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quarta-feira, março 31, 2021

ASSINADO PROTOCOLO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUSEU JUDAICO EM LISBOA, NO MESMO DIA EM QUE SE CELEBRAM OS 200 DA EXTINÇÃO DA INQUISIÇÃO CATÓLICA

Neste dia em que se comemoram os 200 anos da extinção de uma das organizações mais sinistras da História - a "Santa" Inquisição Católica - foi assinado um protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Hagadá para a construção de um moderno museu judaico na capital portuguesa.

O museu chamar-se-á "Tikvá"- o Museu Judaico de Lisboa - e contará não só a história da presença judaica em Lisboa, mas também a cultura e as tradições judaicas.

O Museu "Tikvá" - que significa "esperança" em hebraico, vai situar-se em Belém, na Rua das Hortas, frente ao rio Tejo, e terá uma área de cerca de 4 mil metros quadrados. Será concebido pelo arquitecto Daniel Libeskind que desenhou, entre outros, o museu judaico de Berlim, que já tive o privilégio de visitar.

Nas redes sociais, a associação Hagadá explicou que o objectivo do museu é "contar a história da presença dos judeus no território a que hoje chamamos Portugal, nomeadamente Lisboa."

"Não é um museu de judeus, mas sim um museu português que conta uma história específica: a vida dos judeus em Portugal, uma história judaica e portuguesa."

No local para onde o museu estava inicialmente previsto, o bairro de Alfama, irá surgir um espaço de homenagem à comunidade judaica, aberto à cidade como marca de uma Lisboa aberta e tolerante - garantiu o presidente da Câmara Municipal Fernando Medina. 

As obras devem começar no primeiro semestre do próximo ano, estando a abertura do museu prevista para 2024. O custo total da obra ainda não é conhecido, mas já há várias doações. 

A data não foi certamente escolhida ao acaso. Ninguém conseguirá apagar os hediondos crimes contra os judeus, os protestantes e outros grupos perpetrados pela "Santa Inquisição Católica", mas podemos lembrar a História e aprender com ela a não repetirmos os mesmos erros. E o museu serve exactamente para isso...

Shalom, Israel!

sexta-feira, novembro 23, 2018

DESDE 2015 QUE PORTUGAL E ESPANHA JÁ CONCEDERAM 10.000 PASSAPORTES A NOVOS CIDADÃOS SEFARDITAS

Mais de 10 mil pessoas têm sido naturalizadas em Portugal e Espanha desde 2015, sob a lei da naturalização com base na comprovação de ascendência judaica.
Estes números foram fornecidos pelo diário espanhol "El Pais" e pela portuguesa agência "Lusa." Ambos os órgãos de comunicação social citaram leis aprovadas pelos parlamentos dos dois países em 2015, permitindo o direito à naturalização portuguesa e espanhola a descendentes de judeus sefarditas.

ESPANHA
Desde 2015 que a Espanha já naturalizou um total de 8.365 candidatos, com base na sua ascendência judaica. No entanto, desse total, somente 3.843 é que foram naturalizados segundo a lei de 2015, tendo os outros conseguido a naturalização através de vários decretos emitidos em 2015 e 2016 e que facilitaram o acesso à legalização. Um dos entraves da lei anterior era a obrigação de o candidato passar por um exame de língua espanhola. Os críticos vieram protestar, alegando que se tratava de uma injustiça para com as pessoas mais velhas, e mesmo para candidatos que falhavam na prova embora tivessem conhecimentos de ladino como língua mãe, uma língua sefardita semelhante ao espanhol. 
A lei espanhola estipulou um espaço de 3 anos para os processos de naturalização, que deveria ter terminado no mês passado, tendo no entanto sido estendido para mais um ano, portanto até Outubro de 2019.
O grupo maior de candidatos tem origem na Turquia, com 2.693 candidatos. 3.374 candidatos procedem da América Latina. Israel foi o terceiro país, com 860 processos e Marrocos veio em quarto lugar, com 599. Dos Estados Unidos vieram 221 candidaturas.
Há ainda neste momento 5.682 candidaturas em fase de processamento em Espanha.

SINAGOGA DO PORTO, PORTUGAL
PORTUGAL
Um total de 1.713 candidatos foram naturalizados durante o ano passado em Portugal, com base nas suas raízes sefarditas. Isso constitui o maior grupo de não residentes a receberem um passaporte português, e quase dez por cento da totalidade de pessoas que se tornaram cidadãs portuguesas em 2017. A agência "Lusa" ainda não forneceu os dados deste ano.
Tanto na Espanha como em Portugal, as leis de naturalização dos sefarditas foram interpretadas como sendo uma forma de "expiar" as culpas das campanhas estatais de perseguição aos judeus em ambos os países, nos séculos 15 e 16, conhecidas como Inquisição Católica Portuguesa e Espanhola.

Shalom, Israel!