sábado, junho 27, 2026

ISRAEL E LÍBANO ASSINAM ACORDO HISTÓRICO SOB A MEDIAÇÃO DOS EUA


Após 4 dias de negociações sob a mediação dos EUA, Israel e o Líbano assinaram ontem um acordo histórico que representa um avanço para o restabelecimento de relações diplomáticas e políticas entre os dois países até aqui inimigos.

Segundo este acordo, as forças de Israel terão de se retirar de pequenas partes do Sul do Líbano, mesmo a meio de intensos combates entre Israel e o grupo terrorista do Hezbollah, que, tal como seria de esperar, tem-se manifestado contra este acordo. As zonas que Israel terá de abandonar já foram limpas da presença do Hezbollah pelas IDF. Em alguns casos, isso significou o arrasar completo de aldeias inteiras pelas forças israelitas na fronteira libanesa com Israel. Israel tem insistido que o Hezbollah fazia uso das mesmas para planear e realizar ataques contra Israel. 

Este projecto de acordo foi conseguido no quarto dia da quinta ronda de conversações entre os dois países que se iniciaram em Washington no passado mês de Abril. 

O embaixador israelita para os EUA afirmou que Israel manterá a sua "zona tampão" no Sul do Líbano até que as Forças Armadas regulares do Líbano demonstrem conseguir desmantelar o Hezbollah e assumir responsabilidades pela segurança da zona. Segundo o embaixador, o acordo não terá como base nenhuma data fixa, mas no progresso mensurável do exército libanês no desarmar do Hezbollah. Outras "zonas piloto" serão cedidas pelas IDF às forças regulares do Líbano à medida que as metas forem sendo cumpridas. 

"O INÍCIO DO INÍCIO"

O secretário de estado norte-americano Marco Rubio, presente na assinatura do histórico acordo, escreveu numa declaração de constituição do "Grupo Trilateral de Coordenação Militar para o Líbano incrementado pelos Estados Unidos", que os EUA farão uma doação imediata de 100 milhões de dólares para assistência humanitária coordenada pela ONU. 

Rubio afirmou também que o Departamento de Defesa dos EUA estava "preparado para reembolsar as Forças Armadas Libanesas com mais de 30 milhões de dólares sob as autoridades presentes e apropriações para apoiar a visão do presidente para uma paz duradoira no Líbano."

Na cerimónia de assinatura no Departamento de Estado, em Washington, Rubio pareceu reconhecer o alcance limitado do acordo, denominando-o de "o início do início."

"Há muito trabalho pela frente. Não queremos de maneira alguma subestimar a dificuldade da tarefa patente diante de nós, mas compreendemos a importância da mesma, o quão vital ela é, e sentimo-nos honrados por termos feito parte deste empreendimento" - afirmou Rubio, logo antes de elogiar os embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos que lideraram as equipas de negociação dos respectivos países.

A embaixadora do Líbano Nada Hamadeh classificou a "estrutura trilateral...o primeiro passo no caminho da restauração da soberania e da integridade territorial do Líbano, assegurando um fim permanente das hostilidades, permitindo ao nosso povo voltar à sua terra e permitindo a todos os libaneses viverem em paz, segurança e prosperidade."

"Esta foi uma longa e difícil reunião. Estamos gratos ao anfitrião e às duas delegações pela sua cooperação durante estas conversações" - declarou Hamadeh, num claro acenar a Israel. 

O embaixador israelita Leiter fez declarações mais extensas, mas fez questão de agradecer à embaixadora libanesa, tratando-a pelo próprio nome, "por ter sido uma negociadora muito dura", e dizendo-lhe: "Você e a sua equipa deram ao vosso país um exemplo de patriotismo. Você luta como uma leoa, senhora embaixadora!"

Pouco depois da assinatura do acordo, Netanyahu pronunciou-se: "Iremos manter (a zona tampão) até ao desarmamento do Hezbollah e enquanto existir uma ameaça ao estado de Israel."

"Este é também um duro golpe ao Irão. O Irão tem tentado persuadir-nos pela força a nos retirarmos do Sul do Líbano. E na essência, Israel, o Líbano, e os Estados Unidos estão dizendo ao Irão: não é nada convosco. Vocês não têm lugar no Líbano. Nem vocês, nem o Hezbollah, nem qualquer organização terrorista."

"Estamos também permitindo ao exército libanês preparar-se para tomar posse de território. Estamos a criar duas zonas piloto - ambas recomendadas pelas IDF." A retirada israelita será de áreas acima da "zona tampão". 

Shalom, Israel!


sexta-feira, junho 19, 2026

CESSAR FOGO ACORDADO ENTRE ISRAEL E O HEZBOLLAH


Após os fortes ataques israelitas nas últimas horas, em que cerca de 80 alvos do Hezbollah foram bombardeados, e em função da morte de 4 soldados israelitas e vários feridos como consequência da explosão de um engenho disparado pelo Hezbollah, o primeiro-ministro israelita preparava-se para dar ordens ao exército para bombardear Beirute, uma vez que o Hezbollah não pára de violar o prévio cessar fogo. Tal só não aconteceu porque houve o anúncio de um novo acordo de cessar fogo alegadamente mediado pelo Qatar, EUA e Irão e que teve o seu início pelas 16 horas locais. Os ataques israelitas terão provocado a morte de dezenas de terroristas do Hezbollah. 

Este novo cessar-fogo que, à semelhança dos anteriores, será a qualquer momento rompido pelo grupo terrorista xiita, surge na altura em que Israel tem vindo a insistir que não está condicionado pelo "Memorando de Entendimento" assinado pela administração Trump e os líderes do Irão, e que, para além para um termo das hostilidades entre o Irão e os EUA, inclui também um cessar-fogo no Líbano. O embaixador de Israel na ONU afirmou ontem que o seu país está pelo contrário comprometido com um acordo de cessar-fogo separado com Beirute, e que foi mediado por Washington. 

Não obstante este pretenso cessar-fogo, o porta-voz das IDF afirmou que as tropas de Israel têm "total liberdade de acção" para agirem contra qualquer ameaça no Sul do Líbano. Segundo ele, as tropas israelitas continuarão a operar na região do castelo de Beaufort visando demolir os principais sistemas de túneis do Hezbollah que têm servido como "principais centros de comando" do grupo terrorista. 

"O Hezbollah está a combater na defensiva tentando impedir que as nossas forças completem a destruição dessas infraestruturas" - afirmou o comandante. 

quinta-feira, junho 18, 2026

MESMO CONTRARIANDO TRUMP, ISRAEL DECIDIU QUE NÃO VAI RETIRAR DO LÍBANO


O pérfido "Memorando de Entendimento" inclui logo na primeira cláusula o fim da intervenção de Israel no Líbano e consequente retirada das IDF daquele país vizinho. Essa é uma verdadeira traição a Israel, em todos os sentidos. As negociações a decorrer nos EUA entre representantes de Israel e do Líbano visando a paz e uma possível normalização política das relações mútuas nada têm a ver com o acordo assinado por Trump, pelo que ele não deveria nunca ter aceite essa premissa do memorando. Em outras palavras, o presidente Trump vai tentar forçar Israel a abandonar o Líbano numa fase em que o Hezbollah ainda não foi completamente destruído e voltará novamente aos ataques contra as populações do Norte de Israel. 

Segundo o "Wall Street Journal", a assinatura ontem feita pelo presidente Trump em Versailles acontece a meio de uma crescente tensão entre o presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita. Trump quer que Israel deixe de atacar no Líbano, e Israel obviamente não o pode fazer ainda. Trump quis acabar a guerra no Irão a qualquer preço, visando apenas os interesses económicos e as eleições intercalares de Novembro, mesmo sabendo que Netanyahu tinha planeado um forte ataque ao Irão, que Trump de facto impediu. Na verdade, sempre que Israel está a ter sucesso nos seus combates contra o Hamas, o Hezbollah e o Irão, aparece Trump para boicotar e ameaçar o governo de Israel. Netanyahu insistiu com Trump para que não se precipitasse a assinar um acordo traiçoeiro, que toda a gente sabe que o Irão não irá respeitar, servindo antes para lhe dar tempo para se rearmar e continuar na sua agenda maléfica de financiar os seus proxies. Para piorar a situação, o presidente Trump sugeriu que Israel deixasse de atacar o Hezbollah, deixando esse problema para os sírios resolverem... Os sírios! Tudo leva a crer que ou Trump não está bom da cabeça, ou então quis desandar a toda a pressa do problema em que se meteu, sem olhar a custos nem aos estragos provocados às velhas alianças, traindo ainda por cima as expectativas do povo iraniano a quem prometeu libertação...

Muito testemunhos de iranianos comprovam que eles se sentem traídos por Trump, tendo levado como que uma facada nas costas...

O acordo de Trump é uma capitulação catastrófica aos agressores do regime iraniano, deixando Israel vulnerável e limitado...Em relação aos mísseis balísticos - uma poderosa arma nas mãos dos iranianos e que provou ser uma grande ameaça a Israel - Trump teve a desfaçatez de afirmar que "não há problema" em o Irão ter alguns mísseis balísticos...

"UMA GRANDE VITÓRIA"

Para o líder do Hezbollah, o acordo assinado por Trump é "uma grande vitória" e pode ser usado para expulsar Israel do Líbano. Por outro lado, várias fontes afirmam que o Hezbollah espera um grande apoio financeiro do Irão assim que o acordo for efectivado...

ISRAEL NÃO SAI DO LÍBANO

Netanyahu já decidiu que as IDF não sairão do Líbano enquanto o grupo terrorista do Hezbollah não for eliminado. O Irão já disse que se Israel não se retirar do Líbano isso significará a "anulação" do Memorando de Entendimento: "Não seria aceitável para nós abandonarmos os nossos irmãos no Líbano" - afirmou um porta voz do Hezbollah, acrescentando: "Não podemos falar sobre terminar a guerra ao mesmo tempo que partes do território permanecem sob a ocupação da entidade sionista. Enquanto a ocupação continuar, pode dizer-se que a guerra ainda está em vigor e que na sua essência ainda não terminou."

Israel decidiu não baixar os braços, pelo que prosseguem combates esporádicos a sul do rio Litani. Uma possível retirada israelita do Líbano depende do sucesso das conversações a decorrer entre Israel e o Líbano, com a próxima ronda a ser realizada já na próxima semana. 

Shalom, Israel!

quarta-feira, junho 17, 2026

TEXTO INTEGRAL DO ACORDO "MEMORANDO DE ENTENDIMENTO" A ASSINAR ENTRE OS EUA E O IRÃO


Conseguimos o texto integral do acordo com 14 cláusulas denominado "Memorando de Entendimento", tal conforme divulgado pela "Al Arabiya English" e que será assinado na próxima Sexta-Feira, dia 19, entre líderes dos EUA e do Irão:

"1 . A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos, juntamente com seus aliados na guerra actual, declaram sob a assinatura deste Memorando de Entendimento um fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, e propõem-se a partir de agora a não lançar qualquer acção hostil entre si, abstendo-se da ameaça ou do uso da força entre si. O acordo final confirmará os provimentos deste Artigo e dos Artigos restantes.

2. A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos propõem-se a respeitar a soberania e a integridade territorial mútuas, abstendo-se de interferir nos assuntos internos mútuos.

3. A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos propõem-se a negociar e a alcançar um acordo final dentro de um período máximo de 60 dias, extensível por mútuo consentimento.

4. Imediatamente após a assinatura deste Memorando de Entendimento, os Estados Unidos levantarão o bloqueio naval, evitando qualquer interferência ou obstrução contra a República Islâmica do Irão, e restaurar o tráfego à sua plena capacidade dentro de um máximo de 30 dias; o tráfego de navios será proporcional ao volume do tráfego antes da guerra por parte da República Islâmica do Irão. Os Estados Unidos também se propõem a retirar as suas forças das áreas circundantes dentro de 30 dias após o acordo final.

5. Após assinar este Memorando de Entendimento, a República Islâmica do Irão dará imediatamente passos para assegurar que a movimentação de de navios mercantis desde o Golfo Pérsico ao Mar de Oman e vice versa será retomada dentro de 30 dias para o volume anterior à guerra, levando em consideração a necessidade de remoção de obstáculos técnicos e a neutralização de minas pelo Irão.

6. Os Estados Unidos propõem-se, em conjunto com os seus parceiros regionais, a criar um plano compreensivo acordado por ambas as partes para a reabilitação e desenvolvimento económico da República Islâmica do Irão, assegurando entretanto um financiamento de pelo menos 300 biliões (de dólares). O mecanismo de implementação deste plano, como parte do acordo final, será formulado dentro de 60 dias.

7. Os Estados Unidos comprometem-se em terminar, dentro de uma agenda a ser acordada como parte do acordo final, todo o tipo de sanções actualmente enfrentadas pela República Islâmica do Irão, incluindo resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Comité de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), e todas as sanções unilaterais dos EUA, tanto primárias como secundárias.

8. A República Islâmica do Irão reitera que nunca produzirá armas nucleares. A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos concordaram que o destino do material enriquecido e o destino de todos os outros itens mutuamente acordados relacionados com o nuclear, incluindo as necessidades nucleares do Irão, serão adequadamente abordadas num acordo final; o acordo final confirmará os provimentos deste Artigo.

9. A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos concordam que, pendente de um acordo final, irão manter o status quo; o Irão manterá o status quo no seu programa nuclear, e os Estados Unidos não imporão novas sanções ao Irão nem reforçarão as suas forças na região.

10. Os Estados Unidos propõem-se a imediatamente após a assinatura do Memorando de Entendimento, e até à data do levantamento das sanções, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitirá isenções para a exportação do petróleo crude iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, e todos os serviços relacionados, incluindo operações bancárias, seguros, transportes, e afins.

11. Os Estados Unidos propõem-se, à luz do progresso das negociações visando um acordo final, fundos e activos congelados ou restringidos da República Islâmica do Irão serão libertos e completamente disponibilizados. Tais fundos, quer detidos na conta mestra ou transferidos, serão utilizados para qualquer pagamento final beneficiário determinado pelo Banco Central da República Islâmica do Irão e ficarão inteiramente disponíveis para utilização. Os Estados Unidos comprometem-se neste sentido a emitir todas as permissões e licenças necessárias. 

12. A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos concordam que será estabelecido um mecanismo de implementação para supervisionar o sucesso da implementação e de um futuro compromisso com o Acordo Final.

13. Em seguida à assinatura deste Memorando de Entendimento, e após recepção das seguranças relacionadas com o começo da implementação dos Artigos 4, 5, 10 e 11 deste Memorando de Entendimento, e a contínua implementação destes passos, a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos entrarão em negociações para um Acordo Final, unicamente com respeito aos Artigos restantes. 

14. O acordo final será aprovado por meio de uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas."

Cada um entenda este acordo da forma que quiser. No meu entender, é uma derrota completa dos Estados Unidos e uma submissão às ambições do Irão, com Israel saindo como o maior prejudicado nesta negociata. Usando uma linguagem futebolística: Irão 14 - EUA 0. Não estou a falar de futebol...

Shalom, Israel!


segunda-feira, junho 15, 2026

O PRETENSO ACORDO ENTRE OS EUA E O IRÃO É PERIGOSO PARA ISRAEL




O acordo que levará ao cessar das hostilidades entre o Irão e os Estados Unidos a ser assinado em Genebra na próxima Sexta-Feira deixou Israel de fora, o que na realidade coloca o estado judaico numa posição de vulnerabilidade face aos seus inimigos, especialmente o Irão e seus proxies no Líbano e na Faixa de Gaza. "Os interesses de segurança de Israel estão em perigo" - é a opinião geral dos políticos israelitas, unidos na condenação do acordo que Trump estava desesperado por conseguir, unicamente visando os seus interesses pessoais de sair do conflito cantando vitória. 

Os pormenores do acordo a assinar são ainda desconhecidos, mas pelo que se sabe, os EUA são os grandes perdedores: cederam quase todos os trunfos ao Irão, que foi de facto quem impôs as regras do jogo e vai continuar a enganar os EUA ao mesmo tempo que vai restabelecendo o seu poderio militar.

Os iranianos não concordaram com o "memorando de entendimento" por qualquer razão. Ainda que o acordo preveja a abertura do estreito de Ormuz, os iranianos querem impôr taxas de navegação. O prazo de duração deste acordo inicial é de 60 dias, mas quem poderá acreditar que o Irão vai respeitar as cláusulas e cumprir as suas obrigações? Confiar no regime iraniano é uma acto de loucura ou de suicídio, e, ao sair atabalhoadamente do pântano em que se meteu, Trump vai tentar dessa forma proteger os seus interesses económicos e eleitorais, deixando o cumprimento dos compromissos nas mãos do Irão e da sua boa boa vontade, algo que aquele regime satânico desconhece.

A população e os políticos israelitas estão revoltados por Trump ter permitido a inclusão do conflito no Líbano no memorando, o que obrigará Israel a retirar completamente do país vizinho, não permitindo que termine a eliminação completa do Hezbollah. Essa foi mais uma imposição do Irão à qual o patético Trump cedeu, mas que Israel já rejeitou.

ISRAEL RECUSA RETIRAR-SE DO SUL DO LÍBANO, SÍRIA E FAIXA DE GAZA

O ministro da Defesa de Israel já veio entretanto afirmar convictamente que as IDF não sairão do Líbano, nem da Síria. As forças israelitas ficarão ali o tempo que acharem necessário, e nem Trump conseguirá demover Israel desta decisão. Está em causa a segurança das populações do Norte de Israel que se sentem traídas pelo seu próprio governo, mas que agora tem oportunidade de as proteger criando uma zona segura no sul do Líbano. O próprio acordo de paz em discussão com o governo do Líbano fica agora posto em causa, uma vez que com esta "obrigação" de retirada das forças israelitas do sul do país o Hezbollah ficará com o terreno livre para voltar a se estabelecer naqueles territórios fronteiriços. É só uma questão de tempo até voltarem a atacar o Norte de Israel...

Israel faz bem em não sair do Líbano e fazer ouvidos moucos às exigências de Trump, que não se lembrou de incluir o seu aliado no Médio Oriente nas negociações de cessar fogo, pelo que agora e cada vez mais Israel terá de contar consigo menos apenas para resolver os seus problemas...

No meio de tantas contradições, vamos aguardar para ver o real conteúdo do pretenso acordo, para então daí extrairmos as devidas ilações...

Shalom, Israel!

sexta-feira, junho 12, 2026

UM FALSO "ACORDO" BADALADO POR TRUMP QUE SÓ VAI PREJUDICAR ISRAEL


Três horas antes do suposto "grande ataque" norte-americano previsto para ontem à noite, o sempre incongruente e inexpectável presidente Trump veio anunciar ao mundo que o acordo estava praticamente concluído e que seria assinado durante o fim de semana numa cidade europeia. Para o "vitorioso" Trump, "a guerra acabou". Mais tarde soube-se que este controverso e misterioso acordo será assinado em Genebra, no Próximo Domingo, com a presença do vice-presidente JD Vance. 

Nas horas seguintes e até há bem poucas horas, o Irão alegava não ter acordado nada em relação a este assunto, e Israel, nas palavras de Netanyahu, foi deixado de lado. A conclusão é que Trump quer a todo sair do imbróglio em que se envolveu, e agora já está disposto a negociar o fim do conflito a qualquer preço, mesmo que isso signifique abandonar Israel à sua sorte.

"A PAZ NUNCA ESTEVE TÃO PERTO COMO AGORA"

Há poucas horas o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, em nome do país mediador deste longo processo de negociações, afirmou publicamente: "Podemos confirmar que foi acordado um texto final para o acordo de paz, estando agora o Paquistão a trabalhar de perto com ambas as partes visando finalizar os próximos passos. A paz nunca esteve tão perto como agora." O ministro censurou as contínuas desinformações que continuam a ser divulgadas por todo o lado. 

O presidente Trump fez há pouco questão de publicar na sua rede social uma mensagem do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão alegando que o memorando de entendimento nunca esteve tão próximo. 

UM ACORDO MISTERIOSO

Não se conhecem por enquanto os itens deste acordo, mas percebe-se que quem sai favorecido é o Irão, e quem vai ser mais prejudicado será Israel. Foi este o péssimo serviço que Trump fez, e certamente que pagará um alto preço por ter deixado Israel à sua sorte...

O vice-presidente JD Vance já veio entretanto desmentir os rumores que circulam por todo o lado e que alegam que os EUA irão descongelar os biliões de dólares em activos iranianos como parte do acordo: "Em primeiro lugar, os iranianos não vão receber nenhum dinheiro, e nenhuns fundos serão descongelados apenas por assinarem um acordo ou participarem numa reunião." Segundo o acordo, e se o Irão cumprir as suas obrigações, 24 biliões de dólares serão descongelados e entregues ao país. 

Há neste momento alegações e desmentidos a circular por todo o lado, pelo que só quando o memorando de entendimento for finalmente assinado no Domingo é que se conhecerão os detalhes do mesmo, e o preço que Israel virá a pagar...

"O Memorando de Entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. Dependendo da sua finalização, os media devem abster-se de entrar em especulações sobre o seu conteúdo" - afirmou esta tarde Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, acrescentando: "Em linha com a nossa responsável e transparente actuação, todos os detalhes serão divulgados ao público na altura devida."

ISRAEL REAGE NEGATIVAMENTE

Para além da reacção negativa, o ministro da Defesa de Israel já se pronunciou, afirmando que Jerusalém poderá ter de usar futuramente a sua força militar para impedir que o Irão consiga obter a bomba nuclear: "Israel deve assegurar-se de que, também no futuro, reteremos a capacidade de agir independentemente para impedir que o Irão obtenha armas nucleares. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu demos instruções às IDF para se prepararem devidamente."

O ministro Katz afirmou ainda esperar que Trump se agarre ao princípio de não permitir que o Irão obtenha armas nucleares, notando que o presidente norte-americano deixou entretanto de se referir aos mísseis balísticos iranianos e aos grupos proxies sustentados pelo Irão. Ou seja, parece que Trump deixou de lado esses problemas essenciais à existência de Israel...

Ao que parece, o Memorando de Entendimento inclui a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias, incluindo o Líbano, algo que obviamente Israel não quer. 

Por outro lado, o ministro israelita afirmou que Israel não retirará do Líbano, nem da Síria, nem de Gaza, nem do Norte da chamada Cisjordânia. 

Vamos esperar para ver no que tudo isto vai dar. Shalom, Israel!

quinta-feira, junho 11, 2026

TRUMP AMEAÇA FORTE ATAQUE AO IRÃO PARA ESTA NOITE. RELAÇÕES AZEDAM ENTRE BRASIL E ISRAEL


A cumprir-se a promessa do presidente norte-americano, esta será a terceira noite de ataques seguidos ao Irão pelas forças norte-americanas, desta vez sem a ajuda de Israel. Nas duas últimas noites a aviação dos EUA atacou vários pontos militares estratégicos iranianos, especificamente na região do estreito de Ormuz. O presidente Trump tenta dessa forma "vergar" o regime satânico iraniano, levando-o a assinar o acordo de paz, só que os líderes do regime não cedem, e têm estado a demonstrar uma capacidade de resposta não prevista pelo presidente Trump. 

Alguns comentadores alegam que esta próxima noite será decisiva para as pretensões de Trump. Será que ele vai levar a sério um ataque vigoroso que leve a uma vitória militar, algo que ele desesperadamente anseia conseguir? Será apenas mais uns ataques, ficando por aí? Segundo ele prometeu, os ataques serão "muito duros."

A população norte-americana está dividida, quanto à acção a tomar pelo seu presidente. Uma grande parte preferiria um acordo que cessasse de vez com as hostilidades, permitisse a reabertura do estreito de Ormuz e o regresso à estabilidade económica. Outros, da linha de Hagseth, o "conselheiro de guerra" do presidente, votam pela continuação da guerra até à rendição ou destruição da ameaça iraniana. 

O Irão tem ripostado, atacando bases militares norte-americanas na Jordânia e em vários países vizinhos do Golfo. 

RELAÇÕES AZEDAM ENTRE BRASIL E ISRAEL


As relações já de si conturbadas entre os governos do Brasil e de Israel atingiram agora o seu ponto mais baixo com a recusa das autoridades brasileiras em aceitar a indicação de Vivian Eisen como próxima consulesa geral de Israel em São Paulo. 

Com o governo de Lula a virar-se constantemente contra Israel, que acusa de "genocida", as tensões entre Brasília e Jerusalém têm estado a agudizar-se nestes últimos anos. Já em 2025 as relações azedaram com a recusa da indicação de Gali Dagan por parte do governo Lula como novo embaixador israelita no Brasil, deixando Israel sem representação diplomática no Brasil e levando a uma degradação das relações entre os dois países. Nessa altura, a decisão de Israel foi de classificar Lula da Silva como "persona non grata", proibindo dessa forma a sua entrada em Israel. Lula da Silva tem demonstrado ser um famigerado antissemita apoiante do Hamas, ainda mais quando retirou o seu país do IHRA - a organização internacional criada para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel, colocando o Brasil ao lado de regimes antissemitas como o do Irão, que nega declaradamente o Holocausto e visa a destruição do estado de Israel. Esses são os amigos do presidente Lula da Silva.

O ministro da Defesa de Israel lamentou esta situação, declarando ao mesmo tempo que Israel consegue superar os seus inimigos: "Como ministro de Defesa de Israel, afirmo que nós saberemos defender-nos contra o eixo do mal do islamismo radical, mesmo sem a ajuda de Lula e seus aliados" - e acrescentou: "Lamento pelo maravilhoso povo brasileiro e pelos muitos amigos de Israel no Brasil que este seja o vosso presidente. Melhores dias ainda virão para a relação entre os nossos dois países."

Com esta nova recusa do governo brasileiro, quando as funções do actual cônsul geral cessarem dentro das próximas semanas, a representação de Israel no Brasil ficará ainda mais reduzida. 

Com as eleições previstas em Outubro tanto no Brasil como em Israel, há uma expectativa em Israel de que as coisas no Brasil possam mudar para melhor. 

Uma sondagem recentemente realizada revelou que menos de metade dos brasileiros têm algum conhecimento sobre o Holocausto. A tendência anti-ocidental e pós-cristã aumenta entre os jovens, apesar do forte apoio a Israel por parte dos líderes evangélicos do país. 

Deus tenha misericórdia do Brasil!

Shalom, Israel!

terça-feira, junho 09, 2026

ISRAEL PREPARADO PARA REGRESSAR À GUERRA COM O IRÃO


Sabe-se agora que o ataque israelita ao Irão na madrugada de Segunda-Feira deveria ter sido muito mais intenso, e aprovado pelo primeiro-ministro, não fosse a intervenção à última da hora do presidente Trump, que parece estar mais apostado em estragar os planos de Israel do que em fazer justiça contra os terroristas. Israel tinha uma grande operação planeada, mas cedeu aos interesses de Trump, que chegou ao ponto de ameaçar Netanyahu de que Israel iria ficar sozinho, caso não obedecesse às ordens do presidente norte-americano...

Segundo o comandante chefe militar das IDF, as tentativas do Irão para "ditar as equações" irão fracassar.

"A tentativa iraniana de ditar as equações e mudar a realidade irão fracassar. Continuaremos a operar e a aprofundar os estragos causados à organização terrorista do Hezbollah e defender as comunidades do Norte" - declarou o general Eyal Zamir esta manhã durante uma visita a um exercício militar. 

"As IDF mantêm e continuam mantendo prontidão imediata e preparação para um retorno aos combates contra o Irão."

Referindo-se ainda à recente troca de fogo entre Israel e o Irão, o general informou: "Todos os nossos sistemas defensivos e ofensivos estiveram em alerta e preparados. Interceptámos as ameaças lançadas contra nós e fizemos rápidos e assertivos ataques no Irão."

O general acrescentou ainda que "o ataque que perpetrámos no Irão foi a preparação para um muito mais significativo e severo golpe. Estamos preparados para retornar e lançar um outro ataque profundo e duro contra o Irão."

Shalom, Israel! 

segunda-feira, junho 08, 2026

ISRAEL PREPARAVA ATAQUES MUITO MAIS INTENSOS AO IRÃO, NÃO FOSSE A INTERVENÇÃO DE TRUMP


A resposta israelita desta madrugada aos ataques iranianos de ontem foi contida, tendo em conta a pressão exercida pelo presidente Donald Trump que quer a todo o custo evitar uma escalada da guerra. Mais interessado em salvar a sua popularidade - já em fase descendente - Trump quer resolver o quanto antes a crise com o Irão, se possível até à realização do Mundial de Futebol nos EUA. A preocupação do presidente não parece ser tanto a segurança de Israel. O estado judaico, por seu turno, confrontou a "exigência" ontem feita por Trump para não retaliar os ataques dos 20 mísseis disparados pelo Irão, felizmente todos interceptados pelos sistemas de defesa israelita, e lançou um forte ataque contra cerca de 15 alvos no Irão, incluindo o aeroporto internacional de Teerão, instalações de armazenamento de drones, e outras infraestruturas nas cidades de Isfahan, Karaj e Tabriz. Uma segunda onda de ataques aéreos israelitas atingiu o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do país. 

Israel sofreu estragos em 4 casas na região da Samaria, mas felizmente sem danos humanos. O único problema foi milhões de cidadãos terem de correr mais uma vez para os abrigos em função dos alertas sonoros avisando da chegada de algum míssil iraniano. 

O ataque iraniano de ontem à noite foi o cumprimento da promessa feita pelo regime satânico dos guardas revolucionários que vingariam o ataque feito por Israel ao reduto do Hezbollah no sul do Líbano pela manhã de ontem. E o Irão cumpriu a promessa, ainda que ansioso por não ver um escalar do conflito, pelo que esta manhã, após mais um ataque com mísseis, "deu-se por satisfeito", informando que não atacaria mais. Pelo menos por agora... Israel, por seu turno, cancelou também a operação intensa que havia preparado, e isso em resposta ao apelo de Trump, avisando no entanto que qualquer novo ataque do Hezbollah contra o Norte de Israel seria respondido com força, o que a acontecer, poderá levar novamente o Irão à tentação de atacar Israel. 

Israel bombardeou ontem um comando e centro de controle do Hezbollah no distrito de Dahieh, no Sul de Beirute, que é como se sabe um grande reduto das forças terroristas do Hezbollah. Esse ataque foi a resposta aos rockets que haviam sido anteriormente disparados pelo Hezbollah contra as populações do Norte de Israel. Apesar de tentar enganar o mundo de que nada tem a ver com o Líbano, o Irão correu a defender o seu braço armado naquele país - o Hezbollah - provando que de facto é o regime iraniano que fomenta e sustenta aquele grupo terrorista vizinho de Israel. 

Depois do telefonema desta manhã de Trump, Netanyahu deu ordens às IDF para suspender os grandes ataques que a aviação israelita estava a preparar e que se previa durariam alguns dias. De qualquer modo, a situação é muito frágil, e qualquer descuido do Hezbollah pode despoletar uma nova onda de ataques de Israel e por consequência do próprio Irão contra Israel...

Shalom, Israel!

quarta-feira, junho 03, 2026

2.300 JUDEUS NORTE-AMERICANOS DEVERÃO EMIGRAR PARA ISRAEL NESTE VERÃO


Com a crescente onda de antissemitismo pelo mundo fora, é cada vez maior o número de judeus a considerarem seriamente abandonar os países onde sempre viverem e partir para Israel, a terra dos seus ancestrais. 

Só da América do Norte são esperadas neste Verão em Israel mais de 2.300 pessoas, representando 478 famílias. A organização Nefesh B'Nefesh tem estado a facilitar o processo de imigração destes judeus, e espera este ano ultrapassar os 4.150 imigrantes que no ano passado partiram para viver em Israel. O ano passado este número já foi um recordes nos 23 anos de existência da organização. 

São esperados este Verão 47 voos da El Al trazendo novos imigrantes provenientes de Nova Iorque, Nova Jérsia, Miami, Boston e Los Angeles. 

ANTISSEMITISMO CRESCE NA EUROPA

A situação é tão grave em países como o Reino Unido, que um médico judeu britânico em vias de imigrar para Israel afirmou que médicos lhe disseram que não tratariam pacientes oriundos de Israel, mesmo que estivessem em risco de morte!

Na Baviera (sul da Alemanha), um restaurante colocou um letreiro na porta proibindo a entrada a judeus. O assunto já está na justiça, uma vez que viola todos os princípios humanitários.


Um avião da companhia aérea israelita Israir que esta manhã deveria ter aterrado em Ljubljana, capital da Eslovénia, teve de mudar a sua rota para Zagreb, na Cróacia, por ter sido proibido de aterrar na Eslovénia. Sabe-se que esta decisão foi tomada por motivos políticos, ainda que viole por completo os acordos para a aviação e as leis da União Europeia, da qual a Eslovénia faz parte. 

Shalom, Israel!

segunda-feira, junho 01, 2026

APÓS CONQUISTAR A FORTALEZA DE BEAUFORT, ISRAEL AVANÇA PARA BEIRUTE COM A LUZ VERDE DE WASHINGTON


Após a vitoriosa conquista ontem de manhã da fortaleza estratégica de Beaufort, a Norte do rio Litani, o Hezbollah tem estado a disparar rockets contra o Norte de Israel, incluindo a região de Tiberíades, junto ao Lago da Galiléia. Contaram-se até agora cerca de 50 rockets. 

A resposta de Israel não se fez esperar: esta manhã, o primeiro-ministro Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz ordenaram o avanço das forças militares israelitas até Dahiyeh, um forte reduto do Hezbollah nas imediações da capital Beirute. A região de Beirute ficará agora sujeita aos fortes bombardeamentos israelitas. Contrariamente ao que muitos comentadores mal informados e quiçá mal intencionados tentam fazer crer, quem tem estado a violar ao cessar-fogo entre Israel e o Líbano tem sido o grupo terrorista, e esta manhã foi a prova disso com sucessivos ataques de rockets visando as populações civis de Israel. Ao que parece, esta decisão do governo israelita é consequente da luz verde dada pelos Estados Unidos, numa altura em que as conversações com o Irão se vão arrastando sem um fim à vista. Os Estados Unidos têm estado a "segurar" Israel durante estas últimas semanas, esperando da parte do Irão a finalização do acordo, porém, como tal não tem acontecido, a administração Trump permitiu a Israel a retoma dos bombardeamentos a Beirute, esperando dessa forma exercer pressão sobre o regime satânico iraniano.

As IDF têm penetrado cada vez mais no interior do Líbano, e a conquista desta fortaleza medieval de Beaufort construída pelos cruzados permite a Israel um melhor controle de toda aquela região e do próprio rio Litani. 

O primeiro-ministro Netanyahu afirmou esta manhã que não permitirá uma situação em que os cidadãos do Norte de Israel vivam debaixo do fogo inimigo, ao mesmo tempo que os oficiais de topo do Hezbollah em Dahiyeh mantêm a sua imunidade ao não serem atacados. As povoações israelitas do Norte que têm vindo a ser atacadas pelo Hezbollah desde Sábado são Karmiel, Tel Dan, Nahariyah, Acre, Beit Hillel, Kiryat Shmona, Safed, Maalot e outros pontos na Galiléia. 

Cerca de 20 soldados israelitas já perderam a vida nestes últimos combates no Sul do Líbano. 

As forças israelitas já se encontram a operar em Nabatiyah, o ponto mais a Norte onde chegaram até agora nesta nova investida no Líbano. Esta cidade é um outro forte reduto do Hezbollah, uns 20 quilómetros a Norte da fronteira com Israel. 

Segundo Netanyahu, as IDF já eliminaram cerca de 8.000 terroristas do Hezbollah desde o início da guerra. Segundo as IDF, só em Maio foram mortos 900.

"A captura de Beaufort é um estágio e uma mudança dramática nas políticas que temos vindo a seguir. Quebrámos a barreira do medo. Estamos a tomar a iniciativa, operando em todas as frentes: Síria, Gaza e Líbano. Temos estado a estabelecer zonas de segurança para além das nossas fronteiras para proteger as nossas comunidades" - afirmou Netanyahu. 

Shalom, Israel!