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quinta-feira, outubro 08, 2020

ISRAEL ASSINA ACORDO HISTÓRICO SOBRE A LIBERAÇÃO DO ESPAÇO AÉREO COM A JORDÂNIA

 

Mais um impressionante passo para o cumprimento das profecias bíblicas milenares: Israel assinou com a vizinha Jordânia um acordo que permite voos sobre o espaço aéreo de ambos os países. 

Em termos práticos, este importante acordo, permite que voos jordanos sobrevoem o espaço aéreo israelita e que voos israelitas possam sobrevoar o espaço aéreo do reino hashemita.

Este acordo permitirá que os voos israelitas poupem no tempo e na distância a percorrer entre Israel e o Golfo e a Ásia Oriental, cortando nos custos e na poluição. Isso permitirá também que voos oriundos dos Emirados Árabes Unidos e do Barein, países que fizeram recentemente acordos de paz com Israel, possam sobrevoar o espaço aéreo israelita. Mas para além destes países "amigos", o acordo permite também o sobrevoo do espaço aéreo de Israel de aviões provenientes do Iraque, Qatar

Este acordo foi conseguido após vários anos de negociações, mas os recentes acordos com os Emirados e o Barein, para além a abertura dos céus sauditas para a passagem de voos israelitas, apressaram o processo. 

A europeia EUROCONTROL teve um papel relevante na concretização deste acordo.

Para a ministra israelita dos Transportes Miri Regev, foi mais uma barreira ultrapassada: "Estamos mais uma vez rompendo novas fronteiras, e desta vez no espaço aéreo. Graças a este acordo, Israel fica melhor integrado na região. Estamos abrindo novas rotas para a cooperação e os transportes, economia e diplomacia com os estados que partilham fronteiras e interesses comuns connosco, e uma parceria na visão da paz regional."

SIGNIFICADO PROFÉTICO

Desde há muito que vimos afirmando que a fuga "para o deserto" do remanescente de Israel mencionado em Apocalipse 12 e simbolizado pela mulher a quem o dragão - Satanás - persegue, poderá muito bem ser para a antiga cidade de Petra, localizada no Sul da Jordânia. Essa "fuga", a ter efeito de forma emergencial, uma vez que se dará no início da Grande Tribulação, tem muito mais lógica se for feita através de uma verdadeira ponte aérea entre Israel e a Jordânia. O texto de Apocalipse é bem claro, ao referir que "foram dadas à mulher (Israel) duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto." Claramente uma visão de aviões carregando os descendentes da mulher para o deserto, na Jordânia, agora possível através deste histórico acordo!

Por alguma razão o texto profético de Daniel 11.41 refere que o Anticristo entrará nos últimos dias na "terra gloriosa", mas "da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe, e os chefes dos filhos de Amon." Ora, que terras são estas? Exactamente a Jordânia actual, sendo que Petra se situa na antiga bíblica região de Edom. A razão óbvia que nos leva a crer que o Anticristo não vai conseguir entrar em Petra é exactamente pela protecção sobrenatural que o Senhor Deus concederá ao Seu povo durante os 3 anos e meio da Grande Tribulação, em que os judeus ali ficarão protegidos e sustentados pelo Eterno Deus. 

Este acordo agora firmado permitirá que os aviões de Israel possam finalmente aterrar em território jordano. 

Mais um passo significativo para o avanço do cumprimento das profecias para estes "últimos dias."

Shalom, Israel!

segunda-feira, setembro 11, 2017

APOCALIPSE 12 DECIFRADO - O GRANDE CONFLITO NOS CÉUS E NA TERRA - 3ª Parte

APOCALIPSE 12 DESCODIFICADO

2 - O DRAMA
Tal como numa peça de teatro, esta narrativa do capítulo 12 de Apocalipse tem uma sequência cronológica. E agora que já identificámos as personagens, torna-se mais fácil compreender o desenrolar dos acontecimentos passados e futuros.
 
1º Acto - Israel é visto em forma de mulher, grávida e gritando com dores de parto;
 
2º Acto - Satanás, o dragão, (outrora um anjo semi-perfeito chamado Lúcifer), rebela-se contra o domínio e autoridade do Senhor Deus, arrastando atrás de si um terço dos anjos ("estrelas") do céu e atirando-os para a terra, numa clara invasão planetária de demónios, visivelmente presentes em grande quantidade nos dias do Senhor Jesus na terra.
Conhecendo os planos de Deus para redimir a humanidade através do sacrifício do Seu Ungido, e sabendo que o Messias Redentor está prestes a ser "dado à luz" por Israel (a mulher), Satanás (o dragão com 7 cabeças e 10 chifres) apresenta-se no palco para a todo o custo tentar devorar o filho da mulher.
Não é difícil lembrar esse terrível momento da História em que Herodes - ao serviço de Satanás - tentou executar esse macabro plano, ordenando que fossem assassinadas todas as crianças menores de 2 anos nascidas em Belém - Mateus 2:16. Avisado por um anjo, José (marido de Miriam) foge para o Egipto com sua mulher e o menino Jesus, onde ficam a salvo do ódio de Herodes, o então instrumento humano de Satanás.
É visível na Bíblia essa inimizade entre "a semente da mulher" (o Messias Jesus) e "a antiga serpente", anunciada já na queda do homem. Os planos de Satanás para destruir a "semente" estão exemplificados na tentativa do faraó do Egipto de matar à nascença todos os meninos nascidos de famílias judias (Êxodo 1:22) e de Atalia em destruir "toda a descendência real" (2 Reis 11:1). 
 
3º Acto - A mulher dá à luz o "filho varão". Claramente identificado como Jesus, filho de Maria, da tribo de Judá.
 
4º Acto - O "filho varão", Jesus, é "arrebatado para Deus e para o Seu trono." Este evento coincide exactamente com a ascensão do Messias Jesus aos céus, após ter sido morto e ressuscitado, sentando-Se no trono de Seu Pai, nos altos céus - Actos 1:9. Efésios 1:20
 
5º Acto - A mulher - Israel - "foge para o deserto". Diz o texto que Israel foi para um lugar "já preparado por Deus" (v. 6), onde é "alimentada" (entenda-se: protegida e sustentada) durante 3 anos e meio ("1.260 dias"), portanto durante o período da Grande Tribulação. Este "Israel" que foge para o deserto é obviamente o Israel salvo conhecido como "remanescente", todos os judeus israelitas que reconheceram Jesus como o Messias rejeitado, e que por isso dão ouvidos às Suas instruções expressas no Sermão Profético (Mateus 24 e Lucas 21), fugindo para as montanhas quando virem Jerusalém cercada pelos gentios. Essa "fuga" já aconteceu uma primeira vez pouco antes da destruição do Templo e de Jerusalém no ano 70 d.C., quando milhares de judeus messiânicos, ao observarem os eventos, perceberam que se estava cumprindo aquilo para que o Mestre os havia alertado 30 anos antes.
RUÍNAS DA BASÍLICA CRISTÃ EM PELLA

Muitos desses judeus messiânicos fugiram para a Galiléia e para a antiga cidade de Pellah, na actual Jordânia, onde desenvolveram uma grande comunidade cristã. Essa "fuga" antes da destruição e resistência judaica aos invasores romanos foi considerada como uma traição pelos outros judeus, sendo uma das principais causas do rompimento entre os judeus messiânicos e os ortodoxos.

"Um lugar preparado por Deus" - PETRA ? - Talvez seja este o provável refúgio do remanescente de judeus salvos durante a Grande Tribulação. Muitos comentadores acreditam que a actual Petra, considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno, será o local de refúgio para o remanescente judeu. Tendo visitado estas espectaculares ruínas e zonas envolventes umas dez vezes, a minha conclusão é óbvia: Petra é de facto o lugar ideal para tal refúgio, pelas seguintes razões:
- a antiga cidade dos nabateus fica numa região desértica do sul da Jordânia;
- tão "protegida" estava esta cidade nas montanhas do deserto, que só em 1812 é que foi descoberta por um explorador suíço e revelada ao resto do mundo;
- a milenar cidade está situada na região bíblica de Edom, e é várias vezes mencionada com o nome edomita Selá;
- Edom e Moabe (onde actualmente se situam Bozra e Petra) serão poupados das mãos do Anticristo durante a sua saga destruidora na Grande Tribulação sob as ordens de Satanás - Daniel 11:41 e 42.
- Isaías 63:1-6 menciona a saída triunfante do Messias de Edom e Bozra, "com vestes tintas", marchando "com a Sua grande força" vindo de uma tremenda batalha que travou pelos Seus, sendo "poderoso para salvar", mas com as Suas vestes salpicadas com o sangue dos Seus inimigos. Miquéias 2:12 e 13 revela ainda mais: o Senhor irá a Bozra e, como Rei, irá adiante do Seu povo, depois de ter congregado "o restante de Israel...como ovelhas de Bozra."
Há certamente alusão a um refúgio do remanescente de Israel naquela região, e a uma tremenda batalha em que o Messias irá resgatar o Seu povo, provavelmente trazendo-o triunfalmente para a Terra Prometida.
Há quem identifique Petra com a bíblica Bozra, a antiga capital dos edomitas (descendentes de Esaú). É interessante que o nome Bozra significa "aprisco das ovelhas."

6º Acto - Uma grande batalha no céu. Um violento confronto entre o anjo protector de Israel, Miguel, e seus anjos, e Satanás (o dragão vermelho) e seus anjos (demónios). Depois da grande rebelião ocorrida antes da criação do mundo, levando a que o "querubim protector" Lúcifer se tivesse tornado no opositor Satanás (Isaías 14 e Ezequiel 28), o diabo foi expulso do "monte de Deus", e passou a habitar as "regiões celestiais" onde, com uma miríade de anjos/demónios que arrastou na sua vileza se converteram conjuntamente nas "hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Efésios 6:12).
Mesmo tendo sido expulso da presença do Senhor Deus e do Seu trono de Glória, Satanás tem ainda assim tido acesso a Deus por razões por nós desconhecidas, mas comprovadas pela dramática experiência do patriarca Jó (Jó 1:6 e 2:1).
Desta vez o poderoso Miguel derrota Satanás e lança-o à terra, juntamente com a miríade de demónios que ele comanda, dando-se início ao período mais tenebroso da História humana, com o príncipe das trevas, Satanás, a governar directamente a humanidade através do seu "filho", o Anticristo, e do seu "assessor", o falso profeta. Esse período denominado de "Grande Tribulação" será tão terrível para toda a humanidade, que o Senhor, "por amor aos eleitos" irá intervir, abreviando aqueles dias, pois de outra forma "nenhuma carne se salvaria" (Mateus 24).

7º Acto - Grande alegria nos céus - O céu regozija-se, porque "o grande acusador dos irmãos foi derribado" e o Reino do Messias está agora muito mais próximo de ser instaurado na terra, uma vez que o diabo terá "pouco tempo" de acção. De facto, ele terá apenas quase 3 anos e meio para tentar destruir aquilo que não conseguiu durante estes tenebrosos 6 mil anos em que ele tem sido "o príncipe deste mundo" (João 12:31).

8º Acto - Satanás persegue desesperadamente Israel - Agora que foi atirado para a terra, o "dragão", já que não conseguiu destruir o "varão" resultante da mulher, lança-se agora numa cruzada contra Israel, tentando acabar de uma vez por todas com o remanescente, aquele Israel que fez do filho da mulher o seu Messias e Senhor. Não tendo conseguido acabar com a "semente da mulher" (o Messias), Satanás tenta agora a todo o custo destruir o fruto da semente, o remanescente salvo de Israel.


9º Acto - A mulher voa para o lugar de refúgio no deserto - Como acima falámos, este lugar "preparado por Deus" poderá tratar-se de Petra, cujos acessos difíceis impedem a entrada de carros de combate ou tanques de guerra, tornando-se assim no lugar ideal de esconderijo no meio das imensas rochas e casas cavadas dentro das mesmas.


"Foram dadas à mulher (Israel) duas asas de grande águia" - Muitos interpretam esta visão do velho apóstolo como uma alusão ao moderno avião, cujas asas o fazem voar. Tal como Israel desde a sua fundação organizou várias "pontes aéreas" para trazer judeus da Etiópia e de outras partes para a Terra Prometida, feitos verdadeiramente prodigiosos, em que ao fim de 48 horas milhares de judeus tinham voado para Israel sobre as 2 asas dos aviões preparados para o efeito. Isto prova que organizar uma ponte aérea de emergência para levar milhares de judeus para a região de Edom (Petra e Bozra) não é de todo impossível.
Durante os 3 anos e meio da Grande Tribulação esse remanescente judeu é sobrenaturalmente protegido pelo Messias num dos lugares mais inacessíveis da região.

10º Acto - Satanás tenta arrasar o remanescente israelita através de uma grande inundação. Quem percorrer a entrada de acesso às ruínas de Petra imaginará facilmente o efeito que uma fenomenal torrente de água jorrada da entrada poderá causar, só que...

11º Acto - A própria terra engole o rio de água proveniente da boca do dragão, Satanás.

12º Acto - Satanás vira o seu ódio mortal contra os eleitos. Completamente frustrado nas suas pérfidas intenções, e não conseguindo destruir o remanescente de Israel, o dragão dirige agora o seu ódio mortífero contra "o resto da semente da mulher."
Esse "resto da semente" é identificado como sendo aqueles que "guardam os mandamentos de Deus" e "têm o testemunho de Jesus Cristo." Analisando no capítulo 13 o prosseguimento dessa acção satânica, percebe-se que este terrível ataque visa os "santos" (cap. 13:7 e  Daniel 7:21, 25) e as "testemunhas de Jesus" (cap. 17:6). Satanás consegue matar a maior parte deles, gerando uma incontável multidão de mártires de "todas as nações, e tribos, e povos, e línguas...que vieram de grande tribulação" vistos por João "diante do trono e perante o Cordeiro" (Apocalipse 7:9, 14).
Todos os textos do Novo Testamento se referem aos "santos", "eleitos" e "testemunhas de Jesus" como sendo a Igreja de Jesus, pelo que, a conclusão é simples: não tendo conseguido acabar com o remanescente salvo de Israel - a mulher - Satanás consegue destruir a maior parte da Igreja então presente na terra, ignorando que, ainda que possa matar o corpo, não pode matar a alma e o espírito daqueles que estão dispostos a morrer "por amor da Palavra de Deus e do testemunho que deram" (Apocalipse 6:9).

 Termina no próximo artigo