Depois de 62 anos em ruínas causadas pela destruição feita pelas tropas da Jordânia durante a Guerra da Independência, em 1948 - num tìpico sinal de respeito e tolerância religiosa à maneira muçulmana - a antiga sinagoga Hurva foi reaberta e rededicada ao Deus de Israel nesta passada segunda-feira, dia 15 de Março, tal como estava previsto.A sinagoga agora reconstruída foi rededicada num ambiente de grande festa e alegria, no meio da ira dos muçulmanos. Líderes muçulmanos e da Autoridade Palestiniana afirmaram que esta reabertura da sinagoga foi uma "provocação" e o prelúdio para uma tomada de posse do Monte do Templo por parte dos Judeus. Daí os incidentes recentes causados por esses arruaceiros à volta da esplanada nestes últimos dias. Milhares de árabes e beduínos acorreram a Jerusalém para "defenderem a mesquita de Al-Aksa".
"Hurva" significa literalmente "ruína", e esta sinagoga está localizada no coração da Cidade velha. Um novo rolo com a Torah foi colocado dentro da nova casa de oração no Domingo passado. O edifício original era uma referência no século 16 e a marca visível em tempos recentes era o grande arco de de 50 pés que ficou de pé mesmo após a destruição dos jordanos. Esse arco faz agora parte da sinagoga restaurada.
Valiosas peças de Judaica, tal como um candelabro em platina e obras feitas em prata foram roubadas pelos jordanos e nunca devolvidas. Os jordanos na altura barraram o acesso do local aos judeus, bem como ao próprio Muro das Lamentações (Kotel). Proibiu também os cristãos de visitaram os seus lugares sagrados. Israel, no entanto, abriu as portas à liberdade religiosa quando a Cidade velha foi restaurada ao estado de Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em Junho de 1967.
A sinagoga agora restaurada é uma réplica da sinagoga do século 19, e é o resultado de 4 anos de trabalho.
Shalom, Israel!