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terça-feira, setembro 12, 2017

APOCALIPSE 12 E A CONSTELAÇÃO DE 23 DE SETEMBRO: NADA EM COMUM! - Parte final

Sem querer descartar a hipótese de Deus falar à humanidade ou aos "sábios" através de sinais astronómicos, uma vez que os astros foram dados para "sinais e para tempos determinados e para dias e anos" (Génesis 1:14), mesmo assim todo o cuidado é pouco quando se trata de especulações acerca de algo que não tem qualquer fundamento racional, muito menos crédito bíblico. 

É claro que, no passado, os astros serviram por vezes como orientação e até confirmação de algo de tremendo que o Senhor Deus iria ou estava realizando na terra entre os homens. Assim foi com os magos astrólogos que vieram do Oriente adorar o Messias na Judeia, porque tinham visto "a Sua estrela" no Oriente.

Há que no entanto pesquisar a fundo as profecias bíblicas para encontrar "pistas" que nos dêem segurança em relação a sinais presentes ou futuros, uma vez que tanto os profetas, como o Messias Jesus, e os próprios apóstolos nos deixaram um grande número de alertas proféticos, ou seja, acontecimentos invulgares na Natureza que, ao ocorreram, acabariam por confirmar a veracidade das profecias, transmitindo-nos certezas e segurança em relação ao que a seguir virá no programa divino. E, como sabemos, todos esses sinais, alguns deles já visíveis na nossa geração, anunciam a próxima Vinda do Messias e o inescapável juízo de Deus sobre toda a humanidade rebelde.
Contudo, se formos analisar todos os sinais anunciados (guerras e rumores de guerras, fomes, pestes, terramotos em vários lugares, ondas gigantescas, depravação moral e espiritual, falta de fé e de amor verdadeiro, as inúmeras heresias e o abundar de falsos profetas, a perseguição e o martírio dos santos, a indiferença espiritual, o galopante materialismo e hedonismo, a manifestação e controle económico mundial às mãos do Anticristo, etc. etc.), reparamos que todos eles se dão na terra e nomeio da sociedade que nela habita. Nenhum desses sinais tem a ver com constelações de estrelas ou alinhamento de planetas, excepto um. E é sobre esse "grande sinal" que devemos concentrar as nossas expectativas, pois esse, sim, foi anunciado pelo próprio Messias no Seu conhecido sermão profético anunciado no Monte das Oliveiras, e onde podemos descortinar toda a cronologia dos acontecimentos actuais e futuros. 

"O SINAL DA SUA VINDA"
Depois que os discípulos do Mestre receberam da parte d'Ele uma inesperada e aterradora revelação de que aquele majestoso Templo que ali se encontrava diante deles e que todos julgavam imortal, seria derrubado ainda no tempo deles, "não ficando pedra sobre pedra", a primeira imagem que terá passado na mente deles seria a do fim do mundo, tal como eles o conheciam então. E com toda a razão...
Atentemos por isso com toda a atenção às três perguntas que eles fizeram ao Messias:

1 - "Dize-nos: quando serão essas coisas?"
2 - "Dize-nos: que SINAL haverá da Tua vinda?"
3 - "Dize-nos: que sinal haverá do fim do mundo?"

Repare-se que o Messias não fugiu à pergunta essencial "que SINAL", mas deixou a resposta para o fim, pois era necessário que eles (e consequentemente nós também) conhecessem o desenrolar dos acontecimentos ouvidos da boca d'Aquele que tem o futuro nas Suas mãos.
O Senhor passa então a descrever os "pequenos sinais" que antecedem o "grande SINAL" da Sua vinda. Alguns desses sinais já foram descritos acima, e estão enquadrados no período de tempo denominado "princípio de dores", seguido do período mais tenebroso de toda a História conhecido como "Grande Tribulação." 

7 ANOS - 7 SELOS
Esse período de 7 anos em que todos estes acontecimentos irão decorrer só se inicia com a abertura do 1º selo do Livro que está nas mãos do Leão da tribo de Judá - Apocalipse 5 e 6. A sequência da abertura desses 7 selos confirma com toda a exactidão a mesma cronologia dos acontecimentos narrados pelo Messias Jesus em Mateus 24 e Lucas 21:

1º Selo - Manifestação do Anticristo; Ele "saiu vitorioso e para vencer", obviamente através do engano e da falsidade. Dá-se aqui a assinatura da "aliança com muitos por uma semana" (7 anos) revelada através do profeta Daniel (9:27).
2º Selo - Guerras e rumores de guerras;
3º Selo - Grave crise económica e fome universal;
4º Selo - Morte de um quarto da população mundial através de guerras, fomes, pestes e violência animal;
5º Selo - Martírio dos santos (a Igreja fiel ao Messias) à escala global;
6º Selo - Grande sismo e cataclismos, o esperado "big one". Os céus e a terra são sacudidos, escurecendo o sol e a lua, dando lugar a uma verdadeira chuva de estrelas e a hetacombes geológicas e celestiais; gera-se o pânico mundial, tanto mais que se sabe o que vai acontecer de seguida...A Vinda do Messias!
7º Selo - Início do Juízo do Senhor Deus sobre a humanidade, através do toque das 7 trombetas e do derramar das 7 taças da Sua ira.

MAS, "QUE SINAL HAVERÁ DA TUA VINDA?"
Voltando agora à segunda pergunta feita pelos preocupados discípulos: "Que SINAL haverá da Tua vinda?", somos esclarecidos pelo próprio Senhor sobre que SINAL é este. Repito: não "sinais", mas "O SINAL". Passo a narrar as palavras esclarecedoras do próprio Messias:
"Logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas" - Mateus 24:29, confirmado por Apocalipse 6:12 - 14 (6º selo).
E agora, e só agora, vem finalmente a esperada resposta à grande questão: "Qual será O SINAL da Tua Vinda?"

"ENTÃO APARECERÁ NO CÉU O SINAL DO FILHO DO HOMEM"
Logo a seguir às hetacombes anunciadas no verso 29, Jesus começa (no verso 30) com o importante advérbio "então" que, na nossa língua significa: "nesse ou naquele tempo ou momento", "em vista disso", "posto isto", etc. Será por acaso que Ele usa essa palavra? Claro que não! Ele quer que todos saibam que a Sua vinda só acontecerá depois de todos aqueles acontecimentos, ou "pequenos sinais", e que então que será o tempo dos Seus fieis "erguerem as suas cabeças, porque a redenção está próxima!"

Sim, todos verão o "grande SINAL da Sua vinda": quando tudo estiver em trevas (o sol escurecerá e por consequência a lua também) e se der a grande convulsão celeste, então ver-se-à o SINAL: o Filho do homem "vindo nas nuvens com poder e grande glória!"
E como será glorioso esse momento! No meio das terríveis trevas, irradiará a Luz verdadeira, a verdadeira Luz que ilumina o mundo, Jesus, o Messias, o Filho de Deus!

DAR-SE-À DE SEGUIDA "O AJUNTAMENTO DOS ESCOLHIDOS"
Tal como o Messias Jesus prometeu há 2 mil anos pouco antes da Sua morte expiatória, Ele virá buscar os Seus, para que estejam com Ele para sempre - "Virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também" - João 14:3.

E é exactamente nesse Dia que se consumará a Sua tão esperada promessa: "Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" - Mateus 24:31 e Marcos 13:27. 

Este é então o único SINAL a aguardar. Todos os outros são preparatórios e servem para nós de referência para o grande, aquele que nos levará a erguermos as nossas cabeças e a olharmos para cima, para "esperar dos céus o Seu Filho, a Quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura" 
- 1 Tessalonicenses 1:10. 

A CONSTELAÇÃO DO DIA 23 DE SETEMBRO

Em face de todo o conteúdo exposto acima, será uma perda de tempo especular sobre qualquer outro sinal cosmológico. A especulação desenvolvida por Mark Blitz sobre a conjugação de estrelas e de alguns planetas a observar no próximo dia 23 de Setembro, e que, segundo ele, encaixa com a visão que João teve e que está narrada em Apocalipse 12, não só não tem qualquer base bíblica, como não demonstra qualquer lógica. Senão, vejamos:

- A visão que João teve da mulher coroada com 12 estrelas, grávida e com dores de parto, com um dragão desejoso de destruir o fruto do seu ventre, e cujas personagens estão perfeitamente identificadas na História bíblica (Mulher = Israel; o Filho varão = o Messias Jesus; o dragão vermelho = Satanás) é algo ocorrido já há 2 mil anos. Qual a necessidade de repetir essa visão agora? Já não conhecemos a História da incarnação do Emanuel e das tentativas de Herodes (a mando de Satanás) para matar o menino em Belém? 
- Os defensores desta teoria (por sinal possuidores de uma grande imaginação) alegam que o "varão" que a mulher dá à luz é a Igreja, e que portanto o filho "arrebatado para Deus" é a Igreja, donde presumem que esta constelação do dia 23 de Setembro é o sinal que anuncia o arrebatamento. O problema é que, segundo os especialistas e os próprios cientistas, esta constelação só aparece a cada 6 mil anos! Ora, se o apóstolo João viveu há cerca de 2 mil, como é que ele poderia ter visto uma constelação - ainda por cima a olho nu - que só teria sido vista 4 mil anos antes, ou 2 mil anos depois?
- Os propagadores desta imaginativa teoria alegam que "o filho homem" nascido da mulher (Israel) não pode ser o Messias Jesus, porque, segundo eles, a partir do capítulo 4 do Apocalipse tudo é futuro, portanto a visão do "filho homem" não pode corresponder a Jesus, uma vez que Ele nasceu e ascendeu aos céus há 2 mil anos. Portanto, segundo eles, tem de ser a Igreja. Mas então coloca-se a questão: e a Igreja nasceu quando? Não foi há 2 mil anos? Seguindo a lógica (por sinal absurda) desta colocação, a Igreja ainda vai nascer, porque quando a dita constelação do dia 23 for vista, a "criança" ainda está no ventre da mãe...
- Muitas outras questões se levantam sobre este assunto, mas o essencial está dito. E, sinceramente, considero uma grande perda de tempo alimentar esta visão mais própria de um filme de ficção científica...

MAS... E 2017...?
Sem dúvida que 2017 traz a conjugação de muitos acontecimentos fulcrais na História da humanidade. Este é de facto o ano de todas as comemorações. Tanto de coisas boas, como de más. E sem dúvida que Israel está no centro das atenções neste ano e no próximo, uma vez que se completa uma geração bíblica de 70 anos desde a fundação do moderno estado de Israel, e os 50 anos - um Jubileu bíblico - da libertação da capital Jerusalém, em cumprimento de uma das grandes profecias do Messias. Desde há vários anos que neste blog tenho vindo a falar sobre 2017 e os temores associados ao mesmo.  Algo de grande vulto pode até acontecer neste período de tempo a Israel. Tanto de bom, como de mau. Mas não sabemos o quê, muito menos quando. Claro que as Festas do Senhor com Israel sempre coincidem com algum acontecimento importante relacionado com o povo judeu. Estamos à beira do Rosh Hashanah, o Novo Ano judaico, com a celebração da Festa das Trombetas. 
O que poderá acontecer nesses dias? Só o Senhor Deus sabe.
Por tudo isso que expus nestes 4 trabalhosos artigos, a minha proposta é que aguardemos o desenrolar dos acontecimentos, sempre vigilantes e activos na Obra do Senhor, e analisando os sinais à medida que eles se vão encaixando nos textos proféticos, mas nunca antecipando aquilo que não nos foi revelado, muito menos afirmando datas que são do conhecimento único e exclusivo do Senhor Deus. 

Shalom a todos os que pacientemente me leram nestes 4 dias. Como sempre, estou disponível para responder a quaisquer dúvidas, a debater opiniões, mas sempre dentro do respeito que nos é requerido e nunca sob o disfarce do anonimato. Respeito todos quantos têm e professam opiniões divergentes das minhas. Não alego nem nunca presumirei ser a "suma sapiência" em coisa alguma. Desde há décadas que sou um devoto estudioso destes assuntos, é verdade, mas continuo sempre aprendendo, aberto a novas revelações bíblicas, e disponível para partilhar aquilo que julgo ter aprendido ao longo de todos estes anos de vida cristã.

Shalom! Maranatha!







sábado, setembro 09, 2017

A ESTRANHA PROFECIA DE APOCALIPSE 12 E A GRANDE CONSTELAÇÃO DO DIA 23/9/2017 - 1ª PARTE







Muita especulação tem surgido nestes últimos meses associando a constelação visível no próximo dia 23 de Setembro à manifestação celestial revelada na profecia de Apocalipse 12. Milhares de textos, vídeos e documentários afirmam que no próximo dia 23 se dará o grande acontecimento revelado no texto profético, julgando muitos tratar-se até do arrebatamento dos eleitos.
O facto deste fenómeno celeste só se repetir a cada 7 mil anos, quase a idade da terra, dá ainda mais peso a estas conjecturas.
Não tenho quaisquer dúvidas que a esmagadora maioria dos propagadores desta "conjunção" são imbuídos das melhores intenções, certamente muitos amam e anseiam a Vinda gloriosa do Messias Jesus tanto como eu. Conheço alguns destes "apaixonados pela escatologia", e sei que são sinceros e genuínos nas suas crenças. De facto, esse anelo pelo breve Retorno do Messias é não só justificado, como justificável, levando a que facilmente se interpretem quaisquer sinais astronómicos ou geológicos como claras confirmações de certos textos proféticos bíblicos, não se levando contudo em conta algumas incongruências fáceis de observar nesta suposição, quando se estuda a fundo o referido texto profético.
O entusiasmo pelos acontecimentos fenomenais e aparente encaixe "perfeito" nos textos proféticos deve no entanto ser controlado e orientado por uma correcta exegese dos textos sagrados. Se assim não for, aquilo que inicialmente parece ser um oásis pode rapidamente tornar-se num perigoso pantanal. E não são poucos os que têm caído nessa armadilha.
Sei por experiência própria o que é "vibrar" com certos acontecimentos fenomenais, e logo correr para as Sagradas Escrituras na tentativa de encontrar um "encaixe", uma confirmação que nos leve a crer que estamos mais próximos do Grande Dia. Costumo dizer aos meus amigos mais próximos que nasci e fui criado numa casa onde um dos temas constantemente falados à volta da mesa era Israel, as profecias, a Volta do Messias, enfim, tudo quanto tinha a ver com escatologia. Enquanto na casa dos meus amigos se falava de futebol e outras vulgaridades, na minha falava-se de escatologia bíblica. E isso fez-me bem. Dou graças a Deus pelos pais que tive, e pela paixão escatológica com que o meu pai - um ministro do Evangelho - me contagiou desde tenra idade. Uma das minhas maiores alegrias na vida foi poder levar pela primeira vez na vida o meu pai a Israel - a Terra que ele tanto admirava e amava - pouco tempo antes de ele ter sido promovido à Glória Eterna.
Tudo isto para dizer à partida que eu também sou daqueles que facilmente se deixam contagiar e entusiasmar pela conjugação de eventos indicadores de probabilidades proféticas. Daí a minha posição privilegiada para falar com algum cuidado sobre esta tão importante matéria. Vamos lá então...

A continuar...