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quinta-feira, junho 18, 2026

MESMO CONTRARIANDO TRUMP, ISRAEL DECIDIU QUE NÃO VAI RETIRAR DO LÍBANO


O pérfido "Memorando de Entendimento" inclui logo na primeira cláusula o fim da intervenção de Israel no Líbano e consequente retirada das IDF daquele país vizinho. Essa é uma verdadeira traição a Israel, em todos os sentidos. As negociações a decorrer nos EUA entre representantes de Israel e do Líbano visando a paz e uma possível normalização política das relações mútuas nada têm a ver com o acordo assinado por Trump, pelo que ele não deveria nunca ter aceite essa premissa do memorando. Em outras palavras, o presidente Trump vai tentar forçar Israel a abandonar o Líbano numa fase em que o Hezbollah ainda não foi completamente destruído e voltará novamente aos ataques contra as populações do Norte de Israel. 

Segundo o "Wall Street Journal", a assinatura ontem feita pelo presidente Trump em Versailles acontece a meio de uma crescente tensão entre o presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita. Trump quer que Israel deixe de atacar no Líbano, e Israel obviamente não o pode fazer ainda. Trump quis acabar a guerra no Irão a qualquer preço, visando apenas os interesses económicos e as eleições intercalares de Novembro, mesmo sabendo que Netanyahu tinha planeado um forte ataque ao Irão, que Trump de facto impediu. Na verdade, sempre que Israel está a ter sucesso nos seus combates contra o Hamas, o Hezbollah e o Irão, aparece Trump para boicotar e ameaçar o governo de Israel. Netanyahu insistiu com Trump para que não se precipitasse a assinar um acordo traiçoeiro, que toda a gente sabe que o Irão não irá respeitar, servindo antes para lhe dar tempo para se rearmar e continuar na sua agenda maléfica de financiar os seus proxies. Para piorar a situação, o presidente Trump sugeriu que Israel deixasse de atacar o Hezbollah, deixando esse problema para os sírios resolverem... Os sírios! Tudo leva a crer que ou Trump não está bom da cabeça, ou então quis desandar a toda a pressa do problema em que se meteu, sem olhar a custos nem aos estragos provocados às velhas alianças, traindo ainda por cima as expectativas do povo iraniano a quem prometeu libertação...

Muito testemunhos de iranianos comprovam que eles se sentem traídos por Trump, tendo levado como que uma facada nas costas...

O acordo de Trump é uma capitulação catastrófica aos agressores do regime iraniano, deixando Israel vulnerável e limitado...Em relação aos mísseis balísticos - uma poderosa arma nas mãos dos iranianos e que provou ser uma grande ameaça a Israel - Trump teve a desfaçatez de afirmar que "não há problema" em o Irão ter alguns mísseis balísticos...

"UMA GRANDE VITÓRIA"

Para o líder do Hezbollah, o acordo assinado por Trump é "uma grande vitória" e pode ser usado para expulsar Israel do Líbano. Por outro lado, várias fontes afirmam que o Hezbollah espera um grande apoio financeiro do Irão assim que o acordo for efectivado...

ISRAEL NÃO SAI DO LÍBANO

Netanyahu já decidiu que as IDF não sairão do Líbano enquanto o grupo terrorista do Hezbollah não for eliminado. O Irão já disse que se Israel não se retirar do Líbano isso significará a "anulação" do Memorando de Entendimento: "Não seria aceitável para nós abandonarmos os nossos irmãos no Líbano" - afirmou um porta voz do Hezbollah, acrescentando: "Não podemos falar sobre terminar a guerra ao mesmo tempo que partes do território permanecem sob a ocupação da entidade sionista. Enquanto a ocupação continuar, pode dizer-se que a guerra ainda está em vigor e que na sua essência ainda não terminou."

Israel decidiu não baixar os braços, pelo que prosseguem combates esporádicos a sul do rio Litani. Uma possível retirada israelita do Líbano depende do sucesso das conversações a decorrer entre Israel e o Líbano, com a próxima ronda a ser realizada já na próxima semana. 

Shalom, Israel!

sexta-feira, abril 10, 2026

ISRAEL ELIMINOU 1.400 TERRORISTAS DO HEZBOLLAH DESDE O INÍCIO DA GUERRA COM O IRÃO


O acordo de cessar fogo estabelecido pelos Estados unidos durante 2 semanas não incluiu a guerra que Israel tem estado a travar com o Hezbollah, no Líbano. O grupo xiita decidiu entrar na guerra contra Israel após o início das hostilidades no Irão, pelo que Israel tem estado a intervir no Sul do Líbano e em Beirute, com bombardeamentos aéreos e com a intervenção em terra com a entrada de brigadas militares, visando limpar toda e qualquer presença do grupo terrorista a Sul do rio Litani. 

O acordo de cessar fogo estabelecido no ano passado obrigava o Hezbollah a permanecer a Norte do rio Litani, mas em total violação ao acordo, as forças terroristas voltaram a invadir o Sul do Líbano com fortes dispositivos de armamento e deslocação de militantes, com o simples objectivo de disparar rockets e mísseis contra as populações civis do Norte de Israel. 


Israel tem estado a intervir em força, tendo anteontem bombardeado em 10 minutos mais de 100 posições do grupo terrorista, causando mais de 300 mortos, a grande maioria terroristas infiltrados em zonas civis, tal como é a ignóbil prática dos grupos terroristas islâmicos. Os assassinos têm estado a disparar a partir de escolas, têm estado a usar ambulâncias para se deslocarem, e disfarçam-se de jornalistas para tentarem escapar à mira dos soldados israelitas. 

TELEFONEMA TENSO ENTRE TRUMP E NETANYAHU

Soube-se há pouco de um telefone havido hoje entre o presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita, em que Trump ameaçou Netanyahu de que se este não aceitasse um cessar-fogo com o Hezbollah antes das conversações de amanhã, ele próprio (Trump) o faria unilateralmente, deixando Israel a braços com uma situação muito complicada. Este já é o terceiro telefonema entre os dois líderes nesta semana, mas este de hoje parece ter sido o mais tenso de todos. 

Israel tem estado hoje a restringir os seus ataques no Líbano devido à pressão exercida pelo presidente Trump, "incomodado" com o número de baixas causadas pelo últimos ataque israelita no Líbano e que terá alegadamente provocado mais de 300 mortos. 


O Hezbollah tem estado a atacar o Norte de Israel, tendo há pouco disparado um rocket que caiu sobre um recinto desportivo na cidade israelita de Nahariya, provocando danos materiais, mas felizmente sem feridos. Vários rockets foram também disparados pelo grupo terrorista contra o Norte de Israel durante a tarde de hoje, tendo atingido a cidade de Safed, na Alta Galiléia e destruído várias viaturas num parque de estacionamento, felizmente sem danos humanos. 

1400 TERRORISTAS ELIMINADOS POR ISRAEL

As Forças de Defesa de Israel alegam terem já eliminado mais de 1400 operacionais do Hezbollah desde o escalar da guerra com o grupo no dia 2 de Março passado. Este número inclui centenas de membros das forças de elite Radwan. O ministério da saúde do Líbano alega haver 1.800 mortos entre a sua população, misturando civis com membros das milícias armadas. As IDF alegam ainda ter destruído 4.300 "infraestruturas terroristas" do Hezbollah e apanhado mais de 1.000 armas  durante as operações terrestres no Sul do Líbano. 

Israel tem estado hoje a fazer fortes ataques em Nabatieh, e as IDF informaram estar a continuar a sua intervenção militar no Líbano. Uma escola de onde o Hezbollah disparava rockets foi entretanto bombardeada pela aviação israelita. Uma vaga de 5 rockets disparada pelo Hezbollah contra a cidade israelita de Karmiel foi entretanto interceptada pelos sistemas de defesa israelitas, tendo entretanto havido alguns danos materiais provocados pela queda de fragmentos. 

NEGOCIAÇÕES AMANHÃ EM ISLAMABAD

As duas delegações (norte americana e iraniana) irão amanhã reunir-se na capital paquistanesa, sob mediação do país anfitrião. O objecto é chegar a um acordo permanente para o fim do conflito. É um objectivo praticamente fadado ao fracasso, uma vez que o Irão quer incluir a questão do Hezbollah no acordo, algo que tanto os EUA como Israel rejeitam. Por outro lado, o Irão quer controlar por completo a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, deixando passar apenas um máximo de 15 navios por dia, sujeitando-os ainda a pagarem taxas de portagem. É óbvio que os EUA não podem estar de acordo com esta imposição, e certamente perceberão já que a decisão de interromper os ataques foi precipitada, dando ao Irão a possibilidade de se rearmar e bloquear por completo qualquer acordo razoável. 

A "última" exigência do Irão antes do início das conversações previstas para amanhã inclui a efectivação de um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos activos iranianos retidos em forma de sanções. Isto só demonstra que o Irão não tem interesse no cessar-fogo, já que impõe condições que a outra parte não vai obviamente querer satisfazer. 

PRIMEIRO ENCONTRO DA HISTÓRIA ENTRE ISRAEL E O LÍBANO EM WASHINGTON

No meio de tantas notícias tristes, há uma que ronda o milagre: pela primeira vez na História, delegações do mais alto nível do Líbano e de Israel irão reunir-se em Washington na próxima Terça-Feira sob mediação dos EUA, tendo como objectivo discutir o desarmamento do Hezbollah pelo exército regular do Líbano e a probabilidade da normalização das relações políticas entre os dois países, até agora inimigos! Este encontro é a resposta a vários pedidos feitos a Israel pelo governo do Libanês, aos quais Netanyahu ontem acedeu, dando ordens para que se avence rapidamente para essas conversações. 

Israel entretanto decidiu excluir a França destas conversações. Segundo um responsável israelita, "a conduta da França neste último ano levou a que Israel olhe para a França como um mediador injusto."

Shalom, Israel!