O acordo que levará ao cessar das hostilidades entre o Irão e os Estados Unidos a ser assinado em Genebra na próxima Sexta-Feira deixou Israel de fora, o que na realidade coloca o estado judaico numa posição de vulnerabilidade face aos seus inimigos, especialmente o Irão e seus proxies no Líbano e na Faixa de Gaza. "Os interesses de segurança de Israel estão em perigo" - é a opinião geral dos políticos israelitas, unidos na condenação do acordo que Trump estava desesperado por conseguir, unicamente visando os seus interesses pessoais de sair do conflito cantando vitória.
Os pormenores do acordo a assinar são ainda desconhecidos, mas pelo que se sabe, os EUA são os grandes perdedores: cederam quase todos os trunfos ao Irão, que foi de facto quem impôs as regras do jogo e vai continuar a enganar os EUA ao mesmo tempo que vai restabelecendo o seu poderio militar.
Os iranianos não concordaram com o "memorando de entendimento" por qualquer razão. Ainda que o acordo preveja a abertura do estreito de Ormuz, os iranianos querem impôr taxas de navegação. O prazo de duração deste acordo inicial é de 60 dias, mas quem poderá acreditar que o Irão vai respeitar as cláusulas e cumprir as suas obrigações? Confiar no regime iraniano é uma acto de loucura ou de suicídio, e, ao sair atabalhoadamente do pântano em que se meteu, Trump vai tentar dessa forma proteger os seus interesses económicos e eleitorais, deixando o cumprimento dos compromissos nas mãos do Irão e da sua boa boa vontade, algo que aquele regime satânico desconhece.
A população e os políticos israelitas estão revoltados por Trump ter permitido a inclusão do conflito no Líbano no memorando, o que obrigará Israel a retirar completamente do país vizinho, não permitindo que termine a eliminação completa do Hezbollah. Essa foi mais uma imposição do Irão à qual o patético Trump cedeu, mas que Israel já rejeitou.
ISRAEL RECUSA RETIRAR-SE DO SUL DO LÍBANO, SÍRIA E FAIXA DE GAZA
O ministro da Defesa de Israel já veio entretanto afirmar convictamente que as IDF não sairão do Líbano, nem da Síria. As forças israelitas ficarão ali o tempo que acharem necessário, e nem Trump conseguirá demover Israel desta decisão. Está em causa a segurança das populações do Norte de Israel que se sentem traídas pelo seu próprio governo, mas que agora tem oportunidade de as proteger criando uma zona segura no sul do Líbano. O próprio acordo de paz em discussão com o governo do Líbano fica agora posto em causa, uma vez que com esta "obrigação" de retirada das forças israelitas do sul do país o Hezbollah ficará com o terreno livre para voltar a se estabelecer naqueles territórios fronteiriços. É só uma questão de tempo até voltarem a atacar o Norte de Israel...
Israel faz bem em não sair do Líbano e fazer ouvidos moucos às exigências de Trump, que não se lembrou de incluir o seu aliado no Médio Oriente nas negociações de cessar fogo, pelo que agora e cada vez mais Israel terá de contar consigo menos apenas para resolver os seus problemas...
No meio de tantas contradições, vamos aguardar para ver o real conteúdo do pretenso acordo, para então daí extrairmos as devidas ilações...
Shalom, Israel!

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