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sábado, outubro 12, 2019

A DESCOBERTA DA BÍBLICA EDOM PROVA QUE A NARRATIVA BÍBLICA NÃO É MITO, MAS SIM HISTÓRIA

No Salmo 60, o salmista descreve a totalidade da vitória de Deus sobre os inimigos de Israel, ao proclamar: "Moabe é a Minha bacia de lavar; sobre Edom atirarei a Minha sandália..." 
Esta é apenas uma entre as mais de 100 referências a Edom no Antigo Testamento. Os edomitas eram descendentes de Esaú, o irmão mais velho de Jacob. O relato de Génesis sobre os turbulentos gémeos descreve Esaú como "ruivo". A Bíblia relata que Esaú vendeu o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas guisadas. O nome Edom significa "vermelho" no hebraico. Daí os descendentes de Esaú serem denominados "edomitas."

DÚVIDAS INÚTEIS
Muitos estudiosos têm ao longo dos tempos duvidado da própria existência dos edomitas, muito menos acreditando nos relatos bíblicos acerca dos mesmos. Esses "entendidos" olham para a descrição do reino edomita no Pentateuco como algo unicamente mítico. Segundo eles, o verdadeiro reino edomita só emergiu três ou quatro séculos depois, durante a última parte da já dividida monarquia israelita.

PERITOS MAIS UMA VEZ ENGANADOS
Tal como sempre acontece, a descoberta de ruínas arqueológicas em Israel acaba por confirmar a veracidade dos relatos bíblicos e a insensatez das conclusões divulgadas pelos "peritos", tantas vezes iludidos pela falta de evidências, mas posteriormente conformados pela realidade.
E mais uma vez assim aconteceu. Uma equipa de arqueólogos que recentemente escavou na região do vale de Timna encontrou evidências de "uma sociedade florescente e rica" datada já do 12º século antes de Cristo. Mas, que tipo de evidências? Nada mais nada menos que uma extensa rede de antigas instalações para a fundição de cobre descobertas nos territórios dos actuais Israel e Jordânia, correspondendo à região da Edom bíblica.
Na opinião do líder da equipa Ezra Ben-Yosef, "a fundição do cobre era essencialmente a alta tecnologia daquela época." Dada a complexidade desse processo, qualquer grupo social responsável por tais instalações deveria tecnologicamente sofisticado e bem organizado politicamente.
Segundo Ben-Yosef, "(estes) novos achados contradizem a visão de muitos arqueólogos que (a região associada à Edom bíblica) era habitada por um bando de tribos." Pelo contrário, "eles são consistentes com a história bíblica de que existia aqui um reino edomita."

MAIS UMA VEZ...A BÍBLIA TEM RAZÃO
Apesar do descrédito alimentado pelos habituais céticos, as recentes descobertas comprovam cada vez mais a veracidade dos relatos históricos bíblicos. Assim aconteceu recentemente com a comprovação dos filisteus a Asquelon, os achados no Monte Sião comprovando a destruição de Jerusalém pelos babilónios, e muito mais.
Mas, tal como reza o ditado: "Não há pior cego do que aquele que não quer ver."

Shalom, Israel!

segunda-feira, setembro 11, 2017

APOCALIPSE 12 DECIFRADO - O GRANDE CONFLITO NOS CÉUS E NA TERRA - 3ª Parte

APOCALIPSE 12 DESCODIFICADO

2 - O DRAMA
Tal como numa peça de teatro, esta narrativa do capítulo 12 de Apocalipse tem uma sequência cronológica. E agora que já identificámos as personagens, torna-se mais fácil compreender o desenrolar dos acontecimentos passados e futuros.
 
1º Acto - Israel é visto em forma de mulher, grávida e gritando com dores de parto;
 
2º Acto - Satanás, o dragão, (outrora um anjo semi-perfeito chamado Lúcifer), rebela-se contra o domínio e autoridade do Senhor Deus, arrastando atrás de si um terço dos anjos ("estrelas") do céu e atirando-os para a terra, numa clara invasão planetária de demónios, visivelmente presentes em grande quantidade nos dias do Senhor Jesus na terra.
Conhecendo os planos de Deus para redimir a humanidade através do sacrifício do Seu Ungido, e sabendo que o Messias Redentor está prestes a ser "dado à luz" por Israel (a mulher), Satanás (o dragão com 7 cabeças e 10 chifres) apresenta-se no palco para a todo o custo tentar devorar o filho da mulher.
Não é difícil lembrar esse terrível momento da História em que Herodes - ao serviço de Satanás - tentou executar esse macabro plano, ordenando que fossem assassinadas todas as crianças menores de 2 anos nascidas em Belém - Mateus 2:16. Avisado por um anjo, José (marido de Miriam) foge para o Egipto com sua mulher e o menino Jesus, onde ficam a salvo do ódio de Herodes, o então instrumento humano de Satanás.
É visível na Bíblia essa inimizade entre "a semente da mulher" (o Messias Jesus) e "a antiga serpente", anunciada já na queda do homem. Os planos de Satanás para destruir a "semente" estão exemplificados na tentativa do faraó do Egipto de matar à nascença todos os meninos nascidos de famílias judias (Êxodo 1:22) e de Atalia em destruir "toda a descendência real" (2 Reis 11:1). 
 
3º Acto - A mulher dá à luz o "filho varão". Claramente identificado como Jesus, filho de Maria, da tribo de Judá.
 
4º Acto - O "filho varão", Jesus, é "arrebatado para Deus e para o Seu trono." Este evento coincide exactamente com a ascensão do Messias Jesus aos céus, após ter sido morto e ressuscitado, sentando-Se no trono de Seu Pai, nos altos céus - Actos 1:9. Efésios 1:20
 
5º Acto - A mulher - Israel - "foge para o deserto". Diz o texto que Israel foi para um lugar "já preparado por Deus" (v. 6), onde é "alimentada" (entenda-se: protegida e sustentada) durante 3 anos e meio ("1.260 dias"), portanto durante o período da Grande Tribulação. Este "Israel" que foge para o deserto é obviamente o Israel salvo conhecido como "remanescente", todos os judeus israelitas que reconheceram Jesus como o Messias rejeitado, e que por isso dão ouvidos às Suas instruções expressas no Sermão Profético (Mateus 24 e Lucas 21), fugindo para as montanhas quando virem Jerusalém cercada pelos gentios. Essa "fuga" já aconteceu uma primeira vez pouco antes da destruição do Templo e de Jerusalém no ano 70 d.C., quando milhares de judeus messiânicos, ao observarem os eventos, perceberam que se estava cumprindo aquilo para que o Mestre os havia alertado 30 anos antes.
RUÍNAS DA BASÍLICA CRISTÃ EM PELLA

Muitos desses judeus messiânicos fugiram para a Galiléia e para a antiga cidade de Pellah, na actual Jordânia, onde desenvolveram uma grande comunidade cristã. Essa "fuga" antes da destruição e resistência judaica aos invasores romanos foi considerada como uma traição pelos outros judeus, sendo uma das principais causas do rompimento entre os judeus messiânicos e os ortodoxos.

"Um lugar preparado por Deus" - PETRA ? - Talvez seja este o provável refúgio do remanescente de judeus salvos durante a Grande Tribulação. Muitos comentadores acreditam que a actual Petra, considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno, será o local de refúgio para o remanescente judeu. Tendo visitado estas espectaculares ruínas e zonas envolventes umas dez vezes, a minha conclusão é óbvia: Petra é de facto o lugar ideal para tal refúgio, pelas seguintes razões:
- a antiga cidade dos nabateus fica numa região desértica do sul da Jordânia;
- tão "protegida" estava esta cidade nas montanhas do deserto, que só em 1812 é que foi descoberta por um explorador suíço e revelada ao resto do mundo;
- a milenar cidade está situada na região bíblica de Edom, e é várias vezes mencionada com o nome edomita Selá;
- Edom e Moabe (onde actualmente se situam Bozra e Petra) serão poupados das mãos do Anticristo durante a sua saga destruidora na Grande Tribulação sob as ordens de Satanás - Daniel 11:41 e 42.
- Isaías 63:1-6 menciona a saída triunfante do Messias de Edom e Bozra, "com vestes tintas", marchando "com a Sua grande força" vindo de uma tremenda batalha que travou pelos Seus, sendo "poderoso para salvar", mas com as Suas vestes salpicadas com o sangue dos Seus inimigos. Miquéias 2:12 e 13 revela ainda mais: o Senhor irá a Bozra e, como Rei, irá adiante do Seu povo, depois de ter congregado "o restante de Israel...como ovelhas de Bozra."
Há certamente alusão a um refúgio do remanescente de Israel naquela região, e a uma tremenda batalha em que o Messias irá resgatar o Seu povo, provavelmente trazendo-o triunfalmente para a Terra Prometida.
Há quem identifique Petra com a bíblica Bozra, a antiga capital dos edomitas (descendentes de Esaú). É interessante que o nome Bozra significa "aprisco das ovelhas."

6º Acto - Uma grande batalha no céu. Um violento confronto entre o anjo protector de Israel, Miguel, e seus anjos, e Satanás (o dragão vermelho) e seus anjos (demónios). Depois da grande rebelião ocorrida antes da criação do mundo, levando a que o "querubim protector" Lúcifer se tivesse tornado no opositor Satanás (Isaías 14 e Ezequiel 28), o diabo foi expulso do "monte de Deus", e passou a habitar as "regiões celestiais" onde, com uma miríade de anjos/demónios que arrastou na sua vileza se converteram conjuntamente nas "hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Efésios 6:12).
Mesmo tendo sido expulso da presença do Senhor Deus e do Seu trono de Glória, Satanás tem ainda assim tido acesso a Deus por razões por nós desconhecidas, mas comprovadas pela dramática experiência do patriarca Jó (Jó 1:6 e 2:1).
Desta vez o poderoso Miguel derrota Satanás e lança-o à terra, juntamente com a miríade de demónios que ele comanda, dando-se início ao período mais tenebroso da História humana, com o príncipe das trevas, Satanás, a governar directamente a humanidade através do seu "filho", o Anticristo, e do seu "assessor", o falso profeta. Esse período denominado de "Grande Tribulação" será tão terrível para toda a humanidade, que o Senhor, "por amor aos eleitos" irá intervir, abreviando aqueles dias, pois de outra forma "nenhuma carne se salvaria" (Mateus 24).

7º Acto - Grande alegria nos céus - O céu regozija-se, porque "o grande acusador dos irmãos foi derribado" e o Reino do Messias está agora muito mais próximo de ser instaurado na terra, uma vez que o diabo terá "pouco tempo" de acção. De facto, ele terá apenas quase 3 anos e meio para tentar destruir aquilo que não conseguiu durante estes tenebrosos 6 mil anos em que ele tem sido "o príncipe deste mundo" (João 12:31).

8º Acto - Satanás persegue desesperadamente Israel - Agora que foi atirado para a terra, o "dragão", já que não conseguiu destruir o "varão" resultante da mulher, lança-se agora numa cruzada contra Israel, tentando acabar de uma vez por todas com o remanescente, aquele Israel que fez do filho da mulher o seu Messias e Senhor. Não tendo conseguido acabar com a "semente da mulher" (o Messias), Satanás tenta agora a todo o custo destruir o fruto da semente, o remanescente salvo de Israel.


9º Acto - A mulher voa para o lugar de refúgio no deserto - Como acima falámos, este lugar "preparado por Deus" poderá tratar-se de Petra, cujos acessos difíceis impedem a entrada de carros de combate ou tanques de guerra, tornando-se assim no lugar ideal de esconderijo no meio das imensas rochas e casas cavadas dentro das mesmas.


"Foram dadas à mulher (Israel) duas asas de grande águia" - Muitos interpretam esta visão do velho apóstolo como uma alusão ao moderno avião, cujas asas o fazem voar. Tal como Israel desde a sua fundação organizou várias "pontes aéreas" para trazer judeus da Etiópia e de outras partes para a Terra Prometida, feitos verdadeiramente prodigiosos, em que ao fim de 48 horas milhares de judeus tinham voado para Israel sobre as 2 asas dos aviões preparados para o efeito. Isto prova que organizar uma ponte aérea de emergência para levar milhares de judeus para a região de Edom (Petra e Bozra) não é de todo impossível.
Durante os 3 anos e meio da Grande Tribulação esse remanescente judeu é sobrenaturalmente protegido pelo Messias num dos lugares mais inacessíveis da região.

10º Acto - Satanás tenta arrasar o remanescente israelita através de uma grande inundação. Quem percorrer a entrada de acesso às ruínas de Petra imaginará facilmente o efeito que uma fenomenal torrente de água jorrada da entrada poderá causar, só que...

11º Acto - A própria terra engole o rio de água proveniente da boca do dragão, Satanás.

12º Acto - Satanás vira o seu ódio mortal contra os eleitos. Completamente frustrado nas suas pérfidas intenções, e não conseguindo destruir o remanescente de Israel, o dragão dirige agora o seu ódio mortífero contra "o resto da semente da mulher."
Esse "resto da semente" é identificado como sendo aqueles que "guardam os mandamentos de Deus" e "têm o testemunho de Jesus Cristo." Analisando no capítulo 13 o prosseguimento dessa acção satânica, percebe-se que este terrível ataque visa os "santos" (cap. 13:7 e  Daniel 7:21, 25) e as "testemunhas de Jesus" (cap. 17:6). Satanás consegue matar a maior parte deles, gerando uma incontável multidão de mártires de "todas as nações, e tribos, e povos, e línguas...que vieram de grande tribulação" vistos por João "diante do trono e perante o Cordeiro" (Apocalipse 7:9, 14).
Todos os textos do Novo Testamento se referem aos "santos", "eleitos" e "testemunhas de Jesus" como sendo a Igreja de Jesus, pelo que, a conclusão é simples: não tendo conseguido acabar com o remanescente salvo de Israel - a mulher - Satanás consegue destruir a maior parte da Igreja então presente na terra, ignorando que, ainda que possa matar o corpo, não pode matar a alma e o espírito daqueles que estão dispostos a morrer "por amor da Palavra de Deus e do testemunho que deram" (Apocalipse 6:9).

 Termina no próximo artigo