O Irão rejeitou a mais recente proposta de 15 pontos ontem apresentada pelos EUA para se alcançar um cessar-fogo. A intermediação esperada seria realizada pelo Paquistão, e o encontro entre as duas partes a realizar em Islamabade, a capital do país. Segundo um responsável iraniano, a guerra só irá parar "nos termos e prazos estabelecidos por Teerão."O Irão impõe 5 condições para as negociações: o reconhecimento do "direito natural e legal" sobre o estreito de Ormuz; o fim da guerra contra o Irão e seus proxies; "garantia" de reparações de guerra; garantias concretas para impedir o retomar das hostilidades; e "um fim à agressão do inimigo."
ISRAEL BOMBARDEOU FÁBRICAS DE ARMAS
Nesta noite passada a aviação israelita bombardeou diversas instalações iranianas para o fabrico de armas que seriam usadas para fornecer a aviação e a marinha iranianas, incluindo uma quantidade a enviar para o Hamas e para o Hezbollah. Vários sistemas de defesa antiaérea foram também atacados. Ontem foi atacada ainda as únicas instalações iranianas para o desenvolvimento da indústria de submarinos. Este local era usado pelo regime satânico iraniano para o desenvolvimento e produção de vários tipos de barcos auto-dirigidos.
O governo de Jerusalém aprovou entretanto esta manhã a convocação de um total de 400 mil reservistas.
REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA EM JERUSALÉM
O primeiro-ministro israelita irá reunir esta noite com um grupo restrito de conselheiros, seguida de uma reunião com o seu gabinete de segurança. Os assuntos a abordar terão a ver com a determinação do presidente Trump de fazer um acordo com o Irão, algo que Israel não deseja, uma vez que só quer terminar quando constatar que o Irão tão cedo não conseguirá constituir uma ameaça para o estado judaico.
Netanyahu já veio hoje afirmar entretanto que a campanha contra o Irão "continua com toda a força, não obstante o que vai sendo dito nos media." Netanyahu assegurou que já não existe mais a ameaça de uma invasão do Hezbollah ao Norte de Israel, estando as forças israelitas a criar neste momento uma "zona tampão", para empurrar o Hezbollah e acabar de vez com esse grupo terrorista.
48 HORAS...
Segundo o "New York Times", e devido à preocupação de Netanyahu de que o presidente Trump possa acabar com a guerra a qualquer momento, o primeiro-ministro israelita terá dado ordens para nas próximas 48 horas destruir urgentemente o maior número possível de alvos prioritários no Irão, especialmente os concernentes à indústria de armas.
MINISTRO SA'AR PEDE À ONU QUE CONSIDERE O HEZBOLLAH COMO GRUPO TERRORISTA
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel Gideon Sa'ar apelou ao Conselho de Segurança da ONU para que considere o grupo Hezbollah como "terrorista": "O Hezbollah realizou mais de 3.500 ataques contra Israel desde o dia 2 de Março, incluindo lançamento de rockets, mísseis e drones contra Israel." O ministro quer que a ONU pressione ainda o governo libanês para desarmar o Hezbollah em conformidade com as resoluções da ONU, e responsabilize o Irão por estar a apoiar o grupo.
A meio das preocupações vindas de muitos lados sobre os planos israelitas de expansão dos ataques aéreos e terrestres dentro do território do Líbano, o ministro afirmou: "Israel não aceitará violações à sua soberania e ataques contra ela e contra os residentes, e tomará todas as medidas necessárias para os proteger em concordância com a lei internacional."
Sa'ar adiantou que desde que as operações israelitas começaram "foram neutralizadas centenas de terroristas, incluindo ataques de precisão contra comandantes seniores do Hezbollah, líderes chave das forças Radwan, e operacionais iranianos envolvidos em eminentes planeamentos de ataques contra civis israelitas." Segundo as IDF, foram já eliminados 700 operacionais do Hezbollah desde o início das actividades militares.
O Hezbollah continua entretanto a intensificar os seus ataques contra o Norte de Israel, tendo só hoje disparado dezenas de foguetes, felizmente sem consequências de maior vulto. 2 israelitas foram entretanto feridos num dos ataques do Hezbollah contra a cidade israelita de Karmiel.
Shalom, Israel!