terça-feira, dezembro 30, 2025

"O MELHOR DOS 6 ÚLTIMOS ENCONTROS" ENTRE NETANYAHU E DONALD TRUMP


Decorreu ontem na Flórida o encontro entre o primeiro-ministro Netanyahu e o presidente norte-americano Donald Trump. Este foi o sexto encontro dos dois líderes só neste ano, tendo várias personalidades comentado que terá sido o melhor de todos. 

Vários pontos foram abordados durante o almoço com que Trump presenteou Netanyahu e respectiva delegação. A questão do Irão foi uma das mais cruciais, nesta fase em que as populações iranianas estão indo para as ruas diariamente para protestarem contra o custo de vida, temendo-se que o regime ditatorial dos aiatolás caia no grave erro de tentar desviar as atenções dos graves problemas internos através de um ataque a Israel. Sabe-se que o país está a desenvolver as suas capacidades de mísseis, estando a receber apoio da China, falando-se até que estarão a colocar armas químicas nas ogivas para atacar Israel. 

Em relação à possibilidade mais que evidente de Israel ter de atacar o Irão, o presidente Trump já deu luz verde a Israel. Era esse afinal um dos principais pontos da agenda de Netanyahu. Trump mostrou-se assim aberto a novos ataques às instalações nucleares e depósitos de mísseis iranianos: "Agora ando a ouvir que o Irão anda a tentar reequipar-se, e se assim for, vamos ter de os derrubar. Vamos derrubá-los. Vamos soltar o inferno para cima deles, mas esperamos que tal não aconteça. Ouvi que o Irão quer chegar a um acordo. Se quiserem fazer um acordo, isso é muito mais inteligente". 

Outro assunto abordado foi a questão do Hamas que, contrariamente ao acordado, insiste em não se desarmar, levando Trump a afirmar que se o grupo terrorista continuar nessa posição, "será horrível para eles". O presidente ameaçou ainda: "Se eles não se desarmarem, tal como concordaram fazer, irão pagar um preço infernal. Eles têm de se desarmar num curto período de tempo."


VENDA DE 25 CAÇAS F-15IA A ISRAEL

A boa notícia é que o Pentágono permitiu à Boeing a venda a Israel de 25 caças F-15IA, num valor calculado em 8,6 biliões de dólares. O contrato abre ainda a porta a uma outra futura venda destes aviões sofisticados à Força Aérea de Israel. A FAI já dispões de vários aviões de guerra F-16, F-15 e caças F-35. Os novos caças F-15IA estão equipados com motores optimizados e equipamentos sofisticados que permitirão uma poupança operacional de 25% por hora. A nova tecnologia permitirá que a FAI não precise de tantos aviões para realizar operações aéreas no futuro. Estes novos aviões poderão também carregar até 13.380 quilos de equipamento, o que equivale a um total de 27 mísseis. Estes novos aviões têm um alcance máximo de 4.000 quilómetros. Isto significa uma capacidade maior para atingir alvos distantes, como é o caso do Irão. 

Shalom, Israel!


segunda-feira, dezembro 29, 2025

DESCOBERTO MIKVÉ COM 2 MIL ANOS DEBAIXO DA PRAÇA DO MURO OCIDENTAL


Mais uma descoberta sensacional comprovando a presença do povo judeu há 2 mil anos na Cidade santa de Jerusalém: foi agora descoberto por baixo da grande praça adjacente ao Muro Ocidental um mikvé - um tanque em pedra que servia para os banhos rituais judaicos antes da ascensão ao Templo.

Este tanque de banhos rituais situa-se a poucos metros do Monte do Templo, e tem 3,05 metros de comprimento, 1,35 de largura e 1,85 de altura, e estava coberto com uma camada de cinzas, comprovando os trágicos dias vividos em Jerusalém com a destruição do Templo no ano 70 d.C.

Qualquer judeu que pretendesse subir ao Monte do Templo teria primeiramente de se purificar nos banhos rituais num dos muitos mikvés à volta do Monte. 

"Jerusalém deve ser lembrada como a Cidade do Templo" - afirmou Ari Levy, director das escavações organizadas pela Autoridade para as Antiguidades de Israel, acrescentando: "Para tal, muitos aspectos da vida diária eram adaptados a essa realidade, e isso reflecte-se especialmente na observância meticulosa das leis rituais da impureza e da pureza seguidas pelos residentes e líderes da cidade."

À volta da mikvé foram ainda encontrados vários vasos típicos desta época do Segundo Templo. 

Esta descoberta foi anunciada na véspera do dia dez do jejum Tevet, que acontece amanhã e que comemora o início do cerco babilónico que levou à destruição de Jerusalém e do Primeiro Templo no 6º século a.C. Não se sabe ao certo o dia em que o mikvé foi descoberto pelos arqueólogos. 

Shalom, Israel!

sexta-feira, dezembro 26, 2025

AEROPORTO DE BEN GURION RECEBEU 18,4 MILHÕES DE PASSAGEIROS EM 2025


Com a reabertura dos céus de Israel para a navegação aérea após 2 anos de conflitos em Gaza e no Líbano, é impressionante constatar o tremendo aumento de fluxo dos que passam pelo principal aeroporto internacional de Israel, o aeroporto de Ben Gurion, perto de Tel Aviv. 

O aumento de passageiros é de 33%, sinalizando uma fantástica recuperação em comparação com o ano anterior. Neste momento, há cerca de 60 companhias aéreas a voar para Israel, estando a companhia WIZZ a preparar o seu hub para o aeroporto israelita. Os principais destinos dos turistas israelitas são a Grécia, os EUA, os Emirados Árabes Unidos e a Itália. 

TAP RETOMA VOOS PARA TEL AVIV!

Uma das agradáveis surpresas deste Natal foi a notícia de que a companhia aérea portuguesa TAP irá retomar os seus voos para Israel após 2 anos de ausência. A companhia irá fazer 5 voos semanais, dessa forma cativando o mercado brasileiro e norte-americano, com os turistas fazendo escala em Lisboa até 5 dias e prosseguindo para Israel. A TAP irá utilizar os modernos aviões Airbus 320 neon com uma capacidade de 168 passageiros. 

Os voos da TAP terão o seu início a 29 de Março. A companhia aérea é considerada uma das mais seguras da Europa, e é conhecida pela sua alta eficiência operacional, mantendo a sua reputação de segurança. 

OPTIMISMO PARA 2026

Há uma acentuada expectativa e optimismo na indústria turística de Israel, antevendo-se uma grande aceleração no processo de recuperação do turismo no país. Esta previsão é confirmada pelo número de companhias aéreas que retomaram os seus voos regulares para o país, em especial as gigantescas companhias norte-americanas Delta Airlines e United Airlines, que planeiam retomar voos regulares a partir da próxima primavera (Março). Espera-se que o número de visitantes ultrapasse os 3 milhões, com os Estados Unidos na linha da frente, trazendo comunidades judaicas e evangélicas a conhecer Israel. Espera-se também um crescente fluxo de países europeus, como a França e o Reino Unido, mas também da Georgia, Eslováquia, Grécia e Hungria. 

Israel está assim a navegar numa fase decisiva de recuperação. O crescimento já verificado neste ano é assim um arranque fundamental para o crescimento esperado para 2026. A combinação da expansão do tráfego aéreo, o surgimento de novos hotéis e os esforços combinados de promoção do mercado turístico israelita tornarão 2026 o ano da mudança, dando as boas vindas aos visitantes em busca da mistura única que o país tem a oferecer, desde a História, à cultura e às suas belezas naturais.

Shalom, Israel!

sexta-feira, dezembro 19, 2025

MAIORIA DOS PALESTINIANOS AMALDIÇOA O HERÓI MUÇULMANO POR TER SALVO JUDEUS NA AUSTRÁLIA


Para quem ainda mantém ilusões sobre a verdadeira atitude dos palestinianos em relação aos judeus, aqui vai a comprovação da realidade: 75% dos inquiridos numa recente sondagem realizada pelo "Ramallah News" declararam amaldiçoar o muçulmano Ahmed al Ahmed por este ter salvo a vida de muitos judeus, ao ter confrontado e desarmado um dos 2 assassinos no hediondo ataque terrorista de Domingo passado numa praia de Sidney, Austrália. 

Apenas 20% dos comentadores é que descreveram Ahmed como um herói, citando inclusivamente ensinamentos islâmicos que enfatizam o dever de proteger vidas inocentes. 

Mais de 1000 pessoas responderam à pergunta postada pelo órgão informativo palestiniano, e, para que não restem dúvidas, cerca de três quartos dos mesmos classificaram o australiano de origem síria como um traidor, questionando até a sua fé (islâmica). Alguns chegaram ao ponto de desejar a sua morte: "Que Alá não te cure!" Vários comentadores elogiaram até a carnificina perpetrada pelos 2 terroristas.

A corajosa acção humanitária de Ahmed recolheu inúmeros aplausos e apreciação pelo mundo fora, excepto da parte de muitos muçulmanos que não aceitem que um muçulmano possa salvar vidas de judeus. 

O massacre na praia de Bondi provocou 15 vítimas mortais entre os muitos judeus que ali se reuniam para iniciar os festejos do Hanuká. Entre os mortos conta-se uma menina de 10 anos. O atentado terrorista deixou ainda um número considerável de feridos. Não tivesse havido a pronta intervenção de Ahmed al-Ahmed, o número de vítimas teria sido certamente muito maior. 

A Autoridade Palestiniana emitiu um comunicado oficial condenando o ataque como "um acto de extremismo e terrorismo", sem no entanto mencionar que as vítimas foram judeus.

Ainda no hospital, onde se encontra a recuperar dos ferimentos causados pelos tiros que sofreu, Ahmed testemunhou que não se arrepende daquilo que fez. O apoio internacional tem-se traduzido também a nível financeiro, tendo-lhe já sido entregue um cheque no valor de cerca de 1,5 milhões de dólares.

Shalom, Israel!

quinta-feira, dezembro 18, 2025

ISRAEL ASSINA GIGANTESCO NEGÓCIO DE GÁS NATURAL COM O EGIPTO


Já é considerado o maior negócio de sempre relacionado com a venda de gás natural explorado pelo estado judaico. O primeiro-ministro israelita confirmou ontem este negócio que permitirá a venda de gás natural ao Egipto no valor de cerca de 35 biliões de dólares.

Ladeado pelo ministro para a Energia Eli Cohen, Netanyahu anunciou que 18 biliões de dólares provenientes destas vendas irão directamente para os cofres do estado, visando "fortalecer a educação, a saúde, as infraestruturas, a segurança, e o futuro das próximas gerações."

Ao que parece este mega-negócio é fruto de forte pressão por parte da administração norte-americana, pretendendo dessa forma uma aproximação entre Jerusalém e o Cairo. Prevê-se até ao fim do ano uma cimeira entre Netanyahu e o presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi.

"Esta é uma grande oportunidade para Israel. A venda de gás ao Egipto criará independência, aproximará os países, criará uma calorosa paz e evitará a guerra" - afirmou uma individualidade do governo norte-americano. 

O primeiro-ministro informou ter concordado com o negócio "após se assegurar dos interesses de segurança e outros." 

"Este negócio fortalece em grande medida o estatuto de Israel como potência energética regional e contribui para a estabilidade na nossa região. Também encoraja outras empresas a investirem na exploração de gás nas águas económicas israelitas. Vai ser encontrado mais gás, mas mais importante de tudo é que este negócio vai obrigar as empresas a vender o gás a bons preços à população de Israel."

Contrariamente às manifestações de oposição à exploração de gás natural, Netanyahu afirmou que "está claro que a exploração do gás das profundezas do mar tem trazido uma enorme bênção ao estado de Israel."

O campo de gás natural "Leviathan" situa-se no mar, a cerca de 130 quilómetros de Haifa, foi descoberto em 2010 e iniciou o fornecimento de gás doméstico em Israel em 2019. As exportações para o Egipto iniciaram-se em Janeiro de 2020. Este novo acordo com o Egipto representa 130 biliões de metros cúbicos de gás natural, uns 22% da reserva, e representa cerca de 13% da capacidade total de Israel, podendo satisfazer cerca de um quarto das necessidades eléctricas do vizinho Egipto. 

Prevê-se que este mega-negócio venha a atrair biliões de dólares em investimento para a expansão da exploração "Leviathan".

CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS

Esta fabulosa riqueza nas águas israelitas é com toda a certeza o cumprimento da enigmática profecia feita pelo patriarca Jacob aos seus filhos no leito da sua morte, e que durante milénios deixou os intérpretes bíblicos confundidos. A profecia feita a José é bem reveladora daquilo que agora é uma realidade: "Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas..." (Livro de Génesis 49.25). Ora, os filhos de José foram Manassés e Efraim, aos quais foi atribuído território na parte ocidental e central de Israel. Se formos verificar onde se encontram as grandes reservas de gás natural até agora encontradas no mar, ao largo de Israel, verificaremos com facilidade que as mesmas se situam na zona marítima que banha a região da antiga tribo de Manassés! A Palavra de Deus não falha!

ISRAEL, GRÉCIA E CHIPRE

Os três países têm um inimigo comum: a Turquia. Nesse sentido, os três países estão juntando esforços militares para prevenir qualquer iniciativa bélica por parte da ameaçadora Turquia de Erdogan...

MAIS INVESTIMENTO EM ISRAEL

A gigante da tecnologia Nvidia anunciou mais um mega investimento em Israel, cerca de 1,5 biliões de dólares, reforçando a posição de Israel como pólo global da Inteligência Artificial.

Shalom, Israel!

segunda-feira, dezembro 15, 2025

O MASSACRE DE ONTEM É O FRUTO DE ANOS DE ANTISSEMITISMO TOLERADO PELO GOVERNO AUSTRALIANO


O governo israelita acusou o governo de Camberra de ter andado a ignorar os constantes incidentes antissemitas que têm sido frequentes na Austrália, em especial após o massacre do 7 de Outubro de 2023. Alguns líderes chegam a condenar o governo australiano, acusando-o de "ter sangue nas suas mãos." O recente reconhecimento de um "estado palestiniano" por parte do governo de Camberra veio certamente dar mais "gás" ao ódio antissemita que se tem verificado naquela nação.


Há pelo menos até agora o registo de 15 vítimas mortais do ataque de ontem perpetrado por 2 assassinos (pai e filho) de origem paquistanesa numa famosa praia de Sidney, Bondi Beach, onde judeus estavam reunidos para celebrar a festa judaica do Hanuká. Entre as vítimas mortais contam-se rabis, um sobrevivente do Holocausto, e uma criança de 10 anos. 


Não fosse a heróica intervenção de Ahmed al Ahmed, um árabe sírio cristão maronita, que conseguiu dominar e desarmar um dos terroristas, o número de vítimas seria certamente bastante maior. Estão vários feridos ainda hospitalizados, alguns em estado grave. Entre os mortos, está o companheiro idoso de uma sobrevivente do Holocausto, que foi assassinado quando protegia a sua companheira dos tiros disparados aleatoriamente. 


Um dos terroristas, Sajid Akran, de 50 anos, que as autoridades informaram ter 6 armas, foi abatido pela polícia na zona do ataque. Naveed Akram, de 24 anos, conseguiu sobreviver, encontrando-se hospitalizado, e se sobreviver terá de enfrentar a justiça australiana. 

Netanyahu acusou o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese de "ter derramado combustível sobre este fogo antissemita", acrescentando que as políticas do governo australiano, ao terem reconhecido um estado palestiniano só vieram encorajar os "odiosos antissemitas que calcorreiam as vossas ruas. O antissemitismo é um cancro. Ele espalha-se enquanto os líderes ficam silenciosos. Vocês têm de converter a fraqueza em acção."

O presidente israelita Herzog condenou o ataque terrorista, classificando-o de "cruel", e apelou a Canberra para que "combata a enorme onda de antissemitismo que contagia a sociedade australiana."

O governo australiano recebeu vários sinais de alerta ao longo dos últimos meses, tendo fechado os olhos a apelos nas ruas tais como "globalizem a Intifada." A Austrália tem registado muitas centenas de incidentes antissemitas nestes últimos meses, sendo que o governo nada tem feito de concreto para tentar impedir ou desmotivar tais actos criminosos. 

LIGAÇÕES AO ISIS?

O governo australiano está a investigar possíveis ligações do massacre ao Irão, sabendo-se que um dos criminosos tinha sido procurado em 2019 por ligações ao ISIS. Foi encontrada uma bandeira do movimento terrorista no carro dos terroristas, pai e filho, de 50 e 24 anos respectivamente. 


Este foi um dos maiores massacres ocorridos na Austrália nestas últimas décadas. 

Shalom, Israel!



sábado, dezembro 13, 2025

SENSACIONAL DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA EM JERUSALÉM!


A poucos dias da celebração da festa judaica da Hanuká - a Festa das Luzes - os arqueólogos israelitas descobriram uma enorme muralha da época dos macabeus hasmoneus. 

A meio dos trabalhos de renovação da Torre de David, a inesperada descoberta não poderia ser em melhor altura do ano, uma vez que a festa do Hanuká lembra quando os macabeus hasmoneus combateram e venceram os opressores colonizadores gregos cerca de 162 anos antes de Cristo. 

A Torre de David é uma parte icónica da antiga cidade de Jerusalém, tendo sido convertida num impressionante museu. A Autoridade para as Antiguidades de Israel tem estado a realizar escavações neste sítio histórico em preparação para a nova "Ala de Arqueologia, Arte e Inovação Schulich", a qual fará parte do complexo "Kishle" do museu. 


Durante a escavação os arqueólogos  escavaram parte da antiga muralha da cidade datada do segundo século a.C. É uma das mais extensas muralhas jamais encontradas em Jerusalém, encontrando-se num bom estado de conservação. 

"A nova secção escavada, conhecida nas antigas fontes históricas como "Primeira Muralha" é particularmente impressionante, tanto na sua dimensão, como no seu grau de preservação: cerca de 40 metros de comprimento, e 5 de largura."

"A muralha está meticulosamente construída com pedras grandes e pesadas, trabalhadas à maneira típica daquela época. A muralha massiva original elevava-se a mais de dez metros! Aquilo que se vê agora é um tamanho reduzido do que era. Na época do Segundo Templo a muralha da cidade hasmoneana também rodeava o Monte Sião, onde têm sido encontrados restos da mesma, bem como na Cidade de David, no pátio da Cidadela de David, e ao longo da fachada exterior da muralha ocidental da cidade antiga de Jerusalém."

O antigo historiador Flávio Josefo descreveu a assim-chamada "Primeira Muralha" como "inexpugnável", tendo 10 metros de altura e com 60 torres posicionados ao longo da sua extensão.

"Das 3 muralhas, a mais antiga, devido às ravinas circundantes e à colina acima sobre a qual foi criada, era praticamente inexpugnável. Mas, para além da vantagem da sua posição, foi também fortemente construída" (Flávio Josefo, na Guerra dos Judeus, Livro 5, capítulo 2).

"Este segmento da antiga muralha de Jerusalém escavada pela Autoridade das Antiguidades de Israel é uma evidência tangível e emotiva do poder e estatura de Jerusalém durante o período hasmoneu. As descobertas arqueológicas permitem-nos conectar à continuidade histórica que nos prende a nós, gerações de judeus, a Jerusalém, e demonstra e exibe ao mundo a nossa herança da qual nos orgulhamos. É empolgante ver como as histórias do Hanuká estão ganhando vida no terreno."

Esta muralha ficará patente ao público que visita o Museu da Torre de David. Os visitantes caminharão sobre um chão de vidro transparente por cima das antigas pedras, e, em conjunto com interpretações de artistas contemporâneos, esta ala trará uma nova conexão à História e ao património da Cidade.

Shalom, Israel!

segunda-feira, dezembro 08, 2025

DE VISITA A JERUSALÉM, O CHANCELER ALEMÃO AFIRMA APOIO A ISRAEL


O chanceler alemão Friedrich Merz está de visita a Israel, tendo ontem visitado o primeiro-ministro Netanyahu e diversos ministros do gabinete ministerial. O líder alemão já se tinha reunido com o presidente Isaac Herzog. Houve ainda um encontro com o líder da oposição Yair Lapid. 


Merz visitou também o Museu do Holocausto, onde declarou: "Curvo-me diante dos 6 milhões de homens, mulheres e crianças de toda a Europa que foram assassinados por alemães por serem judeus." 
E acrescentou: "A Alemanha tem de apoiar a  existência e a segurança de Israel", aludindo ainda à "duradoira responsabilidade histórica" do seu país pelo Holocausto. 

A visita de Merz representa a primeira de um líder europeu desde o início do cessar-fogo em Gaza, com Israel dando assim sinais esperançosos de que a situação no país está lentamente a voltar à normalidade após dois anos de guerra. Em comparação a outros países europeus, a Alemanha permanecer fiel a Israel durante todo o percurso da guerra em Gaza. Merz foi um dos últimos líderes europeus a impôr um embargo de armas a Israel, que foi apenas parcial, e que foi levantado logo após o acordo de cessar-fogo. 

A Alemanha não se juntou à França e ao Reino Unido na pérfida decisão de reconhecer um pseudo-estado palestiniano durante a última assembleia geral da ONU.

Falando ao lado de Netanyahu numa conferência de imprensa, o chanceler explicou que Berlim ficaria ao lado de Israel, em parte pela culpa no Holocausto, acrescentando contudo que o seu governo acredita que Israel deveria ter conduzido os aspectos humanitários da guerra numa forma diferente. Segundo ele, o embargo parcial na venda de armas foi uma forma de levar a mensagem.

Merz mencionou ainda que a Alemanha bloqueou por diversas vezes tentativas internacionais para prejudicar Israel, dando como exemplo a ameaça germânica de sair do festival da Eurovisão no caso de Israel ser excluído. 

O líder da oposição israelita agradeceu a Merz ter levantado o embargo e "o seu apoio para o regresso dos reféns".

Na conferência de imprensa conjunta, Netanyahu assinalou o carácter "aberto e honesto" revelado nas conversações telefónicas, mesmo quando há desacordos. "Mas estas são conversas abertas entre amigos e pessoas que se respeitam mutuamente." Netanyahu elogiou ainda as recentes declarações do chanceler na Turquia sobre "aquilo que Israel tem estado a fazer pelo resto da humanidade."

Netanyahu afirmou que "Israel mudou a História judaica no sentido de que aqueles que nos querem mal já não nos conseguem aniquilar...ainda que nos cerquem de morte, tal como o Irão tentou com os seus párias. Nós empurrámo-los."

O primeiro-ministro aludiu ainda à diferença de opinião sobre a questão dos 2 estados, explicando que "o propósito de um estado palestiniano é o de destruir o único e singular estado judaico. Eles já tiveram um estado em Gaza, o qual foi usado para tentar destruir o estado judaico."

"Aquilo em que sempre insistiremos é que o soberano poder de segurança desde o rio Jordão, que é aqui ao lado, e o Mar Mediterrâneo, que é mesmo ali, esteja sempre nas mãos de Israel,"

Netanyahu disse ainda estarem a decorrer conversações sobre o aprofundar da cooperação na área da defesa entre os dois países. Na semana passada a Alemanha recebeu e instalou a primeiro bateria do sistema de defesa anti-aérea israelita Arrow-3, visando defender a Europa central contra potenciais ataques de mísseis balísticos por parte da Rússia. 

A Alemanha alterou radicalmente o seu perfil de segurança nacional como resultado da invasão russa da Ucrânia em 2022, estando actualmente a esforçar-se para actualizar e fortalecer as suas capacidades de defesa após décadas de negligência, e isso em parte através da compra de tecnologia israelita.

"Israel e a Alemanha são duas das mais avançadas economias do mundo. Temos gente extraordinária, pessoas extraordinariamente dotadas, e nos campos da alta tecnologia, high tech, deep tech, IA, quantum, todas essas coisas que irão alterar a face deste planeta e o futuro da humanidade."

"Ao trabalharmos juntos, não apenas podemos melhorar os cidadãos de Israel e da Alemanha, mas penso que também o mundo e a nossa vizinhança próxima no Médio Oriente. Abordámos essas questões e estamos preparados para juntos agarrarmos o futuro".

E concluiu: "Tenho que dizer, Friedrich: penso que estamos no limiar de uma nova era, pois acho que atingiremos a expansão da paz. Penso estarmos numa nova era, pois acho que as possibilidades da tecnologia com todos os seus riscos, especialmente na IA, mas com os seus feitos positivos são imensos em todos os campos, desde a agricultura à saúde e aos transportes. Penso que estamos juntos, podemos liderar isto, tornando-nos numa potência dianteira no avanço da humanidade."

Shalom, Israel!


quinta-feira, dezembro 04, 2025

APÓS ALERTAR POPULAÇÕES LOCAIS, ISRAEL BOMBARDEOU DEPÓSITOS DE ARMAMENTO DO HEZBOLLAH NO LÍBANO


É mais que evidente que o grupo terrorista do Hezbollah está a rearmar-se com equipamento vindo do Irão, contrariando dessa forma e sistematicamente o acordo de cessar-fogo estabelecido desde há meses. O grupo tem estado presente a Sul do rio Litani, na zona que segundo o acordo não poderia ocupar, e está novamente a armazenar armamento e mísseis destinados a atacar novamente Israel.

O estado judaico tem insistido nos seus apelos ao governo libanês para que, segundo o acordado, desarme o grupo terrorista, mas talvez por medo ou simples incapacidade o governo do Líbano não o tem estado a fazer, pelo que Israel não tem outra alternativa que não a de atacar as bases onde se apercebe que o Hezbollah tem estado a concentrar armas para atacar Israel. 

Esta manhã a aviação israelita lançou fortes bombardeamentos contra depósitos de armas no Sul do Líbano. Os mesmos foram realizados após avisos de evacuação às populações locais feitos pelos militares israelitas. Segundo as IDF, os depósitos de armas estavam instalados "no coração da população civil", constituindo "uma violação dos entendimentos entre Israel e o Líbano."

"Este é mais um outro exemplo do uso cínico que o Hezbollah faz dos civis libaneses como escudos humanos e das contínuas operações a partir de áreas civis."

Shalom, Israel!

segunda-feira, dezembro 01, 2025

ISRAEL ASSINALA A EXPULSÃO EM MASSA DE QUASE 1 MILHÃO DE JUDEUS DE PAÍSES ÁRABES EM 1948


O dia de ontem assinalou a efeméride anual do "Dia da Partida e Expulsão de Judeus de países Árabes e do Irão", comemorando o desenraizamento de antigas comunidades judaicas nessas regiões após a independência do estado moderno de Israel em 1948.

Perto de um milhão de judeus foram assim expulsos desde Marrocos, a Ocidente, até o Irão, no Oriente, onde já viviam em eras pré-islâmicas, portanto historicamente enraizados nessas regiões. No total, contam-se em cerca de 850 mil os judeus que fugiram aos pogroms antissemitas ou que foram expulsos de nações árabes, ao que se juntam uns 100 mil fugidos do Irão. 


Segundo estimativas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, viviam cerca de 265.000 judeus em Marrocos em 1948, 140.000 na Argélia, 105.000 na Tunísia, 38.000 na Líbia, e 100.000 no Egipto. Num Médio Oriente mais amplo, inclui-se a existência de 135.000 judeus no Iraque, 60.000 no Iémen, 30.000 na Síria, e 7.000 no Líbano. 

A vasta maioria de judeus do Norte de África e do Médio Oriente realojaram-se no recém-formado estado judaico, bem como na França, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. 

Menos de 10.000 judeus residem actualmente em países árabes, como resultado daquilo que foi de facto uma "limpeza étnica" e apropriação indevida de propriedade judaica avaliada em biliões de dólares. 

Israel designou o dia 30 de Novembro - o dia seguinte ao da histórica decisão da partição da Palestina entre judeus e árabes pela ONU - como o dia anual para assinalar a expulsão dos judeus do Médio Oriente. 

"Não é por acaso que este dia é assinalado a seguir ao 29 de Novembro" - afirmou Netanyahu, acrescentando - "Os países árabes, que nunca aceitaram a declaração da ONU para o estabelecimento de um estado judaico, forçaram os judeus que viviam nos seus territórios a abandonar as suas casas, deixando para trás todos os seus bens."

"Em várias situações, as deportações foram acompanhadas de pogroms e de violência contra os judeus. Temos agido, e continuaremos a agir para que tanto eles como as suas reivindicações não fiquem esquecidas."

O mundo árabe muçulmano rejeitou completamente o plano da ONU para a partição do Mandato Britânico na Palestina em dois estado separados, judeu e árabe. Apesar de algumas reservas, a liderança judaica aceitou o plano. Uma das objecções judaicas tinha a ver com a exclusão de Jerusalém das áreas propostas como parte de um futuro estado judaico. Foi então que rebentaram pogroms anti-judaicos pelo mundo árabe e muçulmano como resultado do voto de 29 de Novembro de 1947. No Iémen, por exemplo, foram assassinados 82 judeus durante o pogrom "Aden" (30 de Novembro - 2 de Dezembro de 1947). Em Aleppo, na Síria, centenas de residências de judeus foram queimadas e sinagogas antigas e rolos da Torá destruídos por multidões. 

Omri Schwartz descreveu a expulsão dos seus avós do Iraque: "Os meus avós, tal como toda a comunidade judaica do Iraque, foram expulsos após 2.000 anos de presença no país. Depois da vitória israelita em 1948, a população vingou-se contra os judeus no mundo árabe, os seus vizinhos. Os judeus tiveram de fugir, e na maioria dos casos, sem nada."

"Parece quase inacreditável, mas os judeus representavam 20% da população de Bagdade. Hoje, só há 4 judeus em todo o Iraque."

Enquanto a comunidade internacional tem desde há muito focado a sua atenção na situação difícil dos refugiados árabes da guerra de 1948 entre judeus e árabes, os refugiados judeus do mundo árabe e do Irão têm sido praticamente ignorados. 

No decorrer de uma reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em 2017, Hillel Neuer, o então director do Observatório da ONU, sublinhou a história negligenciada dos refugiados judeus do Médio Oriente, os quais representam actualmente cerca de metade da população judaica em Israel: 

"Quantos judeus vivem nos vossos países? Quantos judeus é que viviam no Egipto, Iraque, Jordânia, Quwait, Líbano, Líbia, Marrocos?" - questionou Neuer.

"Houve uma época em que o Médio Oriente estava cheio de judeus. A Argélia tinha 140.000. Argélia: onde é que estão os vossos judeus? O Egipto tinha 75.000 judeus. Onde é que estão os vossos judeus? A Síria tinha dezenas de milhares de judeus. Onde estão os vossos judeus? O Iraque tinha mais de 135.000 judeus. Onde estão os vossos judeus?"

Apesar do trauma da expulsão, alguns judeus do Médio Oriente têm mantido laços culturais com os seus países de origem. Como resultado do estabelecimento de relações diplomáticas entre Marrocos e Israel em 2020, os judeus marroquinos têm surgido como uma importante ponte cultural entre as duas nações.

Shalom, Israel!