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quinta-feira, março 18, 2010

SINAGOGA HURVA REABRE NA CIDADE VELHA DE JERUSALEM

Depois de 62 anos em ruínas causadas pela destruição feita pelas tropas da Jordânia durante a Guerra da Independência, em 1948 - num tìpico sinal de respeito e tolerância religiosa à maneira muçulmana - a antiga sinagoga Hurva foi reaberta e rededicada ao Deus de Israel nesta passada segunda-feira, dia 15 de Março, tal como estava previsto.
A sinagoga agora reconstruída foi rededicada num ambiente de grande festa e alegria, no meio da ira dos muçulmanos. Líderes muçulmanos e da Autoridade Palestiniana afirmaram que esta reabertura da sinagoga foi uma "provocação" e o prelúdio para uma tomada de posse do Monte do Templo por parte dos Judeus. Daí os incidentes recentes causados por esses arruaceiros à volta da esplanada nestes últimos dias. Milhares de árabes e beduínos acorreram a Jerusalém para "defenderem a mesquita de Al-Aksa".
"Hurva" significa literalmente "ruína", e esta sinagoga está localizada no coração da Cidade velha. Um novo rolo com a Torah foi colocado dentro da nova casa de oração no Domingo passado. O edifício original era uma referência no século 16 e a marca visível em tempos recentes era o grande arco de de 50 pés que ficou de pé mesmo após a destruição dos jordanos. Esse arco faz agora parte da sinagoga restaurada.
Valiosas peças de Judaica, tal como um candelabro em platina e obras feitas em prata foram roubadas pelos jordanos e nunca devolvidas. Os jordanos na altura barraram o acesso do local aos judeus, bem como ao próprio Muro das Lamentações (Kotel). Proibiu também os cristãos de visitaram os seus lugares sagrados. Israel, no entanto, abriu as portas à liberdade religiosa quando a Cidade velha foi restaurada ao estado de Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em Junho de 1967.
A sinagoga agora restaurada é uma réplica da sinagoga do século 19, e é o resultado de 4 anos de trabalho.





Shalom, Israel!

segunda-feira, março 15, 2010

LULA DA SILVA EM JERUSALEM

"Estamos iniciando uma nova fase nas relações entre o Brasil e Israel" - assim afirmou o presidente brasileiro Lula da Silva, esta manhã, no início da sua visita a Jerusalém, capital de Israel.
A visita de Lula da Silva coincide com um dia de "alta tensão", uma vez que se temem desacatos na Cidade Santa por causa da rededicação da sinagoga Hurva, em plena cidade velha.
O presidente de Israel Shimon Peres afirmou no seu discurso de recepção ao presidente Lula: "Nós aspiramos promover o processo de paz e não permitiremos que nada o detenha. Os campos de batalha estão cheios de vítimas e as mesas de negociações cheias de realizações".
E referindo-se à rededicação da sinagoga Hurva: "Israel respeitará todos os lugares sagrados e sítios de adoração. O que é sagrado para os muçulmanos será sagrado para nós; o que é sagrado para os cristãos será sagrado para nós; e vice-versa, concerteza" - afirmou Peres.
Já no encontro na residência oficial do presidente Peres em Jerusalém, o presidente israelita afirmou a Lula da Silva: "As três religiões monoteístas em Israel são respeitadas em todos os lugares."
"Não há substituto para o processo de paz, nem resta muito tempo para nos reconciliarmos com os nossos vizinhos árabes e palestinianos. Podem haver crises ao longo do caminho, mas não permitiremos que uma crise páre o processo de paz em si. Nada nos é mais querido do que conseguir a paz."
E dirigindo-se directamente a Lula da Silva, Peres acrescentou: "O senhor é um presidente que carrega esperança para a paz. O seu povo escolheu-o e ama-o. O mundo olha para si e vê esperança. Numa larga medida, o senhor está anunciando o futuro para todos nós. O senhor levou o seu país à pobreza zero, à iliteracia zero e está combatendo a violência."
Lula da Silva por seu turno afirmou ao presidente Peres: "A arte da política é vencer as dificuldades que têm de ser resolvidas. A política é a única ciência em que não´existem fronteiras e em que o impossível se torna possível."
E Lula da Silva adiantou que um dos objectivos da visita é discutir soluções potenciais para a paz: "Há tanta gente com experiência nestes processos, e aparentemente ninguém tem mais experiência do que o senhor. Nesta trilha em busca da paz no Médio Oriente, nós estamos agora iniciando uma nova fase nas relações entre o Brasil e Israel."
Assim seja!
Shalom, Israel!