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quarta-feira, janeiro 21, 2026

PARA ALÉM DE ISRAEL E OUTROS, 8 PAÍSES MUÇULMANOS, INCLUINDO A ARÁBIA SAUDITA, ANUNCIAM ADESÃO AO "CONSELHO DE PAZ" PARA GAZA


São pelo menos até agora 8 os países muçulmanos que aderiram ao "Conselho de Paz" para Gaza proposto pelo presidente Donald Trump. São eles a Arábia Saudita, a Turquia, o Egipto, a Jordânia, a Indonésia, o Paquistão, o Qatar, e os Emirados Árabes Unidos. Cada um destes países irá indicar um representante para se sentar no painel dos líderes mundiais.

O "Conselho de Paz" recebeu um mandado do Conselho de Segurança da ONU para supervisionar a administração de Gaza no pós guerra até ao final de 2027, embora os EUA almejem utilizar o painel para a resolução de conflitos pelo mundo fora. 

O painel irá reunir-se algumas vezes por ano. Um painel mais executivo irá ser nomeado na próxima Sexta-Feira. 

Na declaração emanada dos países muçulmanos anunciando a sua adesão ao "Conselho de Paz", foi reiterado o seu apoio a "uma paz justa e duradoira fundamentada no direito palestiniano à auto-determinação e a um estado independente, de acordo com a lei internacional, pavimentando assim o caminho para a segurança e a estabilidade para todos os países e povos da região."

Sabe-se entretanto que o presidente Trump tem feito outros convites a personalidades para que adiram também ao Conselho, incluindo o papa Leão XIV, o líder chinês, o presidente russo, e vários outros. O primeiro-ministro israelita já aceitou o convite. 

TRUMP AMEAÇA O HAMAS

Na sua longa intervenção de hoje no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente Trump alegou haver "paz no Médio Oriente", acrescentando existirem ainda "algumas pequenas situações como o Hamas." Trump afirmou que o Hamas tinha prometido entregar as suas armas, embora na realidade o grupo terrorista palestiniano tenha se recusado a desarmar. 

"Eles nasceram com uma arma nas mãos, por isso não é fácil" - desabafou Trump, acrescentando: "Foi isso que eles concordaram, eles vão fazê-lo. E vamos sabê-lo nos próximos dois a três dias, certamente nas próximas 3 semanas, se eles o farão ou não. Se não o fizerem, vão rebentar muito rapidamente."

Trump informou que muitos dos 59 países interessados em participar na força para a manutenção da paz em Gaza "querem vir e despachar o Hamas para fora. Eles querem fazer o que puderem."

A ver vamos...

Shalom, Israel!

sábado, janeiro 17, 2026

TRUMP FORMA "CONSELHO DE PAZ PARA A FAIXA DE GAZA" CONTESTADO POR ISRAEL


Querendo liderar o processo de paz entre israelitas e palestinianos para a Faixa de Gaza, e iniciando formalmente a segunda fase do acordo por ele programado, o presidente Donald Trump veio agora formar um "Conselho de Paz" que ele próprio presidirá, e que incluirá o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, o seu secretário de estado Marco Rubio, o enviado especial norte-americano Steve Witkoff, e ainda Jared Kushner, genro do presidente, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. 

Este "Conselho de Paz" irá supostamente liderar um comité palestiniano de tecnocratas, que se espera seja tecnocrata, temporário e apolítico, e que inicia hoje os seus trabalhos. 

"O Conselho de Paz desempenhará um papel essencial no cumprimento dos 20 pontos do plano presidencial, proporcionando supervisão estratégica, mobilizando recursos internacionais e garantindo a responsabilização à medida que Gaza transita do conflito para a paz e o desenvolvimento" - refere um comunicado da Casa Branca. 

"Para concretizar a visão do Conselho de Paz sob a presidência Trump, foi formado um conselho executivo fundador composto por líderes nas áreas da diplomacia, desenvolvimento, infraestruturas e estratégia económica."

Para além de Blair, Rubio, Witkoff e Kushner, integra também o Conselho Robert Gabriel, vice-conselheiro de segurança nacional norte-americana. O bilionário norte-americano Marc Rowan também fará parte deste Conselho. 

Segundo refere a Casa Branca, cada um dos nomeados irá supervisionar "uma pasta definida, crucial para a estabilização e o sucesso a longo prazo de Gaza, incluindo, entre outros, o desenvolvimento, a governação, as relações regionais, a reconstrução, a atracção de investimento, o financiamento em grande escala e a mobilização de capital."

Um comité tecnocrático composto por 15 personalidades palestinianas deverá administrar provisoriamente o território, sob a tutela do "Conselho de Paz."

Este plano foi aprovado em Março passado com o apoio de países europeus, e prevê a reconstrução da Faixa de Gaza sem deslocar os seus mais de 2 milhões de habitantes. 

O mais importante neste momento é a habitação, uma vez que uma grande percentagem das casas ficaram total ou parcialmente destruídas com a guerra. Prevê-se também o total desarmamento do Hamas, a retirada progressiva das forças israelitas, e o destacamento de uma força internacional de estabilização. 

ISRAEL REAGE NEGATIVAMENTE A ALGUMAS NOMEAÇÕES

Numa rotura com o plano de Trump, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu reagiu ao anúncio da formação do "Conselho de Paz", alegando que o seu comité executivo "não foi coordenado com Israel e contradiz a sua política."

O comité executivo inclui elementos do Qatar e da Turquia, dois países altamente críticos à postura de Israel na Faixa de Gaza. 

MAIS CONVIDADOS

Sabe-se entretanto que Trump convidou o actual primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, para se juntar ao Conselho, e que este tenciona aceitar. 

O convite foi também estendido ao actual presidente da Argentina, Javier Milei, tendo este declarado ser "uma honra" participar na iniciativa presidida por Trump.

O actual presidente do Egipto Abdel-Fattah el-Sissi foi também convidado pelo presidente norte-americano, estando o convite em "análise". 

Mas a controvérsia pior com estes convidados surge com o convite feito por Trump ao presidente turco Recep Erdogan, um declarado inimigo de Israel, que tem sistematicamente rejeitado qualquer envolvimento turco em Gaza. 

Só o tempo dirá no que tudo isto vai dar, mas de uma coisa estamos certos: não será nada fácil gerir todos estes interesses e ambições de Trump. E Israel não pode nem deve ficar de fora deste Conselho, uma vez que é uma das partes mais interessadas na resolução do conflito com os palestinianos. 

Shalom, Israel!