A resposta israelita desta madrugada aos ataques iranianos de ontem foi contida, tendo em conta a pressão exercida pelo presidente Donald Trump que quer a todo o custo evitar uma escalada da guerra. Mais interessado em salvar a sua popularidade - já em fase descendente - Trump quer resolver o quanto antes a crise com o Irão, se possível até à realização do Mundial de Futebol nos EUA. A preocupação do presidente não parece ser tanto a segurança de Israel. O estado judaico, por seu turno, confrontou a "exigência" ontem feita por Trump para não retaliar os ataques dos 20 mísseis disparados pelo Irão, felizmente todos interceptados pelos sistemas de defesa israelita, e lançou um forte ataque contra cerca de 15 alvos no Irão, incluindo o aeroporto internacional de Teerão, instalações de armazenamento de drones, e outras infraestruturas nas cidades de Isfahan, Karaj e Tabriz. Uma segunda onda de ataques aéreos israelitas atingiu o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do país.
Israel sofreu estragos em 4 casas na região da Samaria, mas felizmente sem danos humanos. O único problema foi milhões de cidadãos terem de correr mais uma vez para os abrigos em função dos alertas sonoros avisando da chegada de algum míssil iraniano.
O ataque iraniano de ontem à noite foi o cumprimento da promessa feita pelo regime satânico dos guardas revolucionários que vingariam o ataque feito por Israel ao reduto do Hezbollah no sul do Líbano pela manhã de ontem. E o Irão cumpriu a promessa, ainda que ansioso por não ver um escalar do conflito, pelo que esta manhã, após mais um ataque com mísseis, "deu-se por satisfeito", informando que não atacaria mais. Pelo menos por agora... Israel, por seu turno, cancelou também a operação intensa que havia preparado, e isso em resposta ao apelo de Trump, avisando no entanto que qualquer novo ataque do Hezbollah contra o Norte de Israel seria respondido com força, o que a acontecer, poderá levar novamente o Irão à tentação de atacar Israel.
Israel bombardeou ontem um comando e centro de controle do Hezbollah no distrito de Dahieh, no Sul de Beirute, que é como se sabe um grande reduto das forças terroristas do Hezbollah. Esse ataque foi a resposta aos rockets que haviam sido anteriormente disparados pelo Hezbollah contra as populações do Norte de Israel. Apesar de tentar enganar o mundo de que nada tem a ver com o Líbano, o Irão correu a defender o seu braço armado naquele país - o Hezbollah - provando que de facto é o regime iraniano que fomenta e sustenta aquele grupo terrorista vizinho de Israel.
Depois do telefonema desta manhã de Trump, Netanyahu deu ordens às IDF para suspender os grandes ataques que a aviação israelita estava a preparar e que se previa durariam alguns dias. De qualquer modo, a situação é muito frágil, e qualquer descuido do Hezbollah pode despoletar uma nova onda de ataques de Israel e por consequência do próprio Irão contra Israel...
Shalom, Israel!

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