Em apenas uma hora, a Força Aérea de Israel completou o maior ataque coordenado no Líbano desde o início da operação "Leão que ruge". Foram bombardeados mais de 100 alvos, desde quartéis-generais do Hezbollah a centros militares, e ainda centros de controle e de comando na capital Beirute, no vale de Beqa, e no Sul do Líbano, e que incluíram: centros de comando da Inteligência e quartéis-generais usados para planear ataques contra Israel; infraestruturas de poder de fogo e matrizes navais responsáveis pelo lançamento de mísseis; activos da Força Radwan e da unidade aérea; e unidades de elite do Hezbollah.
"Este é o maior golpe conjunto que o Hezbollah sofreu desde a 'operação Beeper'" - afirmou o ministro da Defesa de Israel, acrescentando: "Naim Qassem não percebeu aquilo que Nasrrallah entendeu nos últimos momentos da sua vida: que o Israel pós 7 de Outubro não é o mesmo Israel do passado, e que não aceitará qualquer ameaça ou ataque aos seus cidadãos,nem do Irão, nem do Líbano."
Segundo as IDF, a extensa operação foi baseada em informações e planeada ao longo de semanas, sabendo-se que muitos dos alvos estavam inseridos em áreas civis, pelo que foram dados os devidos passos de forma a minimizar danos colaterais em civis. Há também informações de novos ataques recentes na cidade libanesa de Tiro.
As IDF comunicaram ter interrompido os ataques no Irão, permanecendo no entanto em alerta máximo e preparadas para responder a quaisquer violações, ao mesmo tempo que continuarão "operações de combate e actividade no terreno contra a organização terrorista do Hezbollah."
Entretanto, e contrariamente ao que se diz por aí, especialmente no Irão, o presidente Trump já veio esta manhã confirmar que a questão do Líbano e do Hezbollah não estão incluídos no acordo de cessar-fogo. O Irão aproveitou esse argumento da continuação da guerra de Israel no Líbano para interromper a passagem de navios pelo estreito de Ormuz. Desde esta manhã apenas 2 navios passaram pelo estreito, sendo que agora o regime perverso do Irão está a usar o argumento dos ataques israelitas no Líbano para impedir a passagem de mais navios...
RECOMEÇO DAS CONVERSAÇÕES NA SEXTA-FEIRA
Após o anúncio do pretenso e duvidoso cessar-fogo à meia-noite (de Portugal) anunciado pelo presidente Trump, o qual prevê duas semanas ausência de ataques, foi anunciado o início das conversações entre os EUA e o Irão, a ter lugar na capital do Paquistão nesta próxima Sexta-Feira. Em resposta aos ataques de há pouco ao Líbano pelas forças israelitas, o regime iraniano já veio ameaçar Israel com a possibilidade de "operações de dissuasão" contra Israel, sob a alegação de que o estado "sionista" está a violar o cessar-fogo, ainda que se saiba que o acordo não inclui o conflito no Líbano.
Nos últimos minutos recebeu-se a informação de que os responsáveis iranianos comunicaram aos mediadores que as conversações a realizar na sexta-feira com os EUA estão condicionadas a um cessar-fogo no Líbano. Para além disso, o Irão ameaçou continuar a atacar os países vizinhos, incluindo Israel, revertendo a decisão de reabrir o estreito de Ormuz, caso as IDF continuem a atacar o Hezbollah, no Líbano.
REUNIÃO DO GABINETE DE SEGURANÇA ISRAELITA
O Gabinete de Segurança de Israel irá reunir-se esta noite para analisar o recente acordo de cessar fogo com o Irão.
REABERTURA TOTAL DAS OPERAÇÕES NO AEROPORTO DE BEN GURION
A partir da meia-noite espera-se um anúncio oficial de um plano para a reabertura total das operações de voo no aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, como resultado do recente acordo de cessar-fogo com o Irão. Será assim comunicada esta noite pelo Ministério dos Transportes a decisão oficial para a retomada total dos voos em Ben Gurion. Com o estalar da guerra com o Irão no passado dia 28 de Fevereiro, o espaço aéreo israelita ficou fechado para a maior parte do tráfego comercial. Durante o passado mês de Março, foi permitida a organização restrita de voos de emergência operada apenas pelas linhas israelitas El Al, Arkia e Israir.
Shalom, Israel!















