Tal como venho dizendo nestes últimos meses, a figura do presidente francês Emmanuel Macron tem-me vindo a suscitar um crescente sentimento de inquietação e mal estar, ainda mais agora que o seu envolvimento nas questões do Médio Oriente parece ser cada vez mais desejado e procurado.
Apelidado na capa de uma das recentes edições da revista Time como o possível "futuro líder da Europa", e considerado pelos próprios alemães como o líder europeu mais bem posicionado para mediar o conflito israelo-árabe, o presidente francês foi agora procurado pelo líder palestiniano Mahmoud Abbas para - assim creio - uma provável alternativa à agora rejeitada mediação norte-americana.
VISITA A PARIS
Na sua deslocação a Paris, o líder palestiniano encontrou-se hoje mesmo com Emmanuel Macron, e a conferência de imprensa conjunta que se seguiu ao encontro revela o propósito deste encontro.
"Os Estados Unidos não são mais um mediador honesto no processo de paz, pelo que não aceitaremos qualquer plano proposto pelos Estados Unidos devido ao seu espírito partidário" - afirmou Abbas através de um intérprete na conferência conjunta.
E o descarado mentiroso continuou a proferir o seu habitual discurso só convincente para os incautos e os mal intencionados: "Queremos a paz com Israel e queremos alcançar uma solução pacífica, e não há solução sem Jerusalém. O reconhecimento de um estado palestiniano é um investimento na paz. Nós somos aqueles que expõem uma cultura de paz e não de guerra" - afirmou o falsário.
Se o assunto não fosse tão sério, dava para rir às gargalhadas...Abbas, o representante de um povo que só conhece a linguagem do ódio e da violência, e que na hora em que o seu líder abre o sorriso de camaleão diante de um líder europeu está mais uma vez a manifestar-se "pacificamente" atirando pedras e bombas contra os polícias israelitas...
Mas o hipócrita, de tanto mentir, até já pensa que está a dizer a verdade. Diante de Macron, atreveu-se a convidar os seus interlocutores a repararem nos "protestos pacíficos" nos "territórios palestinianos", acrescentado: "mesmo assim, há palestinianos sendo mortos."
"SOLUÇÃO 2 ESTADOS"
Macron reiterou que a França continua engajada na solução 2 estados, com a "Palestina" e Israel coexistindo pacificamente lado a lado.
Mas, cauteloso, o líder francês acrescentou que a França reconheceria um estado palestiniano, "no tempo certo", e não debaixo de pressão.
AVANÇO PROFÉTICO?
Este encontro entre o líder palestiniano e o líder europeu é provavelmente mais um dos sinais de que será a Europa a entrar com toda a força no processo de paz entre israelitas e árabes, dando razão àqueles que como eu acreditam que o "grande negociador" - entenda-se: Anti-Cristo - surgirá desta Europa renascida do antigo império romano...ou não fosse ele descrito pelo profeta Daniel como "o príncipe do povo que há de vir." O povo romano, obviamente.
Shalom, Israel!








































