quinta-feira, julho 29, 2021

ISRAEL COMEÇA A APLIAR A TERCEIRA DOSE DA VACINA AOS MAIORES DE 60 ANOS

A partir do próximo Domingo Israel inicia uma terceira fase de vacinação aos maiores de 60 anos. 

Esta decisão foi tomada horas após o encontro do primeiro-ministro Naftali Bennett com autoridades da área da saúde. Israel torna-se assim num dos primeiros países do mundo a administrar a terceira dose da vacina, juntamente com a Hungria e a Turquia. Prevê-se que o mesmo venha a acontecer nos EUA.

A decisão israelita é resultado do incremento de novos casos de covid-19 nestas últimas semanas e dias. Há um mês o número de novos casos diários não ultrapassava as poucas dezenas, mas actualmente este número já passa dos 2 mil. Foi por outro lado reintroduzido o "passe verde", que permite o acesso aos grandes eventos apenas às pessoas vacinadas, recentemente recuperadas ou portadoras de um teste negativo à covid. 

O número de novos casos atingiu hoje os 2.165, com 159 pacientes em sérias condições, gerando novas preocupações relacionadas com vagas nos hospitais.

Shalom, Israel!

quarta-feira, julho 28, 2021

ISRAEL VAI EMITIR PERMISSÕES DE TRABALHO PARA MAIS 16 MIL PALESTINIANOS

O governo de Jerusalém anunciou hoje que vai emitir permissões de trabalho para mais 16.000 palestinianos da Judeia e Samaria para vagas nas áreas da construção e da hotelaria nessas regiões, elevando o total para cerca de 100.000 trabalhadores palestinianos nessas regiões de Israel.

Shalom, Israel!

segunda-feira, julho 26, 2021

PALESTINIANOS ACUSAM O HAMAS DE ARMAZENAR ARMAMENTO EM ZONAS RESIDENCIAIS

Cansados das manobras desumanas do grupo terrorista Hamas, palestinianos residentes na Faixa de Gaza afirmaram que a explosão que matou uma pessoa e feriu outras catorze na passada Quinta-Feira ocorreu num armazém usado pelo Hamas para guardar armamento. São vários os grupos e organizações de direitos humanos palestinianos que vieram apelar ao Hamas e a outros grupos terroristas palestinianos para que cesse de armazenar armas em zonas residenciais, depois da ocorrência de mais uma explosão na passada Quinta-Feira.

As organizações em causa exigiram também uma investigação completa à explosão para que se possam culpar os responsáveis. Palestinianos residentes na Faixa de Gaza confirmaram que a explosão ocorreu numa instalação usada pelo Hamas para armazenar armas. O Hamas alega ter iniciado uma investigação, mas até agora não foram reveladas quaisquer conclusões. Dentre as 14 pessoas feridas, 6 são crianças. 

"O Centro Al-Mezan para Direitos Humanos em Gaza vê o incidente da explosão com muita seriedade, uma vez que têm ocorrido repetidos incidentes de explosões internas em casas dentro de bairros residenciais sobre-populados, resultando na morte de um número de civis e na destruição de casas e de propriedades públicas e privadas" - declara o Centro.

Parece que ao contrário daquilo que a comunicação social tenta ocultar, muitas das vítimas dos conflitos entre o Hamas e Israel são realmente resultado da prática criminosa do Hamas entre o seu próprio povo. Isso é algo que Israel está cansado de falar ao mundo, mas a que ninguém dá ouvidos. Pode ser que agora este testemunho das próprias vítimas seja mais convincente...

Shalom, Israel!

sábado, julho 24, 2021

MAIS 160 JUDEUS FRANCESES IMIGRAM PARA ISRAEL

Como resultado do crescente e preocupante antissemitismo na França e não só, mais um voo transportando 160 judeus franceses chegou esta semana a Israel, fazendo "alyiah", dessa forma cumprindo o anunciado pelos profetas judeus para estes "últimos dias."

A "Embaixada Cristã Internacional Jerusalém" subsidiou o voo a 32 judeus. Vivem actualmente na França cerca de 500 mil judeus, a meio de uma crescente pressão antissemita, que ultimamente se tem tornado ocasionalmente em perseguição e ataques terroristas. Todas as instituições judaica na França estão fortemente vigiadas e protegidas, desde sinagogas a escolas, desde museus a centros comunitários. 

Desde o ano 2000 que cerca de 250 mil judeus franceses abandonaram o país, devido à segunda intifada que nessa altura provocou uma forte reacção contra Israel nas mentes de muitos sectores da população, tendo muito partido para o Canadá, Austrália e EUA, embora um número crescente tenha estado a fazer o retorno a Israel. 

Shalom, Israel!

sexta-feira, julho 23, 2021

VÍTIMAS ISRAELITAS DO ATAQUE TERRORISTA PALESTINIANO NAS OLIMPÍADAS DE 1972 FINALMENTE LEMBRADAS

Foram necessários 49 anos para que se fizesse alguma justiça aos 11 atletas israelitas que nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, foram assassinados pelo grupo terrorista "Setembro Negro Palestiniano."

No início da celebração de abertura dos Jogos Olímpicos realizada hoje em Tóquio, Japão, foi guardado um minuto de silêncio em honra e memória aos 11 atletas assassinados pelos palestinianos. 
Durante a cerimónia de abertura foram prestados tributos às vítimas da pandemia e aos que morreram durante o decorrer dos Jogos. Foi feita então uma menção especial à delegação israelita assassinada em 1972, e foi guardado um minuto de silêncio, para além de uma dança honrando os mortos. 

"Lembramos em particular aqueles que perderam as suas vidas durante os Jogos Olímpicos" - disse o porta-voz, acrescentando: "Um grupo ainda mantém um forte lugar em todas as nossas memórias e destaca-se de todos os que perdemos nos Jogos: os membros da delegação israelita nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972."

O ataque de 1972 nos Jogos Olímpicos de 1972 viu 11 atletas israelitas assassinados pelo grupo terrorista palestiniano "Setembro Negro." Dois dos atletas foram assassinados na aldeia olímpica. O grupo terrorista palestiniano sequestrou outros 9 e exigiu a libertação de centenas de presos palestinianos em Israel, bem como de dois proeminentes militantes da esquerda da Alemanha Ocidental. 

Depois de uma tentativa frustrada das forças de segurança alemãs para retomar os reféns, os palestinianos apontaram as suas armas para os israelitas, matando todos eles.

Os familiares das vítimas têm desde há anos feito campanhas junto ao Comité Olímpico Internacional a favor de um maior reconhecimento público das vítimas, tendo o Comité recebido críticas por ter recusado guardar um minuto de silêncio pelas vítimas israelitas durante a cerimónia de abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012, 40 anos depois do ataque. 

"Finalmente foi feita justiça aos maridos, filhos e pais assassinados em Munique" - expressaram as viúvas de duas das vítimas presentes em Tóquio, acrescentando: "Lutámos durante 49 anos e nunca desistimos. Não conseguimos segurar as lágrimas. Este é o momento pelo qual ansiávamos."

Nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, foi pela primeira vez realizada uma cerimónia memorial, ainda que não durante a cerimónia de abertura. 

O primeiro-ministro de Israel elogiou a iniciativa: "Hoje, e pela primeira vez nos Jogos Olímpicos, houve uma comemoração oficial do massacre dos 11 membros da delegação israelita nos Jogos Olímpicos. Aplaudo este importante momento histórico. Que as suas memórias sejam uma bênção."

Igal Carmi, líder do comité olímpico israelita, afirmou que Israel estava "grato" pelo tributo de 2021. 

"O Comité Olímpico Internacional cumpriu os anseios das famílias das 11 vítimas israelitas em Munique e comemorou-as corajosamente esta noite na cerimónia de abertura" - afirmou, acrescentando que o presidente do Comité Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach, havia prometido às famílias das vítimas "que o movimento olímpico recordaria as 11 vítimas de Munique, pela primeira vez na História, após 49 anos. Ele prometeu, e cumpriu a sua palavra."

Desejo todo o sucesso à delegação israelita nestes Jogos, que já se tornaram históricos, a bem da justiça.

Shalom, Israel!


quinta-feira, julho 22, 2021

ISRAEL VAI SER O PRIMEIRO PAÍS DO MUNDO A TESTAR A INOVADORA VACINA ORAL PARA A COVID "ORAVAX"

Sempre na vanguarda, Israel prepara-se para ser o primeiro país do mundo a testar a nova vacina oral para a covid-19 "Oravax", desenvolvida pelos laboratórios "Oramed Pharmaceuticals."

Esta empresa prepara-se para iniciar testes clínicos da sua vacina no Centro Médico Sourasky, em Tel Aviv, após ter recebido aprovação para o seu protocolo de estudos do comité responsável do hospital. Espera-se agora para as próximas semanas a aprovação do Ministério da Saúde.

A empresa subsidiária "Oravax" já completou na Europa o fabrico de vários milhares de cápsulas disponíveis para os testes em Israel e, eventualmente, em outros países.

A "Oramed" é uma empresa farmacêutica de testes clínicos baseados em tecnologias desenvolvidas pelo Centro Médico da Universidade Hadassah, em Jerusalém. Em Março passado a empresa anunciou uma "joint-venture" com a empresa indiana "Premas Biotech" para a obtenção de uma vacina oral inovadora. A "Oravax" é o resultado dessa junção. 

A tecnologia da "Oramed" pode ser utilizada para a administração oral de um número de terapias baseadas em proteínas que seriam aplicadas por meio de injecções. A "Oramed" encontra-se actualmente a meio da fase III dos testes clínicos de uma cápsula oral com insulina para a diabetes tipo 1 e 2 nas norte-americana "FDA - Food and Drug Administration."

A candidata a nova vacina "Oravax" é direccionada a três proteínas da estrutura do novo coronavírus, em contraste com uma única proteína direccionada pelas actuais vacinas da Pfizer e da Moderna. Assim sendo, esta nova vacina será muito mais resistente a novas variações da covid-19, incluindo a Delta. 

A serem derrubadas as últimas barreiras para a comercialização desta nova vacina inovadora, estaremos perante uma autêntica revolução mundial, uma vez que as pessoas poderão tomar as vacinas no conforto das suas próprias casas. Para além disso, está comprovado que a vacina aplicada por via oral produz menos efeitos colaterais. Para além disso, estas vacinas poderão ser conservadas à temperatura ambiente, não precisando de ser administradas por técnicos, tornando a sua aplicação muito mais fácil e prática. 

Shalom, Israel!

terça-feira, julho 20, 2021

MARCA DE GELADOS (SORVETES) "BEN & JERRY'S" FAZ GUERRA A ISRAEL, MAS JÁ COMEÇA A SENTIR A RETALIAÇÃO

Ridícula, para não usar outra expressão, é a decisão ontem tomada e anunciada da gigante de gelados "Ben & Jerry's" de boicotar a venda dos seus produtos no alegado "território ocupado da Palestina."

Apesar desta condenável decisão, a marca alega que continuará a estar à venda em Israel. Para este gigante da distribuição alimentar, os "territórios ocupados" referem-se às regiões bíblicas e israelitas da Judeia e Samaria. 

"Cremos que é inconsistente com os nossos valores que os gelados da Ben & Jerry sejam vendidos no Território Palestiniano Ocupado (TPO). Nós também escutamos e reconhecemos as preocupações que nos são partilhadas pelos nossos fãs e parceiros de confiança" - assim reza a decisão da marca.

Não se sabe se este ridículo boicote também incluirá Jerusalém oriental, que os árabes palestinianos querem como capital de um ilusório estado palestiniano.

DECISÃO CONDENADA EM ISRAEL

O actual distribuidor da marca em Israel condenou a decisão da empresa de gelados : "A decisão é inteiramente inaceitável. A "Ben & Jerry's International" decidiu não renovar o seu acordo connosco dentro de um ano e meio, depois de termos rejeitado a sua exigência de parar a distribuição por todo o Israel. Apelamos ao governo de Israel e aos consumidores: não deixem que eles boicotem Israel!" E acrescentou: "Mantenham os gelados fora da política!"

O distribuidor apelou ainda aos consumidores israelitas para passarem a consumir produtos locais. 

O primeiro-ministro Bennett emitiu um comunicado, alegando que a decisão foi um erro: "A Ben & Jerry's decidiu classificar-se como um gelado anti-Israel. Esse é um erro moral e acredito que se tornará também num erro comercial."

"O boicote contra Israel... reflete que eles perderam por completo o rumo. O boicote não funciona, e não vai funcionar, e iremos combatê-lo com toda a nossa força" - acrescentou Bennett.

Bennett já avisou entretanto a empresa norte-americana de "severas consequências" ao boicote. 

Yair Lapid, actual ministro das Relações Exteriores, também condenou a decisão da empresa, classificando-a como "uma desgraçada capitulação ao capitalismo, ao BDS, e a tudo o que é mau no discurso anti-Israel e anti-judaismo." O ministro disse ainda que irá pedir aos mais de 30 estados norte-americanos com leis anti-BDS para que as implementem contra a empresa, como retaliação. As leis exigem que os estados desinvistam em empresas que boicotam Israel. 

O líder do Conselho Regional da Samaria, Yossi Dagan, insurgiu-se contra a empresa norte-americana por abandonar as suas vendas em áreas reivindicadas pelos palestinianos para o seu futuro estado: "Os residentes da Samaria e desta terra permanecerão fortes muito depois de os gelados da Ben & Jerry's se derreterem e desaparecerem do mundo" - afirmou, acrescentando: "Não cederemos a este antissemitismo que permeou a comunidade judaica norte-americana" - referindo-se aos "judeus progressistas" fundadores desta marca.

Fundada em Vermont, EUA, em 1978, a marca de gelados é agora pertença da distribuidora mundial Unilever. 

REACÇÕES NOS EUA

Os supermercados kosher nos EUA estão neste momento a considerar o que fazer com os seus stocks de gelado. Várias cadeias de supermercados em Nova Iorque já decidiram entretanto remover todos os produtos da marca das suas prateleiras.

"A Seasons retirou todos os produtos da Ben & Jerry's de todas as suas lojas como resultado da decisão da fábrica de gelados de cessar as vendas em partes de Israel. Nós estamos ao lado de Israel. Sempre" - reza o comunicado de uma das grandes cadeias de supermercados "Seasons."

Shalom, Israel!

segunda-feira, julho 19, 2021

A DISPUTA PELO MONTE DO TEMPLO

O dia de ontem foi marcado pela ascensão de perto de 1.700 judeus ao Monte do Templo, em plena liberdade e segurança, apesar das pedras arremessadas inicialmente por jovens árabes a partir da mesquita de al-Aqsa. O primeiro-ministro Naftali Bennett afirmou a liberdade de culto para que judeus e muçulmanos possam orar no Monte, ainda que o actual status quo impeça os judeus de orar, apenas visitar o local. O elevado número de judeus que ali subiram durante o dia de ontem teve a ver com a celebração do dia de Tisha Be'Av, lembrando as grandes tragédias ocorridas ao povo judeu, como a destruição dos dois Templos de Jerusalém, a expulsão dos judeus da Inglaterra e da Espanha e ainda outros acontecimentos funestos. A polícia israelita teve de conter a fúria dos palestinianos, e ainda que não entrando na mesquita, conseguiu parar com o arremesso de pedras. 

Quem não gostou desta história foram os jordanos, que logo enviaram uma carta oficial de protesto contra "as violações israelitas" no Monte do Templo, incluindo "a invasão do recinto sagrado por colonos extremistas sob a protecção da polícia israelita." O porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Jordânia afirmou: "As acções israelitas contra a mesquita são rejeitadas e condenadas, e representam uma violação do status quo legal e histórico, da lei internacional, e das obrigações de Israel como potência ocupante em Jerusalém oriental." É importante ressaltar que para os muçulmanos, todo o recinto é classificado como "mesquita sagrada", pelo que mesmo não se entrando na mesquita e apenas passeando pela esplanada é para eles considerado como estar na mesquita. É interessante que, quando tantas vezes se veem por ali garotos a jogar à bola isso não seja motivo de preocupação para eles...Isso, apesar de ainda ontem o porta-voz jordano afirmar que o espaço inteiro do Monte do Templo "é um lugar de culto unicamente para muçulmanos"...

Entretanto, o rei Abdullah viajou para Washington, onde se irá reunir ainda hoje com o presidente norte-americano Joe Biden, constituindo o primeiro encontro oficial entre o presidente e um líder árabe.

Para o partido árabe muçulmano Ra'am presente no parlamento israelita, "os muçulmanos têm um direito exclusivo à mesquita de al-Aqsa e mais ninguém tem qualquer direito sobre a mesma." Ontem mesmo, o partido emitiu uma declaração dirigida aos fiéis muçulmanos, contra "um grande número de colonos que têm estado a invadir e a violar a santidade da bendita mesquita de al-Aqsa desde as horas da manhã." 

"Isto poderá provocar eventos violentos e inflamar a situação em Jerusalém e em toda a região, numa forma que poderá conduzir a uma devastadora guerra religiosa, especialmente quando dirigentes e deputados têm permissão para invadir a al-Aqsa, realizar orações e cerimónias religiosas, e ler o hino nacional (israelita) Hatikva" - acrescentou a declaração. 

Mahmoud al-Habash, conselheiro para os assuntos religiosos do presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas, e que é também o juíz do tribunal supremo da Sharia (lei islâmica), acusou também Israel de estar a trabalhar para dividir o lugar sagrado no tempo e no espaço entre fiéis muçulmanos e judeus: "Essas tentativas não terão sucesso. O nosso povo não irá aceitar qualquer tentativa para alterar o estatuto histórico do lugar sagrado. O estado ocupante não tem qualquer direito religioso, histórico ou legal sobre qualquer centímetro da Jerusalém ocupada e da bendita mesquita de al-Aqsa." O conselheiro palestiniano apelou ainda à comunidade internacional e ao Conselho de Segurança da ONU para que imponham sanções a Israel pelos seus "crimes contra a cidade de Jerusalém, e em particular contra a contínua agressão à mesquita de al-Aqsa."

Para além das condenações por parte da Autoridade Palestiniana, juntaram-se ao coro o Hamas, o Irão, o Kuwait, e, como não poderia deixar de ser, o presidente turco Recep Erdogan, que se pronunciou desta forma através das viciosas declarações do seu ministro para as Relações Exteriores: "Condenamos mais uma vez as forças israelitas que violaram a santidade do Haram al-Sharif (nome dado ao Monte do Templo pelos muçulmanos), ao permitirem que grupos racistas judeus invadissem a mesquita de al-Aqsa, interceptando fiéis civis palestinianos com granadas de efeito moral e a detenção de alguns civis palestinianos, incluindo crianças e mulheres, com imagens de ofensa à dignidade humana."

Claro que esta viciosa acusação turca passa por cima das pedradas originadas pelos palestinianos a partir do "lugar sagrado", e que obrigaram à intervenção da polícia israelita...

REACÇÕES ISRAELITAS

Ayala Ben-Gvir, esposa do deputado activista da extrema direita Itamar Ben-Gvir, do partido Otzma Yehudit, subiu com centenas de judeus para orar no Monte do Templo, afirmou que "é importante não apenas sentar-se e chorar, mas aparecer e subir ao Monte do Templo. Nós não estamos em exílio. Temos de pensar como melhorar e agir pela soberania e pelas visitas de judeus a este lugar sagrado." E acrescentou: "Quem controlar o Monte do Templo controla a Terra de Israel na sua inteireza, e é assim que iremos trabalhar para o controle deste santo e importante lugar."

A verdade é esta: a subida de judeus para visitar e até orar no Monte do Templo é mais do que um direito. É até um dever de todo o judeu. E é sem dúvida o espaço mais sagrado para o judaísmo, tendo em conta que ali mesmo foram erigidos os dois grandes templos. 

Portanto, as visitas de ontem não constituem qualquer tipo de "invasão", mas sim um direito histórico e religioso de um povo a quem foram roubados os seus mais sagrados espaços. 

O gabinete do primeiro-ministro Bennett emitiu esta manhã uma declaração a partir da qual afirma a continuação do status quo no Monte: "Não há mudança no status quo. Há uma continuidade do actual governo das políticas do anterior governo referentes ao Monte do Templo."

Por "status quo", entenda-se: o direito aos muçulmanos a poderem rezar e fazer o que quiserem no recinto, ao mesmo tempo que aos judeus são proibidas as orações...

Mesmo assim, desde 2019 que pequenos grupos de judeus religiosos se têm deslocado ao recinto para realizarem caminhadas de oração silenciosa...

Profeticamente, aquele recinto será o palco do último grande conflito entre as forças do bem e do mal, com a vitória do Rei Jesus que, descendo dos céus com os Seus exércitos, derrotará o Anticristo e seus lacaios, expulsando os exércitos das nações que ali se reunirão para destruir Israel, e instaurando ali mesmo o Seu governo milenar, centralizado no Templo que ali será erigido para Glória de Deus e cumprimento das profecias milenares de Ezequiel e Zacarias. Por aí se pode entender a actual disputa e antagonismo islâmico em relação aos direitos dos judeus de orarem no seu lugar mais sagrado...

Shalom, Israel!


sábado, julho 17, 2021

CONFERÊNCIA EM JERUSALÉM DEBATE CRESCENTE E PREOCUPANTE ANTISSEMITISMO MUNDIAL

Decorreu em Jerusalém uma conferência que durante 3 dias (13 a 16 de Julho) abordou a questão do crescente antissemitismo, um preocupante fenómeno que cresce assustadoramente um pouco por todo o mundo. 

Com o surgimento do recente conflito em Gaza, o antissemitismo teve um crescimento de 75% nos EUA e de 591% no Reino Unido, em parte também devido à desinformação tendenciosa por parte da comunicação social, habitualmente posicionada contra Israel.

Há casos de espancamentos de judeus em pleno dia em Manhattan, Nova Iorque, por grupos simpatizantes dos palestinianos, judeus assaltados por uma multidão num bar em Los Angeles, janelas de sinagogas estilhaçadas no Arizona, Illinois e em várias cidades na Europa. Caravanas de carros no centro de Londres com altifalantes ameaçando violar moças judias. Tudo isso passou a ser comum em muitas partes do mundo. 

Nas palavras de abertura deste "7º Fórum Global para o Combate ao Antissemitismo", o recém empossado presidente Herzog afirmou: "Esta conferência é muito atempada, porque o desafio está a tornar-se muito mais difícil e maior."

E o presidente acrescentou: "De um momento para o outro o chão explodiu de forma bastante preocupante pelo mundo fora, e temos visto coisas que não víamos há muitas décadas: violência física direccionada a judeus em Londres e em outros lugares na Europa e nos Estados Unidos."

Na opinião dos participantes da conferência internacional, há uma inquestionável ligação entre o anti-sionismo e o antissemitismo, uma vez que os judeus são associados a Israel, o que em muitos casos não é verdade. Há judeus fora de Israel que nem sequer defendem a existência do estado judaico, mas que também são vítimas dos ataques, unicamente pelo facto de serem judeus. Para além da comunicação social, os participantes concluíram que há também um novo actor, a esquerda radical, tanto na Europa como nos EUA, que tem andado a atear as labaredas dos sentimentos anti-Israel, contribuindo inevitavelmente para a violência contra os judeus, para além da exclusão política e social.

Numa altura em que crimes de ódio e de discurso contra negros são inaceitáveis, o mesmo não acontece em relação aos judeus. Há necessidade urgente de uma educação e cooperação global na luta contra o antissemitismo. Os países têm de organizar planos de acção e de cooperação para combater esta verdadeira e preocupante pandemia.

Shalom, Israel!

sexta-feira, julho 16, 2021

AS TRAGÉDIAS DO DIA NONO DO MÊS AV

O próximo Domingo, dia 18 de Julho, corresponde no calendário judaico ao dia 9 do mês Av. Nesse dia lembram-se grandes tragédias ocorridas ao povo judeu ao longo da História, pelo que muitos judeus irão observar um dia de lamento e jejum. 

Tantas catástrofes caíram nesse dia 9 de Av sobre o povo judeu, que muitos o interpretam como um dia de juízo divino sobre o Seu povo eleito. De facto, não há coincidências nos planos divinos.

O que é que então aconteceu de tão trágico nesse dia ao longo da História judaica?

- Destruição do Primeiro Templo de Jerusalém no ano 586 a.C.

- Destruição do Segundo Templo de Jerusalém no ano 70 d.C.

- Esmagamento da "Revolta de Bar Kochba", em 133 d.C., dando início à Grande Dispersão dos judeus.

- Expulsão dos judeus da Inglaterra no ano 1290.

- Expulsão dos judeus da Espanha no ano 1492.

- Início da 1ª Guerra Mundial, com a Alemanha declarando guerra à Rússia. Os historiadores concordam que a 2ª Guerra Mundial e o Holocausto foram catapultados pelos eventos da 1ª Guerra Mundial. 

Certamente que estas "coincidências" darão muito que pensar. É, acima de tudo, um tempo de reflexão, de quebrantamento e de contrição.

Shalom, Israel!

quinta-feira, julho 15, 2021

COVID-19 VOLTA A AUMENTAR EM ISRAEL LEVANDO A NOVAS MEDIDAS RESTRITIVAS

Já é o terceiro dia seguido com mais de 750 novos casos de infecção pela covid-19. Já há seis meses que não se via o número de óbitos como agora. Há neste momento 5.300 casos activos no país, o número maior desde 5 de Abril passado. Há 54 pessoas hospitalizadas em condições graves e o dia de ontem reportou 2 mortes pela covid. Na semana passada faleceram 14 pessoas pela covid, elevando o total de óbitos em Israel pela pandemia para 6.443.

Ontem mesmo o primeiro-ministro alertou para a possibilidade de um novo lockdown para breve caso as medidas restritivas não sejam obedecidas pela população. O uso de máscara em espaços interiores voltou a ser obrigatório, sendo recomendada ainda a vacinação e o distanciamento. 

"A coisa mais fácil, tal como o governo anterior fez repetidas vezes neste último ano e meio, é fechar tudo. Na verdade, podemos chegar lá, mas vamos tentar um caminho diferente desta vez. E isso depende de todos nós" - afirmou ontem o primeiro-ministro Naftali Bennett. 

Prevê-se a reintrodução de um "passaporte verde" para possibilitar o acesso a certos eventos.

A responsabilidade deste ressurgimento da pandemia em Israel deve-se basicamente à vertente Delta, a qual tem infectado muitas pessoas já imunizadas, numa altura em que mais de metade da população israelita já se encontra completamente vacinada.

Shalom, Israel!

quarta-feira, julho 14, 2021

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM PARTE DA MURALHA DE JERUSALÉM DA ÉPOCA DO 1º TEMPLO

Escavações arqueológicas em curso em Jerusalém trouxeram à luz uma parte da muralha da Cidade que se acredita seja dos dias do 1º Templo. Pensa-se que esta muralha será dos dias da Idade do Ferro e que terá sido construída pelos líderes do Reino de Judá para proteger a Cidade.


Esta será então parte da muralha que os exércitos babilónios encontraram na altura da destruição do 1º Templo, no ano 586 a.C. As escavações estão sendo conduzidas pelo Dr. Filip Vukosavovic, do Centro de Pesquisas da Jerusalém Antiga, e pelo Dr. Joe Uziel e Ortal Chalaf, da Autoridade para as Antiguidades de Israel. Segundo eles, a muralha da Cidade protegeu Jerusalém de um número de ataques durante os vários reis de Judá até à chegada dos babilónios, que conseguiram rompê-las e conquistar a Cidade. 

Os exércitos invasores babilónios não destruíram no entanto a totalidade da muralha protectora, e partes da mesma têm-se mantido até aos dias de hoje, exactamente tal como foram agora descobertas. Esta parte que faltava encontrar deveria estar ligada a outros dois segmentos previamente descobertos na encosta oriental.

Já na década dos anos 60 a arqueóloga britânica Kathleen Kenyon havia descoberto uma secção da muralha na parte norte da encosta, tendo-a então datado aos dias do reino de Judá. Cerca de uma década depois, o arqueólogo israelita Yigal Shiloh descobriu uma longa extensão da muralha durante escavações efectuadas na parte sul da encosta.

A reconstrução das secções que foram desmanteladas durante escavações anteriores no início do século 20 possibilitam identificar pelo menos quase 30 metros da muralha remanescente a uma altura de 2,5 metros e a uma profundidade de cerca de 5 metros. 

No 2º Livro dos Reis 25.10, encontramos uma descrição da conquista da Cidade pelos babilónios: "E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda, derrubou os muros em redor de Jerusalém." Contudo, parece que os babilónios não destruíram a muralha oriental, possivelmente por causa da forte inclinação de 30º da encosta oriental da Cidade de David em relação ao vale de Kidron. 

Evidências da destruição e do saque da Cidade podem ser vistas dentro de uma construção que permaneceu de pé junto à muralha - foram encontradas dentro da mesma filas de jarras para armazenamento que foram esmigalhadas quando o edifício ardeu e colapsou. As jarras têm pegas gravadas em forma de rosa "rosette", associadas aos últimos anos do reino de Judá. 

Perto da muralha, os arqueólogos encontraram um sinete babilónico em pedra retratando uma figura postada diante de símbolos dos dois deuses babilónios Marduque e Nabu. E não longe dali, uma "bulla" - um sinete em barro com o nome judaico "Tsafan."


Shalom, Israel!


terça-feira, julho 13, 2021

AO TELEFONE COM NAFTALI BENNETT, PRESIDENTE JAIR BOLSONARO FOI CONVIDADO A VISITAR ISRAEL

O primeiro-ministro israelita Naftali Bennett, na sua primeira conversa ao telefone com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, foi convidado a visitar o Brasil, tendo por sua parte convidado o líder brasileiro a visitar Israel.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro, Bennett disse a Bolsonaro que gostaria de o receber na missão diplomática brasileira em Jerusalém, "cuja abertura foi um primeiro passo histórico."

Na sua campanha eleitoral presidencial, Bolsonaro prometeu deslocar a sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, o que até agora ainda não aconteceu. O Brasil limitou-se a abrir uma representação comercial na capital israelita. 

Bennett disse ainda dar as boas vindas à recente eleição do Brasil para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, tendo em vista o seu "firme e permanente apoio a Israel na arena internacional."

Os dois líderes acordaram expandir os seus laços numa série de áreas, em particular nos campos da economia e das tecnologias high-tech. 

Shalom, Israel!

segunda-feira, julho 12, 2021

ENCONTRADA EM ISRAEL GRAVAÇÃO COM NOME DO JUIZ BÍBLICO GEDEÃO

A inscrição tem cerca de 3 mil anos e tem registado o nome de um dos juízes do Livro de Juízes: Jerubaal. A datação deverá ser do ano 1.100 a.C.

A Autoridade para as Antiguidades de Israel fez esta manhã o anúncio desta impressionante descoberta, mais uma que vem confirmar a veracidade da narrativa bíblica. O caco de cerâmica com o nome do juiz Jerubaal foi encontrado nas escavações em curso em Khirbat er-Ra'i, perto de Kiryat Gat, no Sul do país.

"O nome Jerubaal é familiar na tradição bíblica do Livro dos Juízes como nome alternativo para o juiz Gedeão, filho de Joás (Gideon ben Yoash) - afirmou o arqueólogo responsável Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém.


"Então Jerubaal, que é Gedeão..." (Livro de Juízes 7.1)

"Gedeão é inicialmente mencionado no seu combate à idolatria ao quebrar o altar a Baal e quebrar o poste à deusa Aserá. Na tradição bíblica, ele é assim recordado como tendo triunfado sobre os midianitas que costumavam atravessar o rio Jordão para saquear as produções agrícolas. Segundo a Bíblia, Gedeão organizou um pequeno exército de 300 soldados e atacou pela noite os midianitas perto de Ma'ayan Harod (fonte de Harode)" - informaram os arqueólogos.

Gravações dessa época são extremamente raras. Este achado, decifrado pelo perito em epigrafia Christopher Rolston, da Universidade George Washington, marca a primeira vez que se encontra o nome Jerubaal mencionado fora dos registos bíblicos. 

Segundo os arqueólogos responsáveis pelas escavações, não pode haver certeza absoluta de que o nome encontrado na gravação corresponde ao juiz bíblico Jerubaal mencionado na Bíblia, mas mesmo que não o seja, este artefacto traz luz ao período descrito.

"Seja qual for o caso, o nome Jerubaal era comum nos dias dos juízes bíblicos."

"O nome Jerubaal só aparece na Bíblia no período dos juízes, no entanto foi agora também descoberto num contexto arqueológico, num estrato que data desse período. De forma semelhante, o nome Ishbaal, que é unicamente mencionado na Bíblia durante a monarquia do rei David, foi encontrado em estratos datando desse período na localidade de Khirbat Qeiyafa" - informaram os arqueólogos, acrescentando:


"O facto de nomes idênticos serem mencionados na Bíblia e também em gravações recuperadas em escavações arqueológicas demonstra que as memórias foram preservadas e passadas de geração em geração."

Shalom, Israel!

sábado, julho 10, 2021

DEZENAS DE ARMAS ORIUNDAS DO LÍBANO CAPTURADAS POR ISRAEL DESTINAVAM-SE A ACÇÕES TERRORISTAS

Segundo altos responsáveis em Israel, esta tentativa de contrabando de armas não tem precedentes, tanto em termos de qualidade como da quantidade das armas apreendidas. De acordo com esses responsáveis, estas armas apreendidas durante a madrugada oriundas do Líbano destinavam-se a actos de terrorismo dentro de Israel. A polícia e o exército procura agora saber se o Hezbollah está envolvido nesta tentativa de contrabando de 43 armas e munições avaliados em cerca de 820.000 dólares. Nesta altura em que o Líbano sofre de uma terrível crise financeira, são muitas as vozes que se questionam sobre a origem do dinheiro para a compra destas armas, fazendo contas à quantidade de litros de leite, de medicamentos e de fraldas que poderiam ser comprados com este tão alto valor. 

Três palestinianos foram entretanto detidos quando tentavam atravessar a barreira de Gaza para Israel empunhando facas. Neste momento estão detidos em Israel e sendo interrogados. 

Shalom, Israel!

sexta-feira, julho 09, 2021

PRIMEIRO-MINISTRO ISRAELITA ENCONTROU-SE SECRETAMENTE COM O REI DA JORDÂNIA

Segundo relatos da imprensa israelita, o primeiro-ministro israelita Naftali Bennett encontrou-se secretamente esta semana com o rei jordano Abdullah, numa reunião realizada no palácio real na capital Amã, o que, segundo os analistas, é um claro sinal de que ambos os países tentam uma aproximação após vários anos de "costas voltadas" e tensões.

O encontro parece ter sido "muito bom", falando-se que "abre uma nova página" entre os dois países. O encontro terá ocorrido na passada Terça-Feira. 

Israel aprovou no início desta semana um acordo para a transferência de água para a Jordânia nos próximos 5 anos. Aumentará assim significativamente a quantidade de água que Israel enviará para o vizinho jordano, a braços com uma imensa crise. Israel passará assim a fornecer mais 50 milhões de metros cúbicos de água durante este ano. A Jordânia é um dos países com maior carência de água do planeta, e a situação tende a agravar-se com o aquecimento global. Foram também estabelecidos acordos comerciais, incluindo a exportação de produtos jordanos para a Judeia e a Samaria, cujo plafond passará dos actuais 160 milhões, para 700 milhões de dólares anuais. Este encontro e acordos constitui uma mudança nas políticas anteriores de Netanyahu, devido à forte ligação deste com o ex-presidente Trump e o favorecimento de Trump a Israel em prejuízo dos palestinianos. Estava também em alegado risco a soberania jordana sobre vários locais sagrados em Jerusalém. 

O rei Abdullah da Jordânia é o primeiro líder árabe a encontrar-se com o presidente Joe Biden em Washington. Bennett, por seu lado, está a esforçar-se para manter boas relações com os democratas norte-americanos. O rei hashemita deverá deslocar-se aos EUA no final deste mês.

Israel assinou um histórico acordo de paz com a Jordânia em 1994, mas, devido à presença de uma enorme comunidade palestiniana na Jordânia e ao apoio do rei ao estabelecimento de 2 estados em Israel, as relações têm estado tensas nestes últimos anos. 

Shalom, Israel!


quinta-feira, julho 08, 2021

DESCOBERTO EM JERUSALÉM SUMPTUOSO EDIFÍCIO DOS DIAS DE JESUS

Os arqueólogos da Autoridade para as Antiguidades de Israel escavaram aquele que poderá bem ser um edifício pertencente ao conselho municipal de Jerusalém de há 2 mil anos, localizado a poucas centenas de metros da actual Câmara Municipal. 

A enorme estrutura é uma nova característica do tour renovado aos túneis do Muro Ocidental, permitindo aos turistas visitar a cidade de há 2 mil anos por debaixo da actual pujante capital de Israel. 

Nas nossas viagens em grupo a Israel com as "Viagens Shalom", a visita a este local tão importante é ponto assente nas nossas visitas. 

"Este é, sem dúvida, um dos mais magníficos edifícios públicos do período do Segundo Templo até agora descobertos fora das muralhas do Monte do Templo em Jerusalém" - afirmou a Dra. Shlomit Weksler-Bdolach, directora das actuais escavações. 

Construído cerca do ano 20 d.C., portanto nos dias do Messias Jesus, a estrutura ergueu-se junto ao Monte do Templo, e era usado como um "triclinium", ou salão de jantar, para membros nobres da sociedade a caminho do lugar da adoração. Construído originalmente com uma ornamentação de fonte de água e capitéis coríntios decorativos, o impressionante edifício passou por uma série de mudanças estruturais nos seus 50 anos de utilização anteriores à destruição do Segundo Templo no ano 70 d.C.

Esta grande estrutura será aberta ao público como parte do tour aos túneis do Muro Ocidental que foi remodelado para criar diferentes trajectos e experiências, com base em diversas novas rotas que rompem através de milhares de anos de História através do uso actual de parte dos túneis para oração e eventos. 

Segundo a arqueóloga, durante os 50 anos de ocupação, a majestosa estrutura pública estava separada em 3 espaços distintos, a fonte não era utilizada, tendo sido acrescentado aquilo que parece ser um tanque para os banhos rituais - mikveh - pouco antes da destruição de Jerusalém. 

Segundo a arqueóloga, apesar da clara influência romana na arquitectura da estrutura, Jerusalém era na altura uma cidade culturalmente judaica. As decorações encontradas nos espaços - uma cornija esculpida suportando pilastras - não incluíam imagens esculpidas, uma vez que eram proibidas pela Torah.

Na opinião dela, o salão era usado pelos oficiais da  cidade para impressionar os convidados, em oposição ao Templo. 

"Os visitantes podem agora visionar a opulência do lugar: as duas câmaras laterais serviam como salas de recepção ornamentadas, e no espaço que as separava existia uma magnífica fonte com água jorrando dos canos incorporados no meio dos capitéis coríntios salientes da parede."

DUAS CIDADES "VIVAS" PARALELAS

Para se fazer este tour pelos túneis que ladeiam o Muro Ocidental, o visitante tem de descer abaixo do nível da actual cidade de Jerusalém, e entrar num túnel do tempo até uma bem preservada cidade subterrânea antiga. 

"Em Jerusalém há várias cidades debaixo da cidade" - disse Weksler-Bdolach, "especialmente debaixo da Cidade velha." Um dos factores característicos de Jerusalém é que existem sectores completamente intactos por debaixo da cidade actual. Na maior parte dos casos, as novas construções foram erigidas por cima de antigas estruturas, com tetos em forma de domo servindo como bases de construção e câmaras ainda intactas por debaixo utilizadas como porões ou cisternas, ou até mesmo espaços residenciais privativos. Com estas novas rotas agora reformuladas os visitantes podem experimentar elementos diferentes, períodos de tempo e propósitos da cidade subterrânea. 

Mordechai Soli Eliav, presidente da Fundação do Muro Ocidental, disse: "É entusiasmante revelar uma tal magnífica estrutura do período do Segundo Templo na altura em que lamentamos a destruição de Jerusalém e oramos pela sua restauração."


A nova secção do tour dos túneis deverá estar aberta ao público durante o mês hebraico de Elul, logo antes do Rosh Hashanah, portanto a tempo das tradicionais orações de penitência - "selichot."

Shalom, Israel!



quarta-feira, julho 07, 2021

NOVA TECNOLOGIA ISRAELITA TORNA OS SEUS SOLDADOS INVISÍVEIS AO INIMIGO

Israel tem que obrigatoriamente estar sempre um passo à frente dos seus inimigos. Muito em especial no que concerne às tecnologias ligadas ao armamento. Com o grupo terrorista Hezbollah a conseguir desenvolver tecnologia de visão noturna e avançados equipamentos de imagem, Israel viu-se obrigado a procurar contramedidas. 

O país revelou agora uma tecnologia de camuflagem multiespectral que torna os soldados quase invisíveis. Trata-se de um lençol denominado "kit 300" que combina microfibras, metais e polímeros, num material extremamente leve. A camuflagem multiespectral oculta a visibilidade de pessoas e de outros objectos, incluindo até a detecção electrónica. 

O "kit 300" foi desenvolvido pela "Solaris Solutions", uma empresa sediada em Cesareia e especializada na "tecnologia inovadora e eficiente para soluções de sobrevivência", em cooperação com o Ministério da Defesa. O Ministério já testou o "kit 300" e adicionou-o ao seu plano de compras. 

Este novo equipamento permitirá que os soldados israelitas se enrolem com estes "lençóis" quando em deslocação. Soldados dispostos em posição poderão também juntar os seus "lençóis", de forma a construírem uma barreira que se parecerá a um rochedo. Os "lençóis" individuais, que podem ser dobrados em pequenos rolos, pesam cerca de 500 gramas. "Alguém que os observe ao longe através de binóculos não verá soldados."

Os "lençóis" são produzidos com diversas colorações para diferentes tipos de paisagem e podem ser moldados em formas tridimensionais, podendo inclusivamente ser usados como maca.

Shalom, Israel!

terça-feira, julho 06, 2021

ISRAEL OFERECE AJUDA HUMANITÁRIA AO LÍBANO, UM PAÍS "A DIAS" DA EXPLOSÃO SOCIAL

O actual ministro da Defesa de Israel Benny Gantz ofereceu o envio de ajuda humanitária ao Líbano através da UNIFIL, de forma a contrapôr o espiral de crise económica que o país está a enfrentar.

O Líbano está a enfrentar uma crise económica sem precedentes. Há falta de comida e de medicamentos. Fazem-se enormes filas para obter combustível, a divisa nacional já desvalorizou 90% em menos de 2 anos, e o desemprego cresce em espiral. Mais de metade da população do Líbano vive na pobreza.

O Banco Mundial assinalou que esta crise financeira pode situar-se entre as 3 piores a que o mundo já assistiu depois dos anos 1800. O primeiro-ministro libanês Hassan Diab afirmou hoje que o país está "a alguns dias" de uma explosão social, apelando ainda à comunidade internacional para que venha salvar o país. 

Num encontro realizado com vários embaixadores e representantes de missões diplomáticas em Beirute, Diab afirmou que o seu governo não podia recomeçar conversações com o FMI, e que só alguns membros do seu gabinete o poderiam fazer. 

RESPOSTA ISRAELITA

O ministro israelita para a Defesa anunciou hoje que "à luz da grave situação económica no Líbano, e considerando as tentativas do Hezbollah para aprofundar os investimentos iranianos no país", o ministro contactou vários oficiais das FDI e discutiu uma proposta de transferência de ajuda humanitária ao Líbano através das forças da ONU presentes no país. 

O líder do grupo terrorista Hezbollah que domina o Sul do país anunciou há dias que o Irão irá aumentar o seu apoio ao Líbano. Tal evolução aprofundaria ainda mais o envolvimento do Irão no país, dessa forma aumentando a ameaça do Líbano a Israel. 

"Como israelita, como judeu e como ser humano, o meu coração dói ao ver as imagens de pessoas famintas nas ruas do Líbano" - confessou o ministro israelita Gantz, acrescentando: "Israel ofereceu ajuda ao Líbano no passado e até mesmo hoje estamos disponíveis para actuar e para encorajar outros países a estenderem uma mão de ajuda ao Líbano, para que o país volte a florescer e a emergir deste estado de crise."

Shalom, Israel"

segunda-feira, julho 05, 2021

PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA AVIÃO DA FORÇA AÉREA DE MARROCOS ATERRA EM ISRAEL

É a primeira vez desde a fundação do moderno estado de Israel em 1948 que um avião de um país do Norte de África aterra em Israel. Graças aos "acordos de Abraão", vários países árabes têm feito acordos de normalização diplomática com o estado judaico, e Marrocos é o último a fazê-lo, esperando-se que a lista possa continuar. 

Ontem mesmo, um avião da Força Aérea de Marrocos aterrou na base militar israelita de Hatzor, reforçando as relações amistosas entre ambos os países. O avião cargueiro Hércules C-130 aterrou em Israel antecipando um exercício militar conjunto com os EUA e outros países para o final do mês. O avião foi visto por vários observadores amadores de radar, mas Israel não confirmou nem negou a notícia. 

Marrocos assinou os "acordos de Abraão" em Dezembro passado, e é o único país árabe a ensinar a História e cultura judaicas. Para além disso, é também o único país árabe com um museu judaico. 250.000 judeus viviam em Marrocos em 1948, mas logo após a declaração de independência de Israel irromperam confrontos no país contra os judeus, levando a que a maioria da comunidade fugisse do país. Em 2019, a população judaica no país rondava as 2.100 pessoas. Vivem actualmente em Israel cerca de 1 milhão de judeus descendentes da comunidade que vivia em Marrocos. 

Shalom, Israel!

sábado, julho 03, 2021

MAIS UM NAVIO CARGUEIRO ISRAELITA ATACADO PELO IRÃO

Na actual "guerra casual" entre o Irão e Israel, com ataques a refinarias, plantas de produção nuclear e a navios de ambos os países, as provocações do regime ditatorial iraniano em breve regido por um presidente ainda mais radical que os seus antecessores são quase diárias, e Israel não perde tempo a responder. 

Hoje mesmo um grande navio cargueiro pertencente a uma empresa israelita foi atacado por uma "arma desconhecida" a Norte do Oceano Índico, tendo-se registado um incêndio a bordo. O navio encontrava-se ancorado em Jeddah antes de prosseguir para a costa dos Emirados Árabes Unidos. 

O navio registado na Libéria com o nome "Tyndall" é parcialmente propriedade de um empresário israelita, mas a tripulação não é de Israel. Segundo tudo leva a crer, este ataque será uma retaliação ao acto de sabotagem alegadamente provocado por Israel a um dos edifícios da Organização da Energia Atómica do Irão perto de Karaj, e que terá provocado imensos danos. 

Este é o último de muitos episódios de pequenos incidentes entre os dois países, na sua maioria ataques de Israel contra comboios de armamento e munições oriundos do Irão e destinados à Síria e ao Hezbollah no Líbano. Por volta de 2019 Israel começou também a atacar navios iranianos que transportam petróleo e armamento para o Mediterrâneo. 

Shalom, Israel!

sexta-feira, julho 02, 2021

PERTO DE 450 JOVENS JUDEUS MESSIÂNICOS REUNIRAM-SE EM ISRAEL PARA COMUNHÃO E ADORAÇÃO

Naquele que se pensa ter sido o maior encontro de judeus messiânicos alguma vez realizado em Israel, perto de 450 jovens reuniram-se na comunidade messiânica de Yad Hashmona, um local bíblico muito próximo de Kiriat Jearim, onde a Arca da Aliança repousou durante alguns anos antes de subir a Jerusalém. Os participantes deste encontro vieram dos 4 cantos de Israel, desde Metula até Eilat, para se reunirem em nome de Jesus e ouvirem excelentes pregações acompanhadas de bons momentos de louvor e adoração.

Passadas as restrições provocadas pela pandemia, era grande o anseio de muitos por se poderem juntar novamente para comunhão e adoração. A reunião ocorreu no passado dia 10 de Junho, e durou algumas horas, desde o nascer do sol até à noite, e foi uma excelente oportunidade para atrair muitos "curiosos" sobre a fé.

Shalom, Israel!

quinta-feira, julho 01, 2021

ISRAEL DEVE BATER RECORDE DE EXPORTAÇÕES EM 2021

Segundo informações do Ministério da Economia de Israel, as exportações israelitas deverão bater um recorde de pelo menos 120 biliões de dólares em 2021. 

O sector da hi-tech é o factor mais significativo nas exportações destes últimos anos. Os serviços de computador e software, que representam a maior fatia do sector hi-tech, crescerão cerca de 20% até ao final deste ano. 

As exportações no ano de 2020 atingiram 114 biliões de dólares. O primeiro-ministro Naftali Bennett, que fez a sua fortuna através da indústria high-tech, afirmou no Knesset que planeia aumentar a força laborial nesta área entre 10 a 15% até ao ano 2026.

Shalom, Israel!

quarta-feira, junho 30, 2021

ISRAEL INAUGURA EMBAIXADA NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

Confirmando a normalização das relações entre Israel e vários estados árabes, dos quais os Emirados Árabes Unidos foram a primeira nação a fazê-lo recentemente, o ministro para as Relações Exteriores de Israel e futuro primeiro-ministro Yair Lapid inaugurou ontem à tarde oficialmente a primeira embaixada de Israel nos Emirados, classificando o evento como "um momento histórico."

"Encontramo-nos aqui hoje porque escolhemos a paz em vez da guerra, cooperação em vez do conflito, o bem dos nossos filhos em vez das más memórias do passado" - afirmou Lapid, acrescentando: "Acordos são assinados por líderes, mas a paz é feita pelo povo."

Lapid reconheceu o esforço do seu rival Benjamin Netanyahu, enviando-lhe um agradecimento público, e mencionando-o como "o arquitecto dos acordos de Abraão que trabalhou arduamente para os tornar possíveis." Lapid agradeceu ainda ao presidente Donald Trump e ao actual Joe Biden. 

"Israel quer a paz com todos os seus vizinhos" - afirmou o ministro. "Não estamos indo para lugar nenhum. O Médio Oriente é o nosso lar. Estamos aqui para ficar. Apelamos a todos os países da região para que o reconheçam, e venham conversar connosco."

A ministra dos Emirados para a Cultura, Conhecimento e Desenvolvimento Noura Al Kaabi falou a seguir, dizendo: "É essencial que nos preparemos e a nossos filhos para um novo mundo." A ministra referiu-se ainda à colaboração do seu país com Israel nas áreas da Inteligência Artificial, cidades inteligentes, COVID-19, comércio e turismo. 

"Sublinhamos o nosso entusiasmo sobre aquilo que esperamos venha a ser a primeira de muitas visitas de alto nível" - afirmou a ministra, concluindo em hebraico: "Toda Raba" - (Muito obrigado!)

Shalom, Israel!