O Ministério israelita das Relações Exteriores anunciou ontem estar a preparar-se para a celebração dos 2000 do baptismo de Jesus nas águas do rio Jordão no ano 2030, tendo já estabelecido um grupo dedicado ao assunto e que é liderado pelo enviado especial para o mundo cristão.
Descrevendo o aniversário como "um marco de profundo significado espiritual para mais de 2 biliões de cristãos pelo mundo fora", o ministro Gideon Sa'ar estabeleceu um dedicado grupo de trabalho dirigido pelo embaixador George Deek. A idéia é que esse grupo de trabalho possa "aprofundar o diálogo com igrejas e líderes cristãos pelo mundo fora, preparando também a vinda de milhões de peregrinos cristãos."
Apesar de os locais de baptismos assinalados no rio Jordão atraiam anualmente milhares de cristãos, a iniciativa parece querer ser um esforço para alargar estas visitas. Ao mesmo tempo que Israel inicia os preparativos, do outro lado do rio Jordão, isto é, na Jordânia, já foram iniciadas uma série de melhorias e preparações para o aniversário a celebrar em 2030. O lado jordano do rio é aquele que se presume seja o autêntico local onde João Baptista baptizava os judeus arrependidos e para onde Jesus também desceu para ser baptizado. A distância entre as duas margens (israelita e jordana) é muito pequena, e é graças ao acordo de paz entre os dois países que estas celebrações poderão ser realizadas sem complicações. Tanto o lado israelita como o jordano têm-se esforçado para melhorar as condições dos locais, numa zona de pouca vegetação e intenso calor.
Não se sabe ao certo quais as melhorias que Israel tenciona realizar nest elocal aberto há apenas 15 anos, mas espera-se que seja algo condigno com a importância do acontecimento considerado dos mais importantes para a fé cristã.
O local chama-se em árabe "Qasr el-Yehud", que significa "Castelo dos Judeus", certamente uma referência ao local da travessia do Rio Jordão pelos israelitas vindos do deserto para a Terra Prometida, e foi somente aberto aos peregrinos em 2011, após intensos esforços das autoridades israelitas para desminar aquela parte do rio, uma vez que até ao acordo de paz a Jordânia esteve em guerra com Israel, e o rio foi minado pelos jordanos durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Israel espera que a vinda de milhões de peregrinos cristãos possa ser uma oportunidade para melhorar as relações com as igrejas católica e ortodoxa, já que com os evangélicos as relações são positivas. Não é por acaso que o enviado de Israel para o mundo cristão, é ele mesmoum cristão ortodoxo.
Nas palavras do ministro israelita, para além de 2030 ser "um marco único para o mundo cristão, Israel continuará a salvaguardar liberdade de culto e acesso aos locais sagrados a membros de todos os credos."
Shalom, Israel

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