quinta-feira, fevereiro 02, 2017

TERMINOU A DOLOROSA EVACUAÇÃO DE AMONA

Ao fim de 24 horas de tumultos e forte resistência dos habitantes do aldeamento ilegal de Amona, mandado evacuar por ordem do tribunal israelita, os últimos activistas foram removidos e o último "bastião" - a sinagoga local - onde se tinham refugiado acabou por ser também desocupada pelas forças policiais, recebidas pelos activistas com o arremesso de pedras, extintores e pranchas de madeira, deixando feridos cerca de 17 polícias. 

No final das contas desta dramática página da História recente de Israel, 42 famílias e mais de 1.000 activistas foram removidos à força de Amona, concluindo uma evacuação repleta de tensões, violência, e detenções, havendo ainda 60 polícias feridos com os incidentes.
O clímax da intervenção e resistência deu-se quando a polícia conseguiu finalmente irromper pela sinagoga onde se haviam refugiado os resistentes atrás de barricadas e armados para se defenderem.

Após removerem as placas metálicas que serviam de barricada, os polícias foram recebidos com pedras e o arremesso de extintores.
Cerca de 13 activistas foram entretanto detidos.
Apesar da ordem do tribunal, os activistas e residentes preferiram resistir, não cedendo às tentativas de diálogo estabelecidas pelos porta-vozes da polícia que, entretanto, perdeu a paciência, e decidiu entrar pela força naquele recinto sagrado.
O primeiro-ministro Netanyahu prometeu entretanto estabelecer um novo aldeamento "logo que possível", para alojar os ex-residentes de Amona, que, segundo a decisão do tribunal, é "território palestiniano."
Os ex-residentes estão agora alojados numa escola próxima, em Ofra, até que as novas habitações lhes sejam concedidas nas imediações.

Shalom, Israel!

2 comentários:

Ruben MANUEL PEREIRA Fontoura e Celeste Maria Morais Gonçalves Fontoura. disse...

Quer me parecer que esse dito cujo "tribunal" entrou no vermelho. Não me queria sentir na pele desses juízes. Deus irá tratar com eles.
E mais ainda: esse "tribunal" apressou-se a tirar os judeus de território que dizem não ser de Israel. Mesmo que isso seja verdade, o dever das autoridades era encaminhar de imediato as famílias para habitações próprias. O "tribunal" deveria ter-se pronunciado nesse sentido. Mas não. Lavaram as mãos como Pilatos.
Ao atira-los para uma escola, agravaram ainda mais esta situação. Nem tudo funciona bem em Israel. Este caso é, quanto a mim, uma vergonha.

Victor Nunes disse...

Tirar israelense de sua terra é um retrocesso posso estar enganado mas acho que esse tribunal errou não adianta cobrir um santo e descobrir outro