Conforme previsto, as Forças de Defesa de Israel entraram ontem à noite na Faixa de Gaza, dando assim início à 2ª fase da operação "Margem de Protecção."
Tanques, carros de combate e milhares de soldados apoiados pela poderosa aviação e marinha israelitas iniciaram uma arriscada intervenção que visa destruir os muitos túneis que são utilizados pelos terroristas palestinianos para tentar entrar em Israel com o intuito de cometerem atentados e sequestros, e que têm servido para a entrada de armas e explosivos, muitos deles fornecidos pelo Irão.
Israel quer também liquidar as estruturas militares do Hamas, de forma a que durante os próximos tempos Israel possa ver as suas populações do sul a viver tranquilamente, após anos e anos de insegurança e medos dos constantes ataques com rockets disparados da vizinha Gaza.
Israel já conta com o primeiro soldado morto nesta intervenção, o jovem de 20 anos Eitan Barak vítima de um confronto havido no início desta manhã, já em Gaza. Outros 5 soldados israelitas sofreram ligeiros ferimentos, estando alguns sendo tratados no hospital de Berseba. Os palestinianos alegam por seu lado já haver 20 mortos desde o início desta intervenção terrestre.
As Forças de defesa de Israel comunicaram a morte de 14 militantes palestinianos como resultado de diversas trocas de fogo com armas. Segundo as mesma fontes militares, desde as 8 da noite de ontem até às 6 desta manhã cerca de 143 alvos terroristas foram atingidos, tendo sido destruídos 20 lançadores de rockets.
Segundo as autoridades militares, tudo está a decorrer conforme planeado, havendo apenas algumas altercações ao longo do caminho.
A incursão em território de Gaza iniciou-se exactamente às 22H30 locais, após 10 dias de ataques aéreos israelitas como retaliação ao disparos de mais de 1000 rockets desde Gaza.
Israel convocou entretanto mais 18 mil reservistas para esta operação, prevendo-se que seja um esforço determinado de Israel para acabar de vez com as estruturas militares e bélicas do Hamas, e que têm vindo a fortalecer-se nestes últimos anos, em grande parte com a ajuda do Irão.
O acontecimento que levou o governo de Israel a decidir-se pela intervenção terrestre foi alegadamente a tentativa de penetração em território israelita de 13 terroristas do Hamas na madrugada de ontem, e que Israel conseguiu detectar e destruir, conforme descrevemos ontem. essa foi, por assim dizer, a "gota de água" que "empurrou" as autoridades israelitas a se decidirem por esta nova fase da intervenção em Gaza.
POUCOS CONFRONTOS
Segundo residentes de Gaza têm vindo a informar esta manhã, as forças israelitas não estão a entrar nos grandes centros populacionais, mantendo-se a algumas centenas de metros da fronteira. Os tanques também não estão a entrar nas estradas, mantendo-se por enquanto no cima das colinas da zona leste de Gaza. Outras informações dão conta de que os soldados israelitas evitam o contacto com os centros residenciais, procurando neste momento encontrar os túneis por onde se movimentam os terroristas, sendo os poucos confrontos registados à volta desses lugares.Mais rockets têm entretanto sido disparados contra o sul de Israel, tendo a maior parte sido abatidos pelo sistema de defesa israelita "Cúpula de Ferro" (Iron Dome).
Peçamos a Deus por protecção para os soldados israelitas e para que não hajam mais vítimas civis tanto de um lado como do outro, e para que a intervenção de Israel consiga derrubar as estruturas que são usadas para tentar destruir o Seu povo.
Shalom, Israel!














































