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domingo, agosto 23, 2020

TURQUIA: UM PERIGO CADA VEZ MAIOR PARA ISRAEL

Segundo analistas militares e dos serviços secretos israelitas, a Turquia tem vindo a posicionar-se como um perigo crescente para Israel e não só.
Ao mesmo tempo que Israel celebra o estabelecimento de relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos, estando já outras possíveis "5 surpresas" a caminho, para grande irritação dos palestinianos e do turco Recep Erdogan, uma delegação do movimento terrorista Hamas deslocou-se ontem a Istambul para um encontro com o ditador turco Erdogan, no qual, entre outros assuntos, foram abordados os temas da "anexação" de partes da "Margem Ocidental", das relações diplomáticas entre Israel e os Emirados, e ainda a "preocupação" com a judaização de Jerusalém." Tudo isto a dois dias da visita a Jerusalém do secretário de estado norte-americano Mikeo Pompeo e de Jared Kushner, o genro de Donald Trump responsável pelo "acordo do século" para o Médio Oriente.

A delegação do Hamas foi composta pelo seu líder Ismail Haniyeh e por Saleh al-Arouri, um terrorista com a cabeça a prémio, e por cuja captura os EUA oferecem 5 milhões de dólares.
Mas a grande e crescente preocupação chama-se Turquia, e seu líder, o ditador muçulmano com aspirações a califa Recep Erdogan, que tem estado a converter antigas igrejas cristãs em mesquitas, e que tem de ano para ano engrossado as suas condenações e ameaças ao estado de Israel.

O cruel ditador turco já chegou a comparar o governo de Israel aos nazis, prometendo também "libertar" a mesquita de al-Aqsa, em Jerusalém, a capital de Israel.
As ameaças tornam-se agora motivo de preocupação para Israel, com relatórios recentes dos serviços secretos e militares israelitas a classificarem Ancara como um desafio e uma ameaça.
Um artigo recente no diário The Times relatou que o chefe da Mossad, Yossi Cohen, "tem andado desde há anos a ter conversas secretas com responsáveis de países do Golfo." Se bem que a ameaça do Irão tenha estado no centro das conversações, há no entanto uma outra ameaça a surgir no horizonte.
"Houve um outro encontro há cerca de 20 meses em que escapou um outro assunto da agenda: 'O poder do Irão está fragilizado, mas a ameaça real vem da Turquia.'" - terá revelado Cohen, dando disso conhecimento a líderes da espionagem egípcia, saudita e dos Emirados.
Pela primeira vez na História de Israel, há um consenso entre os militares e os serviços secretos de que a Turquia se apresenta actualmente como "um desafio."

OUTRORA ALIADOS...
O que é incrível é que ainda não há muito tempo atrás Israel era um país aliado da Turquia. Entre 2005 e 2010 Israel vendeu drones à Turquia. A partir daí, as relações começam a azedar e os contratos acabaram. O regime turco, enraizado na "Irmandade Muçulmana", começou a apoiar o regime terrorista do Hamas, na Faixa de Gaza, tendo também provocado Israel como envio de uma flotilha com "ajuda humanitária" para Gaza, e que Israel interceptou. Essa acção israelita, juntamente com a acção militar em Gaza levaram ao romper das relações diplomáticas entre os 2 países, entretanto restabelecidas em 2015.
Mesmo assim, a Turquia continua a provocar Israel em várias frentes, dando guarida a terroristas do Hamas que planearam ataques a Israel a partir de território turco. A Turquia tem também concedido a cidadania a vários terroristas operacionais do Hamas. Para além disso, o país está envolvido no conflito da Líbia, apoiando um dos lados em conflito com o envio de mercenários sírios e armamento.

A Turquia tentou tudo para impedir o acordo entre Israel e a Grécia para a construção de uma conduta de gás natural entre os dois países, o que, não tendo conseguido, leva mesmo assim a marinha turca a provocar a Grécia e Chipre com o envio de embarcações de guerra para a região. A situação actual naquela região do Mediterrâneo é tensa, levando já ao envolvimento da França, com o envio de 2 navios de guerra e vários aviões. Israel já anunciou o seu apoio à Grécia neste conflito latente, colocando o estado judaico em sintonia com as nações que fazem frente às aspirações da Turquia.
Tanto a União dos Estados Árabes, como a França, a Grécia, Chipre e o Egipto condenaram já as movimentações turcas no Mediterrâneo. O Egipto não aceita que a Turquia envie mais mercenários para a vizinha Líbia, tanto mais que tudo isto parece fazer parte da agenda da "Irmandade Muçulmana" proibida no Egipto mas acalentada na Turquia.
A "Irmandade Muçulmana" alimenta atitudes extremistas religiosas antissemitas, bem ao gosto do ditador turco, que tem andado a tentar estabelecer bases na Somália, para além das ligações já existentes com Tripoli e com o Catar.
O regime autoritário de Ancara é o responsável pelo maior número de jornalistas presos do mundo inteiro. A perseguição aos cristãos é bem visível. A islamização do país alegadamente laico é ponto assente no programa do ditador Erdogan, com milhões sendo investidos na criação de escolas e instituições islâmicas por todo o território. O país tem vindo a adoptar a "causa palestiniana", tal como o Irão tem vindo a fazer nos últimos anos. 

"LIBERTAÇÃO DE JERUSALÉM"
Em Junho passado, a logo após a contestada conversão da Hagia Sophia em mesquita, o regime turco prometeu mobilizar a comunidade islâmica contra Israel. Foi prometida a "libertaçã" da mesquita de al-Aqsa, no Monte do Templo, em Jerusalém. Isso é uma repetição do apelo do Irão para em conjunto com o Iraque, o Iémen e o Líbano "libertarem a Palestina."
A grande inquietação no meio de todas estas ameaças é a mistura que a Turquia está a fazer entre a religião e o militarismo populista. Ontem mesmo os líderes receberam a comitiva do Hamas, tal como já haviam feito em Fevereiro e em Dezembro passado, cimentando dessa forma o estreitamento das relações com o grupo terrorista que visa a aniquilação pura e simples do estado de Israel. 
A aproximação do Hamas estende-se também ao regime totalitário da Malásia e o Catar.
Ora, foi exactamente nesse contexto dos encontros do Hamas com a Turquia, o Catar, o Irão e a Malásia, que a Turquia avançou pelo Mediterrâneo, de forma a desafiar Israel, a Grécia e outros. As coisas estão a mover-se muito rapidamente, com o acordo entre a França e Chipre para uma maior cooperação militar, e o estabelecimento de relações entre Israel e os Emirados.
Como resultado deste acordo entre judeus e árabes, a Turquia ameaçou retirar os seus diplomatas dos Emirados, e está tentando fomentar uma oposição à alegada possibilidade de estabelecimento de relações entre o Sudão e Israel.

CONTRA ISRAEL
A estratégia actual de Ancara resume-se por enquanto ao apoio ao Hamas, o grande inimigo do estado judaico. Por outro lado, tem também tentado abraçar a causa do al-Aqsa, tal como o Irão vem fazendo. A Turquia está também investindo na zona oriental de Jerusalém dominada pelos muçulmanos árabes. 

GOGUE E MAGOGUE?
Existe um cada vez maior consenso de que Magogue, indicada na Bíblia como a terra de Gogue, será na região da Turquia moderna, tal como Togarma e outros povos que por ali se espalharam após o grande Dilúvio. 
Sendo essa aliança de povos profetizada por Ezequiel há mais de 2.500 anos, é impressionante ver como as nações mencionadas na antiga profecia e que invadirão Israel nos "últimos dias" encaixam perfeitamente com as situações e condições actuais, com os dois países mais importantes mencionados - Turquia e Irão - tornando-se os líderes do ódio contra Israel e quiçá as suas maiores ameaças militares de momento.
Só Deus sabe, mas a verdade é que o quadro profético parece estar a formar-se rapidamente para o desfecho final...

Shalom, Israel!


terça-feira, maio 30, 2017

A ISLÂMICA TURQUIA AMBICIONA UM MAIOR CONTROLE SOBRE O MONTE DO TEMPLO

Sabe-se de fonte segura que a Turquia tem ultimamente andado a competir com a Jordânia pela influência sobre os árabes que vivem em Jerusalém oriental, bem como sobre o controle do Monte do Templo.
Tem-se conhecimento também de que a Turquia tem andado a despejar milhões de dólares em ONGs - organizações não governamentais - sediadas em Jerusalém oriental, de forma a fortalecer a influência de Ancara sobre os residentes árabes, às custas da Jordânia e de Israel.
Cerca de 320.000 árabes moram de Jerusalém, com cerca de 50 mil oriundos da Judeia e Samaria residindo ilegalmente na Capital ou aproveitando-se do do estatuto do reagrupamento familiar. A população árabe na capital constitui cerca de 37% do total dos habitantes, representando 20% do total da população árabe em todo o país.
A vasta maioria da população árabe em Jerusalém é muçulmana. Somente entre 10 a 15 mil é que são cristãos.
"O crescente envolvimento do regime de Erdogan (presidente turco), que é o principal patrono da "Irmandade Muçulmana" em todo o mundo, demonstra que as acções turcas em Jerusalém são parte de um processo mais amplo de criar uma hegemonia turca na região às custas de outros intervenientes" - escreveram os conselheiros municipais ligados às questões de Jerusalém oriental, acrescentando: "O maior perdedor com a crescente presença turca é a Jordânia, que por muitos anos tem desfrutado do estatuto de "custódia dos lugares sagrados" e protector dos residentes de Jerusalém oriental.
A grande ameaça ao reino hashemita no Monte do Templo vem da Turquia."

APELO DE ERDOGAN À INVASÃO ISLÂMICA DO MONTE DO TEMPLO

No início deste mês o presidente turco Recep Erdogan tinha vociferado condenações a Israel por alegadamente "massacrar os palestinianos", apelando aos turcos para que visitassem a mesquita de al-Aqsa, no Monte do Templo, e classificando o controle de Israel sobre Jerusalém como "um insulto." O ditador turco também atacou os alegados planos de Donald Trump para deslocar a embaixada norte-americana para Jerusalém e declarou que "todos os muçulmanos têm de defender Jerusalém."
Segundo os relatos comprovados, "a Turquia de Erdogan desfruta actualmente de uma popularidade sem precedentes entre os residentes de Jerusalém oriental. Vêem-se muitas vezes bandeiras turcas penduradas dos telhados das casas de Jerusalém oriental e até no Monte do Templo, e a cultura turca está sendo revivificada através de cursos de língua turca, música e culinária turcas."

Há um sentimento cada vez maior em muitos estudiosos das profecias bíblicas de que o "mal do Norte" denunciado em profecias do Antigo Testamento poderá referir-se à actual Turquia. Claro é que a Turquia - a bíblica Togarma - fará parte das nações que invadirão Israel nos últimos dias. 
Por outro lado, a crescente ascensão do ditador Erdogan, um declarado inimigo de Israel, é um contributo não menos preocupante para este xadrez profético...

Shalom, Israel!