Segundo informações da rede social Facebook hoje emitidas, a partir de hoje qualquer postagem que negue ou distorça o Holocausto será banida. Para além disso, pessoas que façam investigações sobre o genocídio nazi serão direccionadas para fontes fidedignas. Esta é a mais recente medida hoje anunciada pelo fundador do Facebook num conjunto de outras que tentam agir contra teorias conspirativas e informações erradas que antecipam as eleições presidenciais norte-americanas no próximo mês.
Zuckerberg disse acreditar que esta nova política estabelece "o equilíbrio correcto" na marcação de linhas entre aquilo que se considera ser um discurso aceitável e um não aceitável.
"Tenho lutado com a tensão entre defender a livre expressão e os danos causados pela minimização ou negação do horror do Holocausto" - escreveu Zuckerberg, acrescentando: "O meu próprio pensamento evoluiu à medida que tenho visto informações mostrando um aumento da violência antissemita, tal como têm as nossas políticas alargadas sobre o discurso de ódio."
Segundo Monika Bickert, vice-presidente da política de conteúdos do Facebook, a empresa está a "actualizar a nossa política sobre os discursos de ódio de forma a proibir qualquer conteúdo que negue ou distorça o Holocausto."
"A medida marca mais um passo no nosso esforço de combatermos o ódio nos nossos serviços. A nossa decisão é apoiada pelo bem documentado incremento no antissemitismo a nível global e o alarmante nível de ignorância sobre o Holocausto, especialmente entre os jovens" - afirmou ainda Bickert.
Crê-se que esta decisão do fundador do Facebook se deve também à campanha feita online por sobreviventes do Holocausto pelo mundo fora pedindo a Zuckerberg para remover da sua rede social grupos negacionistas do Holocausto, e páginas e postagens com discursos de ódio.
Shalom, Israel!

