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sexta-feira, julho 02, 2010

10.000 CAMINHAM PELA LIBERTAÇÃO DE SCHALIT


Continua a extensa marcha pela libertação do soldado Schalit, em cativeiro há 4 anos na Faixa de Gaza, às mãos dos terroristas do Hamas.
À frente da marcha (veja na foto) os pais do soldado, e a solidariedade é neste momento a nível nacional. Cerca de 10.000 pessoas estão caminhando esta manhã pela região de Sharon, passando pela cidade de Netanya, prevendo-se que neste fim de tarde celebrem o Shabbat perto da casa particular do primeiro ministro Netanyahu, em Cesaréia. Por onde quer que os manifestantes passem, há muitos aplausos, e, segundo os organizadores, o número já tem alcançado as 17 mil pessoas.
Durante o fim de semana, os manifestantes descansarão no kibbutz Shefayim, antes de partirem para Tel Aviv no Domingo de manhã.
"Mais e mais pessoas vão reconhecendo que não temos feito o suficiente" - afirmou Shimshon Liebman, um dos organizadores do evento.
A idéia é demonstrar ao primeiro ministro que há um forte apoio popular à decisão que ele possa tomar para libertar o soldado Schalit.
Netanyahu fez ontem uma declaração pública à nação, alegando que "todos queremos trazer Gilad de volta, mas não a qualquer preço".
"O apelo para que se pague qualquer preço é um grito natural do coração do seu pai, mãe, avós, irmãos e irmãs" - continuou Netanyahu - "e como irmão, pai, e filho que também sou, compreendo este clamor das profundezas do meu coração. Mas vejo perante mim a segurança dos cidadãos de Israel, tal como qualquer primeiro ministro israelita verá."
"O Estado de Israel está disposto a pagar um preço pesado pela libertação de Schalit, mas não qualquer preço. Esta é a verdade, e eu digo-a agora. Continuaremos a fazer todos os esforços...para trazer Gilad rapidamente para casa. Mas isso será feito preservando ao mesmo tempo a segurança dos cidadãos israelitas".
Há no entanto um sentimento de "déja vu" na mente dos manifestantes, uma vez que, segundo eles, Netanyahu está repetindo o discurso anterior, e o governo continua paralisado, sem tomar qualquer acção válida.
Entendemos não ser fácil para o primeiro ministro. Por um lado, os sentimentos e emoções de toda uma nação, por outro a dificuldade em negociar com um grupo de indivíduos irracionais, uma escória sub-humana que não respeita qualquer espécie de direito, e que exige como "moeda de troca" para a libertação do soldado cativo, a libertação de um bando de mais de 1.000 criminosos palestinianos. Não é um "negócio" fácil, e a nossa solidariedade vai para a família de Schalit, mas também para o primeiro ministro, a braços com tão difícil decisão.
Shalom, Israel!

terça-feira, março 23, 2010

"JERUSALÉM NÃO É UM COLONATO: É A NOSSA CAPITAL!"


De visita aos EUA, o primeiro-ministro israelita Netanyahu desafiou a postura "anti Jerusalém unida" da secretária de estado Hillary Clinton ao afirmar perante uma calorosa recepção ontem à noite, na AIPAC - "American Israel Public Affairs Committee" - que Jerusalém não é um colonato, mas "é a nossa capital!"
Aludindo que Israel já fez demasiadas concessões aos Estados Unidos e à Autoridade Palestiniana, não o fará em relação a Jerusalém, alegando que construir casas para judeus em toda a Jerusalém unificada de nenhuma forma exclui a possibilidade de uma "solução 2 estados."
Mais de metade dos congressistas americanos estavam presentes entre os mais de 7000 participantes neste encontro anual do grupo pró-Israel no governo norte-americano. O discurso chegou a ser atrasado, de forma a possibilitar a entrada de mais gente numa sala já abarrotada de participantes.
Esta afirmação clara de Netanyahu é obviamente a resposta adequada à insinuação feita pela secretária de estado Hillary Clinton de que Israel está a construir na "Jerusalém ocupada e cuja soberania israelita não é reconhecida pelos EUA". Como se Israel precisasse das opiniões dessa senhora para construir na sua terra...
Netanyahu não poupou palavras diante de um público entusiasmado, afirmando que as cercanias de Jerusalém onde Clinton e a Autoridade Palestiniana não querem que Israel construa para os judeus "são uma parte integral e inequívoca da moderna Jerusalém. Todos sabem que essas cercanias serão parte de Israel em qualquer acordo de paz."
Por outro lado, o actual prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, afirmou que o recente anúncio da construção de 1.600 casas em Ramat Shlomo é apenas uma parte pequena do projecto para a construção de 50.000 novas casas para judeus e árabes para os próximos 20 anos, sendo um terço para árabes e dois terços para judeus, em áreas da cidade que foram anexadas durante a Guerra dos Seis Dias.
Para ele, a questão de Jerusalém "não é negociável".
Bem hajam! Shalom, Israel!