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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

ISRAEL CONCLUIU GRANDES EXERCÍCIOS NAVAIS VISANDO AUMENTAR A SUA CAPACIDADE DE DEFESA


A Marinha israelita informou ter terminado um exercício militar de grande escala esta semana que incluiu a sua flotilha de vasos de guerra, submarinos, forças especiais e segurança fronteiriça. 

Os exercícios navais, com a duração de vários dias, visaram aumentar a prontidão da Marinha de Israel na defesa das águas territoriais do país e dos "interesses estratégicos" no mar. Com isso certamente estão a ser referidos os campos de exploração de gás e de petróleo.

Participaram nos exercícios centenas de marinheiros, incluindo os fuzileiros navais Shayetet 13, fazendo uso de corvetas, barcos com mísseis, submarinos e navios de patrulha. Estiveram também envolvidos nos exercícios a Força Aérea, o Centro de Defesa Cibernética, e outros ramos das IDF.

Segundo as IDF informaram, as tropas enfrentaram vários cenários, tais como infiltrações inimigas por via marítima, confrontos com forças inimigas, ameaças aéreas, combates simultâneos em várias frentes, combates em alto mar e junto à costa, e a defesa de interesses estratégicos, como plataformas de gás, portos e outras infraestruturas. 


NETANYAHU REGRESSOU DOS EUA

Antes de entrar no avião de regresso a Israel esta manhã após o encontro de ontem com o presidente Trump, Netanyahu disse aos repórteres que o Irão poderá ser forçado a aceitar "um bom acordo."

"Terminei agora uma curta mas importante visita a Washington, durante a qual conversei com o nosso grande amigo, o presidente Trump. Nós temos uma relação muito próxima, genuína e aberta."

Netanyahu comunicou que as conversações focalizaram-se principalmente no Irão, mas também foram debatidas outras questões. 

"O presidente acredita que os iranianos já se aperceberam com quem estão a lidar. Penso que as condições que ele está a estabelecer, juntamente com o entendimento deles de que cometeram um erro da última vez, ao não terem chegado a um acordo, poderá conduzi-los a aceitarem termos que podem tornar possível alcançar um bom acordo."

Por outro lado, o primeiro-ministro disse "não esconder o seu cepticismo sobre a possibilidade de se conseguir qualquer acordo com o Irão."

Netanyahu afirmou ter tornado claro à Casa Branca que qualquer acordo "terá de incluir os elementos que são importantes para nós, para Israel, e no ponto de vista para toda a comunidade internacional - não apenas a questão nuclear, mas também os mísseis balísticos e os proxies regionais do Irão."

Segundo Netanyahu, a "excelente conversa" de ontem também incluiu a questão de Gaza. 

E, em forma de conclusão, Netanyahu afirmou: "Esta foi mais uma outra conversa com um grande amigo de Israel - um presidente como nenhum outro."

Shalom, Israel!

quarta-feira, julho 09, 2025

HÁ BOAS CHANCES DE UM ACORDO DE CESSAR-FOGO PARA BREVE


Continuam as intensas movimentações visando alcançar um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Benjamin Netanyahu tem tido encontros com vários membros da administração norte-americana, incluindo um segundo encontro com o presidente Trump no final da tarde de ontem. Hoje mesmo teve um encontro com o secretário da Defesa, Pete Hegseth. 

Por seu lado, em Doha, prosseguem as intensas negociações indirectas com a intermediação do Qatar, do Egipto e dos EUA. Os militares israelitas têm-se pronunciado nestes últimos dias e horas a favor de um acordo, uma vez que a grande ofensiva militar contra o Hamas tem debilitado bastante o grupo terrorista, colocando-o numa posição de fragilidade, tanto mais que Israel já domina cerca de dois terços do enclave de Gaza.

ACORDOS DE ABRAÃO

O assunto da extensão dos Acordos de Abraão a outras nações árabes continua a ser abordado pelo presidente Trump e pelas autoridades israelitas, falando-se cada vez mais da possibilidade de se estabelecerem relações políticas com a Arábia Saudita e a Síria. O Líbano também está na "lista de espera", e, segundo declarações do presidente de Israel hoje proferidas, seria "um sério erro estratégico" Israel não aproveitar esta oportunidade. 

Shalom, Israel!

quarta-feira, fevereiro 05, 2025

ISRAEL ACOLHEU COM ENTUSIASMO A PROPOSTA DE DONALD TRUMP


A inesperada proposta do presidente norte-americano ontem revelada durante a conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu após o encontro realizado na Casa Branca entre os dois líderes está a ser recebida com grande entusiasmo pela liderança de Israel, especialmente dos sectores mais à direita.

O plano revelado por Trump inclui a deslocação dos palestinianos de Gaza para zonas "seguras e confortáveis", ao mesmo tempo que permitirá aos EUA "tomar o controle e possuir" a Faixa de Gaza. Para os ministros de Israel, tratou-se de uma manhã "histórica para o estado de Israel, o Médio Oriente e o mundo." 

Para espanto e até choque dos jornalistas presentes, Trump afirmou: "Os EUA irão tomar a Faixa de Gaza e ali faremos um trabalho. Vamos possui-la e seremos responsáveis pelo desmantelamento de todas as bombas perigosas e outras armas no local...acabar com os prédios destruídos, arrasá-los e criar um desenvolvimento económico que fornecerá um número ilimitado de empregos e de habitações para o povo da região."

REACÇÕES A FAVOR

"Isto é o que acontece quando dois bravos líderes se encontram" - escreveu um dos ministros. Para o presidente do Knesset, tratou-se do "alvorecer de um novo dia." Há até ministros a afirmar que se tratou de um milagre divino: "Graças a Deus por este milagre que Ele realizou para o povo de Israel!"

Para Mark Rubio, secretário de estado norte-americano, "Gaza tem de ser livre do Hamas. Tal como o presidente anunciou hoje, os Estados Unidos estão prontos para liderar e tornar Gaza bela de novo."

Para o enviado de Trump para o Médio Oriente Steve Witkoff, os palestinianos não precisam de estar necessariamente ligados à terra para terem uma vida melhor: "A paz na região significa uma vida melhor para os palestinianos. Uma vida melhor não está necessariamente ligada ao espaço físico em que se está hoje. Uma vida melhor tem a ver com melhores oportunidades, melhores condições financeiras, melhores condições para o indivíduo e sua família. Isso não vai acontecer porque você tem de montar a sua tenda na Faixa de Gaza rodeado de 30.000 explosivos que podem explodir a qualquer momento. A Gaza de hoje está inabitável e assim estará pelos próximos 10 ou 15 anos."

Netanyahu afirmou que se tratou de uma "mudança histórica", com o presidente Trump levando a questão de Gaza para "um nível muito mais elevado." Segundo Netanyahu, não pode haver paz na região se o "tóxico e criminoso" Hamas se mantiver ali.

Falou-se na conferência de imprensa conjunta do avanço dos "acordos de Abraão", prevendo-se que em breve se possa fazer um acordo com a Arábia Saudita e outros países da região. A Arábia Saudita já veio entretanto reafirmar a sua exigência prévia da existência de 2 estados para então reconhecer e estabelecer as relações políticas com o estado de Israel. Os sauditas acrescentam ainda a exigência do regresso às fronteiras pré-1967 e Jerusalém oriental ser a capital do estado palestiniano. 

O presidente Trump anunciou para breve a visita a Israel, Gaza e Arábia Saudita. Questionado sobre a possibilidade do reconhecimento da anexação da Margem Ocidental (Judeia e Samaria), Trump respondeu que dentro de 4 semanas fará um anúncio acerca do assunto. 

REACÇÕES CONTRÁRIAS

Como seria de prever, o Hamas reagiu de imediato, tendo um dos seus porta-vozes comentado o plano como "ridículo" e "absurdo", uma ideia capaz de "incendiar a região."

Entretanto, e como seria de esperar de vários líderes europeus, a ideia é rejeitada e até condenada, uma vez que, segundo eles, "a deslocação da população civil de Gaza seria inaceitável e contrária à lei internacional. Isso levaria também a novo sofrimento e ódio." Vários países continuam a afirmar a necessidade de uma "solução 2 estados", como é o caso do Reino Unido, da França e da Alemanha. A Espanha - um dos países mais antissemitas da Europa - teimou na afirmação de que a população de Gaza tem de ficar em Gaza, uma vez que "Gaza é a terra do povo de Gaza."

Claro que para estes líderes comprometidos com a injustiça e o antissemitismo, é preferível ver a população de Gaza a sofrer com as explosões dos muitos milhares de explosivos colocados estrategicamente pelos terroristas criminosos do Hamas um pouco por toda a parte daquele território...

De qualquer forma, as declarações de Trump irão abalar o mundo, criar grandes controvérsias, mas ao mesmo tempo criar novas expectativas de paz para aquela região. Assim todos entendam...

Shalom, Israel!