sexta-feira, abril 10, 2026

ISRAEL ELIMINOU 1.400 TERRORISTAS DO HEZBOLLAH DESDE O INÍCIO DA GUERRA COM O IRÃO


O acordo de cessar fogo estabelecido pelos Estados unidos durante 2 semanas não incluiu a guerra que Israel tem estado a travar com o Hezbollah, no Líbano. O grupo xiita decidiu entrar na guerra contra Israel após o início das hostilidades no Irão, pelo que Israel tem estado a intervir no Sul do Líbano e em Beirute, com bombardeamentos aéreos e com a intervenção em terra com a entrada de brigadas militares, visando limpar toda e qualquer presença do grupo terrorista a Sul do rio Litani. 

O acordo de cessar fogo estabelecido no ano passado obrigava o Hezbollah a permanecer a Norte do rio Litani, mas em total violação ao acordo, as forças terroristas voltaram a invadir o Sul do Líbano com fortes dispositivos de armamento e deslocação de militantes, com o simples objectivo de disparar rockets e mísseis contra as populações civis do Norte de Israel. 


Israel tem estado a intervir em força, tendo anteontem bombardeado em 10 minutos mais de 100 posições do grupo terrorista, causando mais de 300 mortos, a grande maioria terroristas infiltrados em zonas civis, tal como é a ignóbil prática dos grupos terroristas islâmicos. Os assassinos têm estado a disparar a partir de escolas, têm estado a usar ambulâncias para se deslocarem, e disfarçam-se de jornalistas para tentarem escapar à mira dos soldados israelitas. 

TELEFONEMA TENSO ENTRE TRUMP E NETANYAHU

Soube-se há pouco de um telefone havido hoje entre o presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita, em que Trump ameaçou Netanyahu de que se este não aceitasse um cessar-fogo com o Hezbollah antes das conversações de amanhã, ele próprio (Trump) o faria unilateralmente, deixando Israel a braços com uma situação muito complicada. Este já é o terceiro telefonema entre os dois líderes nesta semana, mas este de hoje parece ter sido o mais tenso de todos. 

Israel tem estado hoje a restringir os seus ataques no Líbano devido à pressão exercida pelo presidente Trump, "incomodado" com o número de baixas causadas pelo últimos ataque israelita no Líbano e que terá alegadamente provocado mais de 300 mortos. 


O Hezbollah tem estado a atacar o Norte de Israel, tendo há pouco disparado um rocket que caiu sobre um recinto desportivo na cidade israelita de Nahariya, provocando danos materiais, mas felizmente sem feridos. Vários rockets foram também disparados pelo grupo terrorista contra o Norte de Israel durante a tarde de hoje, tendo atingido a cidade de Safed, na Alta Galiléia e destruído várias viaturas num parque de estacionamento, felizmente sem danos humanos. 

1400 TERRORISTAS ELIMINADOS POR ISRAEL

As Forças de Defesa de Israel alegam terem já eliminado mais de 1400 operacionais do Hezbollah desde o escalar da guerra com o grupo no dia 2 de Março passado. Este número inclui centenas de membros das forças de elite Radwan. O ministério da saúde do Líbano alega haver 1.800 mortos entre a sua população, misturando civis com membros das milícias armadas. As IDF alegam ainda ter destruído 4.300 "infraestruturas terroristas" do Hezbollah e apanhado mais de 1.000 armas  durante as operações terrestres no Sul do Líbano. 

Israel tem estado hoje a fazer fortes ataques em Nabatieh, e as IDF informaram estar a continuar a sua intervenção militar no Líbano. Uma escola de onde o Hezbollah disparava rockets foi entretanto bombardeada pela aviação israelita. Uma vaga de 5 rockets disparada pelo Hezbollah contra a cidade israelita de Karmiel foi entretanto interceptada pelos sistemas de defesa israelitas, tendo entretanto havido alguns danos materiais provocados pela queda de fragmentos. 

NEGOCIAÇÕES AMANHÃ EM ISLAMABAD

As duas delegações (norte americana e iraniana) irão amanhã reunir-se na capital paquistanesa, sob mediação do país anfitrião. O objecto é chegar a um acordo permanente para o fim do conflito. É um objectivo praticamente fadado ao fracasso, uma vez que o Irão quer incluir a questão do Hezbollah no acordo, algo que tanto os EUA como Israel rejeitam. Por outro lado, o Irão quer controlar por completo a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, deixando passar apenas um máximo de 15 navios por dia, sujeitando-os ainda a pagarem taxas de portagem. É óbvio que os EUA não podem estar de acordo com esta imposição, e certamente perceberão já que a decisão de interromper os ataques foi precipitada, dando ao Irão a possibilidade de se rearmar e bloquear por completo qualquer acordo razoável. 

A "última" exigência do Irão antes do início das conversações previstas para amanhã inclui a efectivação de um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos activos iranianos retidos em forma de sanções. Isto só demonstra que o Irão não tem interesse no cessar-fogo, já que impõe condições que a outra parte não vai obviamente querer satisfazer. 

PRIMEIRO ENCONTRO DA HISTÓRIA ENTRE ISRAEL E O LÍBANO EM WASHINGTON

No meio de tantas notícias tristes, há uma que ronda o milagre: pela primeira vez na História, delegações do mais alto nível do Líbano e de Israel irão reunir-se em Washington na próxima Terça-Feira sob mediação dos EUA, tendo como objectivo discutir o desarmamento do Hezbollah pelo exército regular do Líbano e a probabilidade da normalização das relações políticas entre os dois países, até agora inimigos! Este encontro é a resposta a vários pedidos feitos a Israel pelo governo do Libanês, aos quais Netanyahu ontem acedeu, dando ordens para que se avence rapidamente para essas conversações. 

Israel entretanto decidiu excluir a França destas conversações. Segundo um responsável israelita, "a conduta da França neste último ano levou a que Israel olhe para a França como um mediador injusto."

Shalom, Israel!

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