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segunda-feira, março 08, 2021

SAUDITAS MENOSPREZAM A IMPORTÂNCIA DO MONTE DO TEMPLO PARA O ISLAMISMO

Um número crescente de nações árabes alinhadas com Israel está a rejeitar a reivindicação palestiniana sobre o Monte do Templo, alegando que é um insulto ao islão. Parece de facto que os esforços palestinianos para dominar o lugar mais sagrado do judaísmo tem mais a ver com uma batalha escatológica descrita no Zohar do que com a teologia islâmica.

Uma nova iniciativa saudita na media dedica-se a refutar a reivindicação palestiniana sobre o Monte do Templo, enfatizando pelo contrário a importância religiosa de Meca e Medina, alegando inclusivamente que o Monte do Templo não tem qualquer significado para o islamismo. 

"Segundo os sauditas, a campanha é em resposta aos palestinianos que insultam e humilham o reino da Arábia Saudita pela sua cooperação com Israel, tanto online, como em muitas demonstrações no Monte do Templo às sextas-feiras" - lê-se no relato. 

Os judeus pelo mundo fora voltam-se na direcção de Jerusalém e do Monte do Templo quando oram. A lei islâmica ordena a "qibla", requerendo que os muçulmanos se voltem para a Kaaba, em Meca, quando oram. Isso está expresso num ensino do Corão revelado a Maomé no segundo ano hijri. Antes desta revelação, Maomé e os seus seguidores em Medina voltavam-se na direcção de Jerusalém quando oravam, copiando o modelo dos judeus que viviam em Medina. 

O mais absurdo na reivindicação palestiniana é que quando eles sobem ao Monte para orar, voltam as suas costas ao Domo da Rocha e viram-se na direcção de Meca.

A importância do Monte do Templo para o islamismo é de facto cada vez menor, pelo menos no discurso mediático na Arábia Saudita. Muitos dizem até que elevar a importância do Monte do Templo de Jerusalém ao nível de Meca e de Medina é um verdadeiro insulto. De facto, Jerusalém não é sequer citada uma única vez no Corão. O islamismo xiita nunca aceitou Jerusalém como cidade sagrada, sendo para os seus membros a cidade de Najif, no Iraque, a segunda cidade mais sagrada. É ali que está sepultado o seu fundador, Ali bin Abi Talib. Muitos dos anciãos xiitas - iranianos e do Hezbollah - só começaram a chamar santa à cidade de Jerusalém após a rebelião de Khomenei, em 1979, de forma a evitar que os sunitas os acusassem de serem meigos com os sionistas. 

PROFECIA DO ZOHAR

Uma profecia dos teólogos judeus divulgada em sinais do século 16 alega que "os filhos de Ismael (os árabes) farão guerra ao Messias, e virão curvar-se diante de Deus no monte santo de Jerusalém."

Tudo o que os judeus precisam é que o islão desvalorize o seu lugar mais sagrado (para os judeus), de forma a que ali possam erigir o tão almejado Terceiro Templo...

Shalom, Israel!

sexta-feira, junho 21, 2019

A SIMBOLOGIA DA ESTRELA DE DAVID

Ao constituir uma das mais antigas nações do mundo, o povo judeu é detentor de uma riquíssima e vibrante História que nos leva aos dias do patriarca Abraão, e aos da própria Bíblia.
Foi o povo judeu que estabeleceu pela primeira vez o princípio do monoteísmo, e que ensinou os 10 Mandamentos a todo o mundo. Numa época em que outros povos antigos enterravam as suas filhas ainda vivas, em que sacrificavam os seus filhos aos deuses, e permitiam que animais selvagens matassem pessoas nos estádios por desporto, os judeus da antiguidade ensinavam a não matar. 
Este compromisso judaico para com a moral e a educação tem perdurado ao longo dos séculos. Os judeus da Espanha medieval escreviam filosofia e davam valiosos contributos à medicina moderna, numa altura em que na Europa se queimavam bruxas apenas pela prática de medicinas naturais. 
Ao mesmo tempo que o grupo islâmico ISIS comete genocídio contra grupos minoritários e destrói artefactos antigos, o povo judeu inova e cria. Entre inúmeras outras coisas, os judeus inventaram uma vacina contra a cólera e as mensagens por SMS. Tudo isto amplamente usufruído até pelos maiores inimigos de Israel... 

Os judeus têm realmente amplas razões para se orgulharem da sua História.
Mas, como pode o povo judeu melhor expressar a sua ligação à sua fé ancestral? Para muitos judeus, isso é demonstrado através da estrela de David embelezando os seus colares e fios de ouro e prata à volta do pescoço.

Hoje em dia, a estrela de David é sem dúvida o símbolo mais comum para expressar a identidade de judeu. Ela está orgulhosamente ostentada na bandeira de Israel, nas ambulâncias do estado judaico, em menorás, em kipás e talits. Ela foi oficialmente adoptada como símbolo oficial do movimento sionista, no ano 1897. A estrela de David é suposta representar o formato do escudo do rei David. Segundo o sistema de crenças judaicas, o escudo do rei David simboliza que os poderosos não vencem pela sua própria força, mas pela vontade soberana de Deus.

SIMBOLOGIA DA ESTRELA DE DAVID
Várias simbologias podem ser vistas representadas na estrela de David:
- o governo de Deus sobre todo o universo em 6 direcções: Norte, Sul, Este, Oeste, Acima e Abaixo. 
- na simbologia da cabala, a estrela de David representa a dicotomia entre o bem e o mal, o mundo espiritual e o mundo material, e Deus e o Seu povo judeu.
- o Zohar ensina que o povo judeu liga-se a Deus através do estudo e da observância da Torá.
- a estrela de David simboliza a ligação entre Deus e a nação judaica.
- o triângulo que aponta para cima indica as boas obras que produzimos, e o triângulo voltado para baixo demonstra como as nossas boas obras fluem para a terra abaixo.
- tal como a estrela de David tem 12 pontas, assim também há 12 tribos de Israel. 

Resumindo: ao envergar a estrela de David, um judeu está a enfatizar a sua conexão à nação de Israel, a Deus e à Torá. Um judeu pode dessa forma expressar o seu orgulho na História milenar da sua nação e povo, mas não só: ele demonstra também ser parte de uma nação plena de realizações, que inventa, inova, escreve filosofia e serve dessa maneira como uma luz para as nações.

Shalom, Israel!

Por Tali Gluck, in "Jerusalem Online"