer as suas orações nesse espaço onde há 2 mil anos assentava o magnífico e majestoso Templo de Jerusalém.
Mas tal não é o entendimento dos políticos israelitas, que tudo fazem para manter o status quo do explosivo local, e muito menos dos fanáticos muçulmanos que se acham donos do espaço e que aproveitam qualquer gesto para logo promover a sua "intifada", o seu incontido ódio aos judeus e cristãos.
Assim aconteceu esta manhã, quando um grupo de judeus de visita ao Monte do Templo se prostraram e começaram a recitar orações judaicas, algo estritamente proibido pelo actual acordo entre as autoridades israelitas e a Waqf, a administração islâmica do espaço.
As orações despertaram o rancor dos muçulmanos no local, que imediatamente rodearam o grupo de judeus e começaram a vociferar "Allahu akbar" e "com o nosso sangue redimiremos a al-Aqsa."
Os judeus activistas do Monte do Templo alegam terem sido atacados por responsáveis do Waqf e por fiéis muçulmanos. Na versão da polícia, não terá havido violência, apenas altercações verbais, ainda que os videos registados no local provem exactamente o contrário.
Os protestos só terminaram quando a polícia israelita expulsou os 8 activistas do local. Cerca de 250 judeus já subiram entretanto ao Monte depois desse incidente, mas sob intensa protecção e vigilância da polícia israelita.
Só durante a manhã, o Monte recebeu a visita de 527 pessoas, sendo 400 delas turistas.
Entretanto, calcula-se em 50.000 o número de judeus concentrados ontem de manhã junto ao Muro Ocidental para a "bênção sacerdotal."

Shalom, Israel!