Segundo os responsáveis militares israelitas, as operações estão a decorrer com grande êxito e os prazos sendo até antecipados. Por outro lado, informam também que ainda existem milhares de alvos a atacar dentro do Irão. Há também relatos de uma crescente desmoralização no meio das tropas iranianas. A perspectiva actual concertada entre os EUA e Israel é de intensificar os ataques aos interesses militares do regime iraniano com vista a anular ou pelo menos reduzir o disparo de mísseis contra Israel.
A idéia é prolongar estes ataques por mais 3 semanas até à altura da celebração da Páscoa judaica, no início de Abril. As IDF esforçam-se actualmente por destruir a indústria de armas do Irão, e, ao mesmo tempo tentar decapitar o programa de desenvolvimento de armas nucleares que o regime estava a ponto de conseguir, para além da destruição da indústria dos mísseis balísticos - alguns de longo alcance - com que o Irão tem atacado Israel e até mesmo vários países do Golfo. Israel quer no fundo anular a ameaça existencial que o Irão representa para Israel, não só para os dias actuais, mas também para o próximo futuro.
A indústria defensiva iraniana é extensa, com bastantes indústrias militares e empresas privadas a fabricar sistemas de armas, ou os seus componentes, incluindo mísseis balísticos, sistemas de defesa anti-aérea, armamento naval, capacidades cibernéticas e até mesmo satélites espiões. Contrariamente ao último conflito ocorrido em Junho passado, a chamada "guerra dos 12 dias", Israel decidiu com esta operação não poupar uma única fábrica ligada à indústria de guerra, incluindo o fabrico de componentes e acessórios. Israel já conseguiu até hoje atacar 1.700 dessas indústrias e armazéns de armamento, restando ainda umas boas centenas pela frente. Com os ataques até agora realizados, o Irão já não tem capacidade para produzir novos mísseis ou drones, estando agora a fazer uso do material existente, mas que se nota vai diminuindo em quantidade de dia para dia.
Israel tem também estado a bombardear o programa nuclear iraniano, atingindo numerosos alvos relacionados com o desenvolvimento de armas atómicas, incluindo sítios de pesquisa e desenvolvimento e empresas fabricantes de diversos componentes.
Entretanto, segundo responsáveis militares, os bombardeamentos no Irão continuam também a focar-se nos "centros de poder", e que incluem quartéis-generais e centros de comando do regime ligados à opressão das forças de oposição, forças de segurança interna e a força paramilitar Basij.
Israel estima que entre 4 a 5.000 soldados iranianos tenham já sido mortos nos ataques aéreos, para além de algumas dezenas de milhares de feridos, muitos dos quais membros das forças de segurança interna e das Basij. Há também registo de deserções e um declínio da moral entre os militares, havendo até casos de recusa de servir ao exército do regime.
As IDF continuam "à caça" dos lançadores de mísseis, tendo sido destruídos dezenas deles nestes últimos dias, incluindo alguns já preparados para disparar mísseis contra Israel. As IDF acreditam ter já destruído cerca de 70% dos estimados 500 lançadores de mísseis iranianos, apesar de se saber que o Irão conseguirá construir novos lançadores com alguma facilidade. Os ataques prosseguem também contra os sistemas de defesa anti-aérea iraniana, com a aviação israelita a dominar praticamente todo o espaço aéreo iraniano. Mais de 100 sistemas de defesa foram destruídos, para além de 120 sistemas de detecção.
O Irão continua entretanto a disparar mísseis balísticos de fragmentação contra as populações civis de Israel, causando danos materiais e até humanos. Parte de um míssil caiu hoje em Jerusalém oriental, perto da Igreja do Santo Sepulcro e da Biblioteca Nacional, não longe do próprio Knesset. Só durante o dia de hoje houve cerca de 5 disparos de mísseis que atingiram o Norte, o centro, o Sul do país, incluindo a própria capital Jerusalém.
Shalom, Israel!



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